Publicado em 30/11/2016 por Marta Andrade

Dia mundial contra a pena de morte

Nos inícios do tempo do Advento vale a pena comemorar o dia mundial contra a pena de morte, que se celebra no dia 30 de novembro. A profecia generosa de Isaías, que configura o sonho de Deus, apresenta a conversão das armas em arados e das lanças em foices para o plantio, consolidando a paz messiânica.

O punitivismo de nossos dias, pensa que penas duras e até a pena de morte podem trazer segurança e melhores dias para a população. Conceituar que certas pessoas são inimigas e por tanto temos o direito de eliminá-las, se equivale na impostação a acreditar naquele velho adágio latino: si vis pacem para bellum ( se queres paz prepara-te para a guerra). Na verdade São João Paulo II corrigiu esta mentalidade afirmando: "se queres paz prepara-te para paz, pois, a paz não é apenas um resultado ou somente uma meta mas um caminho, que só pode ser alcançado pela não violência ou se preferimos pela justiça restaurativa.

Em quanto reagirmos ao mal com o mal alimentaremos sem cessar a espiral da violência. Na visão de olho por olho e dente por dente, todos vamos ficar caolhos e banguelas afirmava sabiamente Ghandi. Somente uma cultura de paz e reconciliação pode renovar o pacto civilizatório e humano, pois é na confiança e esperança na pessoa que geramos também uma convivência solidária e responsável além de inclusiva. Quando o Estado e o poder público mata a um ser humano cumprindo uma sanção penal reproduz a violência e a multiplica ensinando o triste e perverso meio do extermínio. O medo e o terror nos barbariza e nos torna muito piores, deshumanizar e degradar aqueles que cometeram crimes é sem duvida a falência da democracia, da sociedade e da dignidade humana.

O Salvador vem para instaurar um Reino de paz e de justiça duradouros, onde a vida é respeitada e sagrada, e pela sua copiosa misericórdia somos capazes de viver na Concórdia do leão e do cordeiro, reconhecendo-nos como irmãos/ãs.

Edifiquemos com um coração esperançoso um mundo sem pena  de morte para ninguém, mas de cuidado responsável, e pleno da justiça nova do Reino. Deus seja louvado!

Dom Roberto Francisco Ferreria Paz
Bispo de Campos (RJ)


 

Fonte: CNBB

Publicado em 30/11/2016 por Marta Andrade

Conferência Episcopal Austríaca faz declaração pelos direitos indígenas no Brasil

Os bispos austríacos pedem o fim da violência e as tentativas de expulsão destes povos

Durante a Assembleia Geral da Conferência Episcopal Austríaca, realizada entre 7 e 11 de novembro, em Eisenstadt, os bispos austríacos pediram ao governo brasileiro e às instituições europeias que utilizem todos os meios diplomáticos e políticos disponíveis para proteger os povos indígenas e seus direitos. Segundo a Conferência, a violência desrespeitosa contra os povos indígenas ainda é uma realidade chocante. “As comunidades Guarani-Kaiowa que habitam o Estado do Mato Grosso do Sul sofrem, desde o século XIX, todo tipo de violência e de expulsão. Há mais de 40 anos as comunidades deste povo lutam para ganhar de volta os seus territórios que estão sendo cada vez mais fortemente ameaçados pelo fenômeno “landgrabbing” (apropriação de terras)”, dizem os bispos no texto.

No comunicado divulgado pela Conferência Episcopal Austríaca, é lembrado que, nos últimos meses, representantes dos povos indígenas do Brasil procuraram chamar pessoalmente a atenção das autoridades políticas da Áustria e da Europa sobre a situação deles. “A Conferência Episcopal se solidariza com as preocupações dos povos amazônicos e apoia seu engajamento por justiça. Por isso os bispos austríacos apelam às autoridades políticas austríacas que tomem providências junto ao Governo brasileiro à retomada das demarcações das terras indígenas para evitar novas ondas de violência, sofrimento e tentativas de expulsão destes povos”, afirmam no texto, que ainda sublinha a paralisação dos processos de regularização de terras indígenas no Brasil.

O documento pede que o governo Austríaco e as instituições europeias usem todos meios diplomáticos e políticos disponíveis para proteger os povos indígenas e defender os seus direitos, recorrendo-se para isso a mecanismos internacionais dos Direitos Humanos convencionados pela ONU. Além disso, o Parlamento Europeu deverá engajar-se ativamente na defesa dos direitos dos povos indígenas. “Ele precisa de regulamentos nacionais e internacionais que impeçam violações dos direitos humanos por parte das empresas transnacionais e penalizar em caso de vítimas de danos facilitar o acesso à indemnização”, ressalta o comunicado.

