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Dom Gregório Paixão, OSB, ordena 5 diáconos transitórios no dia 13 de julho

Dom Gregório Paixão, OSB, ordenará cinco diáconos transitórios no próximo dia 13 de julho, sábado, às 9h, na Catedral Metropolitana de Fortaleza, com transmissão ao vivo pelo canal do YouTube arquidiocesano. Inspirados pelo lema bíblico “Dei-vos o exemplo para que façais a mesma coisa que eu fiz” (Jo 13,15), os futuros diáconos desejam corresponder com generosidade ao chamado para servir ao evangelho.

Candidatos ao Diaconato

Os seminaristas que serão ordenados pela imposição das mãos e Oração Consecratória do arcebispo de Fortaleza são:

  • Éder Teixeira Lopes
  • Guilherme Hermínio Januário Batista
  • Luís Queiroz de Almeida Neto
  • Marcílio Lima dos Santos
  • Tiago dos Santos Alves

Importância da Ordenação

Esta celebração marca um passo crucial na vida dos candidatos ao sacerdócio, que estão próximos de concluir sua formação e se preparar para a ordenação presbiteral. Os diáconos transitórios têm um papel vital na Igreja, assistindo o bispo e os padres nas tarefas litúrgicas, administrativas e pastorais. A ordenação destes diáconos é um momento de grande celebração e importância para a comunidade católica, representando um compromisso renovado com o serviço e a evangelização.

Conheça a história vocacional:

Seminarista Éder Teixeira Lopes

Paróquia de origem: Paróquia São João Batista, Bom Jardim, Fortaleza

Lema: “Seduziste-me, Senhor, e deixei-me seduzir; foste mais forte, tiveste mais poder”. (Jr 20,7)

Minha vocação na Igreja começou aos 10 anos de idade, participando dos grupos de catequese na minha paróquia de origem. Tudo iniciou com a preparação para a Primeira Comunhão, que aconteceu na Igreja de São Bernardo, no Centro de Fortaleza. Posteriormente, fui crismado na Igreja de São José, no bairro Pici.

Na adolescência, envolvi-me ativamente nas pastorais da minha paróquia, destacando-me no meio juvenil e assumindo a coordenação paroquial da juventude. Este papel me abriu portas para o envolvimento em pastorais a nível arquidiocesano, como o Setor Juventude da Arquidiocese (Sejaf). Também participei de outras pastorais, como a do dízimo e o ministério de música, além de comunidades de renovação carismática e movimentos relacionados às novas comunidades.

Meu despertar vocacional está intimamente ligado às orações diárias, retiros de jovens e reuniões vocacionais paroquiais. No entanto, foi após a Jornada Mundial da Juventude – Rio 2013 que meu chamado se tornou mais claro, especialmente após um encontro pessoal com Cristo. Desde então, aproximei-me mais das Sagradas Escrituras e desenvolvi um amor profundo por Jesus Eucarístico. No dia 24 de janeiro, fui acolhido no Seminário Propedêutico da Arquidiocese de Fortaleza, iniciando minha caminhada rumo ao sacerdócio.

Seminarista Guilherme Hermínio Januário Batista

Paróquia de origem: Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Lagoa Seca, Pacajus

Lema: “Ut hostiam viventem” (Rm 12,1)

A vocação do sacerdócio entrou no meu horizonte enquanto realizava em Fortaleza um curso de bacharelado em Engenharia, participava de um grupo de oração e era catequista na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Pacajus. Recordo da graça fortificante que experimentava através dos sacramentos, Escrituras, Rosário, instrução na Doutrina da Igreja e nos escritos dos santos. Recordo também da dúvida a respeito do meu estado de vida e da minha vocação.

Lembro que foi importante para minha vocação avaliar as coisas sob o ângulo da eternidade, perceber que o negócio da salvação de almas era um dos melhores empreendimentos em que alguém poderia gastar sua vida. É uma verdade que perdemos de vista: a graça da participação na vida eterna é o melhor bem que podemos receber e ministrar em nome de Jesus Cristo. O amor ao próximo é o coração do Evangelho e não há nada mais gozoso do que associar-se ao sacerdócio de Cristo. Os leigos o são segundo o sacerdócio batismal, os ministros ordenados segundo o sacerdócio ministerial. Aos diáconos, porém, são impostas as mãos não para o sacerdócio, mas para o serviço na Diaconia da Liturgia, da Palavra e da Caridade (Lumen Gentium, n. 29).

Creio que minha jornada rumo ao sacerdócio só foi possível com uma maior participação na vida da Igreja, coisa que nos põe a serviço, nos faz perceber as necessidades das pessoas e ver em nós a possibilidade de alguma resposta. No meio de defeitos e desordens, todos somos abençoados com um ou outro talento e devemos frutificá-lo.

Fundamental na minha trajetória foi o testemunho e a generosidade de tantos sacerdotes dedicados ao Evangelho, em especial do meu pároco, Padre Christopher, Padre Pedro Barreto, padres formadores, padres do Estágio Pastoral, entre tantos outros presbíteros amigos. O exemplo dos nossos “dirigentes na fé” nos arrasta.

