Publicado em 31/03/2015 por

[NOTÍCIAS/Vaticano] Semana Santa: celebrações com Papa Francisco

ANSA718610_LancioGrandeO site news.va  publicou ontem a programação da Semana Santa no Vaticano com o papa Francisco. Confira:

Dia 2 de abril, Quinta-feira Santa, o Pontífice presidirá, às 9.30 horas, na Basílica Vaticana, a Santa Missa Crismal, na qual concelebrarão os cardeais, patriarcas, arcebispos, bispos e presbíteros diocesanos e religiosos, presentes em Roma. Às 17.30 horas, na Igreja do “Pai Nosso” do Estabelecimento Prisional de Rebibbia em Roma, o Santo Padre presidirá a Missa “in Cena Domini”  lavando os pés de prisioneiras.

Dia 3 de abril, Sexta-feira Santa, Celebração da Paixão do Senhor, o Santo Padre presidirá, às 17h00, na Basílica de São Pedro, a Liturgia da Palavra, a Adoração da Cruz e ao Rito da Comunhão. À Noite, às 21h15, presidirá, no Coliseu de Roma, a celebração da Via Sacra, ao término o papa concederá a sua Bênção Apostólica aos fiéis presentes.

Dia 4 de abril, Sábado Santo, o Papa Francisco presidirá, às 20h30, na Basílica Vaticana, a solene Vigília Pascal da Ressurreição do Senhor, com a bênção do fogo novo, no átrio da Basílica; o canto do Exultet; aos ritos da Liturgia da Palavra, do Baptismo e da Eucaristia, nos quais concelebrarão os cardeais, os bispos e os presbíteros presentes em Roma.

Dia 5 de abril, Domingo de Páscoa, o Bispo de Roma presidirá, às 10h15, no adro da Basílica Vaticana, a solene celebração Eucarística da Ressurreição do Senhor. Após a Santa Missa, o Santo Padre subirá ao balcão central da Basílica de São Pedro, de onde dirigirá aos milhares de fiéis presentes na Praça São Pedro suas felicitações de Santa Páscoa e concederá a sua Bênção “Urbi e Orbi” à Cidade de Roma e ao mundo inteiro.

As transmissões das celebrações da Rádio Vaticano, em língua portuguesa, terão início de 5 a 10 minutos antes dos horários publicados acima.

Fonte: news.va

Publicado em 31/03/2015 por

[ARTIGOS] O triunfo do servo fiel e obediente

geovane200Padre Geovane Saraiva*

Na mensagem de Páscoa (20/04/2014) o Papa Francisco se expressou assim: “Jesus, o Amor encarnado, morreu na cruz pelos nossos pecados, mas Deus Pai ressuscitou-o e fê-Lo Senhor da vida e da morte. Em Jesus, o Amor triunfou sobre o ódio, a misericórdia sobre o pecado, o bem sobre o mal, a verdade sobre a mentira, a vida sobre a morte”. Que a nossa reflexão desta Semana Santa de 2015 tenha por base o Evangelho segundo São João, no supremo gesto revelador do Filho de Deus, na doação, na renúncia e na generosidade: “Jesus levantou-se da mesa, tirou o manto, pegou uma toalha e amarrou-a na cintura. Derramou água numa bacia e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido” (cf. Jo 13, 4-5). Depois Jesus explicou o gesto: “Dei-vos o exemplo, para que façais a mesma coisa que eu fiz” (cf. Jo 13,15).

E qual é realmente o significado de “pegar uma toalha e lavar os pés?” Jesus, sendo Deus assumiu a forma de servo, isto é, tornou-se pobre e humilde e colocou-se a serviço da humanidade. O Santo Padre nos responde: “Há tanta gente necessitada que lhes ‘lavemos os pés’. É bem possível que bem perto tenha gente assim. Pessoas necessitadas que ‘lavemos seus pés’ ouvindo-as, aceitando-as como são, ajudando-as para que cresçam e não as discriminando. A situação do mundo, imerso em tantos problemas, é prova de que ainda, dois mil anos depois, não somos capazes de  ‘lavar os pés’ dos nossos irmãos. Comungamos o Corpo e o Sangue do Senhor, mas não o transmitimos o suficiente nem aos mais próximos” (17/04/14).