O texto ainda recorda o trabalho do bispo emérito da prelazia do Xingú (PA) e ex-presidente do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), dom Erwin Kräutler, austríaco de nascimento e brasileiro de coração. Segundo a Conferência, dom Erwin “coopera desde muito tempo com instituições da igreja austríaca”.

Com informações e foto da Conferência Episcopal Austríaca

Fonte: CNBB

Publicado em 30/11/2016 por Marta Andrade

CNBB presta solidariedade às famílias dos envolvidos em tragédia na Colômbia

Avião transportava delegação de clube catarinense e profissionais da mídia esportiva

Após o acontecimento envolvendo o avião que transportava a delegação da Associação Chapecoense de Futebol e profissionais de imprensa rumo à Medellín, na Colômbia, nesta terça-feira, 29 de novembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou carta ao bispo da diocese de Chapecó, dom Odelir José Magri. O texto é assinado pelo secretário geral da entidade, dom Leonardo Steiner.

Na carta, a entidade manifesta pesar a todas as famílias e comunidades da diocese. Além disso, presta solidariedade e oferece preces aos familiares e amigos das vítimas. “Recomendamos a vida dos falecidos à misericórdia de Deus”, lê-se em um trecho.

Confira, abaixo, a carta na íntegra:

 

Caro Dom Odelir José Magri,

Recebemos com tristeza a notícia do acontecimento trágico envolvendo o avião que transportava a delegação da Associação Chapecoense de Futebol e profissionais de imprensa rumo à Medellín, na Colômbia, na madrugada desta terça-feira, 29 de novembro, deixando dezenas de mortos e vários feridos. Em nome da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), manifestamos o nosso pesar.

Queremos transmitir nossa expressão de proximidade espiritual ao senhor e a todos as famílias e comunidades da Diocese de Chapecó. Desejamos uma recuperação rápida e completa dos feridos neste acidente. E, recordamos que, nestes momentos de tristeza e dor, renovamos, juntos, a nossa fé como sinal de consolação e de esperança no Senhor ressuscitado: “Todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá jamais” (Jo 11,26).

Manifestamos nossa solidariedade, oferecemos as nossas preces pelos familiares e amigos das vítimas e recomendamos a vida dos falecidos à misericórdia de Deus. 

Em Cristo,

 

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário-Geral da CNBB

 

Fonte: CNBB

Publicado em 30/11/2016 por Marta Andrade

CNBB manifesta veemente repúdio à anistia do “Caixa dois”

Entidade manifestou, ainda, convicção da urgência de uma Reforma Política ampla e debatida com toda a sociedade

Nesta terça-feira, 29 de novembro, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou Nota Oficial manifestando repúdio à anistia do “caixa dois”. Os bispos afirmam que “vivemos uma profunda desconfiança institucional no país, particularmente com relação aos Poderes da República. Notícias de que estaria sendo gestado, na Câmara Federal, um acordo para anistiar o crime de ´caixa dois´ foram recebidas com indignação pelo povo brasileiro”.

Os bispos dizem esperar que “os membros do Congresso Nacional não apoiem tamanha afronta à dignidade do país. Seria inaceitável, para um parlamento que preza pela honestidade e respeita o mandato recebido, aprovar tal projeto”. E, finalizam a Nota, recordando que também é urgente “uma séria Reforma Política que não seja simplesmente pontual, mas ampla e debatida com toda a sociedade”.

 

Leia a Nota, na íntegra:

 

NOTA DE REPÚDIO À ANISTIA DO “CAIXA DOIS”

 

“…nada acontece em segredo que não venha a se tornar público” (Mc 4,22)

 

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, através de sua Presidência, manifesta veemente repúdio a qualquer iniciativa que vise anistiar o crime de “caixa dois”, ou mesmo, abrandar suas penalidades.

Vivemos uma profunda desconfiança institucional no país, particularmente com relação aos Poderes da República. Notícias de que estaria sendo gestado, na Câmara Federal, um acordo para anistiar o crime de “caixa dois” foram recebidas com indignação pelo povo brasileiro. A reação da população é sinal de que a mesma vem acompanhando com mais atenção a vida política.

A CNBB sempre participou, com outras instituições democráticas, do esforço por valorizar a consciência política. Prova disso é a coleta de assinaturas em apoio aos projetos de iniciativa popular que resultaram na Lei 9840/1999, “Lei contra a compra de votos”, e na Lei Complementar 135/2010, “Lei da Ficha Limpa”. Mais recentemente, participou do movimento que pediu e conquistou a inconstitucionalidade do financiamento empresarial das campanhas eleitorais.

