Publicado em 30/06/2012 por

Festa de São Pedro e São Paulo

Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald – Redentorista

Hoje, dia 1º. de julho, estamos celebrando a Solenidade de São Pedro e São Paulo. A liturgia romana sempre reuniu os dois apóstolos numa só solenidade por considerá-los os fundadores da Igreja de Roma. De fato estes dois mártires foram os pilares da Igreja primitiva. Unidos, representam um símbolo visível, tão necessário no dia de hoje, da colegialidade do episcopado na Igreja. Os dados históricos sobre Pedro, o primeiro dos apóstolos, encontram-se nos evangelhos e nos Atos dos Apóstolos. Foi o próprio Jesus que lhe deu o nome de Pedro. ´”Tu és Simão filho de João. Serás chamado Cefas, que quer dizer Pedro” (Jo 1, 42). Pedro teve o singular privilégio de testemunhar a Transfiguração do Senhor, e da agonia de Jesus no Horto de Getsêmani. Foi constituído por Cristo como a pedra fundamental da Igreja: “Tu és Pedro e sobre esta Pedra edificarei minha Igreja” (Mt 16, 18-20). Cristo também anunciou a negação de Pedro quando disse “Em verdade, eu te digo, antes que o galo cante, tu me terás negado três vezes” (Mt 26, 34). Depois da Ressurreição Pedro é o primeiro a receber a visita de Jesus. “É verdade! O Senhor ressuscitou e apareceu a Simão” ((Lc 24, 34). Segundo a Tradição da Igreja durante o reinado de Nero, Pedro sofreu o martírio “sendo crucificado com a cabeça para baixo” (Orígenes). Sua morte se deu aos 29 de junho do ano 67. Hoje lembramos em, nossos orações, o sucessor de Pedro nosso papa Bento XVl.

Saulo nasceu em Tarso da Cilícia nos primeiros anos do primeiro século. Embora judeu fosse portador do título de cidadão romano. Foi educado pelo rabino Gamaliel nas doutrinas dos fariseus e falava grego e aramaico. Era um inimigo da Igreja nascente. O capítulo nove dos Atos dos Apóstolos fala sobre a milagrosa conversão de Saulo. A caminho de Damasco para prender cristãos, foi derrubado do cavalo e Jesus lhe falou: “Saulo, por que persegues?”. Foi levado cego à cidade de Damasco para a casa do sacerdote Ananias que restituiu sua visão e o preparou para o batismo. Depois de sua conversão que aconteceu pelo ano 36, mudou seu nome para Paulo e resolveu dedicar toda a sua vida ao serviço de Cristo. Num breve artigo como este, somente há espaço para citar alguns dos lugares onde ele pregou a Palavra de Deus: Arábia, Damasco, Jerusalém, Síria-Cilícia, e Antioquia. Fez sua primeira viagem apostólica no ano 45, anunciando o evangelho em Chipre, Panfília, Pisídia e Licaônia. Participou em 49 no Concílio Apostólico de Jerusalém. Paulo fez mais duas longas viagens apostólicas entre 50 e 54. Foi preso em Jerusalém no ano 58, ficando livre dois anos mais tarde. Finalmente foi preso em Roma onde morreu como mártir, provavelmente no ano 67. O papel de Paulo na Igreja primitiva foi de enorme importância. Ele fundou muitas comunidades cristãs no mundo helênico que mais tarde expandiram o cristianismo na Ásia Menor. São atribuídas a ele 14 cartas dirigidas as comunidades cristãs por ele fundadas. Sete são consideradas autênticas e alguns exegetas importantes acham que algumas foram escritas depois de sua morte.

Celebrando a solenidade de São Pedro e São Paulo, somos chamados a tomar consciência de que Deus nos envia para testemunhar o seu Reino: vivendo na unidade da fé; evangelizando na realidade em que vivemos, superando os obstáculos e reavivando a esperança de que um mundo diferente será possível através da vivência da paz evangélica.

Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald, padre Redentorista e assessor da CNBB Reg. NE1

Publicado em 29/06/2012 por

Padroeiro dos pescadores, São Pedro Apóstolo, é venerado em Fortaleza

A Capelinha de São Pedro, na Beira Mar, celebrou hoje pela manhã, 29, a festa de seu padroeiro, São Pedro Apóstolo. Os fieis se concentrarão na praça em frente a Capelinha de São Pedro para festejar São Pedro Apóstolo, o padroeiro dos Pescadores.

