Dezembro 2012 | Arquidiocese de Fortaleza

Publicado em 31/12/2012 por

Aquiraz celebra festa de São Sebastião

Cartaz_Isabel300Começará no próximo dia 10 de janeiro, em Aquiraz, a festa de São Sebastião na Paróquia de São José de Ribamar, Região Episcopal São Pedro e São Paulo. O tema da festa é “com são Sebastião testemunhemos a fé assumindo a nossa missão”. A festa terá encerramento no dia 20 com uma procissão às 17 horas e Missa solene às 18h30min presidida pelo pároco Padre Robério e concelebradas pelos padres Luiz Gilderlane, Vigário Paroquial de Aquiraz, e Jairo Barbosa Leite, da Comunidade Shalom – Aquiraz. Após a Santa Missa acontecerá o momento cultural com leilão, barracas, parque de diversões e rifão. Leia aqui toda a programação. 

Informações (85) 3361 11 22 ou 3361 25 80 ou ainda: paroquiaaquiraz@gmail.com

 

Publicado em 27/12/2012 por

Comunidade Católica Shalom prepara Réveillon da Paz 2013

reveillon400A tradicional festa da Comunidade Católica Shalom retorna para a Praia do Futuro.

Dê uma virada na sua vida. É com este tema que a Comunidade Católica Shalom realiza no dia 31 de dezembro a 14ª edição do Réveillon da Paz, que em 2011 foi realizado na antiga Casa de Show Arena e, nesta edição, retorna à Praia do Futuro onde se tornou conhecido. A festa acontecerá na barraca Solarium e é aberta ao público em geral. Terá início às 21h.

O Réveillon contará com shows de Suely Façanha, Missionário Shalom, Misericórdia em Canção e a banda de pagode Shalom God. O ponto alto do encontro é a virada do ano diante do Santíssimo Sacramento, conduzido pelo Padre Antonio Furtado. “É o momento mais emocionante da noite. Colocamo-nos todos diante do Santíssimo Sacramento e fazemos um momento intenso de preces. Ali temos uma verdadeira experiência com a Paz que tanto pedimos e, entregamos nas mãos de Deus o ano vindouro na certeza da bênção da Deus”, explica Tobias Cortez, da organização do evento.

O Réveillon da Paz acontece desde 1998. A princípio era reservado à comunidade, hoje se tornou programa cultural de virada de ano para milhares de pessoas e famílias que desejam iniciar o ano sob a bênção de Deus pedindo pela Paz. A entrada é gratuita e a organização do evento oferece aos que desejarem serviço de buffet completo através da venda de mesas para quatro pessoas e cadeiras individuais.

Serviço

Réveillon da Paz – Uma virada na sua vida

Local: Praia do Futuro – Barraca Solarium (Av. Zezé Diogo, 5851)

Dia: 31 de dezembro de 2012

Horário: A partir das 21h

Entrada: Gratuita

Mesas:

2º lote – até dia 30 de dezembro: 4 pessoas (R$ 250,00) Com buffet completo

Cadeira individual: (R$ 70,00) Com buffet completo

3º lote – Dia 31 de dezembro: 4 pessoas (R$ 300,00) Com buffet completo

Cadeira individual: (R$ 80,00) Com buffet completo

Venda de mesas e cadeiras enquanto durar o estoque.

Mais informações: 85 3295.4583 / eventosfortaleza@comshalom.org

Por: Vanderlúcio Souza, assessor de imprensa da Comunidade Católica Shalom.

Publicado em 27/12/2012 por

Começa a gravação do CD da JMJ Rio2013

jmjUma novidade musical está chegando para aquecer o coração dos jovens na caminhada rumo à JMJ: o CD com as canções das missas da Jornada Mundial da Juventude Rio2013. Alguns dos grandes nomes da música católica brasileira estiveram em estúdio, no dia 17 de dezembro, na gravadora “MZA Music”, para dar início à gravação do CD, que será produzido por Marco Mazzola.