Fiel à História e ao compromisso evangélico, a CNBB não pode deixar de condenar, nesse momento, qualquer tentativa de legitimar a prática do denominado “caixa dois” que anistia aqueles que, nas campanhas, utilizaram quantias de origem ilícita ou não contabilizadas junto à Justiça Eleitoral. Essa prática macula as eleições e estimula a corrupção, corroborando para a confusão entre interesse público e particular.

Esperamos que os membros do Congresso Nacional não apoiem tamanha afronta à dignidade do país. Seria inaceitável, para um parlamento que preza pela honestidade e respeita o mandato recebido, aprovar tal projeto. Deixar-se guiar, nessa questão, unicamente pela ética ajudará na urgência de “reabilitar a política, que é uma das formas mais altas da caridade” (Papa Francisco). É oportuno, ainda, manifestar a convicção de que é urgente uma séria Reforma Política que não seja simplesmente pontual, mas ampla e debatida com toda a sociedade.

Nossa Senhora Aparecida, Padroeira do Brasil, continue intercedendo pelo povo brasileiro. Deus nos abençoe!

 

Brasília, 28 de novembro de 2016

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília-DF
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger
Arcebispo de São Salvador-BA
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo Auxiliar de Brasília-DF
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: CNBB

Publicado em 30/11/2016 por Marta Andrade

Campanha para acesso imediato ao tratamento para o HIV é lançada na CNBB

Secretário-geral da CNBB diz que é preciso ir ao encontro, despertar, conscientizar a sociedade para a questão tão grave que é a Aids

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A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), com o apoio da Pastoral da Aids e do Ministério da Saúde, lançou na manhã desta terça-feira, 29, na sede em Brasília (DF) a Campanha “Juntos podemos construir um futuro sem Aids”. A iniciativa busca além do incentivo a testagem precoce, fazer com que as pessoas comecem o tratamento imediatamente ao se descobrirem com HIV, estratégia fundamental para evitar danos à saúde e reduzir a transmissão do vírus. A ação tem como objetivo disseminar informações sobre a doença, as formas de prevenção e tratamento, aproveitando a ocasião do Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado no dia 1º de dezembro.

 

O evento de abertura teve a participação do bispo auxiliar de Brasília e secretário-geral da instituição, Dom Leonardo Steiner; do ministro da Saúde, Ricardo Barros; a diretora do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais, Drª Adele Benzaken, o Secretário Executivo da Pastoral da Aids, Frei José Bernardi e o assessor da Pastoral da Aids, Frei Luiz Carlos Lunardi. Também estavam presentes Ana Carolina Barbosa de Souza e o Padre Mauro Sergio Marçal, que recentemente assumiram estas funções na Pastoral da Aids.

“Esse cuidado em relação aos nossos irmãos e irmãs infectados pelo vírus da Aids merecem a nosso zelo”, declarou dom Leonardo. Ele recordou da atuação da Igreja com as pessoas que vivem com o vírus da Aids. “Nós como igreja percebemos que não bastava acolher, era preciso ir ao encontro, despertar, conscientizar e também fazer com que a sociedade depois com a ajuda do governo realmente despertasse para a questão tão grave que é a Aids”, disse.

Para o secretário executivo da Pastoral da Aids, frei José Bernardi, “a epidemia da aids é complexa, multiforme e não pode ser vencida por uma estratégia única ou por um só ator social. Por isso, vejo como muito importante que os agentes de pastoral da Igreja se envolvam nesse esforço para diminuir as taxas de incidência de HIV, que significa menos gente sofrendo com uma doença que pode ser evitada”.

Campanha

A campanha contará com o apoio de 11 mil paróquias em todo o país e o objetivo é fazer com que as pessoas comecem o tratamento assim que se descobrem com HIV. A meta do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS) é, até 2020, tornar o número de novas infecções baixo a níveis não epidêmico cumprindo a meta 90-90-90: que 90% de todas as pessoas com HIV conheçam seu diagnóstico, que 90% das diagnosticadas sejam tratadas imediatamente, e que 90% das tratadas possuam carga viral indetectável e não possam mais transmitir o vírus.

“É importante ressaltar que o tratamento é gratuito no SUS e que as pessoas devem iniciar esse tratamento o mais rápido possível para conviver melhor com o vírus”, afirmou o ministro da Saúde, Ricardo Barros, durante o lançamento da Campanha.