Após a celebração Eucarística presidida por padre Alderi Leite, pároco da Paróquia Nossa Senhora da Saúde, aconteceu uma procissão marítima dos pescadores e suas jangadas. Um belo andor com a imagem de São Pedro foi preparado em um barco a vela e conduzido para o alto mar, desde a Ponte metálica até a Praia Mansa.

Para aqueles que ficaram em terra puderam aguardar o retorno da procissão participando de uma bonita festa com sanfoneiros e grupos populares. Muitos turistas acompanhavam com admiração a alegria dos pescadores e suas famílias que cantavam e dançavam animadamente. Alguns tentaram aprender os passos do forró no embalo da música do Luiz Gonzaga e outros dançaram timidamente.

Já apontava às 11 horas quando uma saraivada de fogos chamou a atenção de todos para o retorno da procissão das jangadas.

Depois de ancorar o andor com a imagem de São Pedro foi levado de volta a Capelinha com aplausos e o hino de São Pedro.

Confira as imagens, por Marta Andrade, Setor de Comunicação da Arquidiocese de Fortaleza.

Publicado em 29/06/2012 por

Sertão Vivo no São João homenageia Gonzagão!

Por Zé Vicente, poeta e cantor.

Lua nova no céu, terreiro enfeitado, fogueira ecológica (aquela feita com madeira da poda de árvores), comidas na mesa, alegria nos corações… foi esse o clima reinante no Sítio Aroeiras, município de Orós, em mais um Arraial do Sertão Vivo, no dia 23 de junho de 2012.

As atividades tiveram inicio no dia 21, com Palestra do Parapsicólogo Luciano Sampaio, de Fortaleza, em Orós. No dia 22, uma Oficina sobre a mesma temática, em Aroeiras. As duas atividades envolveram mais de 100 pessoas, que puderam clarear dúvidas e curiosidades sobre Hipnose, Terapia no Sono, distúrbios psicológicos etc.

Nosso Arraial já é tradicional e buscamos por em sintonia as novas atividades artísticas – dança, teatro etc.-; com as tradições recebidas de nossos ancestrais – fogueira, compadrio, quadrilha, pau-de-sebo, pescaria, comidas típicas…

No dia 23, recebemos várias visitas – dos primos da Paraíba, de amigos de Orós e Icó, do bispo diocesano de Iguatu, Dom João da Costa, que vem a cada ano marcar presença e festejar seu natalício conosco. Dom João, que é sergipano,veio com sua mãe e outras amigas conterrâneas que vieram visitá-lo. Antes do almoço, realizamos uma bonita celebração da missa, ali na sala da Casa Mãe, presidida pelo bispo, reunindo todas as memórias, vidas e sonhos da família e da comunidade ali presente.

O tema principal da nossa festa junina foi a homenagem ao famoso sanfoneiro e cantor Luiz Gonzaga no seu centenário de nascimento, comemorado neste 2012. Luiz nasceu no dia 13 de dezembro de 1912 na fazenda Caiçara, município de Exu-PE. Nosso lema para esta homenagem foi: “SERTÃO VIVO NO SÃO JOÃO, HOMENAGEIA GONZAGÃO”. Para o evento, o artista plástico Daniel Moreira, nosso companheiro, pintou um lindo estandarte com a imagem do Rei do Baião, presente para nosso Projeto Sertão Vivo.

Foi bonito ver aquele mutirão de jovens, adultos e crianças, preparando tudo, até mesmo a mãe natureza manifestou o seu sinal de festa, nesses dias de grande seca, fez cair uma chuvinha para apagar a poeira no pátio do arraial, tanto na tarde de 23,como no amanhecer do dia 24, sem apagar por completo as brasas sob as cinzas.

Antes de acendermos a fogueira, houve várias apresentações: dos sanfoneiros de Guassussê, do Grupo de Capoeira Água de Beber, dos(as) estudantes do Programa Mais Educação de Orós, do teatro Sertão Vivo. Ao ser acesa a Fogueira, fizemos a saudação com Berimbaus da Capoeira, poema ao Profeta João Batista e o refrão: “bate palmas minha gente/bota fogo na fogueira/ tá aberto o arraial/ de são João em aroeiras…”. Na sequência, mais músicas, quadrilha improvisada, comidas e muita animação, até a lua se por.

