Publicado em 31/10/2018 por João Augusto

Missionária do Shalom nomeada pela Santa Sé para representar América do Sul em Conselho da RCC

Por: Vanderlúcio Souza

Gabriella Dias, consagrada na Comunidade Católica Shalom, foi nomeada pela Santa Sé para representar a América do Sul no Charis, Conselho recém criado para o serviço internacional da Renovação Carismática Católica.

Sobre o CHARIS

O Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida anuncia que no dia 8 de dezembro de 2018 a Santa Sé estabelecerá um organismo que constituirá um novo e único serviço internacional para a corrente de graça que é a Renovação Carismática Católica. Na mesma data, o estatuto deste organismo será aprovado por um período ad experimentum. Este serviço único, desejado em várias ocasiões pelo Santo Padre Papa Francisco, assumirá o nome de CHARIS e pretende abordar o seu trabalho em benefício de todas as expressões da Renovação Carismática Católica.

Conselheiros assumirão missão no Pentecostes 2019 com o Papa Francisco na Praça de São Pedro.

Como um organismo de serviço para todas as realidades da Renovação Carismática Católica, CHARIS não exercerá nenhuma autoridade sobre eles. Toda realidade carismática permanecerá aquilo que é, no pleno respeito de sua identidade, e permanecerá sob a jurisdição da autoridade eclesiástica da qual depende. Cada um, no entanto, pode valer-se livremente, para o cumprimento de sua missão, de todos os serviços que CHARIS proporcionará, um objetivo fundamental proposto pelo novo órgão.

Moderador: Prof. Jean-Luc Moens (Bélgica)
Miembros del Servicio internacional de comunhão:

1. América do Norte e Caribe (inglês)
S.E. Mons. Peter Leslie Smith (USA)

2. América do Norte e Caribe (espanhol)
Sr. Andrés Arango (USA)

3. Centroamerica:
Sra. María Eugenia de Góngora (Guatemala)

4. América do Sul (espanhol)
Sr. Pino Scafuro (Argentina)

5. América do Sul (português)
Sra Gabriella Marcia da Rocha Días (Brasil)

6. Asia:
Sr. Cyril John (India)

7. Ásia:
Frade. James Shin San-Hyun (Coreia do Sul)

8. África (francesa)
Sr. Jean-Christophe Sakiti (Togo)

9. África (inglesa)
Sr. Fred Mawanda (Uganda)

10. Europa:
Sr. Paolo Maino (Italia)

11. Europa:
Diácono Etienne Mellot (Francia)

12. Oceanía:
Sr. Shayne Bennett (Australia)

13. Diversos ministérios da Renovação Carismática Católica:
Sr. José Prado Flores (Mexico)

14. Sacerdotes o religiosos carismáticos:
Rev. Etienne Vetö (USA)

15.Comunidades:
Sr. Jean Barbara (Líbano)

16. Comunidades:
Diácono Johannes Fichtenbauer (Austria)

17.Asociaciones de fiéis com reconhecimento da Santa Sede:
Sig. François Prouteau (Francia)

18. Jovens com menos 30 anos
Srta. Giulia Rancan (Italia)

Asistente Eclesiástico:
Rev. P. Raniero Cantalamessa, O.F.M. Cap. (Italia)

As pessoas acima mencionadas assumirão suas funções na solenidade de Pentecostes de 2019, o dia em que o estatuto de CHARIS entrará em vigor. Desde então, o Serviço Internacional da Renovação Carismática Católica e a Fraternidade Católica das Comunidades e Associações Carismáticas de Aliança deixarão de existir. Os bens desses dois órgãos devem ser transferidos para CHARIS, a fim de proporcionar a este novo corpo os recursos financeiros necessários para realizar a missão desejada pelo Santo Padre.

Confira o testemunho escrito pela própria Gabriella Dias.

O amor de Deus me atraiu – Meus pais tiveram cinco filhos, dos quais sou a única mulher. Também por esse motivo, sempre tive um lugar muito especial em minha família: fui bem educada e cuidada, meus pais sempre me amaram e fizeram muitos planos para mim. Desde a infância me ensinaram a cultivar valores aos quais, com grande esmero, me dediquei: a família e os estudos. Formar-me e seguir carreira era de tal forma importante para mim que nisto parecia estar o meu valor, a minha dignidade. Frequentemente via-me em situações em que parecia vital ser a melhor, obter sucesso, jamais fracassar ou desistir depois de ter tomado uma decisão. Por isso, quando, aos 16 anos, fui morar em Natal-RN com meu irmão mais velho (que então tinha 17 anos de idade), a fim de estudarmos, suportei o sofrimento causado pela ausência da família, sobretudo a saudade de minha mãe.

Nesse ano (1994) me determinei por uma dedicação intensa aos estudos, de formas que no fim de semana do meu aniversário resolvi fazer um curso; fiquei só e não celebrei essa data. Ao voltar para casa, à noite, experimentando grande vazio e solidão, chorei muito e, pela primeira vez, questionei-me acerca das minhas opções, se valia a pena viver assim, sem amar nem me deixar amar, por causa de metas, planos… Sem respostas, adormeci exausta de tanto chorar. Quando lembro essa noite, penso no Salmo 117: “Na angústia eu gritei por Ele, e o Senhor me escutou”.