Em busca de um discernimento vocacional e ingresso no Seminário entrei em contato com o meu pároco e com a Pastoral Vocacional da Arquidiocese de Fortaleza, que tinha como promotor à época o Padre Rafhael Maciel. Tendo experimentado o período de formação do Seminário e a atividade pastoral de várias Paróquias (Paróquia São José Operário – Araturi, Paróquia São Francisco – Canindezinho, Paróquia São José – Passaré, Paróquia Nossa Senhora das Graças – Pindoretama e Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Guanacés), hoje caminho para a Ordenação Diaconal. Mistério de Deus – quero vivê-lo com alegria.

Seminarista Marcílio Lima dos Santos

Paróquia de origem: Paróquia São José, Alto Luminoso, Cascavel

Lema: “Amei-te com amor eterno e te atraí com a misericórdia”. (Jr 31, 3)

Minha caminhada vocacional na vida da Igreja começou aos oito anos de idade, quando comecei a fazer parte da catequese pré-eucaristia. Ao completar onze anos, recebi a Primeira Comunhão e, em seguida, me engajei nas pastorais. Participei do grupo de coroinhas e de jovens e também fui catequista. Além disso, participei dos grupos de orações do Ofício de Nossa Senhora e do Santo Terço. Com dezessete anos, recebi o Sacramento da Crisma. Enquanto continuava servindo nos movimentos da comunidade, me encantei pela vocação sacerdotal e senti um forte desejo no coração de ser padre.

A princípio, não compreendia essa vontade, mas rezava a partir dessa realidade e pedia a Deus que realizasse a vontade d’Ele na minha vida. Tomei a decisão de deixar tudo – projetos, sonhos e ideais que traçava na adolescência – para abraçar a vocação que brotava em meu peito. Ao longo do tempo, esses sonhos apenas mudaram de objetivos, os ideais se renovaram e os projetos se realçaram no anseio de servir à Igreja e ao seu povo.

No ano de 2015, iniciei os encontros vocacionais por meio da indicação do meu pároco, Pe. Aldenor Torres. De 2016 a 2023, vivenciei meu processo formativo nos Seminários Arquidiocesano de Fortaleza.

Seminarista Luís Queiroz de Almeida Neto

Paróquia de origem: Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Mondubim, Fortaleza

Lema: “Sei em quem acreditei”. (2Tm 1, 12)

Minha caminhada eclesial e vocacional começou aos seis anos de idade quando, naquela capelinha dedicada à Nossa Senhora Aparecida, comecei a rezar o Santo Terço. Ia sempre às missas da comunidade e participava da catequese para receber a Primeira Comunhão.

Após esse período, continuei a ajudar no grupo de Coroinhas e de Liturgia da comunidade e fui crismado. Em seguida, busquei me engajar na catequese e nos serviços missionários junto aos seminaristas que atuavam na paróquia.

Ao longo destes anos, muitos padres se fizeram presentes em minha vida; destaco dois: Padre Cícero Edvam e Padre Daniel Morais, que, com seu testemunho, manifestam um ministério frutífero. Depois de um período de acompanhamento vocacional, tomei a decisão de ingressar no Seminário Propedêutico da Arquidiocese de Fortaleza, o que ocorreu no dia 24 de janeiro de 2016.

Seminarista Tiago dos Santos Alves

Paróquia de origem: Paróquia Sagrada Família, Ocara

Lema: Non mea voluntas, sed tua fiat (Lc 22,42b).

Minha caminhada na Igreja começou no berço de minha família, que sempre foi católica e desde cedo me transmitiu os ensinamentos da fé, principalmente pelo testemunho de piedade dos meus avós. Essa caminhada se intensificou após a catequese de Primeira Eucaristia, quando comecei a ajudar nas atividades da minha capela, na Comunidade de Nossa Senhora das Dores da Paróquia da Sagrada Família, em Ocara. Aliado à vida de comunidade, sempre nutri o sonho de ser professor, o que me levou a realizar graduações em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual do Ceará (UECE) e em Pedagogia pela Faculdade Kurios (FAK).

Com o engajamento pastoral, fui crescendo na vida sacramental, assumindo, mesmo bastante jovem, a coordenação da comunidade e participando do Conselho Pastoral Paroquial. Sempre me questionei sobre qual seria a vontade de Deus para a minha vida. Um fator decisivo para o meu discernimento foi a participação no Retiro de Jovens TABOR, organizado pelos irmãos Camilianos, e a intensa vida pastoral em nossa paróquia.

Posteriormente, passei por um processo de acompanhamento através da promoção vocacional da Região Episcopal Nossa Senhora da Palma, com o Pe. Antônio Cláudio Pereira de Oliveira, e da pastoral vocacional, tendo o Pe. Rafhael Silva Maciel como promotor. Após uma caminhada de discernimento, deixei meu trabalho como professor efetivo da Prefeitura Municipal de Ocara e, no dia 24 de janeiro de 2016, fui acolhido no Seminário Propedêutico Dom Aloísio Lorscheider da Arquidiocese de Fortaleza, onde iniciei minha formação.

Durante o processo formativo, desenvolvi atividades pastorais nas Paróquias de Santo Antônio de Pádua – Granja Portugal, Fortaleza; Sagrado Coração de Jesus – Nova Metrópole, Caucaia; São Francisco de Assis – Dias Macedo, Fortaleza; e Nossa Senhora Aparecida – Montese, Fortaleza. Nos últimos meses, tenho auxiliado nos serviços pastorais da Paróquia do Senhor do Bonfim, no Monte Castelo, na capital cearense.

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