Em tudo, a certeza de que esses momentos fortalecem a união e alimentam a cultura popular naquilo que tem de melhor: a tradição cultural da festa saudável, a partilha e apoios recebidos, a arte, o protagonismo de cada pessoa – jovem, criança, adulto, idoso,elevando a autoestima de quem atende ao convites da turma do Projeto Sertão Vivo.

Os Vivas ao São João, ao Gonzação e ao Povo Reunido, permanecem como eco no coração da gente, do Sítio Aroeiras e do Sertão Nordestino, teimoso, bonito, mesmo em tempos de seca e de grandes desafios.

Adital: http://www.adital.org.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=68347

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Publicado em 29/06/2012 por

Arcebispos brasileiros recebem pálio de Bento XVI

Na manhã do dia 29, na Basílica de São Pedro, em Roma, sete arcebispos brasileiros receberam pela imposição do Papa Bento XVI o Pálio, símbolo de comunhão dos Metropolitas com o Sumo Pontífice. Cada arcebispo proferiu um juramento no qual se comprometeu a ser “sempre fiel e obediente” à Igreja Católica, ao Papa e aos seus sucessores.

Ao todo 44 arcebispos receberão o pálio, uma insígnia litúrgica de “honra e jurisdição” da Igreja Católica. Dentre eles, estão os seguintes brasileiros: dom Wilson Tadeu Jonck S.C.I., de Florianópolis (SC); dom Jose Francisco Rezende Dias, de Niterói (RJ); dom Esmeraldo Barreto de Farias, de Porto Velho (RO); dom Airton Jose dos Santos, de Campinas (SP); dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho, de Teresina (PI); dom Paulo Mendes Peixoto, de Uberaba (MG); dom Jaime Vieira Rocha, de Natal (RN).

Na cerimônia, Bento XVI afirmou que as falhas humanas estão na origem do “drama da história do próprio papado” e que a Igreja Católica é mais forte do que “as forças do mal”.

“O papado constitui o fundamento da Igreja peregrina no tempo, mas ao longo dos séculos assoma também a fraqueza dos homens, que só a abertura à ação de Deus pode transformar”, disse, na homilia da celebração.

Dom Filippo Santoro, que foi bispo de Petrópolis no Brasil e é atualmente arcebispo de Taranto, Itália, foi um dos agraciados pelo título e descreveu a respeito da emoção sentida durante a cerimônia. “Receber o Pálio representa uma grande responsabilidade e uma grande alegria, porque o Papa, chamando-me aqui de volta à Itália depois de 27 anos de Brasil, me dá esta função de arcebispo da arquidiocese de Taranto e uma responsabilidade muito grande. O arcebispo metropolita, recebendo o Pálio, tem um vínculo mais estreito com o Santo Padre: um vínculo de fidelidade ao sucessor de São Pedro, um vínculo de viver a fé de maneira mais radical e profunda, como São Pedro viveu dando a vida por Cristo, e organizar a vida pastoral segundo a orientação do Papa, em comunhão com os bispos na Itália e no mundo”, afirmou.

O arcebispo de Niterói (RJ), dom José Francisco Rezende Dias, expressou seu sentimento de gratidão pela escolha de Bento XII. “É sempre emocionante encontrar o Santo Padre, mas a emoção é marcada também pela alegria e a gratidão pela escolha e a confiança que ele depositou em mim para que pudesse ser o arcebispo de Niterói. É um momento feliz e trago também no coração toda a Igreja arquidiocesana de Niterói em um sinal de comunhão com o sucessor de Pedro, o Papa Bento XVI, além da alegria e do compromisso de procurar sempre trabalhar em união e servir o povo nesta disposição de fidelidade, obediência e responsabilidade diante de todo o trabalho pastoral que me é confiado”, declarou.

Publicado em 29/06/2012 por

IBGE divulga dados, CERIS mostra “Igreja viva”

De acordo com o Censo Demográfico 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os católicos permanecem sendo maioria, embora haja uma maior diversidade religiosa da população brasileira. Os dados mostram que 64,6% da população professa a fé católica, havendo 72,2% de presença neste credo no Nordeste, 70,1% no Sul e 60,6% no Norte do país. A proporção de católicos foi maior entre as pessoas com mais de 40 anos, chegando a 75,2% no grupo com 80 anos ou mais.

A análise mostra que outros 22,2% da população são compostos por evangélicos, 8% por pessoas que se declaram sem religião, 3% por outros credos e 2% por espíritas.