No CD, estão confirmadas as participações do padre Fábio de Melo, padre Reginaldo Manzotti, padre Omar Raposo, padre Juarez de Castro, padre Gleuson Gomes e da irmã Kelly Patrícia. As músicas serão cantadas em três dos Atos Centrais da JMJ: Missa de Abertura, acolhida do Papa e Missa de Envio. Além do hino da JMJ Rio2013, estão, entre as canções conhecidas, “Kyrie Eleison”, “Cordeiro de Deus”, “Tantum Ergo”, “A Barca (Pescador de Homens)” e “Jovens Abençoados”, esta última que fez parte do CD “São Sebastião Acolhe a Juventude”, lançado na Trezena de São Sebastião deste ano.

Na lista de inéditas, estão uma homenagem à Nossa Senhora, uma homenagem ao Papa e uma música composta pelo padre Fábio de Melo.

Segundo o responsável pelo Setor de Atos Centrais, padre Renato Martins, com o CD da JMJ Rio2013, o setor quer que o povo brasileiro aprenda as músicas e possa manifestar, durante as celebrações, a alegria e a participação ao cantá-las. “Conseguimos a participação de grandes cantores, que fazem a história da música católica brasileira. Buscamos nomes com os quais a juventude vai se identificar. Esperamos que todos abracem esse projeto e incentivem o povo nas suas paróquias a também cantar, para que, nas missas da Jornada todos possam mostrar ao Papa a face alegre de ser católico”, frisou.

Todos os padres que participaram do primeiro dia de gravação mostraram-se animados com as letras e melodias das músicas e lisonjeados em fazerem parte do CD do maior evento da Igreja Católica. De acordo com o padre Fábio de Melo, o CD será uma união de trabalhos diferentes de diversos cantores, que estão dentro de uma mesma linguagem: a música litúrgica, categoria de música que, segundo ele, será resgatada do esquecimento, com o CD.

“A música litúrgica é totalmente diferente porque ela é uma música para um contexto celebrativo e tem que fazer com que as pessoas que estão participando estejam conectadas com o que está acontecendo no altar. Esse CD resgata isso e será muito proveitoso porque vai dar a oportunidade de as paróquias terem uma música litúrgica correta e de as pessoas terem alegria em cantá-las”, explicou.

Para o padre Reginaldo, a música em si toca as pessoas pela sua própria natureza de ser uma linguagem universal e a proposta é congregar pela música, utilizando-a como ferramenta para unir pessoas de culturas diferentes e passar a mensagem do rosto jovem de Cristo. “A música é um excelente canal de evangelização. O que eu percebo na escolha destas músicas é que a melodia e os arranjos estão adequados para os dias de hoje. Então, é um resgate do próprio tesouro e história musical que a Igreja tem”, disse.

A irmã Kelly espera que o CD possa fazer com que as pessoas mergulhem no mistério da fé, a Eucaristia. “Vamos afervorar o coração da juventude no Brasil e no mundo como alguém que abana uma fogueirinha para que ela cresça e possa iluminar o mundo com a luz da fé e do amor a Nosso Senhor”, enfatizou.

Padre Omar destacou que a participação dos cantores será uma contribuição simples porque, mais do que gravar o CD, todos devem incentivar as paróquias e toda a juventude brasileira e mundial a cantar bonito na missa com o Papa Bento XVI. “Agora, a gente está pertinho da Jornada e a música pode nos favorecer a trazer essa bela mensagem. Ela ajuda a reequilibrar essas realidades que a gente quer celebrar no próximo ano aqui na Cidade Maravilhosa”, evidenciou.

De acordo com padre Gleuson, a música ultrapassa todas as barreiras que possa existir com relação à questão doutrinal dos diversos credos, o que torna o Evangelho mais aberto. “Por trás está um ideal precioso de possibilitar que a Jornada seja um encontro de fé que possa traduzir a força de uma juventude que busca valores fortes do Evangelho, onde se possibilite um encontro dos jovens com Cristo. Esse momento vai mostrar, para a Igreja, essa capacidade da diversidade de dons, que nos torna cada vez mais potencializados na graça de evangelizar”, afirmou.

As gravações acontecerão até janeiro do próximo ano e a previsão é que o CD seja lançado em março.