 

O assessor da Pastoral da Aids, Frei Luiz Carlos Lunardi, afirma que as ações de cunho comunitário, das Pastorais, grupos e Movimentos da Igreja Católica tem contribuído significativamente na resposta ao HIV com ações entre populações mais vulneráveis. O trabalho no incentivo ao diagnóstico precoce e na motivação e acompanhamento para o tratamento tem sido intensivo pelos agentes das Pastorais.

Fafá de Belém é a estrela campanha

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Este ano, a campanha terá como protagonista a cantora Fafá de Belém. A contribuição dela será importante, por sua expressão nacional, por ser da região norte – onde há um alto índice de novas infecções – e por atingir a população feminina, atualmente atingida fortemente pela infecção pelo HIV e, por isso, também alvo da campanha. “Sinto-me feliz em contribuir neste trabalho e neste objetivo de informar e orientar as pessoas para que ninguém mais se infecte com HIV e os que necessitarem busquem seu tratamento”, destaca Fafá de Belém.

Dados Unaids

O Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (UNAIDS), estima que 36,7 milhões de pessoas vivem com o vírus HIV ao redor do mundo, 57% sabem que são soropositivos e apenas 46% tem acesso ao tratamento. Além disso, o levantamento mostra que 1,1 milhão morreram em decorrência de doenças relacionadas à AIDS, entre 2010 e 2015. No Brasil, estima-se que 830 mil pessoas têm o vírus HIV. Desses, somente 55% fazem o tratamento. Os dados revelam ainda que em média 44 mil novos casos são notificados por ano. Os números revelam ainda que entre 2010 e 2015, 15 mil mortes foram em decorrência da doença. Segundo o UNAIDS, 40% das infecções da América Latina estão concentradas no Brasil.

 

Epidemia

A epidemia no Brasil já tem 30 anos. Nos anos 1980 surgiram os primeiros casos e rapidamente se alastrou por todas as regiões do Brasil. A epidemia da Aids, hoje é considerada uma epidemia estabilizada, mas em alguns estados a doença se alastra com índices altos de novas infecções. O HIV atinge todas as camadas sociais e todos os perfis populacionais. Na resposta Brasileira se direciona atenção especial a algumas populações específicas, também chamadas populações-chave entre elas jovens. A faixa etária em que a aids é mais incidente, em ambos os sexos, é a de 25 a 49 anos de idade. Chama atenção a análise da razão de sexos em jovens de 13 a 19 anos. Essa é a única faixa etária em que o número de casos de aids é maior entre as mulheres. A inversão apresenta-se desde 1998. Em relação aos jovens, os dados apontam que, embora eles tenham elevado conhecimento sobre prevenção da aids e outras doenças sexualmente transmissíveis, há tendência de crescimento do HIV.

HIV entre as mulheres

Atualmente, ainda há mais casos da doença entre os homens do que entre as mulheres, mas essa diferença vem diminuindo ao longo dos anos. Esse aumento proporcional do número de casos de aids entre mulheres pode ser observado pela razão de sexos (número de casos em homens dividido pelo número de casos em mulheres). Em 1989, a razão de sexos era de cerca de 6 casos de aids no sexo masculino para cada 1 caso no sexo feminino. Em 2011, último dado disponível, chegou a 1,7 caso em homens para cada 1 em mulheres.

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O agravamento do número de casos não é só no Brasil, ocorre também na Europa e nos Estados Unidos. Em nível mundial houve um decréscimo no número de novas infecções e de óbitos, especialmente nos países onde a população tem acesso ao tratamento. Para o frei Luiz Carlos Lunardi, assessor da Pastoral da Aids, é preciso investir permanentemente em ações de informação e orientação para toda a população e ter um olhar diferenciado para as populações com risco acrescido. Não bastam ações e campanhas pontuais. Diante do quadro da epidemia é necessário ações permanentes tanto no acolhimento, na informação, na orientação para facilitar o acesso à rede de saúde e tratamento quando na superação do estigma e do preconceito . Segundo o frei, a campanha tem um forte apelo de prevenção no sentido de alertar sobre a epidemia da Aids, manter visível a questão da Aids nas comunidades, nos grupos, na rede de saúde e nos meios de comunicação. Ela mostra que é melhor prevenir e que fazer o teste e buscar o tratamento em caso de infecção também é uma forma de prevenção, pois diminui o poder de transmissibilidade do vírus.

A igreja Católica tem uma capilaridade e especificamente nesta campanha, queremos atingir 90 municípios prioritários onde há maior vulnerabilidade e ainda crescem os novos casos. A Igreja fala com a população em geral em diversos meios todos os dias, através destes diversos meios a população será informada e orientada a buscar o teste e o tratamento, se necessário.

