
A voz profética de Maria
se levanta no horizonte
como som de alto-falante,
invadindo o centro e a via.
No seu grito, dizia: Jesus viria
para ser o nosso Libertador,
da história ser construtor,
abrir novos caminhos de paz,
nunca olhando para trás,
sendo Emanuel, o Salvador.
A minha alma engrandece,
diz, pois Maria no seu canto:
“Exulta, ó meu Espírito Santo,
vem logo e já permanece;
a mim vem e me enaltece,
pois olhou minha humildade.
As nações verão a verdade,
então bendita me chamarão;
mulher da história será,
porque o Senhor fez maravilhas.”
O Senhor fez maravilhas em mim,
Ele fez maravilhas de verdade.
Deus me deu a grande liberdade
para que eu consentisse o meu “sim”,
a palavra mágica, a palavra do fim
de todo aquele projeto salvífico,
que para a história se faz beatífico,
do Antigo ao Novo Testamento:
a memória e o acontecimento,
com certeza de “não” e de “sim”.
O amor de Deus se espalha
a qualquer que seja a direção,
parando em cada estação,
não como fogo de palha,
que sempre vem e atrapalha,
mas indo a todas as gerações.
Vem abrasando os corações,
até aqueles que têm temor,
e aumentando os que têm amor,
manifestando a força do seu braço.
Dispersou poderosos do trono,
aos pobres e humildes exaltou;
cantou libertação a quem salvou,
deixou uns como cão sem dono,
em completo e total abandono.
Mas, mesmo assim, veio ao seu povo,
oportunizando a salvação de novo,
ao lembrar a aliança de seu Deus,
que fez por todos os filhos seus,
em favor de Abraão
e de sua descendência para sempre.
Pe. Tula, o guerreiro da paz