Agosto 2019 | Arquidiocese de Fortaleza

Publicado em 19/08/2019 por Leonardo Sousa

Cadastramento biométrico eleitoral

Em face da aproximação do término da revisão do eleitorado de Fortaleza mediante o cadastramento biométrico dos eleitores, a ocorrer em 29 de novembro de 2019.

Dom José Antônio, arcebispo de Fortaleza, pede que se faça a divulgação em todas as Regiões, Paróquias, Áreas Pastorais, comunidades do material em anexo.

É importante cadastrar-se. Veja as orientação no documento.

Publicado em 18/08/2019 por João Augusto

Igreja no Brasil trabalha para o desenvolvimento e promoção de uma cultura vocacional

A experiência eclesial cristã resgatada pelo Concílio Vaticano II suscitou na Igreja, a partir da Europa e depois na América Latina, uma grande preocupação com a questão vocacional. Esse contexto contribuiu para que, na Igreja do Brasil, passos significativos fossem dados com o objetivo de incrementar uma consciência vocacional em todo o povo de Deus, resgatando a comunidade eclesial como lugar da efetiva participação de todos os batizados na missão da Igreja.

Atualmente refletir a dinâmica vocacional a partir de uma eclesiologia de comunhão e participação é segundo o bispo auxiliar de Manaus, dom José Albuquerque tarefa de todos: “Toda a ação pastoral deve ser orientada para o discernimento vocacional, tendo como objetivo ajudar cada cristão a descobrir o caminho concreto para realizar o projeto de vida ao qual Deus o chama”.

Diante dos desafios que a pós-modernidade impõe, o bispo afirma que a questão vocacional se torna urgente e necessária, sobretudo, para se compreender e enfrentar as problemáticas oriundas de um acentuado individualismo. Para ele, a oração constitui o primeiro e insubstituível serviço que podemos oferecer à causa das vocações. “A comunidade que reza pelas vocações, que medita a partir da Palavra de Deus, que celebra a Liturgia com fervor e alegria, que oferece direção espiritual aos jovens, colabora incansavelmente para criar uma cultura vocacional”, salienta.

Na caminhada vocacional, alguns eventos foram determinantes para a construção da identidade que, hoje, caracteriza o serviço de animação vocacional na Igreja do Brasil. O mês vocacional é um desses exemplos. Assumido em âmbito nacional, em 1981, por dioceses e regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), seu intuito é ser um tempo especial de reflexão e oração pelas vocações e ministérios.

Hoje cada domingo do mês de agosto é dedicado à celebração de uma determinada vocação. No primeiro, celebra-se sacerdócio e os ministérios ordenados; no segundo, o matrimônio junto à semana da Família; no terceiro, a vida consagrada, e por fim, no quarto, a vocação dos Leigos. “O Mês Vocacional, consagrado há mais de três décadas em nosso país, se tornou uma grande convocação eclesial, tempo privilegiado para celebrar as diversas vocações e para intensificar a oração pelas vocações nas famílias, nos ambientes estudantis, em todos os grupos e comunidades eclesiais e para realizar ações concretas e tantas outras iniciativas, de forma envolvente e criativa ao longo deste abençoado mês”, diz dom José.

Congressos vocacionais – Outra iniciativa que também tem como preocupação o itinerário vocacional são os Congressos Vocacionais do Brasil. Organizados pela Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, eles trazem ao longo dos anos temas e lemas profundamente enraizados na Sagrada Escritura e inseridos na realidade contemporânea. Este ano com o tema “Vocação e Discernimento” e o lema “Mostra-me, Senhor, os teus caminhos” (Salmo 25,4), o IV Congresso Vocacional do Brasil será realizado de 05 a 08 de setembro, no Centro de Eventos do Santuário Nacional Nossa Senhora de Aparecida, em Aparecida (SP).

Segundo a equipe organizadora, a iniciativa deseja refletir sobre a necessidade da oração em prol das vocações e acima de tudo expandir a temática para todos os âmbitos eclesiais e sociais. “Um dos grandes objetivos do 4º. Congresso Vocacional é a promoção da Cultura Vocacional nas comunidades, para que o tema vocacional seja abraçado como prioridade essencial de nossa Igreja, assim como de fato o é: uma comunidade de chamados que assumem o papel de também chamar outros operários, nas mais diversas missões e carismas”, afirma o padre Elias Silva, coordenador nacional da Pastoral Vocacional.