Sim! O Senhor me escutou. Um mês depois recebi o convite inesperado de uma colega de sala (a quem sou muito grata) para participar de um grupo de oração para jovens. Oração eu não queria, mas de amigos eu precisava. Fui, e a coordenadora (que era da Comunidade de Vida Shalom), ao se apresentar, usou dois termos que de imediato me atraíram fortemente; ela disse: “Sou consagrada e missionária…”. Estas duas realidades – consagração e missão -, que pouco compreendia, bastaram para que eu voltasse àquele grupo tantas outras vezes. Naqueles dias firmei comigo o propósito de me tornar “aquilo” que me pareceu mais nobre do que qualquer outra coisa desta vida.

Mas… estava às portas do Vestibular. Meus planos – bem firmados – eram outros. Estava matriculada em Natal-RN e João Pessoa-PB; queria cursar medicina. Um mês antes das provas, para minha “confusão”, fiz meu Seminário de Vida no Espírito Santo e o Amor de Deus, que supera todo entendimento e medida, atraiu-me fortemente. Passei a desejar ser só dele. Como se faria isso? Um sacerdote salesiano me aconselhou a prestar Vestibular e ver isso depois. Eu não teria coragem de fazer outra coisa.

Ingressei em 1995 na Universidade Federal, no curso que sempre desejara, mas meu coração (para minha surpresa!) estava longe do que eu e minha família havíamos planejado; ele estava em Deus e seus planos, que a cada dia eu queria sondar pela oração, estudo da Palavra e Eucaristia. Foi um ano de intimidade com Deus e de felizes surpresas e respostas de sua parte. No dia do meu aniversário, por exemplo, estava mais uma vez longe da família, mas eu não estava mais só, os irmãos da Comunidade Shalom celebraram a minha vida de uma maneira inesquecível. Quando um dos irmãos consagrados me disse no meio da serenata: “Nós somos uma família…”, compreendi que aquele ano todo de manifestações do Amor de Deus era de resposta àquela noite em chorei até a exaustão. Nessa noite chorei mais do que na de 1994, senti-me encontrada, amada por Deus e pelos irmãos, em família. Compreendi também que Deus estava me dando a resposta para os anseios do meu coração, de consagração, de missão… naquela nova família, na Comunidade Shalom.

No ano seguinte, ainda cursando medicina, fiz o vocacional Shalom e, apaixonada por esse carisma, e principalmente pelo seu Autor, pedi ingresso na Comunidade de Vida.

Ao deixar a faculdade sofri muito, por meus pais e irmãos, pois sabia estar abandonando os seus (nossos) planos, e nem me sentia no direito de fazer isso. Mas, e os planos eternos de Deus? E os seus desígnios de amor a meu respeito e, com certeza, também a respeito dos meus familiares? Teria eu o direito de resistir? Creio que não. Graças a Deus, não.

Fonte: Pontifício Conselho para a Vida, a Família e os Leigos.

Publicado em 31/10/2018 por João Augusto

Igreja do Ceará apresenta diagnóstico da realidade das Pastorais Sociais e Organismos e discute ações em prol de migrantes e refugiados

 Após a missa presidida pelo presidente da CNBB Regional NE 1, dom José Antônio Aparecido Tosi Marques, na Capela da Casa de Retiros das Irmãs Josefinas, em Fortaleza, teve início o último dia do Conser que reúne bispos, padres, religiosas e leigos representantes das Comissões, Pastorais e Organismos de todo o Ceará.

 Neste terceiro dia, as reflexões estiveram voltadas para o diagnóstico da realidade das Pastorais Sociais e Organismos, presentes nas dioceses do regional, e a situação dos migrantes e refugiados, especialmente os venezuelanos, tendo em vista a realização de ações concretas do Regional junto a Pastoral do Migrante.

 “O Conser é um momento muito precioso em que se reúne toda a Igreja do Ceará, através de pessoas que são responsáveis e representantes: os bispos que fazem o Conselho Episcopal e os colaboradores muito próximos, que trabalham conosco com o coração da Igreja. É um momento muito vivo. Nesta edição retomamos o Documento de Fortaleza, porque ele tem considerações importantes que não podem ser passageiras, mas que deve iluminar nossa caminhada nos cinco regionais da CNBB no Nordeste. O momento com os bispos foi riquíssimo, de partilha, de fraternidade, um exercício de colegialidade, de comunhão e discernimento que agora deve se desdobrar nas dioceses, em toda a Igreja. Foi um belo exercício de diálogo, comunhão, busca comum, sinodal, como diz o Papa Francisco, de caminhar juntos. A gente sente que estamos caminhando juntos com os desafios que são grandes, mas que, com a força de Deus e a luz da fé, que é muito maior, graças a Deus, em nosso coração”, avaliou dom José Antônio.

 Esta edição do Conser, que teve início na última segunda- feira, sendo concluída nesta quarta- feira, após o almoço.

Diagnóstico das Pastorais Sociais e Organismos

 Logo na primeira pauta foram apresentados os resultados de questionários enviados às dioceses, sobre a existência, atuação e desafios das Pastorais Sociais e Organismos presentes no Ceará. Após o levantamento foi concluído que, a ação social no regional é, em sua maioria, voluntária e conta com 3.767 agentes, que acompanham 46.860 famílias e 84.267 pessoas.

 O relatório também apresentou quais são as pastorais sociais que atuam no Estado, sendo elas: Pastoral Carcerária, Pastoral do Povo de Rua, Pastoral do Menor, Pastoral da Criança, Pastoral da Sobriedade, Pastoral da AIDS, Pastoral da Pessoa Idosa, Pastoral Operária, Pastoral da Saúde, Conselho Pastoral dos Pescadores, Comissão Pastoral da Terra e o Serviço Pastoral do Migrante.

