Publicado em 28/02/2017 por João Augusto

Evangelho – Mc 10,28-31

3ª-feira da 8ª Semana do Tempo Comum – 28 de Fevereiro de 2017 – Cor: Verde

 Receberá cem vezes mais agora, durante esta vida com perseguições e, no mundo futuro, a vida eterna.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 10,28-31

Naquele tempo:
28Começou Pedro a dizer a Jesus:
‘Eis que nós deixamos tudo e te seguimos.’
29Respondeu Jesus:
‘Em verdade vos digo,
quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos,
campos, por causa de mim e do Evangelho,
30receberá cem vezes mais agora, durante esta vida
– casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos,
com perseguições – e, no mundo futuro, a vida eterna.
31Muitos que agora são os primeiros serão os últimos.
E muitos que agora são os últimos serão os primeiros.’
Palavra da Salvação.

Reflexão
Eu posso contribuir para a minha salvação na medida em que eu faço de Deus o centro da minha vida e a causa da minha felicidade, submetendo-me totalmente a ele. Se eu vivo apegado às coisas do mundo, eu vivo em função delas e coloco nelas a minha felicidade, fechando o meu coração à ação divina e a minha vida ao projeto do reino dos céus. Para conseguir o desapego das coisas do mundo, é necessário que a gente procure assumir uma nova hierarquia de valores que faz com que sejamos capazes de desprezar os bens materiais, mas rejeitar os valores do mundo significa sofrer perseguições nesta vida. É preciso renunciar aos valores do mundo para ter a vida em Cristo.

Publicado em 27/02/2017 por João Augusto

Horários de Celebrações na Quarta-feira de Cinzas em algumas paróquias

Estamos disponibilizando os horários de Celebrações em algumas Igrejas na Quarta-feira de Cinzas dia (1º de março). Na medida que novas Igrejas nos enviarem os horários acrescentaremos na lista. 

“A Quarta-feira de Cinzas foi instituída há muito tempo na Igreja; marca o início da Quaresma, tempo de penitência e oração mais intensa. Para os antigos judeus se sentar sobre as cinzas já significava arrependimento dos pecados e volta para Deus. As Cinzas bentas e colocadas sobre as nossas cabeças nos fazem lembrar que vamos morrer; que somos pó e que ao pó da terra voltaremos (cf. Gn 3, 19) para que nosso corpo seja refeito por Deus de maneira gloriosa para não mais perecer.”

Paróquia da Catedral  – Centro (85) 3231.4196
12h – Padre Clairton Alexandrino e 18h30 – Dom José Antonio A. Tosi Marques.

Paróquia N. Sra. de Fátima – Bairro de Fátima (85) 3227.5215
7h, 9h, 12h, 17h e 19h.

Paróquia São Francisco / Navegantes – Jacarecanga (85) 3238.0978
8h e 17h30.

Paróquia Santa Luzia – Meireles (85) 3254.1444
17h.

Paróquia Nossa Senhora da Saúde – Mucuripe (85) 3263.1538
7h, 8h30, 17h e 19h.

Paróquia Nossa Senhora da Paz – Aldeota (85) 3224.2398
17h e 18h30

Paróquia São Vicente – Dionísio Torres (85) 3224.6489
6h30, 11h30, 17h30 e 19h30.

Paróquia de Cristo Rei – Aldeota (85) 3231.6600
6h30, 17h e 19h.

Paróquia Santo Afonso de Ligório – Parquelândia (85) 3223.8785
8h30 e 19h.

Paróquia Bom Jesus dos Aflitos – Parangaba (85) 3245.1980
6h30 e 19h.

Paróquia Coração Imaculado de Maria – Henrique Jorge (85) 3290.2107
17h e 19h.      

Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Conjunto Ceará (85) 3294.6410
7h e 19h.

Paróquia Nossa Senhora das Graças – Pirambu (85) 3214.4634
19h.

Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Carlito Pamplona (85) 32366429
19h.

Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Messejana (85) 3045.0103
7h e 19h.

Paróquia São Francisco – Dias Macedo (85) 3295.0621
19h.

Paróquia Nossa Senhora da Glória – Cidade dos Funcionários (85) 3279.4500
11h, 17h, e 19h com lançamento da CF.

Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Mondubim (85) 3296.1565
19h30

Paróquia Nossa Senhora das Graças – Manoel Sátiro (85) 3483.0908
19h.

Paróquia Santíssima Trindade – José Walter (85) 3291.1835
8h e 19h.

Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Montese (85) 3225 8677
8h e 18h30.

No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB,  lança  a Campanha da Fraternidade, CF.
Tema: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”  e Lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2, 15).

Quarta-feira de Cinzas: Início da Quaresma.
Quaresma: Tempo de penitência e conversão.