O sacerdote reitera que o evento possibilitará a criação de um trabalho vocacional em redes, especialmente porque é adaptado à concretude das circunstâncias específicas de cada região do país. Neste contexto, ele explica que como parte da execução do 4º Congresso estão os pré-congressos que acontecem nos regionais de todo o Brasil e também da vida religiosa. “Estamos em um período bonito da promoção vocacional do Brasil. A cada novo encontro que acontece pelo Brasil vai se solidificando a necessidade e urgência de promover a Cultura Vocacional, e de uma maneira muito específica de possibilitar um discernimento vocacional que oriente as pessoas ao verdadeiro seguimento de Cristo, ouvindo a voz amorosa e exigente do Pai”, alega.

Neima Pereira dos Santos, de 49 anos, é membro da Pastoral Vocacional da diocese de Formosa (GO). Para ela, refletir sobre a vocação é trilhar um caminho de descobertas da própria identidade. “Vivemos num mundo cada vez mais fragmentado e veloz, há uma perda da identidade, falta um autêntico sentido de vida, principalmente em relação aos nossos jovens”, diz. Consagrada Secular do Instituto Secular Servas de Jesus Sacerdote, Neima vai participar ativamente do IV Congresso Vocacional.

Ela aponta a importância de um evento como esses em âmbito nacional. “Com a realização do 4º Congresso Vocacional teremos a oportunidade de refletir sobre os novos questionamentos e desafios vocacionais que nos são apresentados no contexto atual. Conheceremos as diferentes realidades e diversidades vocacionais e obstáculos a serem superados”, considera. Pensar em conjunto, amadurecer e aprofundar concretamente a questão vocacional é um dos desafios da Igreja no Brasil para os próximos anos. “O 4º Congresso Vocacional dará ânimo e vigor a todos os participantes e aos agentes da Pastoral Vocacional trazendo também novas luzes e pistas para a animação vocacional no Brasil”, finaliza.

Matéria Revista Bote Fé nº 28 – Edições CNBB

Publicado em 17/08/2019 por João Augusto

Irmã Maria Inês pede para que se reze pela valorização da presença das religiosas na Igreja

No mês dedicado às vocações, especialmente neste terceiro domingo de agosto, 18, é celebrada a vocação para a vida consagrada: religiosos e consagrados seculares. A presidente da Conferência dos Religiosos do Brasil (CRB), irmã Maria Inês, ressalta a importância da data e afirma que ela demonstra o valor dado a missão e ao papel dos religiosos na Igreja.

Em um vídeo, gravado com exclusividade ao portal da CNBB, irmã Maria Inês Ribeiro, que foi reeleita recentemente para a direção da CRB, também fala sobre a especificidade da contribuição das religiosas no âmbito da Igreja e convida a todos, principalmente neste domingo, a rezar para que haja maior valorização da presença das mulheres neste campo, sejam elas leigas ou religiosas.

Confira o vídeo na íntegra:

Publicado em 16/08/2019 por João Augusto

Papa: que Nossa Senhora nos ajude a ser santos e a ter uma fé forte e alegre

Em tuíte publicado esta sexta-feira, Francisco convida os fiéis a se inspirarem em Maria para ter uma fé forte e alegre e a ser santos.

Cidade do Vaticano

Peçamos a Nossa Senhora que nos guarde e nos sustente; que tenhamos uma fé forte, alegre e misericordiosa; que nos ajude a ser santos, a encontrar-nos com Ela, um dia, no Paraíso.

Esta é a mensagem do Papa Francisco publicada no Twitter nesta sexta-feira.

Ouça a reportagem

Publicado em 16/08/2019 por João Augusto

Nada de obstáculo em Maria

padre-geovane
padre-geovane

Longe de nós nos afastarmos de Jesus de Nazaré, antes ficarmos a contemplá-lo como o centro do universo a dominar a história de toda a humanidade. Junto de Deus temos a grande verdade para nós, cristãos, a qual consiste em contemplar a pessoa de Maria, criatura humana toda pura, considerando-a como o triunfo mais elevado do gênero humano. Urge compreender a pessoa de Maria pela nossa fé, e na inaudita visão de São João, como está escrito nas Sagradas Escrituras: “Apareceu no céu um grande sinal, uma mulher vestida de sol, com a lua debaixo dos pés e tendo sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas” (Ap 12, 1).