Flash mob agitará a juventude

Para alguns momentos da Missa de Envio, o Setor de Atos Centrais está preparando surpresas. Uma grande ação será o flash mob, uma aglomeração de pessoas ao mesmo tempo e em um mesmo local, com uma coreografia combinada antecipadamente por mídias sociais. Ele será realizado no final da missa em homenagem ao Papa.

O famoso coreógrafo Fly será o responsável pela criação e pelos ensaios da coreografia, e o primeiro ensaio está marcado para o dia 27 de janeiro, no evento “Folia com Cristo”. Após o ensaio, uma gravação com o ensaio será postada nas mídias sociais da JMJ, para que todos possam aprender a coreografia e realiza-la no dia da Missa de Envio.

Padre Renato Martins contou que além da coreografia, a missa também terá um coral especial. “Nós queremos trazer a maior representatividade de cantores do Brasil para participar das missas. Nosso coral será de renome e vamos convidar, no máximo, 100 cantores católicos mais conhecidos do país”, disse.

Músicas do CD

Esperança do Amanhecer (Hino Oficial da JMJ Rio2013); Kyrie Eleison; Glória a Deus; Aleluia (Aclamação ao Evangelho); Ofertório JMJ; Sanctus; Cordeiro de Deus; Tesouro Singelo (Comunhão I); Tantum Ergo (Comunhão II);Fino ai Confini Della Terra / Até os confins da Terra (Canto Final); Mãe Aparecida (Homenagem à Nossa Senhora); Jovens Abençoados; e A Barca (Pescador de Hombres).

por Carol de Castro, assessoria de imprensa

assessoriadeimprensa@rio2013.com | +55 (21) 8085 0766 | +55 (21) 3177 2013 | + Skype: caroldecastro

 

Publicado em 27/12/2012 por

O ano novo

padre-Brendan200Estamos iniciando o ano 2013. Como será este ano novo? Deixamos de lado a futurologia e a astrologia. Deixamos de lado também o fatalismo do simples “como Deus quiser”. Nós cristãos procuremos compreender, à luz dos mandamentos e dos planos do criador, que, sem em nada diminuir a fé em Deus e o abandono em sua santa vontade e imperscrutáveis desígnios, o futuro deve ser por nós construídos. Não há dúvida que o futuro não se adivinhe, mas se edifica. O amanhã depende do acerto das nossas opções de hoje. O ano 2013 será aquilo que nós faremos. Acreditamos em Deus e na sua soberania, mas não nos deixamos ficar num passivo providencialismo ou num fatalismo acomodado. Se tudo depende de Deus, tudo depende também de nós.

O 1º. de janeiro é a Festa da Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria, e um dos títulos de Maria é Nossa Senhora da Paz. O primeiro de janeiro também é o Dia Mundial da Paz e da Fraternidade. No início de cada ano a Igreja Católica procura trazer à consciência de cada pessoa cristã a importância da paz e o dever de preservá-la. A melhor maneira de assegurar a paz é trabalhar pela justiça. A paz é o vértice de todos os bens terrenos. Sem ela perdem substância todas as conquistas do homem em seus mais variáveis setores. Hoje há uma enorme falta de paz no mundo e no Brasil. Basta ver o crescimento vertiginoso de todo tipo de violência: assassinatos, estupros, seqüestros, prostituição infantil, drogas, abortos, pedofilia, furtos e divórcios etc. para confirmar essa afirmação. Inicialmente ligados à paz estão os direitos humanos. Manter a paz à custa dos direitos humanos é uma contradição em termos. Onde hoje há a insana repressão dos direitos humanos, amanhã haverá toda forma de violência e, finalmente, a convulsão social. Obviamente não podemos contar com todos para preservar a paz, mas com as pessoas de boa vontade que realmente formam a maior parte das comunidades. Pessoas firmemente dispostas a preservá-la, constituem uma grande defesa e estímulo para a paz. A tranqüilidade no lar, a harmonia entre as gerações e a concórdia dos povos entre si, serão alcançadas pelos esforços dos homens, mas necessitam do Espírito vivificador de Deus. No Sermão da Montanha Cristo disse: “Bem aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus” (Mt 5, 9).

