Publicado em 15/02/2019 por Marta Andrade

Renovação Carismática prepara a 30ª edição do Queremos Deus

O Queremos Deus chega sua 30ª edição em 2019 e acontecerá no dia 17 de fevereiro, a partir das 14h, no Estádio Presidente Vargas com o Tema: “Sedes restaurados pela Misericórdia do Pai” (Hb 4, 16) . O evento é realizado pela família carismática católica da Arquidiocese de Fortaleza. Esse ano contaremos com as presenças de Suely Façanha, Izaías Luciano, Nicodemos Costa, Ir. Kelly Patrícia, Luiz Carvalho e dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, arcebispo de Fortaleza.

A entrada será um valor simbólico R$ 4,00 pago no local do evento.

Informações com Júlio César (85) 9 8734.8382 ou Francisco Timar (85) 99635.7359

Publicado em 05/02/2019 por Marta Andrade

Coordenadores da PASCOM de Fortaleza terão encontro no sábado,dia 9 de fevereiro

O Setor De Comunicação convida todos os Coordenadores da Pastoral da Comunicação (PASCOM) das Regiões Episcopais, Paróquias e Áreas Pastorais da Arquidiocese para o encontro na manhã do próximo sábado, dia 9 de fevereiro de 2019, a partir das 8 horas, no Centro de Pastoral Maria Mãe da Igreja.

 PAUTA:

● Planejamento

●Semana da Comunicação

●Dia Mundial das Comunicações

●Cadastramentos de todos os membros da PASCOM

●Participação no Muticom – Goiás

● e outros assuntos

Contamos com a presença de todos. Coloque na sua agenda.

O Centro de Pastoral Maria Mãe da Igreja Maria Mãe da Igreja fica localizado na Avenida Dom Manuel, 332-Centro. Nesse dia a entrada será pelo portão de trás na Rua Rodrigues Júnior, 300.

Quem puder favor trazer algo para partilhar no lanche (biscoito, bolo, tapioca, cuscuz, pão, frutas, refrigerante, suco etc)

Informações com Marta Andrade no celular (85) 9 9932.5491

Publicado em 28/01/2019 por Marta Andrade

Padre Leandro Araújo é homenageado na Lagoa Redonda

Padre Raimundo Leandro de Araújo será homenageado nesta segunda, 28 de janeiro, a partir das 17 horas, no bairro da Lagoa Redonda. Faleceu em 2014, ainda pároco da localidade.

O Centro de Educação Infantil (CEI) Padre Raimundo Leandro de Araújo beneficiará em média 160 crianças de 1 a 5 anos de idade. A inauguração contará com a presença do prefeito Roberto Cláudio e da secretária da Educação, Dalila Saldanha.

O novo CEI está localizado na Rua Gerardo Lima, s/n – Lagoa Redonda.

Quando jovem, Leandro ainda seminarista, ajudou muito no acompanhamento dos círculos bíblicos e nos encontros do grupo de jovens (JUCRILARE) na Lagoa Redonda. Esses encontros aconteciam semanalmente na comunidade da Capela de São Roque, no início da década de 1980 quando o Monsenhor Antônio Souto Ribeiro assumiu a Paróquia de Messejana.

Anos depois, já Padre, voltou ao bairro como pároco da Paróquia São José, em dezembro de 2007. Foi pároco até o seu falecimento.

A Comunidade da Lagoa Redonda ver nesta ocasião a forma de agradecer e eternizar o nome de Padre Leandro por tudo que fez nas comunidades do bairro.

O professor Adriano Nascimento da Silva estará na direção da instituição.

Conheça um pouco mais quem foi Padre Raimundo Leandro de Araújo

Nasceu no dia 06 de maio de 1955, em Pacatuba-CE, filho de José Raimundo de Araújo e Francisca Alves de Araújo.