O Augusto Pontífice, nesses dois anos de pontificado, tem sido exaustivo nos exemplos, indicando que nós cristãos (discípulos do Senhor) somos convidados a assumir também uma postura de humildade, no serviço e  no despojamento, colocando-nos ao lado do povo aflito, frágil e sofredor: os pobres, os doentes, os fracos, os presos. Também os que sobram e são excluídos e mesmo nem visto são, numa sociedade hedonista e consumista, que se diz cristã. A humanidade precisa ter clareza e colocar bem diante dos olhos e no coração a lei de Nosso Senhor Jesus Cristo, a Nova Lei: “Que vos ameis uns aos outros como eu vos amei” (cf. Jo 13,34).

No consumismo somos desafiados pela lei da concorrência. Quando falta o amor e a amizade, nenhuma lei civil, nenhum ordenamento jurídico é suficiente. Mas quando a velha Igreja se reveste de amor, de um solidarismo profundamente fraterno, então se apresenta nova e fecunda, cheia de graça, concretamente abraçada com a missão de irradiar a Boa Nova da Salvação e jamais  perde de vista os empobrecidos: “Eu vos asseguro: o que fizestes a estes meus irmãos, a mim o fizestes” (cf. Mt 25,40).

Nesta semana santa, eu Pe. Geovane Saraiva, ficarei cingido com uma toalha na liturgia da quinta-feira, para lavar os pés de pessoas de nossa Paróquia de Santo Afonso Maria de Ligório. É claro que vem a pergunta de diversas pessoas: ele estará disposto a ser Cirineu, a ajudar alguém a carregar a Cruz; ou a exemplo de Verônica a enxugar o suor, a aliviar os sofrimentos de inúmeras pessoas? Deus nos dê a graça de mais e melhor compreendermos o insondável mistério do qual somos chamados a participar, sem jamais esquecer de nos colocarmos solidários ao pé da Cruz, identificados com Maria e o discípulo amado. Numa prece fervorosa, peçamos o convencimento de que é só no amor encontramos a explicação plausível do que Deus realizou e realiza sempre por cada um de nós, e por toda a humanidade. “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida pelos seus amigos” (cf. Jo 15, 13).

Quando na Sexta-Feira da Paixão o sacerdote, presidente da celebração, prostra-se diante do altar, em um inexprimível simbolismo de reverência, humildade e penitência, no início da celebração da Paixão do Senhor, ele quer transmitir um forte e expressivo gesto de amor, que não se explica com palavras e muito menos com a razão. É como diz Dom Helder Câmara: “Que eu possa aprender afinal, cobrir de véus o acidental e efêmero, deixando em primeiro plano, apenas, o mistério da redenção”. Entende-se a partir de uma excelsa mística, identificando-a na importância do silêncio, concentração, meditação e oração, com grandiosa fé diante do mistério, no qual o Filho de Deus se antecipa na glória. Com a escuta atenta da música litúrgica e apropriada para a celebração da paixão do Senhor somos convidados a refletir: “Eu me entrego, Senhor, em tuas mãos, e espero pela tua salvação”. Assim seja!

*Escritor, blogueiro, colunista, vice-presidente da Previdência Sacerdotal e Pároco de Santo Afonso, Parquelândia, Fortaleza-CE – geovanesaraiva@gmail.com

Publicado em 31/03/2015 por

[NOTÍCIAS/CNBB] Congregação envia carta sobre processo de beatificação de dom Helder Câmara

Dom Helder C 3 300x300A arquidiocese de Olinda e Recife (PE) recebeu uma carta da Congregação para a Causa dos Santos informando que “aguarda o parecer de diferentes Dicastérios para se poder proceder ao processo de beatificação” do Servo de Deus dom Helder Pessoa Câmara.