O significado das cinzas
O uso litúrgico das cinzas tem sua origem no Antigo Testamento. As cinzas simbolizam dor, morte e penitência. Por exemplo, no livro de Ester, Mardoqueu se veste de saco e se cobre de cinzas quando soube do decreto do Rei Asuer I (Xerxes, 485-464 antes de Cristo) da Pérsia que condenou à morte todos os judeus de seu império. (Est 4,1). Jó (cuja história foi escrita entre os anos VII e V antes de Cristo) mostrou seu arrependimento vestindo-se de saco e cobrindo-se de cinzas (Jó 42,6). Daniel (cerca de 550 antes de Cristo) ao profetizar a captura de Jerusalém pela Babilônia, escreveu: “Volvi-me para o Senhor Deus a fim de dirigir-lhe uma oração de súplica, jejuando e me impondo o cilício e a cinza” (Dn 9,3). No século V antes de Cristo, logo depois da pregação de Jonas, o povo de Nínive proclamou um jejum a todos e se vestiram de saco, inclusive o Rei, que além de tudo levantou-se de seu trono e sentou sobre cinzas (Jn 3,5-6). Estes exemplos retirados do Antigo Testamento demonstram a prática estabelecida de utilizar cinzas como símbolo (algo que todos compreendiam) de arrependimento.

O próprio Jesus fez referência ao uso das cinzas. A respeito daqueles povos que se recusavam a se arrepender de seus pecados, apesar de terem visto os milagres e escutado a Boa Nova, Nosso Senhor proferiu: “Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas se teriam arrependido sob o cilício e as cinzas. (Mt 11,21) A Igreja, desde os primeiros tempos, continuou a prática do uso das cinzas com o mesmo simbolismo. Em seu livro “De Poenitentia” , Tertuliano (160-220 DC), prescreveu que um penitente deveria “viver sem alegria vestido com um tecido de saco rude e coberto de cinzas”. O famoso historiador dos primeiros anos da igreja, Eusébio (260-340 DC), relata em seu livro A História da Igreja, como um apóstata de nome Natalis se apresentou vestido de saco e coberto de cinzas diante do Papa Ceferino, para suplicar-lhe perdão. Sabe-se que num determinado momento existiu uma prática que consistia no sacerdote impor as cinzas em todos aqueles que deviam fazer penitência pública. As cinzas eram colocadas quando o penitente saía do Confessionário.

Já no período medieval, por volta do século VIII, àquelas pessoas que estavam para morrer eram deitadas no chão sobre um tecido de saco coberto de cinzas. O sacerdote benzia o moribundo com água benta dizendo-lhe: “Recorda-te que és pó e em pó te converterás”. Depois de aspergir o moribundo com a água benta, o sacerdote perguntava: “Estás de acordo com o tecido de saco e as cinzas como testemunho de tua penitência diante do Senhor no dia do Juízo?” O moribundo então respondia: “Sim, estou de acordo”. Se podem apreciar em todos esses exemplos que o simbolismo do tecido de saco e das cinzas serviam para representar os sentimentos de aflição e arrependimento, bem como a intenção de se fazer penitência pelos pecados cometidos contra o Senhor e a Sua igreja.

Com o passar dos tempos o uso das cinzas foi adotado como sinal do início do tempo da Quaresma; o período de preparação de quarenta dias (excluindo-se os domingos) antes da Páscoa da Ressurreição. O ritual para a Quarta-feira de Cinzas já era parte do Sacramental Gregoriano.

As primeiras edições deste sacramental datam do século VII. Na nossa liturgia atual da Quarta-feira de Cinzas, utilizamos cinzas feitas com os ramos de palmas distribuídos no ano anterior no Domingo de Ramos. O sacerdote abençoa as cinzas e as impõe na fronte de cada fiel traçando com essas o Sinal da Cruz. Logo em seguida diz: “Recorda-te que és pó e em pó te converterás” ou então “Arrepende-te e crede no Evangelho”.

Devemos nos preparar para o começo da Quaresma compreendendo o significado profundo das cinzas que recebemos. É um tempo para examinar nossas ações atuais e passadas e lamentarmo-nos profundamente por nossos pecados. Só assim poderemos voltar nossos corações genuinamente para Nosso Senhor, que sofreu, morreu e ressuscitou pela nossa salvação.

Além do mais esse tempo nos serve para renovar nossas promessas batismais, quando morremos para a vida passada e começamos uma nova vida em Cristo.

Finalmente, conscientes que as coisas desse mundo são passageiras, procuremos viver de agora em diante com a firme esperança no futuro e a plenitude do Céu.

BÊNÇÃO E IMPOSIÇÃO DAS CINZAS NO INÍCIO DA QUARESMA

Aceitando que nos imponham as cinzas, expressamos duas realidades fundamentais:
1) Somo criaturas mortais; tomar consciência de nossa fragilidade, de inevitável fim de nossa existência terrestre, nos ajuda a avaliar melhor os rumos que compete dar à nossa vida: “você é pó, e ao pó voltará” (Gn 3, 19). Somo chamado;
2)Somos chamados a nos converter ao Evangelho de Jesus e sua proposta do Reino, mudando nossa maneira de ver, pensar, agir.