Precisamos enxergar, em Maria Santíssima, a obra-prima da ação redentora e salvífica de Deus, aqui, como nas palavras do Cardeal Aloísio Lorscheider: “Se Cristo plantou a cruz no seio da humanidade para que pela cruz, plantada em cada coração humano, viesse a salvação, Maria, como primogênita da cruz, foi a primeira que, de todo o seu coração, com todo o seu ser, aderiu plenamente à cruz de seu Filho. Foi em Maria que a ação providencial de Jesus se pôde expandir livremente, não encontrando obstáculo algum, no mínimo de imperfeição e na ausência de falha”.

Em um mundo marcado pela maldade, a causar prejuízo enorme às comunidades dos que abraçam a fé, Deus envia uma pessoa muito acima das demais, afável e terna, fazendo a diferença, que, na percepção de Isabel, é a bem-aventurada, porque acreditou no que o Senhor lhe havia prometido. Preservada do pecado original, Maria conta com o amparo de Deus, diante da constante ameaça do mal e da morte, por estar revestida de honras e glórias, indicando-nos, não só o caminho da vida, mas sendo um grande sinal da nova humanidade, restaurada, revelando-nos as maravilhas de Deus em nosso favor.

Pensemos, pois, numa mulher inteiramente digna de penetrar no interior do Palácio Real e sentar-se no trono ao lado do Filho Divino, dando-nos o que há de mais belo e esperançoso, a simbologia da humanidade, toda nova e transfigurada no amor (cf. Sl 44), tudo, evidentemente, a partir de Maria, a mãe do Salvador, num obstinado duelo contra as forças de Satanás, vencendo-o definitivamente.

Que o olhar misericordioso de Maria se volte para nós, com nossas lutas, angústias e fraquezas. Que a assunção da Mãe de Deus ajude o seu povo a se comprometer com o eterno reino. Invocando-a como mãe, pelos ensinamentos de São João, que a tenhamos como impulso, vigor e consolo, na certeza da bem-aventurança imorredoura, porque ela acreditou. Assim seja!

*Pároco de Santo Afonso, Blogueiro, Escritor e integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza

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Publicado em 15/08/2019 por João Augusto

Autor de hino da Caminhada com Maria já teve canção em CD para o Papa

A Paz ganha destaque na Caminhada com Maria deste ano. Uma canção foi composta exclusivamente para esta edição pelo artista cearense Izaías Luciano, autor do primeiro jingle da Caminhada, há 17 anos.

Izaías já teve uma de suas canções, “Mãe Aparecida”, interpretada pelo cantor Daniel e inclusa em uma coletânea em homenagem ao então Papa Bento XVI, em 2007. “Optei por Jesus” e “Oi, Jesus, aqui é o Zé”, também de sua autoria foram gravadas pelo padre Antonio Maria.

A paixão pela música vem desde a adolescência quando o compositor teve sua experiência pessoal com Deus. “Foi uma imensa alegria poder compor esta canção pela paz”, afirma Izaias.

O artista também possui outras composições Marianas como uma dedicada à padroeira de Fortaleza chamada “Nossa Senhora da Assunção “, gravada ano passado.

Publicado em 15/08/2019 por João Augusto

Animação musical da Caminhada com Maria é garantida pela Comunidade Recado

A Caminhada com Maria se tornou momento de grande unidade para toda Arquidiocese de Fortaleza. As várias expressões eclesiais se mobilizam para realizar um dos maiores atos públicos de fé do país. São de mais de 2 milhões de pessoas de acordo com a organização do evento.

Dentre os muitos voluntários estão membros da Comunidade Recado. A instituição completou em 2019 trinta e cinco anos de fundação e onze de serviço na Caminhada com Maria, através da animação musical do evento.

Allison Alves é um dos vocais. Membro compromissado da vocação Recado , desde 2008 está neste ministério. “Quando recebo o convite para servir é sempre uma alegria imensa. Entendo que é uma oportunidade fecunda de transbordar o carisma que recebemos para a igreja”, testemunha.

Acompanhe a transmissão ao vivo da Caminhada com Maria

Publicado em 15/08/2019 por João Augusto

“Construamos juntos uma cidade mais pacífica”, pede arcebispo na abertura da Caminhada com Maria

A inspiração de fazer a Caminhada com Maria veio do arcebispo de Fortaleza , Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, em 2003. Dezessete anos depois, ele deu início a mais uma edição da Caminhada. “Que todos sejamos mais conscientes, com a Graça de Deus, para construirmos juntos uma cidade mais pacífica, mais fraterna e mais justa”, disse.

