Reunião da Comissão Sociotransformadora fortalece articulação na Região São José

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Foto: divulgação

Na manhã do dia 29 de agosto de 2026, o Centro de Pastoral “Maria, Mãe da Igreja” acolheu a terceira reunião da Comissão da Ação Sociotransformadora da Região Episcopal São José. O encontro contou com a participação do Padre Francisco do Carmo Bezerra, assessor da Comissão Sociotransformadora na Região São José, e do Padre Emílio Castelo, assessor da Comissão da Ação Sociotransformadora na Arquidiocese de Fortaleza.

A reunião teve início com a oração e reflexão sobre o Evangelho de Marcos 6,17-29. Em seguida, foram tratados temas relacionados à Comissão Sociotransformadora, à implementação das comissões, aos diagnósticos entregues pelas paróquias, à organização das paróquias da Região São José por setores e às Reitorias da Arquidiocese de Fortaleza.

“A Comissão da Ação Sociotransformadora tem um papel muito importante na vida da Igreja, porque nos ajuda a perceber que a evangelização também passa pelo compromisso com a realidade social. Precisamos fortalecer a formação, a articulação e o trabalho em rede, para que nossas paróquias possam atuar de forma mais organizada e corresponsável, colocando a fé a serviço da vida e da transformação da sociedade”, diz, Padre Emílio Castelo.

Ação Sociotransformadora

A Comissão tem como objetivo promover a dimensão social da fé, articulando pastorais sociais e organismos e incentivando o compromisso com a justiça, a paz e o cuidado da criação.

Entre suas ações essenciais estão a formação continuada, fundamentada na Doutrina Social da Igreja; a articulação de redes de colaboração e solidariedade entre paróquias, pastorais, movimentos e instituições; a produção de subsídios sobre direitos sociais e políticas públicas; e a articulação de ações como a Campanha da Fraternidade, Junho Verde, Grito dos Excluídos, Dia Mundial dos Pobres e Festa da Vida.

Também foram apresentadas ações complementares, como a formação de leigos e lideranças, a criação e articulação do Fundo Arquidiocesano de Sustentabilidade Caritativa, a integração entre ação caritativa e evangelização e a realização de eventos beneficentes para apoiar as pastorais sociais.

Entre as ações desejáveis estão o fortalecimento das capacidades de planejamento e acompanhamento das ações sociais nas paróquias, a criação de parcerias com a Cáritas, poder público, empresas, universidades e organizações sociais, além de iniciativas que incentivem o dízimo, a partilha solidária e campanhas permanentes de arrecadação de alimentos, roupas e medicamentos.

Implementação das Comissões

Outro ponto importante foi a implementação das comissões nos diferentes níveis da Igreja. As Comissões Arquidiocesanas têm a missão de animar, coordenar e organizar a ação evangelizadora, em comunhão com o Plano Arquidiocesano.

Nas paróquias, a participação deverá considerar a realidade de cada comunidade, com representantes leigos e agentes pastorais comprometidos com a missão. Já as Regiões Episcopais são responsáveis por articular e implementar o Plano no território, promovendo unidade, formação e execução das ações pastorais.

Foi reforçado ainda que as comissões devem atuar de maneira sinodal, valorizando a escuta, a participação e a corresponsabilidade. Nesse processo, os leigos são protagonistas da missão e precisam ser incentivados por meio da formação e da participação ativa na vida pastoral.

Diagnóstico e organização regional

Durante a reunião, foram apresentadas as paróquias que já entregaram o diagnóstico, instrumento importante para conhecer a realidade das comunidades e identificar desafios e possibilidades de atuação.

Também foi apresentada a organização das paróquias da Região Episcopal São José por setores, além das Reitorias da Arquidiocese de Fortaleza, contribuindo para uma melhor compreensão da realidade das comunidades paroquiais.

Ao final do encontro, ficou reforçada a necessidade de que as paróquias conheçam o Plano, indiquem seus representantes e iniciem ou fortaleçam o processo de organização das comissões. O caminho deverá ser acompanhado de forma contínua, com momentos de avaliação, escuta e ajustes.

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