Muitas comunidades sem padre assumiram esse rito significativo como abertura da quaresma anual, realizando-o numa celebração das Palavras.

Veja mais embasamentos bíblicos sobre as cinzas através das seguintes passagens: (Nm 19; Hb 9,13); como sinal de transitoriedade (Gn 18,27; Jó 30,19). Como sinal de luto (2Sm 13,19; Sl 102,10; Ap 19,19). Como sinal de penitência (Dn 9,3; Mt 11,21). Faça uma pesquisa através de todas estas passagens bíblicas, prestando  atenção ao texto e seu contexto, relacionando com a vida pessoal, comunitária, social e com o rito litúrgico da Quarta-feira de cinzas.

(FONTE – MISSAL DOMINICAL, página de 140, © Paulus, 1997).

Publicado em 27/02/2017 por João Augusto

Leitura Orante: 1º Domingo da Quaresma: Evangelho Mt 4,1-11

Tempo da Quaresma
1º Domingo da Quaresma: Evangelho Mt 4,1-11
05/03/2017
Tema: “As três tentações de Jesus”

Invocação à Santíssima Trindade
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo. Trindade Santíssima Pai, Filho, Espírito Santo – presente e atuante na Igreja e na profundidade do meu ser. Eu vos adoro, amo e agradeço. Amém

Leitura: (Verdade) O que diz o Texto?
Proclamação da Palavra na Bíblia – Mt 4,1-11. (Volte a sua atenção para a Palavra de Deus)

Meditação: ( Caminho) O que o Texto diz para nós,hoje?

Passos da Leitura Orante


Jesus vai para o deserto. Deserto significa lugar desabitado, solitário, desamparado, abandonado. No sentido bíblico, deserto era terra da aridez, símbolo da privação de chuva e de fertilidade. É o lugar da purificação e da pobreza.

No deserto Jesus ficou quarenta dias. Este número recorda os quarenta anos do Povo de Deus no deserto, rumo à libertação. Foram quarenta dias em que Moisés permaneceu no alto do Horeb diante de Deus, para receber as tábuas da lei (Dt 9,9).

Sendo tentado pelo diabo, diz o Evangelho. As tentações de Jesus eram para desviá-lo de sua missão messiânica. `Numa sociedade consumista, às vezes somos tentados a seguir o modelo de um sistema que valoriza mais o “ter “do que o “ser”.

A conversão é o ponto central da Boa-Nova de Jesus. Devemos renovar nossas opções ; Deus em primeiro lugar na nossa vida.

Em Aparecida, o que nos falam os Bispos: “No entanto, no exercício de nossa liberdade, às vezes recusamos essa vida nova (cf Jo 5,40) ou não perseveramos no caminho (cf Hb 3, 12 -14). Com o pecado, optamos por um caminho de morte. Por isso, o anúncio de Jesus sempre convoca à conversão, que nos faz participar do triunfo do Ressuscitado e inicia um caminho de transformação” (DAp 351)

Agora, num instante de silêncio sintamos em nosso coração se Deus tem o primeiro lugar na nossa vida.

Oração: (Vida) O que o texto nos faz dizer a Deus?
Oração da Campanha da Fraternidade 2011 (Fraternidade e a Vida no Planeta – “A Criação geme em dores de parto” ( Rm 8,22)

Senhor Deus, nosso Pai e Criador. A beleza do universo revela a vossa grandeza, A sabedoria e o amor com que fizestes todas as coisas, E o eterno amor que tendes por todos nós. Pecadores que somos, não respeitamos a vossa obra, E o que era para ser garantia da vida está se tornando ameaça. A beleza está sendo mudada em devastação, E a morte mostra a sua presença no nosso planeta. Que nesta quaresma nos convertamos e vejamos que a criação geme em dores de parto, para que possa renascer segundo o vosso plano de amor, por meio da nossa mudança de mentalidade e de atitudes. E, assim, como Maria, que meditava a vossa Palavra e a fazia vida, Também nós, movidos pelos princípios do Evangelho, possamos celebrar na Páscoa do vosso Filho, nosso Senhor, O ressurgimento do vosso projeto para todo o mundo. Amém.

Contemplação: (Vida e Missão) – Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Tenho priorizado Deus em minha vida? Estou atento (a) às provocações que ferem o Plano de Deus? Diante das tentações deste mundo consumista, egoísta, como tenho superado, para viver a vontade de Deus?

Bênção Bíblica
Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
(Nm 6, 24-27)

Elaboração: Padre Francisco Ivan de Souza e Haydée Bomfim Morais

Publicado em 27/02/2017 por João Augusto

Evangelho – Mc 10,17-27

2ª-feira da 8ª Semana do Tempo Comum – 27 de Fevereiro de 2017 – Cor: Verde

Vende tudo o que tens e segue-me!

