“Sempre renovada Igreja de Cristo!” - Arquidiocese de Fortaleza
Atualidades

“Sempre renovada Igreja de Cristo!”

Vivemos todos os anos no final do Tempo Pascal a Solenidade da Ascensão de Jesus ao céu e o dom do Espírito Santo em Pentecostes.

Com o dom do Espírito Santo aos seus discípulos, Jesus inaugurou o tempo da Igreja: comunidade fraterna à qual Ele mesmo se faz presente até o fim dos tempos e pela qual realiza o desígnio salvador do Pai para o mundo, levando Seu Evangelho a toda criatura.

Vivendo esta realidade na Liturgia, a mesma Igreja se renova em sua vida e missão, realidade magnífica do Amor de Deus que faz Jesus contemporâneo na História da Humanidade. Assim o encontro com Cristo se realiza pela Igreja.

Manifesta-se sempre nova a Igreja de Cristo pela ação do Senhor que com ela está todos os dias até o fim dos tempos.

A Igreja no Brasil se propõe novas Diretrizes para a Ação Evangelizadora. Fruto de uma avaliação nas comunidades espalhadas por todas as regiões do Brasil. Fruto de oração, reflexão e discernimento pelos bispos reunidos em Assembléia Geral em Aparecida SP nos dias 4 a 13 de maio passado.

A força viva do Espírito do Senhor está em sua Igreja e a faz sempre juvenil na vida e na missão para oferecer a todo o mundo, por vezes cansado, perplexo e descrente de suas capacidades de solução de todos os problemas da vida, novo sopro vital, novas esperanças e energias de amor no Senhor vencedor do mal e da morte, na ressurreição que rompe as barreiras para a eternidade.

Assim se repropõe o Objetivo Geral da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil: “Evangelizar, a partir de Jesus Cristo e na força do Espírito Santo, como Igreja discípula, missionária e profética, alimentada pela Palavra de Deus e pela Eucaristia, à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres, para que todos tenham vida (Jo 10,10), rumo ao Reino definitivo.”

E deste Objetivo Geral que condensa a compreensão de sua vida e missão, sabe que: “Fiel a Jesus Cristo, ao Verbo de Deus, missionário do Pai (Jo 5,37; Jo 20,21), que se fez carne e habitou entre nós (Jo 1,14), a Igreja no Brasil, ao mesmo tempo em que escuta e acolhe a voz do Espírito Santo, reafirma a importância de conhecer a realidade e de traçar metas específicas para a ação evangelizadora à luz da Sagrada Escritura e da Tradição. Desde o Plano de Emergência, a Igreja no Brasil não interrompeu o rico processo de planejamento pastoral, elaborando diretrizes e planos, tendo em vista corresponder melhor à ação do Espírito numa realidade em constante transformação. Deseja, mais uma vez, contemplar o cotidiano do povo brasileiro, notadamente dos mais sofridos, voltar às fontes desta mesma fé e indicar caminhos a serem trilhados.” (DGAE 1)

Seu ponto de partida não poderia ser outro, que o Senhor Jesus. Somente de Jesus vivo em sua Igreja, pela ação do Espírito Santo, poderá ser o que é e realizar sua missão.

“Toda ação eclesial brota de Jesus Cristo e se volta para Ele e o Reino do Pai. Jesus Cristo é nossa razão de ser, origem de nosso agir, motivo de nosso pensar e sentir. Nele, com Ele e a partir d’Ele mergulhamos no mistério trinitário, construindo nossa vida pessoal e comunitária. Nisto se manifesta nosso discipulado-missionário: contemplamos Jesus Cristo presente e atuante em meio à realidade, compreendemos a realidade à sua luz e com ela nos relacionamos no firme desejo de que nosso olhar, ser e agir sejam reflexos do seguimento cada vez mais fiel ao Senhor Jesus. Não há, pois, como executar planejamentos pastorais sem antes pararmos e nos colocarmos diante de Jesus Cristo. Em atitude orante, contemplativa, fraterna e servidora, somos convocados a responder, antes de tudo a nós mesmos: quem é Jesus Cristo? (Mc 8,27-29). O que significa acolhê-lo, segui-lo e anunciá-lo? O que há em Jesus Cristo que desperta nosso fascínio, faz arder nosso coração (Lc 24,32), leva-nos a tudo deixar (Lc 5,8-11) e, mesmo diante das nossas limitações e vicissitudes, afirmar um incondicional amor a Ele (Jo 21,9-17)? A paixão por Jesus Cristo leva ao arrependimento, à contrição (Lc 24,47; At 2,36ss) e à verdadeira conversão pessoal e pastoral. Por isso, devemos sempre nos perguntar: estamos convencidos de que Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida? O que significa para nós, hoje, o Reino de Deus por Ele instaurado e comunicado?” (DGAE 5)

