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Paulo VI e Dom Romero serão canonizados neste domingo

O Papa Francisco presidirá a canonização na Praça São Pedro durante o Sínodo dedicado aos jovens, com a presença de bispos de todo o mundo. Na mesma cerimônia serão também canonizados outros 4 bem-aventurados.

Paolo VI e Dom Oscar Arnulfo Romero serão santos no dia 14 de outubro. O anúncio oficial foi comunicado em 19 de maio pela Sala de Imprensa da Santa Sé. O Papa presidirá a canonização na Praça São Pedro durante o Sínodo dos Jovens. Com Papa Giovanni Battista Montini e o arcebispo salvadorenho, serão também canonizados na mesma cerimônia os sacerdotes italianos Francesco Spinelli e Vincenzo Romano, a religiosa alemã Maria Caterina Kasper e a espanhola Nazaria Ignacia March Mesa.

Conheça os novos santos da Igreja

Paulo VI liderou a Igreja Católica entre 1963 e 1978, dando seguimento ao Concílio Vaticano II, após a morte do seu antecessor, o Papa São João XXIII, que tivera a iniciativa de convocar aquela assembleia magna da Igreja. Paulo VI é considerado o grande responsável pelas reformas introduzidas na Igreja Católica por aquele Concílio. Conhecido também como o Papa Peregrino, Paulo VI foi o primeiro Pontífice da Igreja Católica a visitar os cinco continentes, expressão da sua dimensão missionária.

Óscar Romero, nasceu em El Salvador, em 1917, foi ordenado sacerdote em 1942 e em 1977, Paulo VI designa-o arcebispo de San Salvador, no meio de um contexto político de forte repressão, sobretudo contra as organizações camponesas. O assassinado do padre jesuíta Rutílio Grande, é considerado o momento da ‘conversão’ de Romero, que passa então a denunciar a repressão, a violência do Estado e a exploração imposta ao povo pela aliança entre os setores político-militares e econômicos, apoiada pelos EUA.
Na homilia do Sábado de Aleluia, (1979), Romero afirmava: “Graças a Deus, temos páginas do martírio não somente na história do passado, como também na hora presente. Há sacerdotes, religiosos, catequistas, homens humildes do campo assassinados (…), foram perseguidos por serem fiéis ao único Deus e Senhor”. E acrescentava: “Tenho sido frequentemente ameaçado de morte. Devo dizer-lhes que como cristão não creio na morte sem ressurreição. Se me matam, ressuscitarei no meu povo salvadorenho. Como pastor, estou obrigado a dar a vida por quem amo, que são todos os salvadorenhos, como também aqueles que vão me matar. Se chegarem a cumprir as ameaças, desde agora ofereço a Deus meu sangue pela redenção e ressurreição de El Salvador”.
Dom Óscar Romero foi assassinado enquanto celebrava missa, em 24 de março de 1980, por defender os pobres. Foi morto “por ódio à fé” a mando da junta militar que dominava o país.

Imagens: Vatican News

Colaboração: Pe. Jaime C. Patias

Fonte: POM

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