 Sobre os Organismos, foram identificados: Cáritas, Comissão Brasileira de Justiça e Paz, Centro de Defesa e Promoção dos Direitos Humanos da Arquidiocese de Fortaleza (CDPDH), Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza (CDVHS), Centro de Promoção da Vida Dom Helder Câmara (CPVDHC), Centro de Defesa dos Direitos Humanos Antônio Conselheiro (CDDH-AC), Conselho Indigenista Missionário (CIMI).

 “Estes dados apresentados serve pra gente sistematizar e apresentar nossas ações, enquanto regional, na ação pastoral e pastoral social, mas também para nos ajudar a pensar a nossa sustentabilidade das ações e como a gente pode ampliá-las, porque, até o momento, elas são muito positivas, estão defendendo a vida, construindo solidariedade, justiça e paz. A ideia é pensarmos como podemos contribuir e avançar e que não fique só nas pastorais sociais, mas que o conjunto das pastorais da Igreja possa ter conhecimento e nos ajudar. Esperamos criar um grande elo, de mãos dadas na construção de uma nova sociedade a partir dos princípios cristãos”, disse Regilvania Matheus, coordenadora da Cáritas e das Pastorais Sociais do Regional.

 Após a amostragem dos resultados, foi dada a sugestão de se criar um Fundo Regional de Solidariedade, especifico para as ações da articulação regional das Pastorais Sociais, CEBs e Organismos, que deve ser administrado pela Coordenação Colegiada Regional, com acompanhamento da CNBB, por meio de um Projeto Estratégico de Sustentabilidade que envolva as nove dioceses do regional.

Migrantes e Refugiados

 Ao fim da missa de abertura do terceiro dia do Conser a diocese de Sobral entregou à diocese de Crato a mala com cartas de Migrantes. Esta ação, somada a explanação sobre a situação dos migrantes e refugiados no Brasil, foi refletida como segunda pauta do dia.

 “Queremos, primeiro, sensibilizar nossos pastores, as coordenações de pastorais, o regional como um todo, sobre esta situação, de como estão estes irmãos e irmãs e, a partir daí, definirmos, enquanto regional, o que podemos propor de acolhida, de campanha de solidariedade aos irmãos que estão hoje em Roraima. Queremos construir possibilidades. Enquanto regional Nordeste 1 a gente se solidariza e acredita que sim, o nosso regional pode contribuir nesta caminhada”, disse Patrícia Amorim, assessora da CNBB e representante da Cáritas.

 Para explicar a situação migratória, o jovem Ricardo Dju, vindo da Guiné-Bissaú, partilhou sua experiência enquanto migrante. Ele chegou ao Brasil em 2012, a fim de se graduar em Direito. Disse ter sido muito bem acolhido no Brasil, especialmente no Ceará, mas que passou por muitas situações de preconceitos, racismo. Emocionado, agradeceu publicamente, durante a reunião, o apoio dado pela Pastoral do Migrante do Estado, durante estes seis anos. Como forma de gratidão, hoje ele é um dos membros da Pastoral e ajuda outros migrantes e refugiados que chegam até aqui.

 Os membros do Conser também assistiram um vídeo, enviado pelo bispo de Romaria, dom Mario Antônio da Silva, onde estão mais de 60 mil migrante e refugiados vindos da Venezuela. No comunicado, o bispo disse que em Roraima, os migrantes e refugiados necessitam de alimentos, roupas, remédios, segurança e abrigo.

 O Projeto Compartilhe Sua Viagem, onde malas estão passando pelo Brasil com cartas contando histórias dos migrantes e refugiados, como a recebida pela diocese de Crato na manhã de hoje, serve também para que as dioceses possam pensar ações e propostas sobre esta situação, percebendo os maiores desafios. A partir do que for vivenciado deve ser realizada audiências públicas nacional, trazendo os grandes desafios dos refugiados nos país. Algumas histórias, serão sistematizadas em um caderno, para valorizar as histórias de algumas dessas pessoas.

 No Ceará, a Mala já passou pelas dioceses de Tianguá, Sobral e Crateús. Hoje Crato recebeu e deve repassar para diocese de Iguatu próximo domingo. De lá, ela segue para Limoeiro do Norte, depois Fortaleza e Itapipoca.

Encaminhamentos

A Cáritas deixou algumas propostas de iniciativas regional e diocesanas:

  • Sensibilização do tema e identificação de migrantes e/ou refugiados nas dioceses(Projeto Mala Compartilhe a Viagem);
  • Campanha de doação de alimentos para Diocese de Roraima, como gesto concreto doDia do Pobre, a ser celebrado em 18 de novembro;
  • Diálogo com o governo do Estado para construção de ações conjuntas;
  • Adesão das dioceses ao plano de acolhimento e integração;
  • Fortalecimento da pastoral do migrante em nosso regional.

O intuito é atender o apelo do Papa Francisco de acolher, proteger, promover e integrar as pessoas que vivem em situação de migração e refúgio.