Entrou no seminário aos 21 anos onde fez seus estudos de Filosofia e Teologia durante os anos de 1978 a 1984 no Seminário da Prainha, em Fortaleza. Foi ordenado Diácono no dia 15 de janeiro de 1984 e no dia 23 de dezembro aconteceu a sua ordenação Presbiteral, as duas ordenações foram realizadas em Pacatuba e  presididas por Dom Aloísio Lorscheider, então arcebispo de Fortaleza. Em Pacatuba também ele celebrou a sua Primeira Missa no dia de Natal, às 00h – Festa de Natal.

Fatores que influenciaram sua vocação ao sacerdócio: frequência às missas na Matriz, em casa imitava o celebrante; tinha um constante pensamento de ser útil às pessoas; e finalmente desejava seguir Jesus Cristo.

Histórico Pastoral:
– Nomeado Pároco da Paróquia de São Miguel Arcanjo, em Itapebuçu, CE aos 25/02/1985 até 20/07/1991. Tomou posse no dia 02/03/1985 ;
– Vigário Episcopal da Região Sertão de julho/1988 até 21/07/1991;
– Pároco da Paróquia São Francisco de Assis, Palmácia e tomou posse como pároco no dia 21/07/1991;
– Pároco da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Pacatuba, onde tomou posse em 07/03/1993;
– Pároco da Paróquia de Nossa Senhora da Penha – Maranguape em 2000;
– Pároco da Paróquia de São José – Lagoa Redonda do dia 25/12/2007 até sua morte 30/10/2014.

Marta Andrade – Setor de Comunicação da Arquidiocese de Fortaleza
Fotos by Adriano Nascimento da Silva

Publicado em 28/01/2019 por Marta Andrade

JMJ de 2022 será em Lisboa

O anúncio oficial foi feito ao final da missa conclusiva da Jornada Mundial da Juventude do Panamá, realizada neste domingo (27/01) no Campo São João Paulo II, no Metro Park, na Cidade do Panamá. Lisboa vai sediar a próxima edição da JMJ.

Andressa Collet, Cyprien Viet e Gabriella Ceraso – Cidade do Vaticano

O Presidente do Dicastério para os Leigos, a Família e a Vida, Cardeal Kevin Farrell, anunciou a próxima cidade que irá receber a Jornada Mundial da Juventude ao final da missa conclusiva do evento do Panamá neste domingo (27/01), no Campo São João Paulo II. A cidade de Lisboa, em Portugal, vai sediar a JMJ de 2022.

A preparação para a próxima festa mundial dos jovens começa já nesta semana, segundo afirma o Pe. José Manuel Pereira de Almeida, teólogo e vice-reitor da Universidade Católica de Portugal: “será uma ocasião extraordinária ter os jovens do mundo inteiro e o Papa aqui. Começamos a trabalhar já nesta semana!”.

Além da alegria de receber a JMJ em Lisboa, seja pela realidade da Igreja que pela situação da juventude local e também dos africanos de expressão portuguesa que podem chegar facilmente ao país, Pe. José acredita que “devem trabalhar para que o evento possa ser aquilo para o que é chamado ser: o encontro entre nós, com o Papa e com o Senhor Jesus, que nos chama para estar presentes com coragem, com fé e como serviço à vida e à esperança de todos”.

O vice-reitor também disse que o Papa vai encontrar em Portugal uma Igreja “de um lado tradicional, ligada à fé simples das pessoas que, por exemplo, vê a mensagem de Fátima como um gancho de segurança; mas vai encontrar a possibilidade de renovar uma Igreja que gostaria de estar mais próxima do Evangelho, mais simples, mais em sintonia com os apelos que o Papa nos faz. É uma Igreja dos pobres, em saída, uma Igreja que espera ser, de fato, mais evangélica no dia a dia. Comunidades pequenas, mas cheias de vida e sentido missionário”, finalizou o Pe. José.

Fonte: Vatican News

Publicado em 28/01/2019 por Marta Andrade

Papa: “Jovens, vocês são o ‘agora’ de Deus!”