A Caminhada com Maria segue um percurso de 12,5 quilômetros com parada na Ponte do Rio Ceará onde haverá, neste ano, um momento de oração pela Paz e motivação a um abraço comunitário. “Neste ano rezamos especialmente pela paz, por isso o tema que propomos para reflexão é ‘Maria caminha conosco na construção da paz’”, explica padre Antonio Francileudo, coordenador da Caminhada com Maria.

Acompanhe a transmissão ao vivo da Caminhada com Maria

Publicado em 14/08/2019 por João Augusto

Paróquia e Santuário Nossa Senhora da Assunção – Vila Velha

A Paróquia e Santuário Nossa Senhora da Assunção no bairro Vila Velha realiza de 2 a 15 de agosto, a festa de sua padroeira tendo como tema “Caminhamos com Maria na construção da Paz!”.

O Envio para a Festa foi no dia 7 de julho, com hasteamento da bandeira de Nossa Senhora da Assunção, Eucaristia e convívio social com música ao vivo.

De 8 a 29 de julho foram realizados encontros de rua em cada comunidade, com o estudo dos dez evangelhos que serão proclamados nas 10 noites da Festa (Cada comunidade em uma noite).

Nos dias 30, 31 de julho e 1º de agosto aconteceu o Tríduo Vocacional (Eucaristia e estudo das principais vocações com rodas de conversa) – as juventudes da Paróquia assumiram o Tríduo com os diáconos permanentes.

De 2 a 11 de agosto –
Eucaristia com sacerdotes convidados, convívio social com música ao vivo e venda de comidas típicas (na semana a Eucaristia começa às 19h e aos sábados e domingos às 17h).

No dia 11 de agosto
temos a procissão pelas principais ruas da paróquia, saindo da Comunidade Nossa Sra. de Fátima (fica perto do Campo do Ferroviário) às 16h.

No dia 13 de agosto,
Missa ao meio-dia no Santuário; às 19h, aniversário do Monumento de Nossa Senhora da Assunção: Show com cantores católicos.

No dia 14 de agosto,
Missa com o Padre Antônio Furtado, às 19h, na Praça do Monumento.

No dia 15 de agosto,
Missa às 6h, 8h, 10h e às 12h, no Santuário e em seguida a saída para a 17ª Caminhada com Maria. 

Quaisquer dúvidas: (85) 3228.5831 (Secretaria Paroquial); Rejane (85) 98816.3867; Som (85) 98857.5458.

Edições da Caminhada  com Maria:

  • 1ª edição: Caminhamos com Maria, em seu Caminho que é Jesus (2003);
  • 2ª edição: Caminhamos com Maria, modelo insuperável da contemplação de Cristo (2004);
  • 3ª edição: Com Maria seguimos Jesus Eucaristia (2005);
  • 4ª edição: Com Maria somos discípulos e missionários de Jesus Cristo (2006);
  • 5ª edição: Com Maria, discípula e missionária de Jesus, a serviço da vida (2007);
  • 6ª edição: Caminhamos com Maria, Mãe dos discípulos de Jesus Cristo (2008);
  • 7ª edição: Caminhamos com Maria na fidelidade de Cristo (2009);
  • 8ª edição: Caminhamos com Maria: Fica conosco, Senhor! (2010);
  • 9ª edição: Caminhamos com Maria, acolhendo Jesus a Palavra de Deus (2011);
  • 10ª e 11ª edições: Com Maria no Caminho da Fé (2012/2013);
  • 12ª edição: Com Maria no caminho da Esperança (2014);
  • 13ª edição: Caminhamos com Maria, na Caridade de Cristo (2015);
  • 14ª edição: Caminhamos com Maria, a Mãe da Misericórdia (2016);
  • 15ª edição: Maria caminha conosco no caminho que é Jesus (2017)
  • 16ª edição: Caminhamos com Maria, “Mãe da Igreja”, e lema: “Mulher eis aí o teu Filho. Filho, eis aí a tua Mãe” (cf. Jo 19,27) (2018).

Caminhada com Maria patrimônio cultural imaterial do Brasil – Lei nº 13.330

O intuito da Caminhada com Maria é reunir os filhos de Deus para louvar e agradecer as bênçãos realizadas em suas vidas e homenagear a Mãe de Jesus, padroeira de nossa cidade. Desde o seu primeiro ano é organizada pela Arquidiocese de Fortaleza e foi decretada em 5 de junho de 2015 como patrimônio cultural imaterial do Brasil, sob a Lei Nº 13.330.