A existência de milhões de empobrecidos em nosso país nos envergonha no início de mais um ano. A Igreja Católica no Brasil olha o conjunto do país a partir das massas sobrantes da modernização, e aponta a solidariedade, a união e a organização do povo como o caminho para uma sociedade mais democrática e não excludente em 2013. Que este ano novo então seja um ano de paz, alegria e abundância para todos, digo isso dedicando lhes as palavras de uma antiga benção irlandesa, minha terra natal: “Que o caminho seja brando a teus pés; que o vento sopre leve em teus ombros; que o sol brilhe cálido sobre tua face; que as chuvas caiam serenas nos campos; e até que, de novo, eu te veja, que Deus te guarde na palma de sua mão”.

Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald, Redentorista, professor titular aposentado da UFC e assessor da CNBB Reg. NE1.

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Publicado em 27/12/2012 por

Feliz Ano Novo

A equipe do Secretariado de Pastoral da Arquidiocese de Fortaleza deseja a todos os leitores, seguidores, colaboradores e membros das paróquias, comunidades, regiões episcopais, pastorais, movimentos, organismos e amigos um ano que chega cheio de realizações, esperança de dias  melhores. Que o Menino Deus que nasceu no Natal possa ser presença em nossas vidas o ano inteiro.

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Publicado em 27/12/2012 por

Bento XVI: “Onde Deus é esquecido, não existe paz”

PAPA_NATAL“A rejeição a Deus pelo mundo contemporâneo leva à rejeição do outro, principalmente dos mais vulneráveis”. Foi uma das advertências feitas pelo Papa durante a tradicional Missa do Galo, segunda-feira, 24 de dezembro, na Basílica de São Pedro.

“Estamos completamente ‘cheios’ de nós mesmos, de modo que não resta qualquer espaço para Deus; deste modo, a grande questão moral sobre o modo como nos comportamos com os estrangeiros, os refugiados, os imigrantes ganha um sentido ainda mais fundamental: Temos verdadeiramente lugar para Deus, quando Ele tenta entrar em nós?” – questionou o Papa na missa, concelebrada no Altar da Confissão por cerca de 30 cardeais.

No início da cerimônia, de mais de duas horas, acompanhada por um coral em latim, música de órgão e som de trombetas, Bento XVI percorreu a Basílica de São Pedro sobre uma plataforma móvel, saudando e abençoando os fiéis que o aplaudiam.

“Correntes de pensamento muito difundidas afirmam que a religião, em particular o monoteísmo, seria a causa da violência e das guerras no mundo; que seria preciso libertar a humanidade da religião para se estabelecer a paz; que o monoteísmo, a fé em um único Deus, seria prepotência, motivo de intolerância, já que por sua natureza tentaria se impor a todos com a pretensão da única verdade”.

“É certo que o monoteísmo serviu durante a história como pretexto para a intolerância e para a violência” – esclareceu o Pontífice, continuando: “É verdade que uma religião pode se desviar e chegar a se opor à natureza mais profunda quando o homem pensa que deve tomar em suas mãos a causa de Deus, fazendo de Deus sua propriedade privada. Devemos estar atentos contra a distorção do sagrado”.

A este respeito, Bento XVI definiu a violência em nome de Deus como uma “doença da religião”:

“Mas mesmo que seja incontestável um certo uso indevido da religião na história, não é verdade que o “não” a Deus restabeleceria a paz. Se a luz de Deus se apaga, se extingue também a dignidade divina do homem”, concluiu Bento XVI

Em seguida, o Papa convidou os fiéis a “irem ‘virtualmente’ a Belém, aos lugares onde o Senhor viveu, trabalhou e sofreu:

“Rezemos nesta hora pelas pessoas que atualmente vivem e sofrem em Belém. Rezemos para que lá haja paz. Rezemos para que israelenses e palestinos possam conduzir sua vida na paz do único Deus e na liberdade. Peçamos também pelos países vizinhos – o Líbano, a Síria, o Iraque, etc. – para que lá se consolide a paz. Que os cristãos possam conservar suas casas naqueles países onde teve origem a nossa fé; que cristãos e muçulmanos construam, juntos, seus países, na paz de Deus”.