A carta, assinada pelo prefeito da Congregação, cardeal Angelo Amato, é uma resposta à solicitação de informações do arcebispo de Olinda e Recife, dom Antônio Fernando Saburido, sobre o andamento do processo de beatificação, recebido pela Congregação da Cúria Romana em junho de 2014, com o requerimento de Nihil Obstat (Nada Consta) para que seja iniciado o processo diocesano de beatificação de um dos idealizadores da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Caso o Nada Consta seja emitido pelo Vaticano, a arquidiocese de Olinda e Recife terá autorização para iniciar o processo diocesano. Nesta fase, de acordo com a Constituição Apostólica Divinus PerfectionisMagister, que rege as normas relativas às Causas dos Santos, haverá a investigação “sobre a vida, as virtudes, o martírio e a fama de santidade ou de martírio, sobre os possíveis milagres e, eventualmente, sobre o culto antigo de um servo de Deus, para o qual se pede a canonização”.

A etapa seguinte consiste em reconhecer suas “virtudes heroicas”. Para isso, uma comissão jurídica se reunirá para estudar os textos publicados em vida e analisar os testemunhos de pessoas que conheceram o “Dom da Paz”, como dom Helder é conhecido.

Em seguida, o relator do processo, nomeado pela Congregação para a Causa dos Santos, elabora um documento denominado Positio. Trata-se de um compêndio dos relatos e estudos realizados pela comissão. Assim que aprovado, o papa concede o título de Venerável Servo do Deus.

O passo seguinte é o da beatificação. Ser beato, ou bem-aventurado, significa representar um modelo de vida para a comunidade e, além disso, ter a capacidade de agir como intermediário entre os cristãos e Deus. Depois disso, ainda é preciso passar por mais uma fase: a canonização.

Para ser proclamado santo é imprescindível a comprovação de um milagre, que deve ocorrer após sua nomeação como beato.

Dom Helder e a CNBB

As histórias de dom Helder Câmara e da Conferência confundem-se. Ordenado padre aos 22 anos de idade, Helder Câmara chegou ao Rio de Janeiro aos 27 anos, em 1936, com a incumbência de instalar o Secretariado Nacional da Ação Católica Brasileira, sendo a precursora da CNBB.

Em dezembro de 1950, ele apresentou o projeto da CNBB ao então integrante da secretaria de estado do Vaticano, monsenhor Giovanni Battista Montini, que seria eleito papa Paulo VI. Em menos de três meses, após a eleição do pontífice, foi fundada a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Além da criação da CNBB, dom Helder é lembrado por sua atuação em favor da defesa da liberdade e dos mais necessitados. Durante o período de ditadura militar no Brasil, após ser empossado como arcebispo de Recife e Olinda, dom Helder e mais 17 bispos do Nordeste pediram a liberdade das pessoas e da Igreja. Em 1969, ele criticou a situação de miséria dos agricultores nordestinos. Na ocasião, foi chamado de demagogo e comunista.

Situações semelhantes o levaram a pronunciar a memorial frase “Quando dou comida aos pobres, me chamam de santo. Quando pergunto porque eles são pobres, chamam-me de comunista”. Outros fatos remetem às represálias que sofreu, inclusive com sua casa metralhada, assessores presos e assassinados.

Em 1970, quando teve o nome lembrado para o Prêmio Nobel da Paz, o governo brasileiro promoveu uma campanha internacional para derrubar a indicação, já que ele denunciava a prática de tortura a presos políticos no Brasil. No mesmo ano, os militares chegaram a proibir a imprensa de mencionar o nome do arcebispo de Recife e Olinda.

Dom Helder foi condecorado internacionalmente com prêmios nos Estados Unidos, Martin Luther King (1970) e na Noruega, Prêmio Popular da Paz (1974), por exemplo. São de sua autoria 22 livros, sendo a maioria ensaios e reflexões sobre o terceiro mundo e a Igreja.