A Aids, ainda hoje, é marcada pelo estigma e preconceito propagados no início da epidemia. Embora tenhamos avançado, as pessoas têm medo de fazer o exame e se descobrir com HIV, pois no inconsciente coletivo ainda está presente a ideia de que ter HIV é sinônimo de morte. O medo também vem do julgamento, pois a doença foi ligada à promiscuidade, marca que assusta ainda hoje.

A Igreja acolhe as pessoas de forma solidária, ainda tem credibilidade e é reconhecida como um espaço de ajuda e alento na hora da necessidade e dor. Está envolvida com casas de apoio, Centros de Convivência e diversos serviços desde o início da epidemia. Ela chega em áreas de risco, pobreza e vulnerabilidade onde muitas vezes a rede de saúde ainda não chega. A visão da Igreja é simples e objetiva. Somos humanos, portanto vulneráveis a qualquer doença. Diante disso, vem a mensagem: se adoecer, busque orientação médica e se precisar faça bem seu tratamento e continue vivendo e lutando por seus sonhos.

Estarão presentes no lançamento o Secretário Geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, o Ministro da Saúde, Ricardo Barros, a diretora do Departamento de DST/Aids e Hepatites Virais, Drª Adele Benzaken, o Secretário Executivo da Pastoral da Aids, Frei José Bernardi e o assessor da Pastoral da Aids, Frei Luiz Carlos Lunardi. Também estarão presentes Ana Carolina Barbosa de Souza e o Pe. Mauro Sergio Marçal, que recentemente assumiram estas funções na Pastoral da Aids.

O material de divulgação pode ser acessado no site da Pastoral da Aids: http://www.pastoralaids.org.br/noticias_view.php?id=1428

Fonte: CNBB

Publicado em 30/11/2016 por Marta Andrade

XXI Carreata da Comunidade de Taquara-Caucaia

No dia 04 de dezembro de 2016, às 13h, acontecerá a XXI Carreata de Nossa Senhora da Imaculada Conceição – Taquara, que deste de 1995 evangeliza a comunidade de Taquara e circunvizinhas. Neste ano, a Carreata tem como tema: “Maria, Mãe da Misericórdia”. Em cada parada os fiéis refletirão sobre o sacramento da penitência e a misericórdia. Para muitos  a carreata transformou-se em um grande retiro mariano.

 

Programação:

13h: Concentração e saída – igreja matriz nossa senhora da imaculada conceição – taquara

Benção dos carros e motos

1ª Parada: Igreja De São Francisco E Nossa Senhora Aparecida – Granjas / Paróquia Nossa Senhora Da Imaculada Conceição – Taquara

Tema: Maria nos ensine o caminho do arrependimento

2ª Parada: Igreja de São João Batista – Área Pastoral São João Batista– Mucunã

Tema: Maria, Mãe da Reconciliação

3ª Parada:   Igreja de Santa Luzia – Cágado / Área Pastoral São João Batista – Mucunã

Tema: Maria nos ensine a perdoar

4ª Parada: Igreja de Nossa Senhora do Carmo – Jaçanaú / Área Pastoral São João Batista – Mucunã

Tema: Maria, a mãe que nos aproxima de Deus

5ª Parada: Igreja de Santa Rita de Cássia – Jari I / Paróquia de São Francisco – Canindézinho

Tema: Maria ícone do perdão

6ª Parada: Igreja de Santa Terezinha – Jari II / Paróquia de São Francisco – Canindézinho

Tema: Maria é o rosto da ternura  e do consolo de Deus

7ª Parada: Igreja de Nossa Senhora da Saúde – Urucutuba / Paróquia do Sagrado Coração de Jesus – Nova Metrópole

Tema: A Misericórdia de Maria com os pecadores

8ª parada: Igreja de São Francisco – Tôco / Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição – Taquara

Tema: Salve Rainha, Mãe de Misericórdia

19h: chegada – Igreja Matriz de Nossa Senhora da Imaculada Conceição – Taquara

Santa Missa com Padre Francisco Cavalcante de Meneses (Pe. Tula) 

Vem participar conosco!

