O Terceiro Segredo de Fátima: uma mensagem de penitência e oração

Transcrição do Terceiro Segredo de Fátima – Foto: divulgação

O Terceiro Segredo de Fátima, revelado a 13 de julho de 1917 na Cova da Iria, é uma das mensagens mais profundas e simbólicas deixadas por Nossa Senhora aos pastorinhos Lúcia, Jacinta e Francisco. Escrito em ato de obediência a Deus e sob orientação do Bispo de Leiria, o segredo descreve uma visão intensa e cheia de simbolismo espiritual, que continua a inspirar fé, reflexão e conversão.

Segundo o relato de Lúcia, depois das duas primeiras partes já conhecidas, os pastorinhos viram ao lado esquerdo de Nossa Senhora um anjo com uma espada de fogo, cujas chamas pareciam ameaçar o mundo. No entanto, o brilho da mão direita de Maria apagava o fogo e direcionava a espada para a Terra. O anjo exclamava com voz forte: “Penitência, Penitência, Penitência!”, um chamado à conversão, oração e sacrifício.

Irmã Lúcia e São João Paulo II – Foto: divulgação

Na luz intensa da visão, semelhante à maneira como se vê uma pessoa num espelho, apareceu um Bispo vestido de branco, identificado pelos pastorinhos como o Santo Padre. Outros bispos, sacerdotes, religiosos e religiosas subiam uma escabrosa montanha, no topo da qual se erguia uma grande cruz feita de troncos toscos. Antes de alcançar o cume, o Papa atravessava uma cidade em ruínas, com o coração entristecido, orando pelas almas dos mortos que encontrava pelo caminho.

Chegando ao topo, o Santo Padre prostrou-se diante da cruz e foi martirizado por um grupo de soldados, junto com bispos, sacerdotes, religiosos e várias pessoas seculares. Sob os braços da cruz, dois anjos seguravam regadores de cristal, recolhendo o sangue dos mártires para regar as almas que se aproximavam de Deus.

O Terceiro Segredo de Fátima, registrado em Tuy, em 3 de janeiro de 1944, traz um convite à penitência e à oração constante, lembrando que a fé e a devoção são armas espirituais para enfrentar os desafios do mundo. Mais do que uma profecia, a visão é um chamado à conversão pessoal e comunitária, à prática da misericórdia e à confiança na intercessão de Nossa Senhora.

Hoje, essa mensagem continua viva na Igreja e na vida dos fiéis, especialmente nos momentos de oração pelo Papa, pelos sacerdotes, pelos consagrados e por todas as almas que buscam a proximidade de Deus. É um convite à contemplação do mistério da cruz, da vida e do martírio, como caminho de fé, penitência e esperança.

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