Por: Jornalista Patrícia Silva(MTE 3815/CE)
Fonte: Setor de Comunicação CNBBNE 1

Publicado em 31/10/2018 por João Augusto

Programação de Dia de Finados

Dia 2 de novembro, Dia de Finados, é dia de lembrar todos àqueles que partilharam conosco a sua vida e que já faleceram. O dia de todos os santos, 1º de novembro, fez com que surgisse um dia dedicado à memória de todos os mortos. As duas festas tem como pretexto fatos transcendentes, mas na verdade celebram realidades desta vida. A fundamentação bíblica para o dia de finados é encontrada no Segundo Livro dos Macabeus capítulo doze versículo quatro (12, 4), onde se lê: “rezou pelos mortos”. Hora de rezar, celebrar o dom vida e pedir a intercessão dos irmãos que partiram.

Catedral Metropolitana de Fortaleza

Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo de Fortaleza, celebrará no dia 2, sexta- feira, às 7h30min na Capela da Ressurreição no subsolo da Catedral, onde estão sepultados alguns bispos e monsenhores da Arquidiocese de Fortaleza. Na Catedral haverá a Santa Missa às 12h e 18h30min.

Programação de missas no dia 2 de novembro – Dia de Finados nos Cemitérios

Em Fortaleza

1 – Cemitério São João Batista

No dia2 de novembro – Dia de Finados- haverá missa nos seguintes horários:
– 8h,10h, 12h, 14h e 16
– 10h, presidida por Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo de Fortaleza.

O Cemitério São João Batista fica na rua Padre Mororó, nº 487, no Centro, em Fortaleza. Informações pelo telefone (85) 3212. 8415.

2- Cemitério Parque da Paz

  • 8h e10h, missa presidida pelo Padre Gilson Marques Soares, pároco da Paróquia Senhora das Graças, Manoel Sátiro.
  • 12h, missa com um padre da Comunidade Católica Shalom.

O Cemitério Parque da Paz fica na av. Presidente Juscelino Kubitschek, nº 4454, no bairro Passaré.  Informações: (85) 3295. 2577 ou 3295.5464.

3 – Cemitério Bom Jardim

Haverá missas nos seguintes horários:

8h – Dom Valdemir Vicente Andrade Santos, bispo Auxiliar de Fortaleza e Padre Jean Douglas Miranda de Souza- No final da missa soltura de balões brancos 

10h –  Padre Wesley Souza da Silva – No final da missa soltura de balões brancos

12h – Padre Ricardo Sérgio de Melo -No final da missa distribuição de rosas aos fieis

14h – Padre convidado

16h- Padre Jean Douglas Miranda de Souza – No final da missa soltura de balões brancos 

Outras atividades

– Adoração ao Santíssimo com os Grupos da Renovação e Terço da Misericórdia

– 11h: Terço das Almas

– 13h: Terço dos Homens

– 15h: Terço da Misericórdia

Confissões

– Painel de Homenagem

O Cemitério do Bom Jardim fica na Estrada do Jatobá, nº 2668, no Parque Santa Cecília.  Informações pelo telefone (85) 3452.2465.

4 – Cemitério da Parangaba 

-As missas serão celebradas às 9h, 12h e 16h pelos padres Salvatorianos da Paróquia Bom Jesus dos Aflitos, Parangaba.

O cemitério fica próximo ao terminal da Parangaba. Informações pelo telefone (85) 3292. 3090 ou (85) 31051464.

5 – Cemitério Jardim Metropolitano

-As missas serão celebradas às 10h, 14h30min e 16h

A missa das 14h30min será campal e animada pela comunidade Shalom

O cemitério Jardim Metropolitano fica na Rodovia Anel Viário nº 4261 – Eusébio.

Informações pelo telefone (85) 3033. 5555.

6 – Cemitério de Messejana

A celebração eucarística no Cemitério de Messejana será celebrada às 9 horas presidida por Frei Benedito de Sousa Braga Filho

-16h presidida por Padre Emilio César Porto Cabral, Pároco de Messejana.

O Cemitério de Messejana fica na rua José Severiano, 290. Telefone (85) 3274-7996

7 – Cemitério São Vicente de Paula, mais conhecido como Cemitério do Mucuripe.

Como o Cemitério do Mucuripe está localizado em frente a Paróquia Nossa Senhora da Saúde as missas serão na igreja matriz nos seguintes horários:7h, 8h30min, 17h e às 19h 

– O Cemitério do Mucuripe fica na av. Abolição, 3986.

Informações pelo telefone (85) 3263.1538 na Paróquia do Mucuripe.

8 – Cemitério do Antônio Bezerra

A celebração eucarística no Cemitério do Antônio Bezerra celebrada às 7 horas.

O Cemitério fica na Rua Professor Leite Gondim, 525- Antônio Bezerra. Telefone (85) 3253-0552

Em Caucaia

9 – Cemitério Municipal São José – Caucaia – CE

17h,missa presidida pelo Padre Emílio Castelo, Pároco do Planalto Caucaia.

O Cemitério Municipal São José – Caucaia fica na Rua Francisca Nogueira Ramos, 269 – Cigana.

10 – Cemitério e Crematório Parque da Saudade

10h e 16h, missa presidida pelo Padre Pedro Rodrigues da Paróquia do Tancredo Neves.

O Cemitério fica na Avenida 4º Anel Viário, KM 22 s/n – Urucutuba – Caucaia – CE. Informações pelo telefone (85) 32661600. 

11 – Memorial Sol Poente

9h  –  missa presidida pelo Padre Francisco Antônio C. de Menezes (Pe.Tula).

O Cemitério fica na Avenida Sol Poente nº 8800 – Cipó em Caucaia – CE. Informações pelo telefone (85) 41050800. 