Publicamos a seguir a íntegra da homilia proferida por Bento XVI na Missa do Galo, na noite desta segunda, 24, na Basílica de São Pedro. A tradução em português é de autoria da Secretaria de Estado do Vaticano.

“Amados irmãos e irmãs!

A beleza deste Evangelho não cessa de tocar o nosso coração: uma beleza que é esplendor da verdade. Não cessa de nos comover o facto de Deus Se ter feito menino, para que nós pudéssemos amá-Lo, para que ousássemos amá-Lo, e, como menino, Se coloca confiadamente nas nossas mãos. Como se dissesse: Sei que o meu esplendor te assusta, que à vista da minha grandeza procuras impor-te a ti mesmo. Por isso venho a ti como menino, para que Me possas acolher e amar.

Sempre de novo me toca também a palavra do evangelista, dita quase de fugida, segundo a qual não havia lugar para eles na hospedaria. Inevitavelmente se põe a questão de saber como reagiria eu, se Maria e José batessem à minha porta. Haveria lugar para eles? E recordamos então que esta notícia, aparentemente casual, da falta de lugar na hospedaria que obriga a Sagrada Família a ir para o estábulo, foi aprofundada e referida na sua essência pelo evangelista João nestes termos: «Veio para o que era Seu, e os Seus não O acolheram» (Jo 1, 11).

Deste modo, a grande questão moral sobre o modo como nos comportamos com os prófugos, os refugiados, os imigrantes ganha um sentido ainda mais fundamental: Temos verdadeiramente lugar para Deus, quando Ele tenta entrar em nós? Temos tempo e espaço para Ele? Porventura não é ao próprio Deus que rejeitamos? Isto começa pelo facto de não termos tempo para Ele. Quanto mais rapidamente nos podemos mover, quanto mais eficazes se tornam os meios que nos fazem poupar tempo, tanto menos tempo temos disponível.

E Deus? O que diz respeito a Ele nunca parece uma questão urgente. O nosso tempo já está completamente preenchido. Mas vejamos o caso ainda mais em profundidade. Deus tem verdadeiramente um lugar no nosso pensamento? A metodologia do nosso pensamento está configurada de modo que, no fundo, Ele não deva existir. Mesmo quando parece bater à porta do nosso pensamento, temos de arranjar qualquer raciocínio para O afastar; o pensamento, para ser considerado «sério», deve ser configurado de modo que a «hipótese Deus» se torne supérflua. E também nos nossos sentimentos e vontade não há espaço para Ele. Queremo-nos a nós mesmos, queremos as coisas que se conseguem tocar, a felicidade que se pode experimentar, o sucesso dos nossos projetos pessoais e das nossas intenções. Estamos completamente «cheios» de nós mesmos, de tal modo que não resta qualquer espaço para Deus. E por isso não há espaço sequer para os outros, para as crianças, para os pobres, para os estrangeiros.

A partir duma frase simples como esta sobre o lugar inexistente na hospedaria, podemos dar-nos conta da grande necessidade que há desta exortação de São Paulo: «Transformai-vos pela renovação da vossa mente» (Rm 12, 2). Paulo fala da renovação, da abertura do nosso intelecto (nous); fala, em geral, do modo como vemos o mundo e a nós mesmos. A conversão, de que temos necessidade, deve chegar verdadeiramente até às profundezas da nossa relação com a realidade. Peçamos ao Senhor para que nos tornemos vigilantes quanto à sua presença, para que ouçamos como Ele bate, de modo suave mas insistente, à porta do nosso ser e da nossa vontade. Peçamos para que se crie, no nosso íntimo, um espaço para Ele e possamos, deste modo, reconhecê-Lo também naqueles sob cujas vestes vem ter connosco: nas crianças, nos doentes e abandonados, nos marginalizados e pobres deste mundo.

