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Mês vocacional: vida religiosa evidencia doação integral de si a Deus, à Igreja e às pessoas

O arcebispo de Passo Fundo (RS), dom Rodolfo Luís Weber, por ocasião do terceiro domingo do mês vocacional, 19 de agosto, celebrado na Igreja Católica apresentou, em artigo publicado neste portal, uma homenagem aos vocacionados à vida consagrada. “A vida religiosa tem uma importância fundamental para Igreja e para a sociedade”, reconhece.

Segundo o religioso, não dá para falar da história dos 47 municípios que compõem a área da arquidiocese de Passo Fundo ignorando a presença viva e atuante das Congregações Religiosas: 10 Congregações Masculinas, presentes em 24 comunidades e 15 Congregações Femininas, formando 47 comunidades. “Eles são uma presença marcante através da presença e através das atividades que realizam. Se faz necessário falar destas pessoas e destas obras e reconhecer a sua importância para o desenvolvimento religioso, cultural e econômico de nossas cidades”, disse.

Como exemplo, o religioso, destaca o trabalho desenvolvido na área da educação. “Hoje temos várias e grandes escolas que procuram oferecer uma educação de primeira qualidade e que tem como diferencial apresentar e desenvolver os valores cristãos”, disse. Dom Rodolfo destaca também o trabalho realizado nas comunidades paroquiais pela presença, pelas visitas e catequese. O “Projeto Transformação” reúne várias Congregações em sua arquidiocese.

Votos religiosos – “A vida religiosa é uma vida consagrada que evidencia a doação integral de si a Deus, de serviço total a Ele e às pessoas. O sinal visível da consagração na vida religiosa é a profissão dos chamados ‘conselhos evangélicos ou votos’: pobreza, obediência e castidade”, ressalta o religioso.

Os vocacionados à vida religiosa consagrada professam três votos explica dom Rodolfo. No voto de pobreza, os religiosos abrem mão de terem bens em nome próprio. Os bens são colocados em comum, para a congregação e servem para todos os seus membros: alimentação, vestuário, moradia, saúde e a realização das atividades. “Isto se constitui uma provocação para a sociedade que tem a marca da concentração da renda nas mãos de muitos pouco em detrimento de uma multidão que vive com o mínimo ou que até não tem o mínimo necessário”, disse.

O voto de obediência situa-se no âmbito de aderir livremente aos projetos comunitários da Congregação e da Igreja. É abrir mão de causas pessoais e abraçar projetos que não são oriundos da própria vontade. “Este voto é uma provocação contra a visão individualista e egoísta de viver. Se somente os interesses pessoais forem prioritários, a convivência humana fica inviável”, afirma. E, por fim, o voto de castidade situa-se no âmbito do amor incondicional a Cristo e na colaboração do seu projeto de anunciar e propagar o Reino de Deus. Aponta para as realidades transcendentes, da espiritualidade, da oração.

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