Na missa de envio da JMJ do Panamá, Francisco alertou os jovens para o risco de pensar que a vida seja uma promessa que vale só para o futuro, que nada tem a ver com o presente.

Cristiane Murray – Cidade do Vaticano

Na mesma esplanada que acolheu 600 mil jovens para a festa da Vigília na noite anterior, o Papa celebrou na manhã deste domingo (27/01) a missa campal de envio da edição panamenha da Jornada Mundial da Juventude.

Chegando em papamóvel ao Metro Park, Francisco foi recebido pelo Arcebispo de Panamá, Dom José Domingo Ulloa Mendieta, e com ele a bordo, prosseguiu entre os fiéis até a Sacristia do Campo São João Paulo II. Telões foram instalados em pontos estratégicos do campo para uma melhor visibilidade das 600 mil pessoas presentes. Na área destinada às autoridades, estavam os presidentes de 5 países latino-americanos: Costa Rica, Colômbia, Guatemala, El Salvador e Honduras, além do português Marcelo Rebelo de Souza.

Jesus e o ceticismo da comunidade

Em sua homilia, o Papa refletiu sobre ‘o agora de Deus’, tema apresentado no Evangelho de Lucas:

Era o início da missão pública de Jesus e na sinagoga, circundado por conhecidos e vizinhos, Ele pronuncia publicamente as palavras “Cumpriu-se hoje”, que significavam a presença de Deus, o tempo de Deus que torna justos e oportunos todos os espaços e situações. Em Jesus, começa e faz-se vida o futuro prometido.

Mas nem todos aqueles que lá O ouviram, se sentiam convidados ou convocados; não estavam prontos para acreditar em alguém que conheciam e tinham visto crescer e que os convidava a realizar um sonho há muito aguardado. E o mesmo acontece às vezes também conosco, explicou o Papa:

“Nem sempre acreditamos que Deus possa ser tão concreto no dia-a-dia, tão próximo e real, e menos ainda que Se faça assim presente agindo através de alguém conhecido, como um vizinho, um amigo, um parente”.

Não subestimar, mas assumir

De fato, prosseguiu Francisco, é comum comportarmo-nos como os vizinhos de Nazaré, preferindo um Deus à distância: magnífico, bom, generoso mas distante e que não incomode, porque um Deus próximo no dia-a-dia, amigo e irmão, nos pede para aprendermos proximidade, presença diária e, sobretudo, fraternidade.

Francisco alertou os jovens para o risco de pensar que a vida seja uma promessa que vale só para o futuro, que nada tem a ver com o presente. Como se ser jovem fosse sinônimo de uma ‘sala de espera’ para o futuro, considerando que o seu ‘agora’ ainda não chegou; que são jovens demais para se envolverem no sonho e na construção do amanhã.

Criar um espaço comum e lutar por ele

A este ponto, o Papa recordou o recente Sínodo dos Jovens, celebrado em outubro passado, no Vaticano, destacando como um de seus frutos “a riqueza da escuta entre gerações, do intercâmbio e do valor de reconhecer que precisamos uns dos outros; “que devemos esforçar-nos por promover canais e espaços onde nos comprometamos a sonhar e construir o amanhã, já hoje, unidos, criando um espaço em comum: um espaço que não nos é oferecido como um presente, nem o ganhamos na loteria, mas um espaço pelo qual vocês também devem lutar”.

“ Porque vocês, queridos jovens, não são o futuro, mas o agora de Deus. ”

“Ele os convoca e os chama, em suas comunidades e cidades, para irem à procura dos avós, dos mais velhos; para se erguerem de pé e, juntamente com eles, tomar a palavra e realizar o sonho com que o Senhor os sonhou. Não amanhã; mas agora!”.