 

Informações: (85) 98736-9545/98659-9282

Fanpage: carreata de nossa senhora da imaculada conceição – taquara

Email: carreatataquara@gmail.com

carreata

 

 

Publicado em 30/11/2016 por Marta Andrade

Espiritualidade do Advento

Este ano de 2015 o tempo do Advento começa no dia 29 de novembro o primeiro domingo do Advento. Na Igreja Católica a palavra advento se refere ao período de quatro semanas preparatórias para o Natal. O termo é cristão, mas de origem profana, pois significa visita oficial de um personagem importante no tempo da sua posse. Nos escritos cristãos dos primeiros séculos torna-se termo clássico para designar a vinda de Cristo. Trata-se de preparar bem a Festa do Natal, fazendo-a superar a mera comercialização ou as insuficientes emoções humanas, para chegar à profundidade do mistério de um Deus que nasceu entre os homens, a fim de orientar o mundo e a humanidade segundo um novo plano. O Menino Jesus que nasceu em Belém, pobre e rejeitado, é realmente o Rei do Universo. Ele não impõe a sua vontade e o seu reinado, mas convida a todos a acolher sua lei e construir assim uma sociedade de paz e universal fraternidade.

O Natal será festa de verdadeira alegria, de profunda paz e renovada comunhão entre os homens, na medida em que houver uma autêntica e profunda preparação espiritual. O Advento deve ser um tempo de conversão. Estudando a Sagrada Bíblia descobre-se que os grandes mestres do tempo do Advento são o profeta Isaías e o precursor João Batista, cujas leituras nos são propostas na liturgia das quatro semanas de preparação para o Natal. O profeta Isaías no ano aC 732 estimula a expectativa e o desejo da vinda de Cristo, descrevendo a beleza dos tempos messiânicos: “Então o deserto se converterá em jardim e o jardim tomará o aspecto de um bosque. No deserto reinará o direito e a justiça habitará no jardim. A justiça produzirá a paz e o direito assegurará a tranqüilidade. Meu povo habitará em mansões serenas, em moradas seguras e abrigos tranqüilos” (Isaías 32, 15-18). São João Batista, o austero pregador do deserto, exorta à penitência e conversão bradando: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas” Lc 3, 4-5).

As quatro semanas do Advento que termina na Festa do Natal são para nós cristãos, uma fonte de espiritualidade, uma bússola capaz de dar rumo e sentido a nossas vidas. “O tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda vinda do Cristo no fim dos tempos” (cf. Diretório da Liturgia, 2015, Ano B, p.14).

Cada celebração do nascimento do Cristo é uma reafirmação da força invencível da Verdade e do Bem. Mostra o valor de uma luz que se acende nas trevas. Neste tempo que antecede o Natal a “Coroa do Advento” aparece ao lado do altar nas Igrejas Católicas. A Coroa do Advento, feita com ramos verdes, enfeitada com fitas coloridas e cinco velas de cores diferentes que progressivamente vão sendo acesas, retoma o costume judaico de celebrar a vida da luz na humanidade dispersa pelos quatro pontos cardeais. Em cada domingo do Advento se acende uma vela. No primeiro domingo se acende uma vela amarela (Isaías anuncia a salvação ainda distante, cerca do ano 736 a.C; luz pálida). No segundo domingo se acende uma vela vermelha (João Batista testemunha o Salvador já próximo com martírio). No terceiro domingo se coloca na “Coroa do Advento” uma vela roxa (Maria traz o salvador, roxo da penitência). No quarto domingo uma vela verde é acesa (Jesus traz a salvação, verde da árvore da vida, broto da raiz de Jessé). Na véspera do Natal uma vela branca é colocada na coroa, símbolo de Cristo a luz do mundo.

Os preparativos e a expectativa para o Natal marcam o mês de dezembro de cada ano. Há, entretanto, profunda diversidade de motivos que alteram os hábitos e sentimentos de pessoas nesta época. Crença genuína ou mera caricatura do nascimento de Cristo; narração fiel ou distorção do fato histórico e de sua dimensão sobrenatural; simples promoção comercial; um simples desejo de aparentar bondade; cumprimento de obrigações sociais: tudo isso significa falsificação de uma mensagem profunda e transformadora. É o Natal num mundo secularizado e descristianizado. Porém, há outra festividade natalina que consiste na autêntica e verdadeira celebração do nascimento de Cristo. Esta nos leva a uma expectativa de um novo nascimento de Cristo na alma de cada cristão. Durante o período do Advento e especialmente no Natal, proclamamos nossa fé no Filho de Deus que se fez homem para nos salvar. O Advento e o Natal são riquezas de Deus oferecidas aos homens. Vamos recolher esse tesouro, reparti-lo com nossos irmãos e irmãs e com todo o Povo de Deus. Que os leitores do jornal O POVO tenham um feliz e santo Advento e Natal e muita paz, saúde e prosperidade em 2015.

Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald

Redentorista e Assessor da CNBB, Reg. NE1

Publicado em 30/11/2016 por Marta Andrade

Arquidiocese de Fortaleza celebra os 70 anos de Sacerdócio de Monsenhor Antônio Souto

A Arquidiocese de Fortaleza tem a alegria e a honra em convidá-lo para a celebração de ação de graças pelos 70 anos de ordenação Sacerdotal  do Monsenhor Antônio Souto Ribeiro da Silva, que será celebrado na próxima quinta-feira, dia 1º de dezembro, às 10 horas, na Igreja da Prainha, localizada na Avenida Dom Manuel, 3, Centro de Fortaleza, esquina com a Avenida Monsenhor Tabosa.

Hoje, Monsenhor Souto está com 93 anos e reside junto com o Arcebispo, Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, e Dom Rosalvo Cordeiro de Lima, Bispo Auxiliar,  na residência arquiepiscopal, no Seminário da Prainha.

 Histórico Pastoral

Monsenhor Souto como é carinhosamente tratado por todos, nasceu em Teresina, Piauí, aos 13/6/1923, sendo filho de João Felipe Ribeiro da Silva e Hermelinda Souto Ribeiro da Silva. Foi batizado aos 29/8/1923.

Estudos

Primário: em escolas particulares, na cidade de Parnaíba- Piauí de l929 a l933.

Secundário: no Ginásio Paraibano de 1934 a junho de 1935; no Colégio Cearense em Fortaleza de julho a dezembro de 1935; e no Seminário de Fortaleza, de fevereiro de 1936 a dezembro de 1940.

Superior: Filosofia e Teologia no Seminário de Fortaleza de fevereiro de 1941 a dezembro de 1946.

Curso de Letras: Faculdades Anchieta  em  São Paulo  de  março de  1969  a dezembro de 1970; Letras na Universidade Federal do Ceará de março de 1971 a dezembro de 1972.

 

Monsenhor Antônio Souto – uma vida de fidelidade a Cristo e sua Igreja.

Descobriu sua Vocação Sacerdotal aos 8 anos de idade.

Foi ordenado sacerdote em Fortaleza, no dia 1º de dezembro de 1946, por Dom Antônio de Almeida Lustosa.

Primeira Missa Solene foi presidida na Matriz de Nossa Senhora dos Remédios, Fortaleza a 8 de dezembro de 1946 e em Crato – CE, no dia 15 de dezembro de 1946, com assistência Pontifical de Dom Francisco Assis Pires, Bispo de Crato – CE.

Atividades Pastorais: Secretário Particular de Dom Antônio de Almeida Lustosa, de fevereiro de 1947 a fevereiro de 1948.  Pároco de Pacatuba, de 14 de fevereiro de 1948 a fevereiro de 1964. Reitor do Seminário Menor de Fortaleza – Curso Ginasial, em Maranguape, de fevereiro de 1964 a fevereiro de 1965.

Reitor do Seminário Cardeal Frings, Bairro Dias de Macedo, de fevereiro de 1964 a  fevereiro de 1967. Assistente Espiritual da Capela de São Francisco (Bairro de Dias Macedo) no ano de 1966.

Vigário Paroquial (Coadjutor) da Paróquia de Santa Cecília, no bairro do mesmo nome no Centro de São Paulo de março de 1967 a 1971 com licença do Arcebispo de Fortaleza, Dom José de Medeiros Delgado.  Foi Pároco na Paróquia de São Vicente de Paulo, de março de 1971 a março de 1980, no bairro Dionísio Torres, em Fortaleza. Foi também Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Messejana – Periferia de Fortaleza, de março de 1980 a setembro de 1990.

Vigário Geral da Arquidiocese de Fortaleza, de setembro de 1990 a 15 de março de 2008.

Outras Atividades:

Professor de inglês, no Centro de Cultura Britânico da Universidade Federal do Ceará, durante alguns meses em 1972;  Professor de inglês no curso ginasial do Colégio Santa Cecília, durante l ano em 1973; Professor na Escola Vocacional, no Seminário Provincial de Fortaleza – de Introdução ao mistério de Cristo, durante um ou dois anos, em 1982; Professor de Teologia Dogmática (Tratado de Deus Uno e Trino), de Teologia Pastoral, de Liturgia, no Seminário Provincial de Fortaleza, uns 02 anos (mais ou menos em 1983 e 1984); Por muitos anos foi Capelão do Mosteiro das Irmãs Concepcionistas de 1991 e Capelão da igreja de São Judas Tadeu, de 1996 até 2008.