CERIS mostra “Igreja Viva”

O Censo Anual de 2010 realizado pelo Centro de Estatística e Investigações Sociais (CERIS) — entidade brasileira de pesquisa religiosa fundada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) — revelou uma “Igreja Viva”. É o que afirma a análise sociológica da evolução numérica da presença da Igreja no Brasil, feita pelo sociólogo Padre José Carlos Pereira, que também é colaborador do CERIS:

De acordo com o sociólogo, os dados apontam para o aumento do número de paróquias e para a criação de novas dioceses, mostrando uma Igreja em constante crescimento:

“Os teóricos da secularização dizem que a religião está fadada ao fracasso, mas o que vemos é o contrário, pois à medida que surge a necessidade da criação de mais paróquias e estas de serem setorizadas, ampliando, assim, o seu alcance, supõe-se que os resultados são de uma maior adesão religiosa, inclusive de pessoas afastadas”, especifica o texto.

O centro de estatísticas também apontou um crescimento considerável em relação às vocações sacerdotais e religiosas, confirmando no Brasil a tendência do aumento do número de sacerdotes diocesanos e religiosos no mundo — conforme divulgou o Setor Estatístico do Vaticano, na semana passada, ao afirmar que o número passou de 405 mil para 413 mil.

“O quadro geral mostra uma vitalidade da religião católica, por meio de um borbulhar de novas modalidades, ou novas formas de viver a fé católica, por meio das novas comunidades, novos movimentos eclesiais e da volta às origens dos ideais das primeiras comunidades cristãs, que tem refletido outro quadro estatístico, que é da evolução do número de presbíteros entre os anos de 1970 e 2010, conforme vemos na atual planilha do CERIS.Isso indica um retorno ao catolicismo dos afastados, mas também uma identificação maior daqueles que já praticavam o catolicismo, mas não se sentiam muito firmes, identificados com a doutrina católica. Sendo assim, por mais que se diga que houve aumento no número dos que se dizem sem religião, ou que cresceu o interesse e as adesões a novos grupos religiosos e a novas igrejas, a Igreja Católica se revela ainda mais estruturada e em franca expansão, com seus empreendimentos missionários como, por exemplo, os que foram propostos pela Missão Continental”, destaca a redação da análise.

Alguns números da pesquisa

Paróquias

Os dados revelam um crescimento vertiginoso no número de paróquias entre os anos de 1994 a 2010, em diversos Regionais da CNBB, com destaque para os regionais Leste 2 (de 1.263 para 1.722) e Sul 1 (de 1.651 para 2.431) , que correspondem ao Estado de Minas Gerais e Espírito Santo (Regional Leste 2) e ao Estado de São Paulo (Regional Sul 1), que são os dois maiores Regionais em número de paróquias e de contingente populacional.

Padres

Em 2000 eram 16.772 padres. Em 2010 chegou a 22.119 padres. A distribuição de padres por habitantes é outro fator levantado pela pesquisa. Em 2000 havia pouco mais de 169 milhões de habitantes e para cada sacerdote eram 10.123,97 habitantes. Dez anos depois havia aproximadamente 190 milhões de habitantes e cada padre teria o número de 8.624,97 habitantes.

A concentração do clero por regiões brasileiras, segundo a pesquisa do CERIS, mostrou que havia uma concentração maior na região sudeste em detrimento das outras regiões. Do total de padres no país a região sudeste concentrava quase metade dos sacerdotes, com 45%. O sul ficava com um quarto da população de padres, 25%, o nordeste 16%, o centro-oeste apenas 9%. Já o norte seria a região com menos padres, apenas 3%.

POR: CNBB/ARQUIDIOCESE DO RIO DE JANEIRO

Publicado em 29/06/2012 por

“Da igreja que temos para uma igreja à luz do Concílio Vaticano II na América Latina” é tema de encontro em Iparana

Desde o dia 27 de junho, quarta-feira, está acontecendo no SESC Iparana o XIX Encontro Nacional do Movimento das Famílias dos Padres Casados com o tema “Da igreja que temos para uma igreja à luz do Concílio Vaticano II na América Latina”. O Encontro segue até o dia 1º. de julho e conta com a participação de 145 pessoas de várias regiões do Brasil e da Argentina, Chile e México.

Para o casal membro da Comissão temática, comissão que estuda os temas propostos pelo MFPC, Geraldo e Claudete, o encontro está realizando uma importante análise sobre as contribuições do Concilio Vaticano II para os tempos atuais.