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 10,17-27

Naquele tempo:
17Quando Jesus saiu a caminhar, veio alguém correndo,
ajoelhou-se diante dele, e perguntou:
‘Bom Mestre, que devo fazer para ganhar a vida eterna?’
18Jesus disse: ‘Por que me chamas de bom?’
Só Deus é bom, e mais ninguém.
19Tu conheces os mandamentos:
não matarás; não cometerás adultério; não roubarás;
não levantarás falso testemunho;
não prejudicarás ninguém;
honra teu pai e tua móe!’
20Ele respondeu: ‘Mestre, tudo isso
tenho observado desde a minha juventude’.
21Jesus olhou para ele com amor, e disse:
‘Só uma coisa te falta:
vai, vende tudo o que tens e dá aos pobres,
e terás um tesouro no céu.
Depois vem e segue-me!’
22Mas quando ele ouviu isso, ficou abatido
e foi embora cheio de tristeza,
porque era muito rico.
23Jesus então olhou ao redor e disse aos discípulos:
‘Como é difícil para os ricos entrar no Reino de Deus!’
24Os discípulos se admiravam com estas palavras,
mas ele disse de novo:
‘Meus filhos, como é difícil entrar no Reino de Deus!
25É mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha
do que um rico entrar no Reino de Deus!’
26Eles ficaram muito espantados ao ouvirem isso,
e perguntavam uns aos outros:
‘Então, quem pode ser salvo?’
27Jesus olhou para eles e disse:
‘Para os homens isso é impossível, mas não para Deus.
Para Deus tudo é possível’.
Palavra da Salvação.

Reflexão
O evangelho de hoje nos apresenta, no caso do jovem rico, um grave erro que pode ocorrer na vida de todos nós no que diz respeito à questão da salvação e que se refere ao sujeito da salvação. Às vezes, a gente escuta que as pessoas devem esforçar-se para se salvarem e eu penso que eu devo conseguir me salvar. Ora, ninguém salva a si próprio. Eu não posso ser o meu salvador. Os discípulos perguntaram: “Quem então poderá salvar-se?” A resposta de Jesus é: “Para os homens isso é impossível, mas não para Deus. Para Deus, tudo é possível”. Não podemos confiar a nossa salvação nem em nós mesmos, nem nos outros e nem nos bens materiais, pois nada ou ninguém, a não ser o próprio Deus, podem nos salvar.

Publicado em 26/02/2017 por João Augusto

Evangelho – Mt 6,24-34

8º Domingo do Tempo Comum – 26 de Fevereiro de 2017  – Cor: Verde

Não vos preocupeis com o dia de amanhã.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 6,24-34

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
24Ninguém pode servir a dois senhores:
pois, ou odiará um e amará o outro,
ou será fiel a um e desprezará o outro.
Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.
25Por isso eu vos digo:
não vos preocupeis com a vossa vida,
com o que havereis de comer ou beber;
nem com o vosso corpo,
com o que havereis de vestir.
Afinal, a vida não vale mais do que o alimento,
e o corpo, mais do que a roupa?
26Olhai os pássaros dos céus:
eles não semeiam, não colhem,
nem ajuntam em armazéns.
No entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta.
Vós não valeis mais do que os pássaros?
27Quem de vós pode prolongar a duração da própria vida,
só pelo fato de se preocupar com isso?
28E por que ficais preocupados com a roupa?
Olhai como crescem os lírios do campo:
eles não trabalham nem fiam.
29Porém, eu vos digo:
nem o rei Salomão, em toda a sua glória,
jamais se vestiu como um deles.
30Ora, se Deus veste assim a erva do campo,
que hoje existe e amanhã é queimada no forno,
não fará ele muito mais por vós, gente de pouca fé?
31Portanto, nóo vos preocupeis, dizendo:
O que vamos comer? O que vamos beber?
Como vamos nos vestir?
32Os pagãos é que procuram essas coisas.
Vosso Pai, que está nos céus,
sabe que precisais de tudo isso.
33Pelo contrário, buscai em primeiro lugar
o Reino de Deus e a sua justiça,
e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo.
34Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã,
pois o dia de amanhã terá suas preocupações!
Para cada dia, bastam seus próprios problemas.’
Palavra da Salvação.

Publicado em 25/02/2017 por João Augusto

Papa Francisco: Mensagem para a Quaresma 2017

Publicamos a seguir o texto integral da Mensagem do Santo Padre Francisco para a Quaresma 2017, sobre o tema “A Palavra é um dom. O outro é um dom”:

Imagem: A “Transfiguração”, de Raffaello Sanzio – RV

Amados irmãos e irmãs!
A Quaresma é um novo começo, uma estrada que leva a um destino seguro: a Páscoa de Ressurreição, a vitória de Cristo sobre a morte. E este tempo não cessa de nos dirigir um forte convite à conversão: o cristão é chamado a voltar para Deus «de todo o coração» (Jl 2, 12), não se contentando com uma vida medíocre, mas crescendo na amizade do Senhor. Jesus é o amigo fiel que nunca nos abandona, pois, mesmo quando pecamos, espera pacientemente pelo nosso regresso a Ele e, com esta espera, manifesta a sua vontade de perdão (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. Aqui queria deter-me, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão.

