“A família, como vai?” 25 anos depois, hino da Campanha da Fraternidade de 1994 ainda é lembrado | Arquidiocese de Fortaleza
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“A família, como vai?” 25 anos depois, hino da Campanha da Fraternidade de 1994 ainda é lembrado

A Semana Nacional da Família deste ano celebra o Jubileu de Prata da Campanha da Fraternidade de 1994, cujo lema foi “A família, como vai?”. O hino daquela campanha, que já trazia o lema em seu primeiro verso, ainda hoje é lembrado de Norte a Sul do Brasil. Para quem vê o subsídio Hora da Família e observa a autoria da música, pode não perceber que ali estão nomes conhecidos.

Rafael de Almeida, o autor da letra, João Almeida e Marcial Maçaneiro, os autores da música, participaram do concurso promovido pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) em 1993.

“Têm algumas coisas curiosas. Era o meu primeiro ano de padre (1993), quando houve o concurso para a escolha da música do hino. Eu estava no Santuário São Judas e o Marcial passou por lá, éramos colegas de formação”, conta o padre João Carlos Almeida, da congregação do Sagrado Coração de Jesus, popularmente conhecido como padre Joãozinho.

Compositor, cantor, apresentador de TV e escritor, padre Joãozinho revela o quanto a música ainda está na boca do povo Brasil afora. Nas últimas palestras que tem dado, percebe que às primeiras notas o povo já segue cantando.

“Costuma-se dizer que depois que passa a campanha as pessoas se esquecem, mas nas palestras percebo que o hino continua na cabeça das pessoas. Estou muito surpreso com a repercussão”, revela.

Atualidade
Também atual é a pergunta proposta na temática e no hino, ressalta padre Joãozinho. O padre dehoniano recorda que o texto-base daquela Campanha já dava respostas para o questionamento. E agora, a exortação apostólica Amoris Laetitia, do papa Francisco, também dá indicações para a vivência do amor em família.

Alegria dehoniana
Outras partilhas feitas por padre Joãozinho dizem respeito à relação da Campanha da Fraternidade com os dehonianos de Taubaté (SP). Seu parceiro de composição da música do hino, padre Marçal, era seminarista na época do concurso para o hino. Foi ordenado no ano seguinte, em Brusque (SC), e está comemorando, junto com a CF 1994, jubileu de prata. São 25 anos de sacerdócio do padre que projeta para o próximo ano os estudos de pós-doutorado em Teologia. Padre Marçal também atuou na CNBB como assessor na área de Ecumenismo.

Também uma curiosidade marcante para o padre Joãozinho é que ele participou da gravação da música escolhida como “hino popular” da CF 1994: Oração pela Família, de seu confrade de congregação padre Zezinho, também animou as comunidades naquela campanha. Nas missas, o canto de entrada era o hino e o final, a Oração pela Família.

Confissão
O autor da letra do hino, o senhor Rafael Gomes de Almeida, revelou que fez uma confissão nos versos escritos e a CNBB os passou para a forma de meditação, mudando a pontuação das frases para o sinal de interrogação. “Foi fenomenal, uma mudança muito inteligente da comissão de liturgia da CNBB”, avalia, considerando o caráter mais universal da Campanha em relação à questão íntima colocada no papel.

Rafael de Almeida ainda conta que separou suas reflexões nos momentos de confissão, no qual mostra uma família mesquinha, e de busca por absolvição, apontando para a família humilde que gostaria de ser, uma família “realmente cristã”.

A FAMÍLIA, COMO VAI? 
Letra: Rafael Almeida
Música: Pe. Joãozinho, scj e Pe. Marcial Maçaneiro, scj

A família como vai? Meu irmão venha e responda! Quem pergunta é o Pai, a verdade não esconda.

1. Vem a Igreja, reza e pede o amor que sempre mede, quando é hora de doar?
Sufocando o seu desejo, vai vivendo no varejo, não é templo, nem altar?
Vai levando a vida em curso, pregadora de discurso, sem combate à opressão?
Nada falta tem de tudo, tem até coração mudo e jamais reparti o pão?

2. Num viver de alegria, dia e noite, noite e dia, num atendo agradecer.
Com o pouco que se tem, se trabalha para o bem sem deixar ninguém sofrer.
Coração que se faz templo, modelando o bom exemplo de amor puro e profundo.
Abram templo e coração para que na comunhão, se devolva a paz do mundo.

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