Lágrimas de Marta e Maria | Arquidiocese de Fortaleza
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Lágrimas de Marta e Maria

O contexto bíblico do ocaso de Lázaro passa pelo forte e expressivo símbolo do pecado e da morte. A fotografia de sua alma, sem Deus, fica como que aniquilada e acabada, a partir do seu rosto lúgubre e melancólico, privado da vida em Deus. Atentemos, pois, ao recado de suas irmãs: “Senhor, aquele que amas está doente”. E Jesus lhes responde: “Esta doença não leva à morte; ela serve para a glória de Deus, para que o Filho de Deus seja glorificado por ela” (cf. Jo 11, 3-4). Jesus, ao promover a vida daquele que se encontra morto, se torna causa de fúria e ira de seus inimigos, em detrimento do bem e da vida. 

Jesus quer salvar todos, que reconhecem, na sua pessoa, o Messias, o Filho de Deus e enviado do Pai, que entrou no mundo carregando consigo a grande novidade da feliz vida futura, evidentemente para os que têm fé e se alimentam da esperança. Por isso mesmo, ele declarou: “Eu sou a ressurreição e a vida: quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; e quem vive e crê em mim não morrerá para sempre” (cf. Jo 11, 26-26).

Não imitemos os sábios insensatos, aqueles que se atiram ao precipício ou pulam lá das alturas. Deus não quer que, diante de nossos prejuízos – e neles os nossos próprios interesses –, deploremos e lastimemos, entristecidos, as perdas e os bens. Ele nos aponta para valores, inigualavelmente maiores, que nos levam à felicidade sobrenatural, na sua imorredoura contemplação. Sensatez, sim, mas num grau e numa esfera, de tal modo elevada e divina, a ponto de se afastar de tudo o que é obstáculo, a partir do sentimento de comoção e sensibilidade do Filho de Deus, como nas lágrimas de Marta e Maria.

Ele realiza, de uma vez por todas, a missão, sobretudo, diante dos implacáveis e sanguinários poderes do ódio, sem se afastar das desesperadas cóleras, as quais mantiveram em seus algozes uma firme postura, no sentido de apressarem sua condenação, paixão e morte. O milagre de Jesus, ao ressuscitar seu amigo Lázaro, vai na direção de animar a fé dos apóstolos, ainda que debilitada e enfraquecida, didaticamente, querendo fortalecê-los e encorajá-los, num jeito de crer e perceber sua vida e missão salvífica. Que sejamos animados na fé pelo poder de Deus!

*Pároco de Santo Afonso, Blogueiro, Escritor e integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza (AMLEF).

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