O prelado esteve à frente da arquidiocese de Olinda e Recife até o dia 10 de abril de 1985, quando – por atingir a idade limite de 75 anos – foi substituído pelo arcebispo emérito dom José Cardoso Sobrinho.  Helder morreu em sua casa, no Recife, em 27 de agosto de 1999, devido a uma insuficiência respiratória decorrente de uma pneumonia. Seus restos mortais estão sepultados na Igreja Catedral São Salvador do Mundo, em Olinda (PE).

Fonte: CNBB – Com informações da arquidiocese de Olinda e Recife (PE)

Publicado em 30/03/2015 por

[NOTÍCIAS/ArqFor] Via-Sacra da Paróquia Nossa Senhora da Saúde, Mucuripe

saúde700

 

A Paróquia de Nossa Senhora da Saúde realiza no próximo dia 03 de abril (Sexta-Feira da Paixão), a tradicional caminhada e encenação da Via-Sacra. A Caminhada sairá às 6h da Igreja Matriz e percorrerá algumas ruas do Mucuripe e Vicente Pinzón até a Capela de Santa Teresinha. As estações serão dramatizadas por membros dos diversos movimentos e pastorais da paróquia com o apoio da Comunidade Católica Siloé. O objetivo da Caminhada é reviver os momentos cruciais da Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, levando as pessoas a uma profunda reflexão dos mistérios Salvífico da Semana Santa. A encenação também é uma manifestação concreta de Fé pelas ruas do Mucuripe, uma forma de evangelização por meio das artes onde todos são convidados a participar e se emocionar.

A Paróquia Nossa Senhora da Saúde fica na Av. Abolição, 3949 – Mucuripe.

Informações pelo telefone (85) 8822-2935 com Matheus Santos.

 

Publicado em 30/03/2015 por

Encenação infantil da paixão de cristo no Bairro Ellery

paxiaocrianças400Reviver o sofrimento de Jesus Cristo – representado pela Via Sacra – sem perder de vista o contexto atual.

Cerca de 70 crianças, entre 6 e 15 anos, da Paróquia Nossa Senhora de Lourdes, bairro Ellery, passarão na próxima sexta-feira (da paixão), dia 03 de Abril ás 7h pelas principais ruas da paróquia encenando a Paixão de Cristo. Aproximadamente 30 participantes se dividem nas tarefas de produção e apoio ao espetáculo de rua. Completando 20 anos de tradição. Este ano a expectativa dos atores e dos moradores é bem maior. Durante 3 meses foram realizadas oficinas de técnicas teatrais, como interpretação, expressão corporal, impostação e técnica vocal para os atores mirins, cujo grande parte são oriundos de escolas públicas do bairro e adjacências. Desta vez, a Paixão de Cristo também envolve a Campanha da Fraternidade que tem como tema “Igreja e Sociedade”. O grupo irá chamar atenção para a morosidade da justiça diante do extermínio da juventude que se espalha por todo o País. Realizarão também um alerta com relação  a exploração sexual de crianças e adolescentes, e o comercio de drogas, de pessoas, e a sensação de impunidade na sociedade.

Serviço

Apresentação da Encenação da Paixão de Cristo.

Dia: 03 de Abril de 2015 (sexta-feira da Paixão)

Horário: 07h.

Local: Saída na Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes  (percorrendo as principais ruas do Bairro Ellery).

Endereço da Igreja: Rua. Dr. Atualpa, 430 – Ellery

Contatos: 8755.4463/8670.9922/3281.5793

Por Paróquia Nossa Senhora de Lourdes.

Publicado em 30/03/2015 por

[NOTÍCIAS/ArqFor] Arcebispo reserva manhãs da semana santa para ministrar catequese aos seminaristas

dom300Encontro acontece de segunda a quarta-feira pela manhã e visa o aprofundamento do mistério mais importante da fé cristã: a Páscoa de Jesus.

A Semana Santa é o período mais importante do ano no calendário cristão. Na Arquidiocese de Fortaleza o arcebispo Dom José Antonio reserva as manhãs de segunda a quarta-feira para ministrar Catequese aos seminaristas das turmas do Propedêutico, primeiro ano de Filosofia e Teologia, um grupo 46 aspirantes ao sacerdócio.