1. O outro é um dom
A parábola inicia com a apresentação dos dois personagens principais, mas quem aparece descrito de forma mais detalhada é o pobre: encontra-se numa condição desesperada e sem forças para se solevar, jaz à porta do rico na esperança de comer as migalhas que caem da mesa dele, tem o corpo coberto de chagas, que os cães vêm lamber (cf. vv. 20-21). Enfim, o quadro é sombrio, com o homem degradado e humilhado.

A cena revela-se ainda mais dramática, quando se considera que o pobre se chama Lázaro, um nome muito promissor pois significa, literalmente, «Deus ajuda». Não se trata duma pessoa anónima; antes, tem traços muito concretos e aparece como um indivíduo a quem podemos atribuir uma história pessoal. Enquanto Lázaro é como que invisível para o rico, a nossos olhos aparece como um ser conhecido e quase de família, torna-se um rosto; e, como tal, é um dom, uma riqueza inestimável, um ser querido, amado, recordado por Deus, apesar da sua condição concreta ser a duma escória humana (cf. Homilia na Santa Missa, 8 de janeiro de 2016).

Lázaro ensina-nos que o outro é um dom. A justa relação com as pessoas consiste em reconhecer, com gratidão, o seu valor. O próprio pobre à porta do rico não é um empecilho fastidioso, mas um apelo a converter-se e mudar de vida. O primeiro convite que nos faz esta parábola é o de abrir a porta do nosso coração ao outro, porque cada pessoa é um dom, seja ela o nosso vizinho ou o pobre desconhecido. A Quaresma é um tempo propício para abrir a porta a cada necessitado e nele reconhecer o rosto de Cristo. Cada um de nós encontra-o no próprio caminho. Cada vida que se cruza connosco é um dom e merece aceitação, respeito, amor. A Palavra de Deus ajuda-nos a abrir os olhos para acolher a vida e amá-la, sobretudo quando é frágil. Mas, para se poder fazer isto, é necessário tomar a sério também aquilo que o Evangelho nos revela a propósito do homem rico.

2. O pecado cega-nos
A parábola põe em evidência, sem piedade, as contradições em que vive o rico (cf. v. 19). Este personagem, ao contrário do pobre Lázaro, não tem um nome, é qualificado apenas como «rico». A sua opulência manifesta-se nas roupas, de um luxo exagerado, que usa. De facto, a púrpura era muito apreciada, mais do que a prata e o ouro, e por isso se reservava para os deuses (cf. Jr 10, 9) e os reis (cf. Jz 8, 26). O linho fino era um linho especial que ajudava a conferir à posição da pessoa um caráter quase sagrado. Assim, a riqueza deste homem é excessiva, inclusive porque exibida habitualmente: «Fazia todos os dias esplêndidos banquetes» (v. 19). Entrevê-se nele, dramaticamente, a corrupção do pecado, que se realiza em três momentos sucessivos: o amor ao dinheiro, a vaidade e a soberba (cf. Homilia na Santa Missa, 20 de setembro de 2013).

O apóstolo Paulo diz que «a raiz de todos os males é a ganância do dinheiro» (1 Tm 6, 10). Esta é o motivo principal da corrupção e uma fonte de invejas, contendas e suspeitas. O dinheiro pode chegar a dominar-nos até ao ponto de se tornar um ídolo tirânico (cf. Exort. ap. Evangelii gaudium, 55). Em vez de instrumento ao nosso dispor para fazer o bem e exercer a solidariedade com os outros, o dinheiro pode-nos subjugar, a nós e ao mundo inteiro, numa lógica egoísta que não deixa espaço ao amor e dificulta a paz.

Depois, a parábola mostra-nos que a ganância do rico fá-lo vaidoso. A sua personalidade vive de aparências, fazendo ver aos outros aquilo que se pode permitir. Mas a aparência serve de máscara para o seu vazio interior. A sua vida está prisioneira da exterioridade, da dimensão mais superficial e efémera da existência (cf. ibid., 62).

O degrau mais baixo desta deterioração moral é a soberba. O homem veste-se como se fosse um rei, simula a posição dum deus, esquecendo-se que é um simples mortal. Para o homem corrompido pelo amor das riquezas, nada mais existe além do próprio eu e, por isso, as pessoas que o rodeiam não caiem sob a alçada do seu olhar. Assim o fruto do apego ao dinheiro é uma espécie de cegueira: o rico não vê o pobre esfomeado, chagado e prostrado na sua humilhação.

Olhando para esta figura, compreende-se por que motivo o Evangelho é tão claro ao condenar o amor ao dinheiro: «Ninguém pode servir a dois senhores: ou não gostará de um deles e estimará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e ao dinheiro» (Mt 6, 24).