Na narração do Natal, há ainda outro ponto que gostava de refletir juntamente convosco: o hino de louvor que os anjos juntam à sua mensagem acerca do entoam depois de anunciar o Salvador recém-nascido: «Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens do seu agrado». Deus é glorioso. Deus é pura luz, esplendor da verdade e do amor. Ele é bom. É o verdadeiro bem, o bem por excelência. Os anjos que O rodeiam transmitem, primeiro, a pura e simples alegria pela percepção da glória de Deus. O seu canto é uma irradiação da alegria que os inunda. Nas suas palavras, sentimos, por assim dizer, algo dos sons melodiosos do céu. No canto, não está subjacente qualquer pergunta sobre a finalidade; há simplesmente o facto de transbordarem da felicidade que deriva da percepção do puro esplendor da verdade e do amor de Deus. Queremos deixar-nos tocar por esta alegria: existe a verdade; existe a pura bondade; existe a luz pura.

Deus é bom; Ele é o poder supremo que está acima de todos os poderes. Nesta noite, deveremos simplesmente alegrar-nos por este facto, juntamente com os anjos e os pastores.

E, com a glória de Deus nas alturas, está relacionada a paz na terra entre os homens. Onde não se dá glória a Deus, onde Ele é esquecido ou até mesmo negado, também não há paz. Hoje, porém, há correntes generalizadas de pensamento que afirmam o contrário: as religiões, mormente o monoteísmo, seriam a causa da violência e das guerras no mundo; primeiro seria preciso libertar a humanidade das religiões, para se criar então a paz; o monoteísmo, a fé no único Deus, seria prepotência, causa de intolerância, porque pretenderia, fundamentado na sua própria natureza, impor-se a todos com a pretensão da verdade única.

É verdade que, na história, o monoteísmo serviu de pretexto para a intolerância e a violência. É verdade que uma religião pode adoecer e chegar a contrapor-se à sua natureza mais profunda, quando o homem pensa que deve ele mesmo deitar mão à causa de Deus, fazendo assim de Deus uma sua propriedade privada. Contra estas deturpações do sagrado, devemos estar vigilantes. Se é incontestável algum mau uso da religião na história, não é verdade que o «não» a Deus restabeleceria a paz. Se a luz de Deus se apaga, apaga-se também a dignidade divina do homem. Então, este deixa de ser a imagem de Deus, que devemos honrar em todos e cada um, no fraco, no estrangeiro, no pobre. Então deixamos de ser, todos, irmãos e irmãs, filhos do único Pai que, a partir do Pai, se encontram interligados uns aos outros.

Os tipos de violência arrogante que aparecem então com o homem a desprezar e a esmagar o homem, vimo-los, em toda a sua crueldade, no século passado. Só quando a luz de Deus brilha sobre o homem e no homem, só quando cada homem é querido, conhecido e amado por Deus, só então, por mais miserável que seja a sua situação, a sua dignidade é inviolável. Na Noite Santa, o próprio Deus Se fez homem, como anunciara o profeta Isaías: o menino nascido aqui é «Emmanuel – Deus-connosco» (cf. Is 7, 14). E verdadeiramente, no decurso de todos estes séculos, não houve apenas casos de mau uso da religião; mas, da fé no Deus que Se fez homem, nunca cessou de brotar forças de reconciliação e magnanimidade. Na escuridão do pecado e da violência, esta fé fez entrar um raio luminoso de paz e bondade que continua a brilhar.

Assim, Cristo é a nossa paz e anunciou a paz àqueles que estavam longe e àqueles que estavam perto (cf. Ef 2, 14.17). Quanto não deveremos nós suplicar-Lhe nesta hora! Sim, Senhor, anunciai a paz também hoje a nós, tanto aos que estão longe como aos que estão perto. Fazei que também hoje das espadas se forjem foices (cf. Is 2, 4), que, em vez dos armamentos para a guerra, apareçam ajudas para os enfermos. Iluminai a quantos acreditam que devem praticar violência em vosso nome, para que aprendam a compreender o absurdo da violência e a reconhecer o vosso verdadeiro rosto. Ajudai a tornarmo-nos homens «do vosso agrado»: homens segundo a vossa imagem e, por conseguinte, homens de paz.

Logo que os anjos se afastaram, os pastores disseram uns para os outros: Coragem! Vamos até lá, a Belém, e vejamos esta palavra que nos foi mandada (cf. Lc 2, 15). Os pastores puseram-se apressadamente a caminho para Belém – diz-nos o evangelista (cf. 2, 16). Uma curiosidade santa os impelia, desejosos de verem numa manjedoura este menino, de quem o anjo tinha dito que era o Salvador, o Messias, o Senhor. A grande alegria, de que o próprio anjo falara, apoderara-se dos seus corações e dava-lhes asas.