A missão com Deus é a nossa vida

Incitando os jovens a deixar-se apaixonar por Deus, sentindo que possuem uma missão, Francisco concluiu sua homilia lembrando que o Senhor e sua missão não são um ‘entretanto’, uma coisa passageira, mas são ‘as nossas vidas’, e que o amor de Deus é concreto, próximo e real:

“É alegria festiva que nasce da opção de participar na pesca miraculosa da esperança e da caridade, da solidariedade e da fraternidade frente a tantos olhares paralisados e paralisadores por causa dos medos e da exclusão, da especulação e da manipulação”.

Viver o amor concretamente

Assim como Maria, que não Se limitou a acreditar em Deus e nas suas promessas como algo possível, mas acreditou em Deus e teve a coragem de dizer ‘sim’ para participar neste agora do Senhor, devemos viver em concreto o nosso amor:

“Que o seu ‘sim’ continue a ser a porta de entrada para que o Espírito Santo conceda um novo Pentecostes ao mundo e à Igreja” – foram as palavras conclusivas do Papa.

O ‘obrigado’ do Papa

No final desta celebração, Francisco agradeceu todas as autoridades civis, o arcebispo de Panamá e os bispos do país e das nações vizinhas, por tudo o que fizeram em suas comunidades para dar abrigo e ajuda a tantos jovens. O ‘obrigado’ do Papa se dirigiu também a todas as pessoas que a apoiaram com a a oração e colaboraram com dedicação e trabalho na realização da JMJ e principalmente, a todos os jovens:

“ Sua fé e alegria fizeram vibrar o Panamá, a América e o mundo inteiro”

Fonte: Vativan News

Publicado em 25/01/2019 por Marta Andrade

Papa aos jovens: “mantenham vivo este sonho que nos faz irmãos”

“O amor de Jesus é o amor silencioso da mão estendida no serviço e na doação sem se vangloriar”, disse o Papa a milhares de jovens na cerimônia de abertura da Jornada Mundial da Juventude realizada no Campo Santa Maria la Antigua, na Cidade do Panamá.

Jane Nogara – Cidade do Vaticano

O primeiro dia do Papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude se concluiu com o grande encontro com os jovens, no Campo Santa Maria la Antigua, situado na Faixa Costeira da Cidade do Panamá. Francisco foi recebido calorosamente por milhares de jovens numa festa de cores e alegria.

Um novo Pentecostes

No seu discurso aos jovens o Papa afirmou: “A Jornada Mundial da Juventude é mais uma vez uma festa de alegria e esperança para toda a Igreja e, para o mundo, um grande testemunho de fé (…) Pedro e a Igreja caminham com vocês e quero dizer a todos que não tenham medo, que prossigam com esta energia renovadora e esta inquietação constante que nos ajuda e impele a ser mais alegres e disponíveis, mais ‘testemunhas do Evangelho’. Prossigam, não para criar uma Igreja paralela, um pouco mais “divertida” e “ousada” numa modalidade para jovens, com alguns elementos decorativos, como se isso pudesse deixar vocês contentes. Pensar assim seria não respeitar vocês e também tudo o que o Espírito, por seu intermédio, nos está dizendo. Ao contrário, queremos redescobrir e despertar, juntos, a novidade incessante e a juventude da Igreja, abrindo-nos a um novo Pentecostes”.

“ Um novo Pentecostes só é possível, se, como há pouco vivemos no Sínodo, soubermos caminhar escutando-nos e escutar completando-nos uns aos outros, se soubermos testemunhar anunciando o Senhor no serviço aos nossos irmãos; naturalmente, um serviço concreto ”