Claudete da Silva Morais Frencken comentou que as famílias e os padres casados fazem um importante trabalho nas comunidades eclesiais. “Tudo aquilo que a Igreja permite que os padres casados possam fazer fazemos, um trabalho pelo Reino de Deus”, comentou Claudete. “Na hierarquia da Igreja existe algumas restrições para os padres casados com isso nos deparamos com alguns maus entendimentos. Procuramos desfazer esses desentendimentos contribuindo na formação comunitária”, disse Claudete.

Geraldo Frencken comentou sobre os temas abordados pelos assessores do encontro, disse que padre Manfredo Oliveira em sua reflexão sobre o Concilio Vaticano II, ajuda a detectar – sem saudosismo – o que o Concilio Vaticano II pode ajudar daqui para frente, e qual a contribuição das famílias e padres casados a tudo isso. “Convidamos três assessores: Maria Soave abordando o tema bíblico, Padre Manfredo de Oliveira, que fez uma leitura dos documentos mais importantes do Concilio Vaticano II, jogando luzes para se ver como a Igreja na América Latina tem avançado desde Medelin e Puebla. Amanhã Carlo Tursi fará um retrato da Igreja atual e as perspectivas e presença da Igreja no mundo de hoje”.

Claudete disse ainda que o encontro ajuda as pessoas a abrir mais o olhar para essa realidade e não silenciar a presença dos mais de oito mil padres casados que existem no Brasil. O MFPC quer contribuir para a compreensão dos trabalhos e presença dos padres casados na vida da Igreja. “Que a Igreja possa cada vez mais entender esses sinais, os sinais dos novos tempos, abrir um profundo dialogo”. “Esperamos que a Igreja possa aproveitar bem do potencial dos padres casados, formados com nível superior, e esperamos que não tenha receio de acolhê-los”, disse Geraldo.

Também está presente no encontro o casal Lauro Macías e Tereza Della Torre do México. Lauro Macias disse “meu desejo é servir desde a trincheira onde o senhor me colocou, sinto um ânimo de juventude na Igreja do Brasil, e uma primeira característica da juventude é não ter medo. Vemos que a hierarquia da Igreja no Brasil não tem medo, fala de nós, fala conosco e fala por nós. Não se vê isso em muitos países. Agradeço aos nossos irmãos, bispos do Brasil, por esse interesse em nos ouvir, e saber que somos parte do povo de Deus. Acredito que na Igreja, todos temos algo a colocar para a gloria de Deus, para o serviço ao povo de Deus, principalmente aos mais pobres e necessitados. Então, quando eles nos escutam, nos sentimos membros do povo de Deus.

 “Admiro muito o grupo de sacerdotes casados do Brasil, pela vontade de trabalhar, sobretudo das mulheres, minha grande admiração a elas. São mulheres que se preocupam por se prepararem com temas teológicos, trabalhando com os pobres, no trabalho pastoral com os jovens, ajudando-os a terem um caminho mais certo”, disse Tereza Della Torre.

A Associação Rumos e o Movimento das Famílias dos Padres Casados – MFPC – promovem, a cada dois anos e em diversas cidades do Brasil, encontros nacionais para eleição da sua diretoria e estabelecimento de novas diretrizes, além de alegre convívio fraterno entre as famílias.

Publicado em 29/06/2012 por

Festa Junina do Centro de Pastoral “Maria, Mãe da Igreja” e Cúria Metropolitana de Fortaleza

O Arraiá aconteceu no último dia 27 de junho de 2012 no Centro de Pastoral e contou com a participação dos funcionários da Arquidiocese, dos membros das Pastorais Sociais e seus familiares. Com muita alegria, forró pé de serra, quadrilha improvisada e muita comida – as comidas e bebidas tipicas foram doados pelos participantes da festa. A quadra foi enfeitada com um grande balão e bandeirinhas da Paróquia da Paz.

Fotos:

1.  https://plus.google.com/u/0/photos/111653531284661979329/albums/5760550970204765713 por Rosélia Follmann.

2. https://plus.google.com/u/0/photos/111653531284661979329/albums/5759516944388370145 por Janayna Gomes.

3. https://plus.google.com/u/0/photos/111653531284661979329/albums/5760543745397749009 por Regina Pereira.

