Encerrada fase diocesana do processo de canonização de Irmã Lúcia - Arquidiocese de Fortaleza
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Encerrada fase diocesana do processo de canonização de Irmã Lúcia

A Diocese de Coimbra, Portugal, encerrará no dia 13 de fevereiro a fase diocesana do processo de canonização da Irmã Lúcia, uma das três videntes de Fátima. Agora, o processo segue para a competência direta da Santa Sé.

A vidente de Fátima faleceu em 2005, em Coimbra, onde se deu a abertura do processo de canonização em 30 de abril de 2008, três após a sua morte, depois que o Papa Bento XVI concedeu uma dispensa em relação ao período de cinco ano de espera estipulado pelo Direito Canônico.

A sessão de encerramento será aberta à participação dos fiéis e acontecerá no Carmelo de Santa Teresa, em Coimbra, a partir das 17h do dia 13 de fevereiro. Em seguida, será celebrada Missa em ação de graças.

Segundo a vice-postuladora da causa de canonização, Irmã Ângela Coelho, a “vasta documentação” sobre Ir. Lúcia exigiu tempo e provocou demora nessa etapa.

Ir. Ângela admitiu em entrevista à ‘Agência Ecclesia’, do episcopado português, que “estamos todos muito ansiosos pela sua beatificação”, mas, ressaltou que “a Irmã Lúcia merece um estudo muito aprofundado e rigoroso, não só para a questão histórica, que é muito importante, mas concomitantemente, para a sua dimensão espiritual”.

“Creio que prestamos um melhor serviço à própria Lúcia, à sua santidade e características, se estudarmos bem a documentação que existe”, reforçou a religiosa, que também foi postuladora da causa de canonização dos pastorinhos Beatos Jacinta e Francisco Marto.

Para Ir. Ângela, no atual processo, é preciso levar em consideração que se trata de “uma mulher que viveu quase 98 anos, que se correspondeu com Papas, desde Pio XII até João Paulo II, com cardeais, bispos”, além de outras pessoas.

De acordo com a vice-postuladora, conseguiram “recolher mais de 11 mil cartas” e isso “torna o processo complexo”.

Após a conclusão da fase diocesana do processo, é elaborada a ‘Positio’, com relatos e estudos realizados pela comissão jurídica, por um relator nomeado pela Congregação para a Causa dos Santos. Sendo esse levantamento de informações aprovado pela Santa Sé, o servo de Deus é proclamado venerável.

A segunda etapa do processo consiste no exame dos milagres atribuídos à intercessão do “venerável”; se um destes milagres é considerado autêntico, ocorre, então, a beatificação. Em seguida, é necessário se verificar outro milagre devidamente reconhecido, para que o beato seja proclamado santo.

A Irmã Lúcia de Jesus, uma das três crianças que presenciaram a aparição de Nossa Senhora na Cova da Iria entre maio e outubro de 1917, viveu 57 anos de vida carmelita e está sepultada na Basílica de Nossa Senhora do Rosário, no Santuário de Fátima.

Fonte: Acidigital

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