Declaração Pública de compromisso com o Estado Democrático de Direito - das Pastorais Sociais, CEB's e Organismos da Arquidiocese de Fortaleza | Arquidiocese de Fortaleza
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Declaração Pública de compromisso com o Estado Democrático de Direito – das Pastorais Sociais, CEB’s e Organismos da Arquidiocese de Fortaleza

DECLARAÇÃO PÚBLICA DE COMPROMISSO COM O ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO – DAS PASTORAIS SOCIAIS, CEBs, ORGANISMOS DA ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA, CEBI-CE E CENTRO DE FORMAÇÃO TERRA DO SOL

“Ai de vós ricos, porque já tendes a vossa consolação! Ai de vós, que viveis agora em fartura, porque vireis a passar fome! Ai de vós, que agora rides, pois conhecereis o luto e as lágrimas!” Lc 6,24-25

Nós que fazemos parte das Pastorais Sociais, CEBs e Organismos da Arquidiocese de Fortaleza e o Centro de Estudos Bíblicos CEBI-CE e o Centro de Formação Terra do Sol CFTS, temos acompanhado e participado das várias reflexões e mobilizações em ato, na defesa da democracia e do respeito à Constituição e à vontade popular expressa nas últimas eleições.

Estamos vivendo numa situação em que grupos com interesses pessoais, financiados pelos donos de grandes empresas, através da mídia, principalmente televisiva, influenciam negativamente as relações sociais, criando ideias que geram ódio e violência, propagando muitas vezes notícias equivocadas e/ou falsas. Deputados defendendo a ditadura e torturadores, com falas e atos de misoginia, violência e homofobia. Na calada da noite, como raposas silenciosas, deputados aprovam aumentos salariais escandalosos para o judiciário, enquanto tramitam no congresso projetos que cortam direitos trabalhistas conquistados há muitos anos atrás, através de muito sangue derramado.

Os Bispos, em reunião na 54ª Assembleia Geral da CNBB, lançaram uma declaração sobre o momento atual e, entre outras questões, nos dizem que “A crise atual evidencia a necessidade de uma autêntica e profunda reforma política, que assegure efetiva participação popular, favoreça a autonomia dos Poderes da República, restaure a credibilidade das instituições, assegure a governabilidade e garanta os direitos sociais”.

O CONIC, CESE, CLAI e INESC também lançaram uma declaração pública colaborando com as forças populares, nesse momento conjuntural que muitas vezes parece paralisar-nos com tanto descaso e desrespeito aos cidadãos e cidadãs brasileiras; estes Organismos Ecumênicos dizem: “Não aceitamos que o poder econômico defina os resultados das eleições. Repudiamos a sub-representação de vários grupos nos espaços de poder. Motivo pelo qual, nos somamos às estratégias construídas pela sociedade civil organizada, a exemplo da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas e do Plebiscito Popular pela convocação de uma Constituinte exclusiva e soberana do sistema político”.

Papa Francisco nos diz que “os mártires da corrupção são os pobres”. Então, é impossível silenciar diante da negação e da desestruturação do Estado democrático de direito, instaurando o fascismo, a corrupção correndo como esgoto a céu aberto, a negação de direitos básicos: saúde, educação, trabalho e moradia, entre outros, e criminalizando os Movimentos Populares.

Diante dessas questões, reafirmamos publicamente nosso compromisso, na defesa dos menos favorecidos, buscando viver os mesmos sentimentos de Jesus, pois, “as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens e mulheres de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo” (Gaudium et Spes, 1).

Como discípulas e discípulos de Jesus, acreditamos estar contribuindo com o nosso compromisso cristão, em nome da nossa fé, na construção de um mundo mais fraterno e justo, preparando assim e avançando na construção do Reino definitivo, que Jesus veio anunciar: Reino de paz e justiça, Reino de amor e verdade.

Que o Espírito ilumine a nossa vida para que saibamos caminhar na história como testemunhas do Ressuscitado.

 

Fortaleza, 28 de Abril de 2016.

Assinam essa Declaração Pública:

Articulação das Pastorais Sociais,

CEBs – Comunidades Eclesiais de Base e Organismos

CEBI-CE – Centro de Estudos Bíblicos

CFTS – Centro de Formação Terra do Sol

PJ – Pastoral da Juventude

PJMP – Pastoral da Juventude do Meio Popular

Endossa essa Declaração Pública:

Conselho de Pastoral da Arquidiocese de Fortaleza.

 

pastorais_sociais

6 Comentários »

6 Comentários »

  • Herialdo M Ramos disse:

    Os bispos, ora os bispos. Por que nao se elegem congressistas ou formam uma bancada para promover as reformas? Quem são as pessoas responsaveis pelas entidades que subscrevem esta carta vermelha? Estaria o Espirito Santo a cochilar?

    Um anti Bolsonaro

    • José isaias pinheiro disse:

      Herialdo M Ramos, Realmente estar faltando uma evangelização mais consistente para nos católicos e me causa estranheza essa dos Bispos estar envolvidos esse Governo comunista é realmente lamentável.

  • Pe. MARCOS ANTONIO disse:

    A IGREJA JAMAIS FARÁ OPÇÃO PARTIDÁRIA, PORÉM, SEGUINDO O EXEMPLO DO MESTRE, JAMAIS DEVE SE INTIMIDAR (Jo 14,27) FRENTE ÀS AMEAÇAS AO POVO DE DEUS, PRINCIPALMENTE QUANDO UM ESTADO DEMOCRÁTICO É TRANSGREDIDO. CONVÉM-LHE, ENTÃO, FAZER PREVALECER O DIREITO E A JUSTIÇA, CUJO FRUTO É A PAZ.

  • Prof. Edilson Cardoso disse:

    A CNBB e demais entidades religiosas têm mais do que autoridade de se manifestarem à respeito da conjuntura politica atual. Afinal de contas, Jesus não veio ao mundo apenas para ensinar a rezar, perdoar e amar. Ele foi antes de tudo uma Pessoa que lutou pelos mais necessitados, combateu as desigualdades e gritou contra o poder dos ricos que ficavam cada vez mais ricos deixando os pobres cada vez mais esfamiados e necessitados dos direitos mais básicos. Então conheçamos mais à palavra e vejamos que se uma instituição religiosa não se manifesta diante de tal situação….ela simplesmente não está seguindo o que o nosso Salvador Jesus tanto quis nos transmitir.

    • Luisa disse:

      Isso é verdade, não consigo entender como um cristão que se diz ser cristão não se preocupa com o outro, com o todo, que acha que a igreja deva ficar no seu cantinho. Quem pensa e age assim são individualistas e não conhece a pessoa de Jesus, seus ensinamentos…

  • Clotilde disse:

    Os preferidos de Jesus foram os pobres os últimos e quem não governa tendo presente esta população esta contra o projeto de Libertação de JESUS CRISTO


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