Publicado em 29/06/2012 por

O sangue que fecundou a Igreja

Por padre Geovane Saraiva *

Pedro e Paulo, duas pessoas profundamente marcadas pela a graça de Deus, que no decorrer dos séculos, foram imprescindíveis, ao marcar e personificar à Igreja, de um modo ininterrupto, em toda sua história. De imediato, compreenderam que o Reino de Deus, anunciado por Jesus de Nazaré, tem uma característica bem definida e própria: o serviço da justiça e a caridade para com os irmãos. A ilusão de um poder messiânico, de um Messias triunfalista, conquistador e guerreiro, que logo iria restaurar o poder temporal em Israel, com certeza, não foram as maiores as preocupações deles.

São Pedro e São Paulo, homens que fundaram a Igreja primitiva, tendo por base o resto, a herança do povo Israel. O martírio destes dois grandes Apóstolos e amigos de Nosso Senhor Jesus Cristo se deu em Roma, mais ou menos, pelo ano de 67. Pedro foi crucificado de cabeça para baixo, julgando-se indigno de morrer, assemelhando a seu Mestre e Senhor. Já Paulo que “combateu o bom combate terminou sua corrida e guardou a fé” (2Tm 4), foi preso e depois decapitado. Portanto, um morreu pela cruz e o outro pela a espada, fecundando e tronando a Igreja cheia de graças.

Pedro foi escolhido por Cristo como fundamento do edifício eclesial, como portador das chaves do Reino dos céus (Mt 16, 19), pastor do rebanho santo, com a missão de confirmar os irmãos na fé, e também, de ser sinal visível de unidade, na comunhão, na fé e na caridade. Conviveu com o Mestre e fez parte do colégio dos apóstolos, testemunhando com os próprios olhos a vida, a morte e a ressurreição do Senhor Jesus, e confessando: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo!”. Recebendo, da parte de Jesus, um grande elogio: “Feliz és tu, Simão, porque não foi à carne nem o sangue que te revelou isso, mas o meu Pai que está nos céus” (Mt 16, 16-17).

Pedro nos recorda a Igreja Instituição, com o poder de Deus que ele recebeu, de ficar à frente da exigente e fascinante missão de continuar, com dignidade e responsabilidade, o trabalho de santificar, ensinar e governar o rebanho do Senhor.

Paulo, missionário por excelência, não conviveu pessoalmente com o Mestre. No início, de perseguidor ferrenho da Igreja e dos cristãos, abraçou a fé na viagem de Damasco e se transformou totalmente, testemunhando a partir de então, que Jesus Cristo é o enviado do Pai. A sua missão, doravante, é ser instrumento para levar o nome de Deus a todos os povos da terra (cf. At 9, 15). A evangelização e a pregação não se separam da vida do mestre e doutor das nações, o maior missionário de todos os tempos; tornando-se advogado dos pagãos e apóstolo dos gentios.

O seu encontro com o Filho de Deus foi algo maravilhoso! Mudou por completo a sua vida, a ponto de suportar tudo por causa do Reino, agradando e sendo sempre fiel ao seu Mestre e Senhor, vivendo o que anunciava, dizendo com humildade e coração aberto: “Pela graça de Deus, sou o que sou (…)”.

Paulo nos lembra o anúncio do Evangelho, os carismas e a missão das comunidades que abraçam a fé. Anunciar a boa nova do Senhor Jesus Cristo, foi para ele um exigência. Por isso mesmo está disposto a tudo, até a sua própria vida por causa do Evangelho. “Quanto a mim, estou a ponto de ser imolado e o instante da libertação se aproxima” (2Tm 4, 6).

Pedro e Paulo receberam do próprio do Filho de Deus a fascinante missão de fazer acontecer a Igreja no seu início, fecundado-a e regando-a com o próprio sangue. Eles beberam do mesmo cálice e tornaram-se assim grandes amigos de Deus. A exigente missão de beber o mesmo cálice e de confirmar os irmãos na fé, hoje, é confiada ao Papa Bento XVI. Que a nossa oração suba aos céus na intenção do Papa e de toda a Igreja, espalhada por toda extensão da terra, que nos nossos dias, têm missão construir e edificar o Reino de Deus.

*Pe. Geovane Saraiva, sacerdote da Arquidiocese de Fortaleza, escritor, membro da Academia de Letras dos Municípios do Estado Ceará (ALMECE), e da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza.

Autor dos livros: “O peregrino da Paz” e “Nascido Para as Coisas Maiores” (centenário de Dom Helder Câmara), “A Ternura de um Pastor” (homenagem ao Cardeal Lorscheide), “A Esperança Tem Nome” (espiritualidade e compromisso), “Dom Helder – Sonhos e Utopias”.