12- Cemitério do Caranguejo – Garrote  

7h, missa presidida pelo Padre Washington  Vieira de Oliveira.

13 – Cemitério Lagoa Salgada

9h, missa presidida pelo Padre Washington  Vieira de Oliveira.

14 – Cemitério do Cambeba – Planalto Cauípe

9h, missa presidida pelo Padre José Fonseca da Silva Filho.

15 – Cemitério São Pedro – Nossa Senhora da Paz

16h, missa presidida pelo Padre Washington  Vieira de Oliveira.

MartaAndrade
Setor de Comunicação da Arquidiocese de Fortaleza
(85) 3388.8703
(85) 9 9921.6742
“Deus, queressuscitou o Senhor, também nos ressuscitará pelo seu poder.” (1Cor 6, 14)

Publicado em 31/10/2018 por João Augusto

A segunda ocasião em que a Igreja no mundo inteiro vai celebrar o Dia Mundial do Pobre, no dia 18 de novembro de 2018

A segunda ocasião em que a Igreja no mundo inteiro vai celebrar o Dia Mundial do Pobre, no dia 18 de novembro de 2018, em junho, uma Mensagem especial do Papa Francisco fez a motivação desta celebração.

Na mensagem o Papa Francisco medita sobre um versículo do Salmo 34: “Este pobre grita e o Senhor o escuta“. Para escutar os pobres, destaca o Santo Padre:”É do silêncio da escuta que precisamos para reconhecer a voz deles. Se falarmos demasiado, não conseguiremos escutá-los. Muitas vezes, tenho receio que tantas iniciativas, apesar de meritórias e necessárias, estejam mais orientadas para nos satisfazer a nós mesmos do que para acolher realmente o grito do pobre“.

Estamos publicando carta Circular 14/2018 de dom José Antonio , datada de 30 de outubro de 2018, endereçada aos “Irmãos Sacerdotes em suas paróquias e áreas pastorais” sobre o II Dia Mundial dos pobres.

Publicado em 31/10/2018 por João Augusto

Dom Geraldo: “Com o dia de Todos os Santos, a Igreja recorda a santidade à qual todos são chamados”

O arcebispo emérito de Mariana (MG) e presidente para a Comissão Especial para a Causa dos Santos da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Geraldo Lyrio dos Santos falou ao portal da CNBB sobre o dia de Todos os Santos, festa que teve origem na Antioquia, no século IV, com a celebração de todos os mártires. “O dia de Todos os Santos é 1º de novembro. A Igreja Católica transfere a celebração deste dia para o domingo seguinte”, reforça dom Geraldo, que foi eleito presidente da CNBB em maio de 2007, na 45ª Assembleia Geral dos Bispos do Brasil, em Itaici (SP), cumprindo seu mandato até 2011.

O religioso acentua que o sentido desta solenidade, introduzida em Roma no século VI, está explicitado na oração da Missão de Todos os Santos: “Numa só festa, celebramos os méritos de todos os Santos e Santas”. Desta forma, a liturgia reúne numa só solenidade os santos venerados ao longo do ano, assim como os demais que não comparecem no calendário litúrgico, incluindo também a multidão daqueles que já chegaram à glória do céu.

Gaudete et Exultate – Dom Geraldo lembra que, com essa celebração, a Igreja recorda a santidade à qual os cristãos são chamados, como apresenta o papa Francisco em sua Exortação Apostólica Gaudete et Exultate sobre o chamado à santidade no mundo atual: “O Senhor nos quer santos e espera que não nos resignemos com uma vida medíocre, superficial e indecisa” (GE, 1).

Atualmente, na CNBB, o bispo-emérito de Campinas, preside a Comissão Especial para as Causas dos Santos. Segundo ele, essa comissão, criada pelo Conselho Permanente da CNBB, tem como finalidade assessorar as dioceses e outras entidades que desejam introduzir (ou já introduziram) alguma causa de beatificação ou canonização junto aos órgãos competentes da Cúria Romana.

Também integram essa comissão dom Diamantino Prata de Carvalho, dom Giovanni Crippa, monsenhor Roberto Natali Starlino (assessor) e padre Leonardo José de Souza Pinheiro (secretário). Além de assessoria e informações, a comissão também promove cursos de preparação de peritos nessa matéria, bem como divulga as causas em andamento, informa sobre a situação em que se encontram as causas já introduzidas e programa outras iniciativas de acordo com as necessidades ou solicitações por parte das dioceses, congregações religiosas ou Institutos de Vida Consagrada.

Fonte: CNBB

Publicado em 31/10/2018 por João Augusto

Campanha para a Evangelização auxilia a Igreja no cumprimento da sua missão e torna mais vigoroso o seu testemunho

Inspirada no exemplo da Igreja da Alemanha, que realiza duas campanhas anuais, a Igreja no Brasil criou a Campanha para a Evangelização no tempo do advento, após ser aprovada pela 35ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em 1997. Na assembleia seguinte, a 36ª, a ideia saiu do papel e foi realizada pela primeira vez no advento de 1998.

Cartaz da Campanha para a Evangelização 2018

Despertar os discípulos e as discípulas missionários para o compromisso evangelizador e para a responsabilidade pela sustentação das atividades pastorais no Brasil está entre os principais enfoques da Campanha deste ano, que acontece em sintonia com a Exortação Apostólica do papa Francisco: Gaudete et Exsultate, sobre o chamado à santidade no mundo atual, com o lema “Evangelizar partindo de Cristo”.