Vamos até lá, a Belém: diz-nos hoje a liturgia da Igreja. Trans-eamus – lê-se na Bíblia latina – «atravessar», ir até lá, ousar o passo que vai mais além, que faz a «travessia», saindo dos nossos hábitos de pensamento e de vida e ultrapassando o mundo meramente material para chegarmos ao essencial, ao além, rumo àquele Deus que, por sua vez, viera ao lado de cá, para nós. Queremos pedir ao Senhor que nos dê a capacidade de ultrapassar os nossos limites, o nosso mundo; que nos ajude a encontrá-Lo, sobretudo no momento em que Ele mesmo, na Santa Eucaristia, Se coloca nas nossas mãos e no nosso coração.

Vamos até lá, a Belém! Ao dizermos estas palavras uns aos outros, como fizeram os pastores, não devemos pensar apenas na grande travessia até junto do Deus vivo, mas também na cidade concreta de Belém, em todos os lugares onde o Senhor viveu, trabalhou e sofreu. Rezemos nesta hora pelas pessoas que actualmente vivem e sofrem lá. Rezemos para que lá haja paz. Rezemos para que Israelitas e Palestinianos possam conduzir a sua vida na paz do único Deus e na liberdade. Peçamos também pelos países vizinhos – o Líbano, a Síria, o Iraque, etc. – para que lá se consolide a paz. Que os cristãos possam conservar a sua casa naqueles países onde teve origem a nossa fé; que cristãos e muçulmanos construam, juntos, os seus países na paz de Deus.

Os pastores apressaram-se… Uma curiosidade santa e uma santa alegria os impelia. No nosso caso, talvez aconteça muito raramente que nos apressemos pelas coisas de Deus. Hoje, Deus não faz parte das realidades urgentes. As coisas de Deus – assim o pensamos e dizemos – podem esperar. E todavia Ele é a realidade mais importante, o Único que, em última análise, é verdadeiramente importante. Por que motivo não deveríamos também nós ser tomados pela curiosidade de ver mais de perto e conhecer o que Deus nos disse? Supliquemos-Lhe para que a curiosidade santa e a santa alegria dos pastores nos toquem nesta hora também a nós e assim vamos com alegria até lá, a Belém, para o Senhor que hoje vem de novo para nós. Amém.

Por Rádio Vaticano.

Publicado em 27/12/2012 por

Bento XVI convida cristãos a serem testemunhas convictas e corajosas

PAPA_CONVIDAAo meio-dia da última quarta-feira, 26 de dezembro, Bento XVI assomou à janela de seus aposentos – que dá para a Praça São Pedro – para a oração do Angelus.

A exemplo de Santo Estevão, “dar um testemunho convicto e corajoso”: foi o convite do Pontífice, na oração mariana, a todos os cristãos.

“Primeiro mártir”, “homem cheio de graça”, o diácono Santo Estevão “operou, falou e morreu animado pelo Espírito Santo, testemunhando o amor de Cristo até o extremo sacrifício”, realizando plenamente – recordou Bento XVI – a promessa de Jesus àqueles “fiéis chamados a dar testemunho em circunstâncias difíceis e perigosas, não serão abandonados e indefesos”. Toda a vida de Santo Estevão “é inteiramente plasmada por Deus, conformada a Cristo”, e, como Ele, soube perdoar os seus inimigos: “Senhor – pediu no momento da morte –, não lhe impute este pecado”.

“Deixar-se atrair por Cristo, como fez Santo Estevão, significa abrir a própria vida à luz que a evoca, a orienta e a faz percorrer o caminho do bem, o caminho de uma humanidade segundo o desígnio de amor de Deus.”

Santo Estevão “modelo para todos aqueles que querem colocar-se a serviço da nova evangelização”.

“Ele demonstra que a novidade do anúncio não consiste primariamente no uso de métodos ou técnicas originais, que certamente têm a sua utilidade, mas no ser repleto do Espírito Santo e deixar-se conduzir por Ele.”