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Publicado em 28/06/2012 por

Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é Festejada em Alto Alegre

Dia 27 de junho de 2012, Nossa senhora do Perpétuo Socorro foi festejada na Paróquia do Alto Alegre, na grande Messejana.

Após os dias de novenas os paroquianos das sete comunidades que compõem a paróquia (Alto Alegre, Itamaraty, Fernando de Noronha, Esse, Mangueiral, Santa Clara e Paupina) se reuniram na Igreja Matriz para a Celebração Eucarística, presidida pelo Vigário Geral da Arquidiocese de Fortaleza , Monsenhor João Jorge Corrêa. Na ocasião foi realizado o Rito da bênção do Altar, Ambão e Sedia, compondo assim o novo presbitério do templo paroquial. No centro está Cristo, o caminho que leva ao Pai do Céu, o Alfa e ômega. A arte foi do artista plástico Márcio Mota.

Padre Francisco José Duarte de Medeiros, pároco, ao falar à comunidade reunida sobre o novo altar feito de rocha polida, ressaltou:  “ Cristo é a rocha onde somos chamados a estarmos edificados”. Sob aplausos, Padre João Jorge, tomou a palavra e disse: “Tenho acompanhado a caminhada desta comunidade desde os primeiros padres que por aqui passaram, como padre Jacó, padre Djair, padre Vicente, padre Josenir e, atualmente padre Duarte, vejo que vocês fizeram uma boa e edificante caminhada”.

Após os agradecimentos do pároco a todos que ajudaram na festa, os paroquianos partiram para a parte social no pátio da igreja matriz. A decoração tinha tom de clima junino e a banda de forró Naldo José animou ainda mais a noite, que ainda contava com barracas de comidas típicas, pula-pula e concurso da rainha mirim do milho.

Confira as fotos:

Publicado em 28/06/2012 por

CNBB assina Carta das Religiões sobre cuidado da Terra

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil é signatária de uma Carta das Religiões sobre o cuidado da Terra. O documento foi elaborado e aprovado por iniciativa da Comisssão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Interreligioso no espaço da Coalizão Ecumênica Interreligiosa “Religiões por Direitos” durante a Cúpula dos Povos na Rio + 20.

Leia a Carta na íntegra:

CARTA DAS RELIGIÕES E O CUIDADO DA TERRA

No Espaço da Coalizão Ecumênica e Inter-religiosa “Religiões por Direitos”, no quadro da Cúpula dos Povos na Rio+20 para a Justiça Social e Ambiental, contra a mercantilização da vida e em defesa dos bens comuns, os líderes religiosos do Brasil signatários, por iniciativa da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Interreligioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e de Religiões pela Paz, reuniram-se para debater a relação entre as religiões e as questões ambientais. Como resultado do diálogo, concordou-se que a agenda das religiões na atualidade não deve desconsiderar a agenda do cotidiano da vida das pessoas na sociedade e das exigências da justiça ambiental.

A agenda das religiões deve incluir os elementos que traçam os projetos do ser humano na busca de realização da sua existência e afirmar compromissos efetivos com a defesa da vida no planeta. Religiões, sociedade e meio ambiente não são realidades distanciadas, mas estreitamente correlatas. As tradições religiosas contribuem para a ampliação da consciência dos seus seguidores sobre os valores fundamentais da vida, pessoal, social e ambiental, orientando para a convivência pacífica e respeitosa entre os povos, culturas e credos, e destes com toda a criação.

Assim, é fundamental na agenda das tradições religiosas hoje:

a) Apresentar ao mundo o sentido da existência humana. A humanidade vive momentos de pessimismo, com sensação de fracasso e desânimo, sobretudo nas situações e ambientes de crises econômicas, de injustiças, de violência e de guerras.

Comprometemo-nos em fazer com que as nossas tradições religiosas afirmem de modo concreto o valor da vida de cada pessoa, independente da sua condição social, religiosa, cultural, étnica e de gênero, ajudando-as na superação dos problemas que lhes afligem no cotidiano, sejam eles de caráter sócio-econômico-cultural e político, sejam eles de caráter psíquico-espiritual.

b) Afirmar juntos o valor sagrado da vida, sobretudo do ser humano, considerando as diferenças nas formas de compreensão e de explicitação desse valor.