Sua abertura será realizada na Festa do Cristo Rei e Dia dos Cristãos Leigos e Leigas, encerramento do Ano Litúrgico, no dia 25 de novembro. A conclusão acontece no terceiro domingo do Advento, dia 16 de dezembro, quando deve ser realizada, em todas as comunidades católicas, a Coleta para a Ação Evangelizadora no Brasil, que pretende apoiar as inúmeras iniciativas da Igreja no Brasil no serviço da evangelização, da dinamização das pastorais, na luta pela justiça social, nas experiências missionárias das Igrejas irmãs e na missão ad gentes.

“Desejamos uma boa Campanha para Evangelização com as bênçãos de Deus e a proteção de Maria, mãe e seguidora de Jesus de Nazaré”, afirma a Comissão Episcopal da Campanha para Evangelização.

Partilha

O gesto concreto de colaboração na Coleta da Campanha para a Evangelização será partilhado, solidariamente, entre as arquidioceses, dioceses e prelazias, que receberão 45% dos recursos; os 18 regionais da CNBB que terão 20% e o Secretariado-geral da CNBB que contará com 35% das contribuições.

“A Igreja no Brasil, mais uma vez, faz um forte apelo para que nossas comunidades locais se motivem na comunhão e na participação para que, por meio dessa partilha, muitas iniciativas de evangelização sejam fortalecidas”, afirma a Comissão Episcopal da Campanha para Evangelização.

Materiais

Os materiais da Campanha para a Evangelização estão disponíveis para download  (CLIQUE AQUI). Foi preparado o texto motivacional, o cartaz e a oração da CE.

Oração da CE

Deus, nosso Pai, quereis a salvação de todos os povos da Terra.

Nós vos pedimos que susciteis em nós o compromisso com a Evangelização, para que todos conheçam a vida que de vós provém.

Nós vos pedimos que nossos projetos evangelizadores sirvam para nossa santificação e da sociedade inteira que, assim, será justa, fraterna e solidária.

Nós vos pedimos que, em nossas comunidades e em toda a Igreja no Brasil, cresça o sentimento de partilha e que, por meio da Coleta para a Evangelização e do testemunho de comunhão, todas as comunidades recebam a força do Evangelho.

Por nosso Senhor Jesus Cristo vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Amém.

Publicado em 30/10/2018 por João Augusto

FCF faz o lançamento do livro “O DOM DA LEITURA HELDER CAMARA e suas bibliotecas”

A Faculdade Católica de Fortaleza – FCF convida a comunidade em geral para o lançamento do livro “O DOM DA LEITURA HELDER CAMARA e suas bibliotecas”, recém lançado pela Paulinas Livraria. A autora é Lucy Pina Neta*, uma exímia historiadora e conhecedora das fontes literárias de Dom Helder. Ela convida o leitor a passear por entre as estantes deste que foi um dos grandes prelados do Brasil. Não se trata apenas de conhecer as fontes de informações, mas conhecer a pessoa, a personalidade e os traços proféticos do Bispo Helder Camara.

                                                   Resumo do Livro:

Os que conheceram ou têm a memória viva de Dom Helder Camara lembram-se de sua figura contagiante: um paradoxo humano revelado na estatura franzina e na exuberância discursiva, O pequeno homem tornava-se um gigante quando abria a boca para falar. Imagem coerente dos profetas que só têm a mostrar convicção e sabedoria, coragem e persuasão.

A biografia de Helder Pessoa Camara narra um percurso humano digno dos heróis e dos santos. É impossível não se encantar com seu trajeto pessoal, que vai mostrando como simplicidade e grandeza podem ser pares perfeitos na construção dos grandes homens.

Helder soube cuidar do dom da vida, do dom da razão e do dom da fé na construção de si mesmo nos mundos em que foi habitando e nas missões que foi assumindo. Os que conheceram o Bispo dos Pobres, o poeta e orador profético, não supõem qual terá sido seu trajeto intelectual.

A paixão pela justiça, a liderança pelo episcopado, a resistência às tiranias e a mística profunda beberam diariamente das fontes da fé e da razão. O presente estudo penetra em uma dessas fontes: as leituras de Dom Helder. O estudo é original e contribui com o conhecimento do labor que fez o grande bispo do Brasil e do mundo.

*Mais sobre Lucy Pina Neta

É doutoranda no Programa de Ciências da Religião da Universidade Católica de Pernambuco – UNICAP. Mestra em Ciências da Religião (2013) e licenciada em História (2012), pela mesma Instituição. Desde 2017 trabalha no Centro de Documentação (CeDoHC), do Instituto Dom Helder Camara, do Recife (IDeC). Em 2010 tornou-se a historiadora responsável pelo Centro de Documentação e pela casa Museu Helder Camara.

Informações:

Local: Faculdade Católica de Fortaleza – FCF                                 
Auditório Central Aloísio Cardeal Lorscheider
Rua Tenente Benévolo, 201 – Centro – Fortaleza.
DATA: 8 de novembro (Quinta-feira) / das 7h30 às 9h (Manhã) e às 19h (Noite)
Editoras: Paulinas e Sal e Luz
Apoio: GRUPO DOM HELDER

 Paulinas Livraria estará no local de lançamento com os livros, valor: R$ 25,00 (Informações: 85 3226-7544)

Entrada Gratuita! 