Seu pensamento pessoal:

“O meu pensamento sobre Jesus Cristo é o mesmo da Igreja Católica: Jesus Cristo é o Filho de Deus que veio ao mundo para salvar a humanidade. Ele é a Palavra de Deus aos homens. O grande revelador do Pai Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida. Fico muito grato a Deus que me deu a graça de conhecer o seu Filho Jesus através da sua Igreja. Já no caso da minha vida, só desejo uma coisa, apesar de minhas fraquezas e limitações, quero ser fiel a Ele toda minha vida.”

Parabéns Monsenhor Souto! Parabéns pelo seu sim, seu ministério e seu testemunho de vida.Por tudo, obrigada!

 

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Publicado em 29/11/2016 por Marta Andrade

Padre Lança Coleção “Eneagrama da Transformação”

Padre Domingos Cunha, sacerdote do Instituto de Vida Apostólica Shalom, congregação também conhecida em nossa Arquidiocese como  Shalom Português,  convida a sociedade fortalezense para o lançamento da Coleção “ Eneagrama da Transformação”.

O evento acontecerá em dois momentos:

Dia 11 de dezembro às 17 horas

Local: Comunidade Shalom

Rua Lopes Filho, 303 – Parquelândia

 

Dia 20 de dezembro às 19 horas

Local: Colégio Santo Inácio

Av. Desembargador Moreira, 2355 – Dionísio Torres

Informações através dos telefones (85) 3281-1085 / 9717-0246 com Edna

Confira a Programação: http://eneagramashalom.com.br/nossos-cursos/

eneagrama

Publicado em 29/11/2016 por Marta Andrade

O Evangelho da Cruz

No dia 1º  de dezembro de 2016, encerra-se o ano do centenário do martírio do bem-aventurado Charles de Foucauld, assassinado no Deserto do Saara em 1º de dezembro de 1916. Aqui na Paróquia de Santo Afonso, Fortaleza-Ceará, no Brasil, na França e no mundo inteiro, irmãos e irmãs se alimentam da espiritualidade do referido irmão universal, pela vida de oração e contemplação do absoluto de Deus, sem esquecer o seu dadivoso coração, com heroicas e esplêndidas virtudes. Como é importante ver a incredulidade, indiferença, egoísmo e descrença do irmão Charles de Foucauld como algo consequente e providencial! Parece até que estava previsto nos planos de Deus, porque, ao cair nas mãos de Deus e ser seduzido por Jesus de Nazaré, encontra o único e maior tesouro de sua vida. Associados aos passos de seu Mestre e Senhor, René Bazim, paradoxalmente, asseverou a seu respeito: “Foi um monge sem mosteiro, um mestre sem discípulos, um penitente que mantinha, na solidão, a espera de um tempo que não devia ver”.

Como foi decisiva a data de 30 de outubro de 1886, quando se submeteu à vontade de Deus! Quão abençoado e sagrado foi o encontro com o padre Huvelin, vigário da Igreja de Santo Agostinho, que, numa conversa, confidencia-lhe: “Padre, não tenho fé, peço-te que me instrua”. O padre foi ríspido: “Te ajoelha e confesse teus pecados! Então, crerá!”. Obediente, experimentou uma alegria inefável: a alegria do filho pródigo.

Contamos, agradecidos, com o grande místico e patrimônio da vida espiritual, Charles de Foucauld, convidando-nos, a partir da Oração do Abandono, a buscar o Evangelho da Cruz, distanciando-nos dos primeiros lugares, na força da eucaristia, chamados a viver nosso batismo, a, seu exemplo, nunca perder de vista a conversão permanente.

Como foi tão bom Dom Helder Câmara, ao dizer no prefácio do livro de René Voillaume, “Fermento na Massa”, edição brasileira comemorativa do centenário de nascimento de Charles de Foucauld (1858-1958): “Aquilo que ele começou, e jamais conseguiu realizar em vida através de seguidores, é hoje realizado através dos irmãozinhos e das irmãzinhas que se espalham pelo mundo inteiro, escolhendo de preferência os pontos da terra onde residem criaturas em situação infra-humana ou em estado de rejeição ou abandono”.

Nossa esperança é a de que o centenário do martírio do irmão Charles de Foucauld, celebrado no mundo inteiro, continue a sensibilizar muitas pessoas de boa vontade a falar bem alto e mesmo gritar o Evangelho com a própria vida, no seu testemunho: “Tão logo que acreditei existir um Deus, compreendi que só podia fazer uma única coisa: viver só para Ele”.

Pe. Geovane Saraiva

Pároco de Santo Afonso e vice-presidente da Previdência  Sacerdotal, integra a  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza – geovanesaraiva@gmail.com

 


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