Assim a Igreja procura perceber com o olhar da fé AS MARCAS DO NOSSO TEMPO, para poder compreender as URGÊNCIAS DA AÇÃO EVANGELIZADORA e a elas responder com a coerência do Evangelho. “De nosso olhar como discípulos missionários sobre marcas de nosso tempo (Cap. II), confrontado com as urgências na ação evangelizadora (Cap. III), a partir de Jesus Cristo (Cap. I), derivam numerosos e complexos desafios pastorais. Em nosso imenso Brasil, as particularidades de cada contexto exigem que cada Igreja Particular responda a eles, a seu modo. Entretanto, em um mundo globalizado, além de características comuns da realidade brasileira em suas diferentes regiões, a fidelidade ao Evangelho no hoje de nosso tempo e o caráter indispensável do testemunho de unidade exigem uma ação orgânica em torno a alguns referenciais comuns. (DGAE 69)

Decorre disto o eixo centra das diretrizes evangelizadoras para toda a Igreja no Brasil, a busca de fazer acontecer uma Igreja em estado permanente de missão, casa da iniciação à vida cristã, lugar de animação da vida e da pastoral na Palavra de Deus, Igreja: comunidade de comunidades a serviço da vida plena para todos. Nesta mesma direção se encaminharão as orientações para a Igreja presente no Ceará, em suas nove dioceses, Regional NE1 da CNBB, e nossos planos pastorais em cada Diocese, nas paróquias e comunidades, movimentos e associações eclesiais.

Esperamos que, vivendo na comunhão em Cristo, tenhamos a força de Seu Espírito Santo, que fará de nós, Sua Igreja, capaz e rejuvenescida na vida divina que é dada ao mundo, e em nossa missão sempre renovada no ardor de levar a todos a Boa Nova do Senhor.

+ José Antonio Aparecido Tosi Marques
Arcebispo de Fortaleza

1 Comentário »

1 Comentário »

  • DYSNEI TAHIM PINTO disse:

    RECEBO AS POSTAGEM DA NOSSA ARQUIDIOCESE. AH SE UM DIA A NOSSA CAMOCIM TIVESSE O PRAZER DE RECEBER O NOSSO QUERIDO DOM JOSÉ ANTONIO TOSI.
    É A FESTA DO NOSSO PADROEIRO BOM JESUS DOS NAVEGANTES SERIA IDEAL. QUE JESUS ABENÇÕE O SENHOR E QUE VC CONTINUE MANSO E HUMILDE.


Deixe seu Comentário

Nome (necessário)

E-mail (não será publicado) (necessário)

Website

Atualidades

Dom José Antonio inaugura Centro de Pastoral na Paróquia Jesus, Maria, José no Antônio Bezerra

Clero de Fortaleza realiza Semana de Formação online

Jubileu de 75 anos da Paróquia Jesus, Maria, José no bairro Antônio Bezerra, Fortaleza

Catedral Metropolitana de Fortaleza celebra 42 anos de inauguração

Programação das Missas de Natal e Ano Novo em algumas paróquias da Arquidiocese de Fortaleza

Paróquia São José realiza a Live Natal da Esperança

Santuário de Canindé divulga programação natalina

Pe. Ermanno Allegri: pastor missionário, celebra 50 anos de Ordenação Presbiteral

12ª Festa da Vida: cuidar e celebrar a vida: desafio e compromisso

Dom Rosalvo toma posse na Diocese de Itapipoca

Há 150 anos, Santa Luzia ilumina Baturité

Paroquianos de São Gonçalo celebram novenário ao Padroeiro

Membros da Pascom são apresentados solenemente na Matriz do Pirambu

Nota de repúdio da Pastoral Carcerária contra agressões sofridas durante manifestação do Dia da Consciência Negra

Na Solenidade de Cristo Rei: novos presbíteros para a Igreja do Senhor

Testemunhas da Eucaristia: tema da 82ª Semana Eucarística

Cordel celebrativo: 105 anos da Arquidiocese de Fortaleza

Horários de missas no Dia de Finados

Legado de Irmã Clemência é retratado em Seminário Internacional

Por uma Igreja Sinodal: Comunhão, Participação e Missão

Conferência de Dom José Antonio na abertura da XIX Semana Teológica na FCF

A Arquidiocese de Fortaleza lança nota de esclarecimento sobre a nova fase de prevenção contra a Covid-19

O Papa com os pobres em Assis. Frades Menores: sinal concreto de fraternidade

CNBB sai em defesa do Papa Francisco, do arcebispo de Aparecida (SP) dom Orlando Brandes e do episcopado brasileiro