O objetivo do encontro é aprofundar o conhecimento dos seminaristas sobre o tema e gerar comunhão entre o arcebispo e os aspirantes ao sacerdócio. “O sacrifício de Jesus trouxe a plena liberdade para o homem, por isso esta Boa Nova deve chegar a toda criatura”, ensinou Dom José.

O cristão pode participar do sacrifício de Jesus pela “obediência da fé”, ofertando a Deus com amor o que vive no cotidiano. É um chamado comum a todos e não apenas para padres e religiosos. “Todo cristão é chamada a seguir Jesus Cristo, imitá-lo em seu amor e acolhimento”, disse o arcebispo.

E como viver com plenitude a Páscoa em uma sociedade que ignora e relativiza o sentido desta festa cristã? “Jesus quando veio ao mundo não esperou retribuição pelo que fez, apenas amou. Nós como seus discípulos devemos fazer o mesmo, a começar por nós devemos amar o nosso próximo. Jesus se uniu a nós em tudo, com exceção do pecado, devemos fazer o mesmo, unirmo-nos ao nosso irmão que está distante de Deus em tudo, exceto no pecado”, respondeu o arcebispo que há dezesseis anos é pastor da Igreja de Fortaleza.

O mistério pascal teve sua celebração continuada na Igreja através da ação do Espírito Santo. “O Espírito Santo se manifesta quando a comunidade cristã  vive de forma madura o mandamento do Senhor que é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo”.

O encontro com os seminaristas será realizado   até quarta-feira. De quinta-feira a domingo o arcebispo presidirá os atos litúrgicos da Semana Santa na Catedral Metropolitana conforma calendário abaixo:

Dia 02 de abril – Quinta-feira

Às 8h, Missa da Unidade (Santos Óleos) presidida por Dom José Antonio, arcebispo de Fortaleza e concelebrada por todo o clero.

Às 18h30min, Missa da Ceia do Senhor (Lava-pés), presidida por Dom José Antonio, arcebispo de Fortaleza.

Dia 03 de abril – Sexta-feira

Às 9h, Celebração das Horas com Dom José Antonio, arcebispo de Fortaleza.

Às 15h, Celebração da Paixão e Morte do Senhor, seguida de procissão do Senhor Morto com Dom José Antonio, arcebispo de Fortaleza.

Dia 04 de abril – Sábado

Às 9h, Celebração das Horas com Dom José Antonio, arcebispo de Fortaleza.

Às 20h, Solene Vigília Pascal.

Dia 05 de abril – Domingo da Ressurreição

Missas às 10h e 12h.

Às 18h30min, Missa Solene da Ressurreição, presidida por Dom José Antonio, arcebispo de Fortaleza, seguido de procissão do Senhor Ressuscitado.

Confissões na Catedral Metropolitana de Fortaleza serão:

Dia 31 de março e 01 de abril – Terça e Quarta

Pela Manhã, das 10h às 11h30min, e às 12h, missa.

À tarde, das 15h às 16h30min.

Dia 03 de abril – Sexta

Pela Manhã, das 8h às 11h30min.

À tarde, das 14h às 18h.

Dia 04 de abril – Sábado

Pela Manhã, das 9h às 12h.

À tarde, das 17h às 20h.

Dia 05 de abril – Domingo

Pela Manhã, das 9h às 12h.

 Por Vanderlúcio Souza, Seminarista da Arquidiocese de Fortaleza.

 

 

Publicado em 30/03/2015 por

“A diminuição da maioridade penal é desserviço”, afirma dom Leonardo

Dom-Leonardo-InB-200O bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em entrevista sobre o Projeto de Emenda à Constituição nº 171/1993, afirmou que “a diminuição da maioridade penal é desserviço”. Para ele, os parlamentares deveriam “sair em defesa da dignidade das crianças e adolescentes e não descartá-las”. Dom Leonardo ainda recorda a iniciativa da Conferência na convocação do Ano da Paz. “Saiamos ao encontro das pessoas e estendamos a mão, não as descartemos”, disse.

