
A coordenação das Comunidades Eclesiais de Base (CEBs) da Arquidiocese de Fortaleza, inspirada pelo anseio do Papa Francisco de uma Igreja em saída, realizou, no dia 11 de abril, duas visitas.
Pela manhã, no Espaço Cultural Frei Tito, com as comunidades do Planalto Pici, Margarida Alves e adjacências. O encontro celebrativo iniciou com café da manhã, seguido da Missa em ação de graças pelos 90 anos do Sr. Manoel Rodrigues, presidida pelo padre Maurício Lopes, responsável pela Área Missionária do Santíssimo Redentor. O encontro celebrativo encerrou-se com o almoço comunitário e a certeza da importância do fortalecimento das comunidades eclesiais de base daquela região.
À tarde, a coordenação reuniu-se com lideranças das comunidades da Paupina e da Grande Messejana, no Espaço Cultural do Coletivo Kintal de Afetos. A comunidade da Santíssima Trindade, anfitriã da reunião das CEBs adjacentes, pertence à Capela Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, no bairro Paupina. O evento contou com a presença de várias lideranças comunitárias da Grande Messejana, como a comunidade Alto Alegre, a comunidade Fernando de Noronha, o Conjunto Palmeira e a comunidade Sítio São João. Também marcaram presença representantes das CEBs da região do Vicente Pinzón, da Praia do Futuro e de várias outras áreas pastorais da Grande Fortaleza.

O encontro contou com momentos de oração e cânticos tradicionais das Comunidades Eclesiais de Base, o resgate de místicas, memórias e partilhas de práticas sobre a vida em comunidade e o compromisso da Igreja de Cristo com os pobres e oprimidos no contexto atual.
Durante o momento de reflexão do Evangelho de João 20,19-31 e das músicas tradicionais, as gerações (novas e antigas) presentes se encontravam em uma harmonia de lembranças e desejos de fortalecer a espiritualidade das CEBs nas comunidades onde congregam.
Isabel Tursi, coordenadora das CEBs da Arquidiocese, definiu o frutífero e feliz encontro como um momento de muita força e esperança na caminhada: “Uma retomada, virada de chave […] para evidenciar, na caminhada das comunidades locais, a espiritualidade libertadora das CEBs”.

As pessoas reunidas relembraram a certeza de que as CEBs não são apenas um movimento específico da Igreja Católica, mas — como diz Frei Betto — um jeito de ser Igreja alinhado ao Evangelho. Nesse encontro geracional, também foi comentada a importância de as CEBs se adaptarem aos desafios dos novos tempos, entendendo que o crescimento populacional das comunidades redesenha sua ocupação e demanda novas articulações no trabalho pastoral e social, que envolvem visitas, círculos bíblicos e o estudo de documentos da Igreja, como a Doutrina Social e encíclicas dos Papas Francisco e Leão XIV. Este é o compromisso das CEBs: a Igreja dos pobres para os pobres.
Com acessibilidade, inclusive em Língua Brasileira de Sinais (Libras), o encontro arrecadou alimentos para doação a famílias em vulnerabilidade social assistidas pelo Coletivo Kintal de Afetos. O evento foi finalizado ao som animado da música “Baião das Comunidades” e com a bênção do padre redentorista Izaías Mendes, referencial das CEBs da Arquidiocese de Fortaleza.
Fonte: Isabel Tursi – coordenadora arquidiocesana das CEBs.