Publicado em 30/10/2018 por João Augusto

Dia de Finados

No dia 2 de novembro de 2018 a Igreja Católica celebra a COMEMORAÇÃO DE TODOS OS FIÉIS DEFUNTOS, quando recordamos com saudades a memória de nossos mortos. Visitamos respeitosamente nos cemitérios, os túmulos de nossos parentes e amigos já falecidos. O encontro da cultura cristã com a cultura celta deu origem à comemoração do Dia de Finados. Os celtas – povos que habitavam a região da atual Irlanda – tinham no seu calendário a festa conhecida como “Samhain”. Nesse dia os celtas acreditavam que os dois mundos – o dos vivos e dos mortos – ficavam muito próximos e eles celebravam essa comunhão. Desde o século l, os cristãos rezavam pelos falecidos, visitando os túmulos dos mártires para rezar pelos que morreram.

Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald

No século V, a Igreja dedicava um dia do ano para rezar por todos os mortos, aqueles aos quais ninguém rezava e do qual ninguém lembrava. O abade do Mosteiro de Cluny, Santo Odilon, em 998 pedia aos monges que orassem pelos mortos. E os papas Silvestre ll (996) e João XVll (1012) convidaram a comunidade cristã a dedicar um dia cada ano aos mortos. No século Xl, o calendário litúrgico cristão incorporou o Dia de Finados, que deveria cair no dia 2 de novembro para não se sobrepor ao Dia de Todos os Santos, comemorado no dia 1º naquela época. Este ano a Festa de Todos os Santos será celebrada no domingo dia 5 de novembro.

Nossa sociedade de consumo e tecnologicamente avançada faz tudo para que se esqueça da morte. Frequentemente um amigo morto já é sepultado antes que as notícias de seu falecimento cheguem a nós. Para muitos, participar na Missa de 7º. Dia é uma mera formalidade social sem qualquer significado religioso. A morte não é o simples fato biológico da cessação do nosso existir. É o ponto culminante do viver e vem coroar as boas opções que fizemos durante a vida. Neste dia os fiéis católicos têm o secular e piedoso costume de rezar pelas almas que ainda podem estar num estado de purificação antes de gozar da Visão de Deus.

Em nossos dias, em certos ambientes católicos se propagam dúvidas com relação à católica devoção pelas “almas no estado de purificação”. Obviamente nossa atitude neste assunto não pode e nem deve ser determinada pelo parecer do último livro de um teólogo. Em nossa vida cristã somos orientados por uma instância superior. No caso, esta autoridade é o próprio Concílio Vaticano ll.

Na Constituição Dogmática “Lumen Gentium” (cf. Nos. 49-50) recorda o Concílio que a Igreja sempre venerou com grande piedade a memória dos defuntos e ofereceu sufrágios por eles; cito o texto bíblico de 2 Mac 12, 46: “É um pensamento santo e salutar rezar pelos defuntos para que sejam livres de seus pecados”. Depois, no No. 51, o mesmo Concílio Vaticano ll torna a referir-se à nossa “comunhão vital com os irmãos que ainda se purificam depois da morte”, e decide propor de novo os decretos dos Concílios de Florença e de Trento acerca desta doutrina.

É importante lembrar que depois da morte não há mais tempo nem espaço, e falar sobre a “duração” deste estado de purificação não faz sentido. Não há nenhuma doutrina da Igreja sobre isso. Nada se diz a cerca da topografia do além. Nada nos ensinado com relação ao tipo de purificação dispensada depois da morte. Portanto, precisamos tomar muito cuidado com os exageros nas fantasias populares. O estado de purificação possível nada tem a ver com as imagens medievais de um lugar de castigo e de penas.

O Catecismo da Igreja Católica ensino: “Aqueles que morrem na graça e amizade de Deus, mas não estão completamente purificados, embora tenha garantida a sua salvação eterna, passam, após a morte, por uma purificação, a fim de obter a santidade necessária para entrar na alegria do céu” (No. 1.030). Para o católico, então, o Dia de Finados não é um dia de tristeza ou lamúrias, mas é um dia de saudosa recordação, confortada pela fé que nos garante que nosso relacionamento com os finados não está interrompido pela morte, mas é sempre vivo e atuante pela oração do sufrágio. O Catecismo da Igreja Católica afirma: “A morte é o fim da peregrinação terrestre do homem, do tempo e da graça e de misericórdia que Deus lhe oferece para realizar a sua vida terrestre segundo o projeto divino e para decidir o seu destino último” (CIC, 1013).

Quando tiver terminado “o único curso de nossa vida terrestre” (L.G. No. 48), não voltaremos mais a outras vidas terrestres. A Bíblia afirma: “Os homens devem morrer uma só vez” (cf. Hb 9, 27). Portanto, para os católicos não existe “reencarnação” depois da morte. Somos salvos pelos méritos de Cristo e não pelos nossos próprios méritos. Sem dúvida, a visão cristã da morte é expressa de forma privilegiada na liturgia da Igreja que reza: “Senhor, para os que crêem em vós, a vida não é tirada, mas transformada. E desfeito o nosso corpo mortal, nos é dado, nos céus, um corpo imperecível”. O Dia de Finados deve ser para nós vivos, um eficaz ensejo para refletirmos sobre o sentido e a brevidade da vida presente.

