Colaboradores da Cúria e Secretariado de Pastoral se reúnem virtualmente para um momento celebrativo | Arquidiocese de Fortaleza
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Colaboradores da Cúria e Secretariado de Pastoral se reúnem virtualmente para um momento celebrativo

Na manhã desta sexta, 29, com início às 10 horas, os colaboradores da Cúria e Secretariado Arquidiocesano de Pastoral se reuniram virtualmente para um momento celebrativo.

A celebração comunitária foi rezada em sintonia com a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, em preparação ao domingo de Pentecostes. O bispo auxiliar da Arquidiocese, dom Júlio César de Jesus orientou a reflexão convidando toda Igreja ao diálogo fraterno com as outras denominações religiosas.

Reflexão de Dom Júlio César

Oração pela unidade dos cristãos

À luz da palavra de Deus a Igreja não vê contraposição entre o anúncio de Cristo e o diálogo com as outras Igrejas e religiões. Ao contrário, como Igreja seguidora de Jesus, sente a necessidade de orar junto com todas e de conjugar a missão a todos os povos.

Existe uma íntima ligação entre a Missão e o anúncio da Palavra de Deus, haja vista, toda missão refere-se a este anúncio. Missão e diálogo implicam respeito pelo outro, reconhecer o outro e promover a bondade religiosa e o imperativo empenho missionário.

Para que o diálogo seja autêntico e verdadeiro ele nunca aceitará imposição. O verdadeiro anúncio do Reino nunca se colocará em direções opostas, motivadas por elementos culturais, mas terá sempre como base a simplicidade, a praticidade e a clareza da fé em Cristo.

Para quem anuncia o Cristo verdadeiro e o seu projeto todas as dimensões da existência humana favorecerão para redefinir a direção do anúncio. A mística do anúncio exclui toda e qualquer espécie de ambição pessoal, porque toda atividade religiosa é essencialmente missionária e comunitária.

“Não vos peço que os tires do mundo, mas que os livre do mal”. Aqui está o coração da oração sacerdotal no âmbito missionário e do diálogo ecumênico e inter-religioso. Jesus tem plena consciência da existência do mundo, da cultura e o homem religioso não pode simplesmente ser considerado uma entidade separada desta realidade.

A religião é uma realidade no ser humano e o aspecto religioso é integrante de sua vida. Na riqueza das experiências religiosas o diálogo com o mundo e com as culturas se tornará sempre mais possível.

Missão não é proselitismo e sim o fiel e verdadeiro anúncio do Evangelho e isso implica discernimento espiritual, conversão, diálogo com o diferente seja na ordem religiosa ou cultural, identificação com a pessoa de Jesus, empenho para com a prática da justiça, da paz, da solidariedade, da fraternidade, testemunho de fé e vida.

Toda fé e toda teologia são contextuais e toda missão bem como o anúncio da Palavra se desenvolvem no interior de âmbitos específicos. É somente através do diálogo que nós cristãos poderemos compreender a riqueza da diversidade e das expressões tanto religiosas quanto culturais.

Nesta semana de oração pela unidade dos cristãos, todos somos chamados ao esforço pessoal de uma verdadeira conversão: viver num espírito de abertura, de boa vizinhança, partilhando as alegrias, as dores, os desafios da vivência humana e tendo melhor e maior respeito pelo outro.

Ter a empatia de reconhecer o bem que o outro faz e como colabora no desenvolvimento integral da pessoa humana, respeitando a sua liberdade religiosa e a libertação do outro.

Dialogar não é impor o nosso modo de pensar e vê o mundo. Não é uma maquiagem de religiosidade para “parecermos bons”, não é abandonar as nossas convicções para aceitar o diferente, não é proselitismo, Devemos levar a sério o diálogo porque o compromisso ecumênico é um imperativo da consciência cristã iluminada pela fé e guiada pela caridade (UUS, 8).

A procura da unidade dos cristãos não é um ato facultativo ou oportunista, mas uma exigência que dimana do próprio ser da comunidade cristã (UUS, 49). É um caminho difícil, mas rico de alegria (UUS, 2). A busca da unidade entre os cristãos é uma tarefa que não pode e não deve ficar circunscrita ao âmbito de especialistas, estende-se a todos os batizados (UUS, 70).

A divisão entre os cristãos contradiz abertamente a vontade de Cristo, e se constitui em escândalo para o mundo, como também prejudica a santíssima causa da pregação do Evangelho a toda a criatura (UR, 1).

“Que todos sejam um, como tu, Pai, estás em mim e eu em ti; que eles estejam em nós, para que o mundo creia que tu me enviastes. Eu lhes dei a glória que me deste para que sejam um, como nós somos um: eu neles e tu em mim, para que sejam perfeitos na unidade e para que o mundo reconheça que me enviastes e os amastes como tu me amastes” (Jo 17, 21-23).

Não é a mesma coisa que uniformidade; sermos diferentes pode ser, dentro de certos limites, uma coisa muito enriquecedora. O que prejudica o anúncio do evangelho é estarmos separados e frequentemente em oposição, um grupo atacando o outro.

Nesta questão, serve de orientação uma ideia antiga de Santo Agostinho: “Nas coisas essenciais, a unidade; nas coisas duvidosas, a liberdade; em tudo, a caridade”.

Vamos então buscar a verdade juntos, lealmente, no desejo sincero de sermos, todos, cada vez mais fiéis a Jesus.

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