3. A Palavra é um dom
O Evangelho do homem rico e do pobre Lázaro ajuda a prepararmo-nos bem para a Páscoa que se aproxima. A liturgia de Quarta-Feira de Cinzas convida-nos a viver uma experiência semelhante à que faz de forma tão dramática o rico. Quando impõe as cinzas sobre a cabeça, o sacerdote repete estas palavras: «Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás de voltar». De facto, tanto o rico como o pobre morrem, e a parte principal da parábola desenrola-se no Além. Dum momento para o outro, os dois personagens descobrem que nós «nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele» (1 Tm 6, 7).

Também o nosso olhar se abre para o Além, onde o rico tece um longo diálogo com Abraão, a quem trata por «pai» (Lc 16, 24.27), dando mostras de fazer parte do povo de Deus. Este detalhe torna ainda mais contraditória a sua vida, porque até agora nada se disse da sua relação com Deus. Com efeito, na sua vida, não havia lugar para Deus, sendo ele mesmo o seu único deus.

Só no meio dos tormentos do Além é que o rico reconhece Lázaro e queria que o pobre aliviasse os seus sofrimentos com um pouco de água. Os gestos solicitados a Lázaro são semelhantes aos que o rico poderia ter feito, mas nunca fez. Abraão, porém, explica-lhe: «Recebeste os teus bens na vida, enquanto Lázaro recebeu somente males. Agora, ele é consolado, enquanto tu és atormentado» (v. 25). No Além, restabelece-se uma certa equidade, e os males da vida são contrabalançados pelo bem.

Mas a parábola continua, apresentando uma mensagem para todos os cristãos. De facto o rico, que ainda tem irmãos vivos, pede a Abraão que mande Lázaro avisá-los; mas Abraão respondeu: «Têm Moisés e os Profetas; que os oiçam» (v. 29). E, à sucessiva objeção do rico, acrescenta: «Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, tão-pouco se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dentre os mortos» (v. 31).

Deste modo se patenteia o verdadeiro problema do rico: a raiz dos seus males é não dar ouvidos à Palavra de Deus; isto levou-o a deixar de amar a Deus e, consequentemente, a desprezar o próximo. A Palavra de Deus é uma força viva, capaz de suscitar a conversão no coração dos homens e orientar de novo a pessoa para Deus. Fechar o coração ao dom de Deus que fala, tem como consequência fechar o coração ao dom do irmão.

Amados irmãos e irmãs, a Quaresma é o tempo favorável para nos renovarmos, encontrando Cristo vivo na sua Palavra, nos Sacramentos e no próximo. O Senhor – que, nos quarenta dias passados no deserto, venceu as ciladas do Tentador – indica-nos o caminho a seguir. Que o Espírito Santo nos guie na realização dum verdadeiro caminho de conversão, para redescobrirmos o dom da Palavra de Deus, sermos purificados do pecado que nos cega e servirmos Cristo presente nos irmãos necessitados. Encorajo todos os fiéis a expressar esta renovação espiritual, inclusive participando nas Campanhas de Quaresma que muitos organismos eclesiais, em várias partes do mundo, promovem para fazer crescer a cultura do encontro na única família humana. Rezemos uns pelos outros para que, participando na vitória de Cristo, saibamos abrir as nossas portas ao frágil e ao pobre. Então poderemos viver e testemunhar em plenitude a alegria da Páscoa.

Vaticano, 18 de outubro de 2016.
Festa do Evangelista São Lucas
FRANCISCO

Fonte: Rádio Vaticano

Publicado em 24/02/2017 por João Augusto

Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição, em Taquara, celebra seu segundo aniversário

Somos uma jovem paróquia situada na região serrana do município de Caucaia. No início da caminhada acolhemos 38 comunidades advindas da Paróquia Santo Antônio – Capuan. Desta porção do povo de Deus foi formada em 2014 a Área Pastoral que depois se tornaria com muita luta e engajamento de todos os 23 mil paroquianos a grande Paróquia Nossa Senhora da Imaculada Conceição – Taquara. Com as bênçãos de Santo Antonio e Nossa Mãe Maria, nosso Arcebispo Dom José, criou e instalou esta comunidade paroquial no dia 26 de fevereiro de 2015 e escolheu como primeiro Pároco, o Rev.mo Padre Helano Samy.

Nosso coração se alegra e se enche de gratidão a Deus por todos os leigos, religiosos, seminaristas, diáconos e sacerdotes que contribuíram e aos que continuam a evangelizar e formar nossos paroquianos. Somos um povo acolhedor, generoso e cheio de fé. Formamos em pouco tempo um espírito missionário e fervoroso pela salvação das almas. Contando com 49 comunidades e contemplando 35% do município caucaiense, estamos com muitos sonhos, certos de estar no caminho certo. Contamos com a oração, o apoio e a presença de todos os homens e mulheres de boa vontade para espalhar a Boa Nova do Cristo Jesus em nossos dias, para os homens do nosso tempo sob o manto protetor de nossa padroeira e a coragem dos santos mártires bradamos em uníssono: Vem Senhor Jesus!