Em maio de 2013, durante reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), foi divulgada umanota em que a CNBB reafirmou que a redução da maioridade não é a solução para o fim da violência. “Ela é a negação da Doutrina da Proteção Integral que fundamenta o tratamento jurídico dispensado às crianças e adolescentes pelo Direito Brasileiro. A Igreja no Brasil continua acreditando na capacidade de regeneração do adolescente quando favorecido em seus direitos básicos e pelas oportunidades de formação integral nos valores que dignificam o ser humano”, dizia a nota.

Leia a entrevista na íntegra:

Dom Leonardo, como o senhor avalia a retomada da tramitação da PEC nº 171/1993, que propõe a redução da Maioridade Penal de 18 para 16 anos?

Dom LeonardoSteiner – “Deixai vir a mim as crianças”, disse Jesus. E poderíamos acrescentar e não as afasteis. O problema é o ponto de partida, a visão de pessoa, o que se deseja. Avalio que há uma série de equívocos associados à questão da maioridade penal, como por exemplo, a tentativa de revogar o Estatuto do Desarmamento, ampliando o número de armas que podem ser portadas e reduzindo-se a idade para aquisição delas. Lamento profundamente que alguns parlamentares da Câmara dos Deputados queiram sanar uma doença com o paciente na UTI, aplicando uma dose que poderá leva-lo à morte, ao invés de criar as condições para curá-lo. Afinal o que se pretende? Estimular a violência? A retomada da tramitação da PEC nº 171/1993 e as várias proposições apensadas são iniciativas que objetivam criminalizar o adolescente e submetê-lo a penalidades no âmbito carcerário, maquiando a verdadeira causa do problema e desviando a atenção com respostas simplistas, inconsequentes e desastrosas para a sociedade. A delinquência de adolescentes é, antes de tudo, um grave aviso: o Estado, a Sociedade e a Família não têm cumprido adequadamente seu dever de educar, formar, integrar. Ao mesmo tempo não tem assegurado, com prioridade, os direitos da criança e do adolescente, conforme estabelece o artigo 227 da Constituição Federal.

Mas o Estatuto da Criança e do Adolescente não deixa impune o adolescente que pratica crimes?

Dom LeonardoSteiner – O Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA, ao contrário do que se propaga injustamente, é exigente com o adolescente em conflito com a lei, e não compactua com a impunidade. O ECA reconhece a responsabilização do adolescente autor de ato infracional, mas acredita na pessoa e tem como horizonte a pessoa humana inserida na vida comum. Assim, propõe a aplicação de medidas socioeducativas que valorizam a pessoa do adolescente e favorecem condições de autossuperação para sua retomada de vida em sociedade. À sociedade cabe exigir do Estado não só a efetiva implementação das medidas socioeducativas, mas também o investimento para uma educação de qualidade, além de políticas públicas que eliminem as desigualdades sociais. É dever de todos apoiar as famílias para que as crianças e adolescentes tem casa material e a casa do amor. Junta-se a isto a necessidade de se combater corajosamente a epidemia das drogas e da complexa estrutura criminosa que a sustenta, causadora de inúmeras situações que levam os adolescentes à violência e à morte.

A redução da maioridade penal traz que consequências, na opinião do senhor?

Dom LeonardoSteiner – Além de criminalizar o adolescente, deixando impunes os verdadeiros donos das redes do tráfico de drogas e os agentes públicos responsáveis por combatê-las, a redução da maioridade irá permitir que abusadores de adolescentes que tenham idade a partir da fixada na Constituição fiquem impunes, vez que os crimes dos quais eles são acusados, perderão o objeto. A consequência de mudança na maioridade penal atinge todos os níveis da convivência humana do adolescente. Disso não se fala, sobre isso não se reflete. Outro efeito grave dessa medida é que desresponsabiliza os agentes públicos dos poderes da República, inclusive do Congresso Nacional, de sua missão institucional de garantir o acesso aos direitos básicos como educação de qualidade, saúde pública, segurança, transporte público, acesso à cultura e ao lazer, a prática esportiva saudável, ou seja, os direitos civis, políticos e socais para melhoria da condição de vida de nossa população. Diante de tantas denúncias e comprovações de corrupção, que modelos têm nossas crianças e adolescentes e que ideia podem fazer sobre as pessoas que estão no exercício dos poderes neste país?