Pe. Brendan Coleman Mc Donald, Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1

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Publicado em 29/10/2018 por João Augusto

O mistério da graça

Novembro chega e, saudosos e ao mesmo tempo confortados pela fé, somos chamados a pensar na morte como nossa inimiga comum, quando todos são colocados em pé de igualdade na celebração do Dia de Finados. Mas, de acordo com o Livro Sagrado, na parábola do rico e do pobre Lázaro, no capítulo 16 de São Lucas, o futuro ou a sorte das pessoas são antagônicos: o rico passa por tormentos e Lázaro experimenta a plenitude e é recompensado no seio do Pai Abraão. São incontáveis os Lázaros, a partir da utopia do Reino, que se revelam na Escritura, manifestação nítida do mistério da graça de Deus, na caminhada dos seguidores de Jesus de Nazaré, esplendor a iluminar o mundo e na História.


Padre Geovane Saraiva*

O rico da referida parábola representa o poder do demônio, fechado num sistema excludente, gerador de uma enorme massa de miseráveis: mendigos, desempregados e ladrões, que saqueiam para não morrer de fome, sem esquecer dos milhões de refugiados e migrantes espalhados pelo mundo inteiro. O Lázaro nessa parábola deixa claro que Deus se associa à vida infra-humana do povo excluído, dando a entender, aos cristãos de todos os tempos, o compromisso com seu projeto de amor solidário, compreendido na manifestação da vontade divina, em assumir a vida humana, pessoal e coletiva, na busca da dignidade, num mundo novo e transfigurado.

Somos chamados a pensar na graça de Deus, convencidos de que o mesmo Senhor, afável e terno, nos ama e toma a iniciativa, por seu filho Jesus Cristo, através da Igreja, sacramento de salvação. Já faz 34 anos e ainda me recordo um pouco do estudo da teologia sobre o Tratado da Graça, na Universidade Católica (PUC-RS), com o Pe. Olavo Moesche. Sempre muito cristalino, ele deixou na minha mente que Deus nos ama; também no que há de mais belo e maravilhoso no mistério do amor: o dom e a graça. E que somos filhos de Deus e que nos é permitido chamar de Pai! É Ele quem nos torna novas criaturas, inserindo-nos em sua vida e no mistério trinitário: Pai, Filho e Espírito Santo.

É claro que Deus espera, da parte da criatura humana, uma resposta livre, a partir da existência do seu ser, mas numa vida exemplar, com as marcas da fé, esperança e caridade, num amor comprometido e gerador de comunhão, no serviço aos irmãos. Que nossa resposta nos faça livres, ao experimentar a graça de Deus, mistério de amor. Assim, somos convidados, no dom e na graça, à luz da esperança cristã, a pensar na transitoriedade da vida, a partir do Dia de Finados, que nos permite reorganizar a vida, unidos aos nossos irmãos e amigos falecidos. Amém!

*Escritor, blogueiro, colunista, vice-presidente da Previdência Sacerdotal e Pároco de Santo Afonso, Parquelândia, Fortaleza-CE –geovanesaraiva@gmail.com

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Publicado em 28/10/2018 por João Augusto

“Continuaremos a ser o que somos, uma voz crítica, um grupo aberto ao diálogo, procurando aquilo que é melhor para todos”, afirma vice-presidente da CNBB

O arcebispo de Salvador (BA) e vice-presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Murilo Krieger, comentou a intenção do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) da entidade ao divulgar a nota por ocasião do segundo turno das Eleições 2018. Neste momento delicado, apontado até como “muito difícil”, os bispos procuraram “acender uma luz em meio de tanta reclamação e de tanta ferida”. Dom Murilo também ressaltou a postura da conferência, independente do resultado das urnas.

“Infelizmente esse segundo turno tem se marcado por divisão entre pessoas da mesma família, entre amigos, por polarizações. Estamos mostrando que as eleições passarão, um dos candidatos será eleito, qualquer que for o candidato eleito, o Brasil terá que aprender a conviver com ele e nós também, como Igreja”, afirma o vice-presidente da CNBB.

Na nota divulgada na última quarta-feira, os bispos exortaram os brasileiros a deixarem de lado “armas de ódio e de vingança que têm gerado um clima de violência, estimulado por notícias falsas, discursos e posturas radicais, que colocam em risco as bases democráticas da sociedade brasileira”. Para os membros do Consep, toda atitude que incita à divisão, à discriminação, à intolerância e à violência, deve ser superada. “Revistamo-nos, portanto, do amor e da reconciliação, e trilhemos o caminho da paz”, sugeriram.

Neste novo cenário que se apresentará com o resultado das urnas, a CNBB reafirmou seu compromisso, “sobretudo através do diálogo, de colaborar na busca do bem comum com as instituições sociais e aqueles que, respaldados pelo voto popular, forem eleitos para governar o País”.

“Continuaremos a ser o que somos, uma voz crítica, um grupo aberto ao diálogo, procurando aquilo que é melhor para todos, não o melhor para a Igreja, para nós, mas para o Brasil”, garante dom Murilo Krieger.

A nota que ratifica a posição da CNBB e suas orientações a respeito das eleições “foi bastante equilibrada”, como explica dom Murilo. Ela não indica partidos, nem candidatos, como todos os pronunciamentos da entidade neste ano, quando foi divulgada a mensagem “Compromisso e Esperança”, na 56ª Assembleia Geral, realizada em maio. O vice-presidente da CNBB ressalta que, como toda nota e como toda decisão de uma reunião da CNBB, o texto não é expressão de uma pessoa ou de um grupo, “mas da média de todos os que participaram” o pronunciamento “expressa um consenso da maioria. Porque a nossa finalidade é essa: servir à Igreja, não criar paixões, não acentuar diferenças de distâncias”.

Fonte: CNBB


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