Comprometemo-nos em promover um efetivo respeito pela dignidade da pessoa e dos seus direitos acima de interesses econômicos, culturais, políticos e religiosos. Afirmamos que crer em um Ser Criador implica em desenvolver uma espiritualidade que tenha compromisso com a promoção e defesa da vida human, pois o ser humano é a razão do serviço religioso que nossas tradições de fé oferecem ao mundo.

c) Promover a educação e a prática do respeito mútuo, do diálogo, da convivência pacífica e da cooperação entre as diferenças, fundamental no mundo plural em que vivemos.

Assumimos o compromisso de trabalhar para a convergência dos diferentes paradigmas culturais e religiosos dos povos, como uma possibilidade para melhor entendermos o mundo dentro de suas inter-relações e a convivência entre todos os seres humanos.

d) Explicitar mais e melhor o que já possuímos em comum. Nossas tradições já condividem valores religiosos, como a fé em um Ser Criador, o cultivo da relação com Ele, a compreensão da origem e do fim de cada pessoa.

Comprometemo-nos a partilhar as riquezas que possuímos para fortalecer as relações inter-religiosas que possibilitam a cooperação entre os credos na solução dos problemas que afligem o nosso país e o mundo em que vivemos.

 Discernir juntos os valores que constroem a paz no mundo. Sabemos que a paz não é simples ausência da guerra, mas é fruto da justiça e da prática da caridade.

Comprometemo-nos na promoção da convivência pacífica entre os povos e o desenvolvimento do sentido da fraternidade e da solidariedade universal, superando todo fundamentalismo e exclusivismo, bem como o consumismo irresponsável que causam conflitos entre as pessoas e os povos.

f) Viver a compaixão para com os mais necessitados, empobrecidos e excluídos da sociedade.

Assumimos realizar juntos projetos sociais que fortalecem a solidariedade nas comunidades religiosas e na família humana.

g) Promover o valor e o cuidado da criação. Tomamos conhecimento das ameaças à vida do planeta, conseqüências dos interesses econômicos que constroem uma cultura utilitarista e consumista na sociedade em que vivemos.

Comprometemo-nos com o desenvolvimento de uma nova ética na relação com o meio ambiente, capaz de orientar novas atitudes defensoras de todas as formas de vida, sustentadas em políticas públicas de justiça ambiental e numa mística/espiritualidade que explicite a gratuidade e o dom da vida na criação.

h) Contribuir efetivamente para com as iniciativas ligadas à construção e promoção da cidadania.

Comprometemo-nos na qualificação de uma vivência religiosa dos membros de nossas tradições que favoreça o convívio social dos credos, a afirmação da tolerância e da liberdade religiosa.

i) Solicitar à Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável Rio+20 reconhecer que os imperativos morais de todas as religiões, convicções e crenças exigem o cuidado da Terra, e que a cooperação inter-religiosa é uma dimensão imprescindível para alcançarmos o desenvolvimento sustentável de toda a humanidade.

Enfim, propomos-nos a desenvolver novos comportamentos, com prevalência da ética da tolerância, da liberdade, do respeito, da dignidade, da convivência da diversidade cultural e religiosa, dos direitos humanos. São elementos de uma ética mínima que devemos afirmar tanto a partir de uma consciência ética secular, como da consciência das convicções religiosas que possuímos.

Rio de Janeiro, 19 de junho de 2012

Exmo. e Revmo. Dom Francisco Biasin

Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-religioso daConferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

Rev. Pe. Peter Hughes

Secretário Executivo do Departamento de Justiça e Solidariedade do Conselho Episcopal Latino-americano (CELAM)

Revmo. Dom Francisco de Assis da Silva

Primeiro Vice-presidente do Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil (CONIC)

Rev. Dr. Walter Altmann

Moderador do Comitê Central do Conselho Mundial de Igrejas (CMI)

Rev. Nilton Giese

Secretário Geral do Conselho Latino-americano de Igrejas ( CLAI)

Rabino Sergio Margulies

Representante da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (FIERJ)

Sami Armed Isbelle

Diretor do Departamento Educacional e de Divulgação da Sociedade Beneficente Mulçumana do Rio de Janeiro (SBMRJ)

Ialorixá Laura Teixeira

Coordenadora Estadual do Instituto Nacional da Tradição e Cultura Afro-Brasileiras – Rio de Janeiro (INTECAB)

Irmã Jayam Kirpalani

Direitora Européia da Universidade Espiritual Mundial Brahma Kumaris

Elias Szczytnicki

Secretário Geral e Diretor Regional de Religiões pela Paz América Latina e o Caribe


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