O que CNBB propõe?

Dom Leonardo Steiner – O papa Francisco tem demonstrado, através de suas palavras, gestos e documentos, que a Igreja não pode se calar diante das injustiças, que poderão ainda mais agravar a situação ao invés de superá-las. O Projeto que visa diminuir a maioridade penal é um Projeto de morte contra crianças, adolescentes e jovens empobrecidos das periferias de nossas grandes cidades. Os adolescentes, em sua grande maioria, foram descartados, para usar uma expressão do Santo Padre, socialmente e, com a diminuição da maioridade penal, serão descartados em sua totalidade. Não desejamos o descarte, mas a inserção social. Há exemplos de recuperação dos jovens quando se investe no cumprimento efetivo do Estatuto da Criança e Adolescente. Não se pode condenar nossa juventude, sem antes dar oportunidades de crescimento e vida plena. Tenho a esperança de que a Campanha da Fraternidade deste ano de 2015, neste tempo da quaresma, possa fazer com que os parlamentares que estão apoiando a redução da maioridade penal, revejam suas posições, deixando-se interpelar pelo evangelho de Jesus que, neste tempo, estamos refletindo: “Eu vim para servir” (Mc 10,45). A diminuição da maioridade penal é desserviço! Os senhores parlamentares deveriam sair em defesa da dignidade das crianças e adolescentes e não descartá-las. Durante sua visita ao Brasil em 2013, o papa Francisco exortou todos os cristãos a não assumirem uma posição pessimista diante das dificuldades presentes em nossa sociedade, nem uma posição meramente reativa ou pior, de resistência e isolamento. Ele nos chamou a unir forças com os homens e mulheres de boa vontade que desejam construir um mundo melhor. Um mundo mais justo, mais fraterno, mais solidário e inclusivo. A CNBB, sabedora das dificuldades, tensões e violência convocou o Ano da Paz. Somos da Paz. Saiamos ao encontro das pessoas e estendamos a mão, não as descartemos.

Publicado em 30/03/2015 por

[NOTÍCIAS/CNBB] Entidades manifestam-se contra a redução da maioridade penal

reduao-maioridade-penalEm nota, entidades ligadas à Igreja Católica no Brasil se posicionaram contra a redução da maioridade penal. Em 2013, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por meio de seu Conselho Permanente, também emitiu nota na qual reafirmava “que a redução da maioridade não é a solução para o fim da violência”.

Na ocasião, os bispos da CNBB alertavam a sociedade que a medida é uma “negação da Doutrina da Proteção Integral que fundamenta o tratamento jurídico dispensado às crianças e adolescentes pelo Direito Brasileiro”. E que “a Igreja no Brasil continua acreditando na capacidade de regeneração do adolescente quando favorecido em seus direitos básicos e pelas oportunidades de formação integral nos valores que dignificam o ser humano”.

O posicionamento contra a redução da maioridade penal também foi manifestado por organismos ligados à CNBB como a Associação Nacional de Educação Católica do Brasil (Anec), Cáritas Brasileira e Pastoral da Juventude (PJ).

A Cáritas Brasileira, articulada em 133 entidades no Brasil e, com mais de 20 anos trabalhando na promoção e defesa dos direitos da criança e adolescente, juntamente com a Pastoral do Menor, reafirma seu compromisso de promover e defender a vida das crianças e dos adolescentes. “Cabe destacar que as medidas de redução de direitos, principalmente no que se refere à redução da maioridade penal e do aumento do período de internação, atinge principalmente os e as jovens marginalizados e marginalizadas, negros e negras, aqueles que moram na periferia, que já tiveram todos os seus direitos de sobrevivência negados previamente”, consta no manifesto da Cáritas.