Serviço:

Evento: Caminhada com Maria.
Quando: 15 de agosto.
Horário: 14 horas – Saída
Local: Santuário Nossa Senhora da Assunção
Endereço: Av. Dom Aloísio Lorscheider, 960 – Conjunto Nova Assunção – Vila Velha, Fortaleza – CE
Concentração: Ponte da Barra do Ceará
Chegada: Catedral Metropolitana de Fortaleza

Contato: Setor de Comunicação da Arquidiocese de Fortaleza.
Telefone: (85) 3388 -8703

Publicado em 14/08/2019 por João Augusto

A Festa da Assunção

No dia 18 de agosto deste ano de 2019 a Igreja Católica celebra a Solenidade da Assunção de Nossa Senhora. A Assunção de Maria é dogma católico solenemente definido através da Constituição “Munificentissimus Deus” do 1º. de novembro de 1950 pelo Papa Pio Xll.  O texto da proclamação dogmática não afirma que Maria foi elevada ao céu, mas à “Glória celeste”. Não se afirma, portanto, um deslocamento espacial nem uma nova localização, mas a transfiguração do seu corpo e a passagem de sua condição terrestre à condição gloriosa da totalidade de sua pessoa, isto é, corpo e alma. (cf. C. A. Contieri SJ, in A Bíblia Dia a Dia, Paulinas, 2015). A crença universal neste mistério havia sido confirmada anteriormente por todo o episcopado católico consultado em 1946. Liturgicamente a Festa da Assunção é celebrada na Igreja Católica no domingo subsequente ao dia 15 de agosto. A crença na Assunção é tradicional na Igreja, mas foi, sobretudo no século XVII que se tornou objeto de uma verdadeira construção teológica em reação contra o Jansenismo. Maria é dita pelo anjo Gabriel “cheio de graça”. Este é quase o nome próprio da Virgem – o anjo não a chama “Maria”, mas “cheia de graça”. (Lc. 1,28). Isto quer dizer que Maria nunca esteve sujeita ao império do pecado. Em consequência, não podia ficar sob o domínio  da morte, que entrou no mundo através do pecado (Rm 5, 12). Sendo assim, é lógico dizer que ela não conheceu a deterioração da sepultura, sendo glorificado não somente em sua alma, mas também em seu corpo.

Será que este mistério exclui talvez a morte natural de Maria? Não há registros históricos do momento da morte de Maria. Diz uma tradição cristã antiga que ela teria morrido no ano 42 d.C. Desde os primeiros séculos, usa-se a expressão “dormição”, do latim “domitare” em vez de “morte”. No século VII a festa da “Dormitio” (passagem para outra vida) foi introduzida em Roma por um Papa oriental, Sérgio I (cf. Breve Biografia dos Santos, Livro 5, p.7, Pe. Antônio Lúcio da Silva Lima (Org.), Editora Paulus, 2013). Antigamente alguns teólogos e santos da Igreja Católica, sustentam que Maria não teria morrido, mas teria “dormitado” e assim levado ao céu. Hoje, teólogos sustentam que Maria não teve este privilégio uma vez que o próprio Jesus passou pela morte. O que a Igreja Católica ensina é que o corpo de Maria foi preservado das consequências da morte, que são a corrupção e a decomposição.

O Concílio Vaticano ll retomou totalmente a doutrina definida, quando afirma que “a Imaculada Virgem, preservada imune de toda a mancha original, terminada o curso da sua vida terrestre, foi elevada em corpo e alma à glória celeste. E, para que mais plenamente estivesse conforme a seu Filho… foi exaltada pelo Senhor com a Rainha do universo” (Lumen Gentium, n.59). Sempre foi crença pacífica dos católicos que o corpo da Virgem, concebido imaculado, sem a nódoa do pecado original, corpo que não conheceu sombra do pecado, corpo que foi o berço onde tomou carne o próprio Verbo de Deus ao fazer-se homem, não podia estar sujeito à corrupção, mas devia ser glorificado junto com a alma na glória celeste. Maria, elevada à Glória Celeste em corpo e alma, recorda-nos, de maneira viva, o nosso último destino. A Assunção de Maria está diretamente ligada a sua união com Jesus Cristo; portanto, a fundamentação vem da maternidade virginal e a isenção do pecado original. Assim, esta união íntima de Maria com o corpo de Jesus Cristo é um argumento forte para crer que o seu corpo teve o mesmo destino do corpo de Jesus, isto é, não foi tocado pela destruição da morte.

Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald
Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1

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