Acontecerá no dia 26 de fevereiro, às 19h a Celebração Eucarística em Ação de Graças pelos segundo aniversário de criação da Paróquia Nossa Senhora  da Imaculada Conceição – Taquara.  

Relatório de criação da Paróquia – 2014
A Área Missionária Imaculada Conceição, com aproximadamente 18 mil habitantes, iniciou com a divisão da Paróquia de Santo Antônio – Capuan, em virtude de sua grande extensão territorial.

A divisão ocorreu em abril de 2013, quando o padre Francisco de Assis, atual pároco, ficou responsável por pastorear as comunidades da BR 222 e matriz com as comunidades circunvizinhas, enquanto o padre Helano Samy, vigário paroquial, assumiu os trabalhos pastorais das regiões Taquara e 020 com 28 comunidades, dando continuidade ao projeto de criação da Área Pastoral.

Inicialmente, a ideia de tornar essa área missionária em paróquia ou área pastoral surgiu quando o padre Tula iniciou seu trabalho pastoral nas comunidades das regiões Taquara e 020, tendo ele percebido que a paróquia de Santo Antônio tinha um grande número de comunidades que não seriam assistidas, passando a vontade para o padre Josimar, que permaneceu na área por alguns meses quando então foi chamado a assumir outra missão.

Com a chegada do padre Helano Samy, os cristãos retomaram esse desejo de evangelizar e crescer na fé, iniciando um grande trabalho em todas as comunidades das regiões Taquara e 020, que, inclusive, com o início do trabalho pastoral, áreas que ainda não eram assistidas passaram a pertencer à referida área missionária, sendo atualmente 35 comunidades. Todas as comunidades da referida Área Missionária estão se empenhando para trazer condições para a criação da área pastoral.

A população das comunidades que pertencem à Área Missionária Imaculada Conceição é predominantemente de baixo poder aquisitivo e são desassistidas de assistência social básica. Apenas algumas das 35 comunidades possuem melhores condições financeiras.

Ademais, desde que iniciou em abril de 2013, a realidade eclesial de todas as 35 comunidades pertencentes à Área Missionária Imaculada Conceição vem evoluindo perceptivelmente a cada mês, com a criação de pastorais, aumento considerável do dízimo e do número de fiéis que frequentam as capelas e demais movimentos de forma assídua.

Publicado em 24/02/2017 por João Augusto

Papa Francisco nunca disse que é melhor ser ateu do que um católico hipócrita

O Papa Francisco disse que é melhor ser ateu do que um católico hipócrita? Essa é a pergunta que milhares de pessoas fizeram a partir de uma informação divulgada em vários meios de comunicação, que mal interpretaram a homilia de ontem do Pontífice na Casa Santa Marta.

Na última quinta-feira, ao meditar sobre o Evangelho do dia, o Papa Francisco condenou o escândalo causado pelos cristãos com uma vida dupla, ou seja, aqueles fiéis que, embora vão à Missa e pertencem a movimentos ou grupos católicos, não vivem de acordo com o Evangelho.

Entretanto, a mídia internacional publicou: “O Papa Francisco sugere que é melhor ser ateu do que católico hipócrita”, manchete que tirou de contexto o exemplo usado pelo Santo Padre para denunciar o escândalo que a falta de testemunho cristão gera nos nã- crentes.

“Quantas vezes ouvimos dizer, nos bairros e outras partes: ‘Ser católico como aquele, melhor ser ateu’. O escândalo é isso. Destrói. Joga você no chão. Isso acontece todos os dias, basta ver os telejornais e ler os jornais. Os jornais noticiam vários escândalos e fazem publicidade de escândalos. Com os escândalos se destrói”, estas foram as palavras de Francisco.

O Santo Padre explicou que “a vida dupla provém do seguir as paixões do coração, os pecados mortais que são as feridas do pecado original”, além disso, criticou os fiéis que adiam a sua conversão dizendo: “O Senhor me perdoará tudo” e continuam pecando.

“O escândalo destrói”, advertiu o Papa e concluiu a sua homilia exortando os fiéis a tomar uma decisão de se converter e viver o cristianismo com coerência.

Fonte: ACIDIGITAL

Publicado em 24/02/2017 por João Augusto

A Igreja Católica é contra o Carnaval?

O Carnaval é o assunto do dia. Este ano, como sempre, o evento acontecerá nos dias que antecedem a Quarta-feira de Cinzas que cai no dia 1º. de março. Curiosamente enquanto enormes multidões dele participam milhares se afastam em busca de ambientes mais calmos e serenos. Alguns procuram muita alegria, fortes emoções e divertimentos na música, dança e brincadeiras animadas do Carnaval nos clubes e nas ruas. Outros se dirigem aos retiros espirituais ou ambientes pacatos tentando também encontrar alegria, paz, contentamento e satisfação.