Presente em 900 municípios brasileiros, sendo responsável pelo formação de aproximadamente 2,5 milhões de crianças, jovens e adultos, a Anec também se posicionou contra a redução da maioridade penal, dizendo que “não se pode argüir como proposta para a diminuição da crescente violência no país a redução da maioridade penal, como se esta fosse uma fórmula mágica para resolver o problema da violência que tanto atormenta a população brasileira”. Para a entidade, “as violências cometidas não tem sua origem e nenhum desvio humano dos adolescentes, sim de uma realidade brutal e de negação de direitos que leva esses adolescentes a cometer tais atos”.

Em defesa dos direitos e promoção da vida dos jovens, a Pastoral da Juventude (PJ), ligada à CNBB,manifestou repúdio as tentativas da redução da maioridade penal. A PJ possui mais de 40 anos de história, articulando cerca de 10 mil grupos de jovens pelo país. No texto, a Pastoral destacou o fato do Brasil possuir a quarta maior população carcerária do mundo, com mais de 563 mil pessoas encarceradas, conforme dados apresentados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em junho de 2014.

Desta forma, a PJ reafirma que “a criminalidade e a violência na qual estão inseridos adolescentes e jovens são frutos de um modelo neoliberal de produção e consumo que opera na manutenção das injustiças socioeconômicas, e devem urgentemente ser transformadas, especialmente a partir da construção de políticas que garantam direitos básicos à juventude e adolescentes, como o direito à educação e saúde de qualidade, moradia digna e trabalho decente”.

Com informações da entidades e foto Cáritas.

Publicado em 27/03/2015 por

[FOTOS] Caminhada Penitencial 2015

A Caminhada aconteceu no dia 8 de março de 2015.

Saiba mais. 

Clique aqui e veja as fotos.

Publicado em 27/03/2015 por

[NOTÍCIAS/ArqFor] Semana Santa 2015: Santuário Nossa Senhora De Fátima

Domingo de Ramos – 29/03/2015

06h30min:  Procissão de Ramos Praça Pio IX.

Missas: 7h, 9h, 12h, 17h e 19h.

Segunda-Feira – 30/03/2015

Missas: 6h30min, 12h e 17h.

Terça-Feira – 31/03/2015

Missas: 6h30min, 12h e 17h.

15h30min – Confissões.

18h30min – Celebração da Reconciliação e Confissões.

Quarta-Feira – 01/04/2015

Missas: 6h30min, 12h e 17h.

15h30min – Confissões.

Quinta-Feira – 02/04/2015

06h30min: Oficio das Leituras.

08h00: Missa dos Santos Óleos na Catedral.

16h00: Missa da Ceia do Senhor (Lava-Pés).

17h30min às 22h30min: Adoração ao Santíssimo.

EQUIPES RESPONSÁVEIS – ADORAÇÃO AO SANTÍSSIMO

17h30min – 18h30min:

Participantes da 1ª Urgência – Igreja em Estado Permanente de Missão.

18h30min – 19h30min:

Participantes da 2ª Urgência – Igreja Casa de Iniciação a Vida Cristã.

19h30min – 20h30min:

Participantes da 3ª Urgência – Igreja Lugar de Animação Bíblica da Vida e da Pastoral.

20h30min – 21h30min:

Participantes da 4ª Urgência – Igreja Comunidade de Comunidades.

21h30min – 22h30min:

Participantes da 5ª Urgência – Igreja a Serviço da Vida Plena para Todos.

Sexta-Feira – 03/04/2015

07h00: Via-Sacra.

15h00: Celebração da Paixão do Senhor.

19h00: Ensaio para o Sábado Santo.

Sábado – 04/04/2015

09h00: As Dores de Maria.

19h00: Vigília Pascal – Sábado Santo.

Domingo da Ressurreição – 05/04/2015

Missas: 7h, 9h, 12h, 17h e 19h.


QR Code Business Card