
Nesta sexta-feira, 14 de agosto, a Arquidiocese de Fortaleza celebra, com gratidão e oração, os 52 anos da Páscoa Eterna do Venerável Dom Antônio de Almeida Lustosa, SDB, 2º Arcebispo de Fortaleza, que esteve à frente da Igreja Particular entre os anos de 1941 e 1963.
Para marcar a data e agradecer a Deus pelo testemunho de fé, dedicação pastoral e santidade deixado por Dom Lustosa, serão celebradas duas Missas em Fortaleza. A primeira será às 12h, na Cripta da Catedral Metropolitana de Fortaleza. Às 18h30, a celebração acontecerá na Igreja Matriz da Paróquia Nossa Senhora Aparecida, no Montese, e será presidida por Dom Gregório Paixão, OSB.
A programação é um convite para que os fiéis se unam em oração, fazendo memória da vida e do legado de um dos grandes pastores da história da Igreja no Ceará.
Uma vida dedicada à Igreja
Dom Antônio de Almeida Lustosa nasceu em 11 de fevereiro de 1886, na cidade de São João del-Rei, em Minas Gerais. Sua data de nascimento coincidia com a festa de Nossa Senhora de Lourdes, cuja primeira aparição ocorreu justamente em 11 de fevereiro de 1858.
Ingressou na Congregação Salesiana e foi ordenado sacerdote em 28 de janeiro de 1912. Como padre salesiano, dedicou-se ao ensino de Filosofia e Teologia e exerceu diferentes funções na Congregação, entre elas as de mestre de noviços, diretor e vigário.
Sua trajetória pastoral ganhou uma nova dimensão quando, em 11 de fevereiro de 1925, foi sagrado bispo para a Diocese de Uberaba, no Triângulo Mineiro.
Ao longo de seu ministério episcopal, Dom Antônio de Almeida Lustosa passou ainda por outras importantes Igrejas Particulares do Brasil. Governou a Diocese de Corumbá, no Mato Grosso, e posteriormente a Arquidiocese de Belém do Pará, antes de ser transferido para Fortaleza, em 1941.
O pastor de Fortaleza
Em 1941, Dom Lustosa chegou a Fortaleza para assumir o governo pastoral da Arquidiocese, tornando-se seu 2º Arcebispo. Permaneceu à frente da Igreja de Fortaleza por 22 anos, até 1963.
Seu episcopado foi marcado por intenso trabalho pastoral, atenção às necessidades do povo e preocupação com a formação humana e cristã. Como pastor, procurou estar próximo das pessoas e responder aos desafios sociais e religiosos de seu tempo.
Seu ministério também foi marcado pela produção intelectual. Dom Lustosa destacou-se como escritor de estilo próprio, caracterizado por uma linguagem leve e elegante, observação atenta da realidade e profundo interesse pela pessoa humana.
Um escritor a serviço da fé
Dom Antônio de Almeida Lustosa deixou uma significativa produção literária. Seus escritos abrangem diferentes gêneros e públicos, passando pela literatura infantil, artigos jornalísticos, cartas pastorais e obras de caráter teológico.
Em seus textos, revelava erudição e, ao mesmo tempo, uma linguagem acessível, fruto de sua capacidade de observar a realidade e dialogar com as pessoas.
Escreveu também numerosos artigos para jornais, utilizando a palavra escrita como instrumento de evangelização, formação e reflexão sobre a sociedade.
Sua produção intelectual tornou-se parte importante de seu legado, permitindo que seu pensamento e suas reflexões continuassem alcançando gerações mesmo depois de sua morte.
Um legado de santidade
A memória de Dom Lustosa permanece viva na Igreja de Fortaleza não apenas por sua atuação como bispo e escritor, mas, sobretudo, pelo testemunho de uma vida dedicada a Deus e ao serviço do próximo.
Reconhecido pela Igreja como Venerável, Dom Antônio de Almeida Lustosa é apresentado aos fiéis como exemplo de vida cristã e de dedicação ao ministério pastoral.
Sua trajetória recorda que a santidade se constrói também no cotidiano: no serviço, na oração, no estudo, na atenção aos mais necessitados e no compromisso com a missão evangelizadora da Igreja.
Ao celebrar os 52 anos de sua Páscoa Eterna, a Arquidiocese de Fortaleza agradece a Deus pelo dom de sua vida e pelo trabalho realizado durante os anos em que esteve à frente da Igreja Particular.