Infelizmente, um considerável número de pessoas acredita que a Igreja Católica é contra o Carnaval. Isso simplesmente não é verdade. Em si, os dias de Carnaval podem ser muito úteis à vida cristã, com uma influência muito positiva na vida social e comunitária. O divertimento em si é querido por Deus. Faz parte daquele repouso necessário ao crescimento da pessoa humana. É uma exigência da própria natureza da criatura humana. A Igreja Católica não é contra o Carnaval, mas condena certos excessos cometidos durante o Carnaval. Deus e a Igreja querem ver seus filhos e filhas felizes e contentes compreendendo que o descanso e repouso são necessários para a pessoa humana. Ninguém é de ferro e todo ser humano precisa intercalar o trabalho com o descanso e divertimento.

Infelizmente, nos dias do Carnaval há muitos divertimentos desenfreados. Muitas pessoas se entregam ao prazer desordenadamente. Há excesso na bebida alcoólica e nas drogas, há grande falta de pudor e imoralidade de diversos tipos. Devido aos excessos e desregramentos cometidos durante o Carnaval há um elevado número de mortes, acidentes e pessoas agredidas fisicamente, para não falar em agressões verbais. Nós, modernos, estamos perdendo o sentido do pecado. A falta da dimensão sobrenatural em nossas vidas reduz a violação da Lei de Deus a horizonte meramente humano, com as mais funestas consequências. É importante para o cristão lembrar que todo tipo de divertimento que implica atos obscenos, prazeres ilícitos, paixões desordenados, atitudes vulgares, riscos mortais e todo tipo de violência é imoral. É necessário reafirmar que a Lei de Deus não fica suspensa durante o Carnaval. Por isso o cristão deve se aproveitar dos divertimentos carnavalescos que são sadios, benéficos, equilibrados e, em termos gerais, úteis para a saúde do corpo e da mente. O Carnaval nunca deveria ser tal que se devesse ter mais tarde vergonha da conduta tida durante estes dias.

Pe. Brendan Coleman Mc Donald, Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1

Publicado em 24/02/2017 por João Augusto

Campanha da Fraternidade, uma ajuda à Quaresma

Imagem: www.franciscanos.org.br

A Campanha da Fraternidade (CF), que se realiza na Igreja do Brasil durante a Quaresma desde 1964, pretende ser uma ajuda para vivê-la mais intensamente.

Para tanto, ela deve preencher algumas suposições. A primeira e mais importante: ela deseja ser um momento forte de evangelização. Isso traz consigo algumas consequências. A CF situa-se mais no campo do anúncio da Palavra de Deus, ou seja, da evangelização e da catequese prolongada na Escola da fé, concretizada nos encontros, círculos de estudos, grupos de reflexão etc. Portanto, não em primeiro lugar na Liturgia, pois a dimensão celebrativa supõe comunidades evangelizadas e catequizadas. Devemos reconhecer que a Liturgia também tem uma dimensão evangelizadora. Se esta ação evangelizadora e catequética for intensa, repercutirá decisivamente na Liturgia quaresmal.

A CF deve respeitar as grandes linhas-força da Quaresma. Estas linhas-força são, sobretudo, a observância quaresmal da oração, do jejum e da esmola no seu sentido mais profundo, e a temática que se expressa na Palavra de Deus nos Anos A, B e C da Quaresma.

Fundamentalmente, a renovação das promessas batismais, no Ano A, a participação no mistério pascal de Cristo pela conversão, no Ano B, e a necessidade da conversão e penitência para participar da misericórdia de Deus, no Ano C. Isso, sem perder de vista a Palavra de Deus do 1° e 2° domingos, respectivamente, as tentações de Jesus e sua transfiguração.

Nesta perspectiva, a Campanha da Fraternidade, com seu tema e lema, poderá servir de pano de fundo da pregação homilética.Ela poderá inspirar o Ato penitencia], sem transformá-lo em “Celebração penitencial”. Algumas preces poderão brotar da ação concreta desenvolvida pela CF, sem se esquecerem as grandes lições da Igreja e do mundo, bem como a dinâmica quaresmal.

Cada ano, a Igreja no Brasil está oferecendo cantos para a Missa. É discutível se todas as partes deveriam ser sobre o tema da Campanha. Em todo caso, faz-se um sincero esforço para que esses respeitem a temática da Quaresma e das leituras bíblicas de
Domingo.

Desta forma, a CF leva a Igreja no Brasil a fazer uma experiência na vivência da fraternidade. Esta experiência de fraternidade transforma-se em celebração no Tríduo Pascal, numa linguagem menos cósmica do que no hemisfério norte e mais histórica, bem dentro da caminhada libertadora promovida pela Igreja.

Texto de “Viver o Ano Litúrgico – Reflexões para os domingos e solenidades”, de Frei Alberto Beckhauser, Editora Vozes

Fonte: Franciscanos


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