E, portanto, “a novidade do anúncio está na profundidade da imersão no mistério de Cristo, na assimilação da sua Palavra…”

“Substancialmente, o evangelizador torna-se capaz de levar Cristo aos outros de modo eficaz quando vive de Cristo, quando a novidade do Evangelho se manifesta em sua própria vida.”

Em seguida, o Papa fez uma invocação a Nossa Senhora:

“Rezemos à Virgem Maria, a fim de que a Igreja, neste Ano da Fé, veja multiplicarem-se os homens e as mulheres que, como Santo Estevão, sabem dar um testemunho convicto e corajoso do Senhor Jesus.”

Após a oração mariana, o Pontífice saudou, em várias línguas, os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro e a todos desejou “uma boa festa, na luz e na paz do Natal do Senhor”.

Eis o que disse na saudação aos fiéis e peregrinos de língua portuguesa:

“Com afeto, saúdo também os peregrinos de língua portuguesa, desejando que esta vinda a Roma encha de paz e alegria natalícia os vossos corações, com uma viva adesão a Cristo como fez Santo Estêvão: Confiai no seu poder, deixai agir a sua graça! De coração vos agradeço e abençoo.”

O Santo Padre concedeu a todos a sua Bênção apostólica.

Por Rádio Vaticano

Publicado em 26/12/2012 por

Ordenação Presbiteral – Arquidiocese de Fortaleza

ordenados1A Arquidiocese de Fortaleza realizou no dia 21 de dezembro, na Catedral Metropolitana de Fortaleza, uma Celebração Eucarística onde foram ordenados seis novos presbíteros pela imposição das mãos e Oração Consecratória de Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo de Fortaleza. Os ordenados foram: Antony Christopher de Amorim Gadelha; Helano Samy da Silva Holanda; João Batista Aires Silva; Paulo Roberto Lima dos Reis; Zacarias Virgílio de Araújo Filho.

Veja arqui as fotografias (parte 1) – Fotos do Secretariado de Pastoral da Arquidiocese de Fortaleza, por Francisco Vladimir.

Veja aqui as fotografias (parte 2) – Fotos da Pascom da Arquidiocese de Fortaleza, por Alexandre Joca.

Assista também ao vídeo. Imagens da Canção Novo Fortaleza – Equipe de Web-Fortaleza.

Informações (85) 3388.8702 ou (85) 3388.8703.

Publicado em 26/12/2012 por

Ordenação Presbiteral – 2012

A Arquidiocese de Fortaleza realizou no dia 21 de dezembro, na Catedral Metropolitana de Fortaleza, uma Celebração Eucarística onde foram ordenados seis novos presbíteros pela imposição das mãos e Oração Consecratória de Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo de Fortaleza. Os ordenados foram: Antony Christopher de Amorim Gadelha; Helano Samy da Silva Holanda; João Batista Aires Silva; Paulo Roberto Lima dos Reis; Zacarias Virgílio de Araújo Filho.

Assista aqui ao vídeo com imagens cedidas pela Canção Novo Fortaleza – Equipe de Web-Fortaleza.

Publicado em 21/12/2012 por

Celebração Eucarística lembrará cinco anos de falecimento de Dom Aloísio Lorscheider

Acontecerá no próximo dia 23 de dezembro de 2012 uma Celebração Eucarística pelos cinco anos de falecimento de Dom Aloísio Lorscheider. A missa será presidida por Dom Edmilson da Cruz. Nestes cinco anos de saudades queremos rezar e agradece a Deus por ter dado um santo pastor para nossa arquidiocese, será uma missa festiva com entrada de símbolos que marcaram a trajetória de Dom Aloísio, além da participação do cantor Luan Sorrane que fará homenagem.livro dom aloisio

Serviço

Celebração Eucarística lembrará cinco anos de falecimento de Dom Aloísio Lorscheider

Dia 23 de dezembro, às 18 h 30

Área Pastoral Nossa Senhora do Brasil (Convento dos Frades Capuchinhos)

Rua Frei Cirilo, em Messejana.

Informações: Alex Ferreira – Assessor Comunicação da Associação dos Devotos de Santa Edwiges – 8717 51 86


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