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Sexta-Feira da Paixão: coleta sustenta presença cristã na Terra Santa

A Igreja tem um cuidado especial com os lugares onde Jesus viveu. Da região que compreende Jerusalém, Palestina e Israel, alargando o raio do Egito ao Irã, da Turquia até a Etiópia, há uma mobilização por parte do Comissariado Terra Santa em ações de cuidado e sustento da presença cristã. Esta presença e as iniciativas desenvolvidas são possíveis graças à contribuição dada por toda a Igreja na Sexta-Feira Santa.

O Prefeito da Congregação para as Igrejas Orientais, cardeal Leonardo Sandri, escreveu uma carta convocando a participação dos fiéis na Coleta para a Terra Santa. Ele recorda que a Igreja Católica exprime por meio da oração e do ofertório o alento às comunidades dos fiéis e aos Lugares Santos, sobretudo no dramático momento atual que se vive no Oriente Médio.

Desde 2011, vários conflitos acontecem na região, com consequências dramáticas vividas pelos sírios, de forma particular, e por toda a Igreja, que tem observado a diminuição no número de fiéis, sendo que muitos deles tiveram que imigrar ou sofrem violência, às vezes pelo simples fato de professar a fé.

Foto: Comissariado Terra Santa | Custódio da Terra Santa, frei Francesco Paton

Ações nos lugares santos

 

A Custódia na Terra Santa, função desempenhada pelo frade franciscano Francesco Paton, tem em sua missão um rol de ações. É de sua responsabilidade a acolhida aos peregrinos que visitam os locais sagrados, o suporte para as funções litúrgicas nos lugares santos, a difusão de notícias sobre a Terra Santa e a motivação para o desejo do cuidado pelos lugares por parte dos cristãos, além do cuidado e sustento, de acordo com a igreja local, da presença Cristã na Terra Santa.

E neste último item que estão os investimentos das coletas. De acordo com o comissário da Terra Santa, frei Ivo Müller, são mantidos 278 missionários; 55 santuários; 24 paróquias; 15 escolas; quatro casas para enfermos e órfãos; seis casas para peregrinos; quatro casas para acolher peregrinos a preços modestos; três institutos acadêmicos; duas editoras (gráficas) para imprimir e divulgar as coisas da Terra Santa; 1500 empregos a cristãos; 630 moradias para que as famílias cristãs não abandonem os Lugares Santos; e 494 Bolsas de estudos anuais a estudantes universitários.

Na Terra Santa, a figura do custódio, que também é provincial dos Frades Menores que vivem no Oriente Médio, é considerada como a de uma das principais autoridades religiosas cristãs. Ele, junto com o Patriarca Grego Ortodoxo e também Armeno, é responsável pelo “Status quo”, um conjunto de costumes que regulam a vida de alguns santuários, entre eles o Santo Sepulcro e a Natividade de Belém.

Colaboração do Brasil

Foto: Marcos Figueiredo

O arcebispo de Belo Horizonte (MG), dom Walmor Oliveira de Azevedo, que é membro da Congregação para as Igrejas Orientais da Santa Sé, motiva a participação dos brasileiros nesta ação, salientando que os lugares sagrados da Igreja Católica são um patrimônio de toda a humanidade e os templos “têm valor inestimável para a espiritualidade e para a história”.

“Lugares de acolhida onde se celebra a fé, vivencia-se o silêncio e a oração. Capelas, igrejas, catedrais e santuários têm significado forte e especial em todos os passos da civilização: receberam nossos antepassados e continuam contribuindo em campos tão importantes, a exemplo da educação, saúde, cuidado com os pobres, cultura e arte. Constituem, pois, uma herança nossa, indicando referência de onde viemos e para onde vamos. Sejamos solidários no cuidado de nossos lugares sagrados, especialmente nesta Sexta-feira Santa.”

Há ainda a preocupação com a situação dos cristãos no Oriente Médio, sob os olhares da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), que realizou campanhas de arrecadação em favor dos cristãos da região e tem um trabalho com migrantes no âmbito da Setor Pastoral da Mobilidade Humana.

A Presidência da entidade conversou recentemente com o custódio da Terra Santa, quando o frei Paton visitou o Brasil, em janeiro deste ano. Na ocasião, foram discutidas formas de as Igrejas Particulares do Brasil ajudarem a Igreja que está na Terra Santa.

Em um de seus encontros no Brasil, frei Francesco Paton lembrou que os peregrinos brasileiros ocupam o quarto lugar no número dos que visitam a Terra Santa. “Em 2017, 30.545 peregrinos do Brasil celebraram a Eucaristia nos nossos santuários, certamente um número ainda maior visitou os lugares santos”, informou.

As coletas para a Terra Santa podem ser repassadas às dioceses (por meio das ofertas nas celebrações da Cruz) ou diretamente depositadas na conta do Comissariado:

Banco Bradesco – Ag. 3403-7 (Petrópolis)
Conta corrente n° 11174-0
Favorecido: Obra Pia da Terra Santa
CNPJ: 62.670.062/0001-68

Fonte: CNBB

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