Artesãos da cultura do encontro

“Vimos de culturas e povos distintos, falamos línguas diferentes, vestimos roupas diversas. Cada um dos nossos povos viveu histórias e circunstâncias distintas. Quantas coisas podem diferenciar-nos! Mas nada disso impediu que nos pudéssemos encontrar e sentir felizes por estarmos juntos. Isto é possível, porque sabemos que há algo que nos une, há Alguém que nos faz irmãos. Vocês, queridos amigos, fizeram muitos sacrifícios para poder se encontrar, tornando-se assim verdadeiros mestres e artesãos da cultura do encontro. Com seus gestos e atitudes, com as suas perspetivas, desejos e sobretudo a sua sensibilidade, vocês desmentem e recusam certos discursos que se concentram e empenham em semear divisão, em excluir e expulsar os que ‘não são como nós’. Assim é, porque vocês têm um olfato capaz de intuir que ‘o amor verdadeiro não anula as diferenças legítimas, mas harmoniza-as numa unidade superior’. Entretanto sabemos que o pai da mentira prefere o contrário: um povo dividido e litigioso, em vez de um povo que aprenda a trabalhar em conjunto”.

Sonho comum chamado Jesus

“A cultura do encontro é apelo e convite a termos a coragem de manter vivo um sonho comum. Sim, um sonho grande e capaz de envolver a todos. Um sonho chamado Jesus, que convida ao amor verdadeiro”.

Continuando o Papa cita Santo Oscar Romero:

“ O cristianismo não é um conjunto de verdades para se acreditar, nem de leis para se observar nem de proibições. Visto assim, seria muito repugnante. O cristianismo é uma Pessoa que me amou tanto, que reivindica e pede o meu amor. O cristianismo é Cristo ”

e acrescenta o Papa: “é levar adiante o sonho pelo qual Ele deu a vida: amar com o mesmo amor com o qual nos amou”.

Amor silencioso de Jesus

O amor de Jesus continua Francisco “é um amor que não se impõe nem esmaga, um amor que não marginaliza nem obriga a estar calado, um amor que não humilha nem subjuga. É o amor do Senhor: amor diário, discreto e respeitador, amor feito de liberdade e para a liberdade, amor que cura e eleva. É o amor do Senhor, que entende mais de subidas que de quedas, de reconciliação que de proibições, de dar nova oportunidade que de condenar, de futuro que de passado. É o amor silencioso da mão estendida no serviço e na doação sem se vangloriar”.

O “sim” de Maria

É o amor com o qual Maria disse o seu sim: “Eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra”. “Maria soube dizer ‘sim’. Soube dar vida ao sonho de Deus”.

O Papa conclui convidando os jovens a manter vivo este “sonho que nos faz irmãos e que somos convidados a não deixar congelar no coração do mundo: onde quer que nos encontremos, a fazer seja o que for, sempre poderemos olhar para o alto e dizer: “Senhor, ensina-me a amar como Vós nos amastes”.

Fonte: Vatican News

Publicado em 25/01/2019 por Marta Andrade

Papa aos bispos: como Romero, lutar contra as injustiças e pobreza

“Esta Jornada Mundial da Juventude é uma oportunidade única para sair ao encontro e aproximar-se ainda mais da realidade dos nossos jovens, cheia de esperanças e sonhos, mas também profundamente marcada por tantas feridas”, disse o Papa aos bispos.

Mariangela Jaguraba – Cidade do Vaticano

O Papa Francisco encontrou-se com os Bispos da América Central, nesta quinta-feira (24/01), na Igreja de São Francisco de Assis, em Cidade do Panamá. O Pontífice exortou a Igreja a ser humilde e pobre, não arrogante nem cheia de orgulho, seguindo o exemplo de São Óscar Romero.

Foi para toda a Igreja e para o Povo de Deus, o discurso do Papa Francisco aos bispos centro-americanos do Secretariado Episcopal da América Central (SEDAC) que há 75 anos reúne os bispos das Conferências Episcopais do Panamá, El Salvador, Costa Rica, Guatemala, Honduras e Nicarágua. O Papa encontrou os bispos e os abraçou: “Entre vocês há também amigos de juventude”, disse.

Após a saudação do presidente do organismo, dom José Luis Escobar Alas, centralizado sobre o atual momento histórico  “tristemente” marcado – disse o prelado – pela violência, corrupção, desigualdade, migração, exclusão social especialmente para os mais pobres, Francisco em  seu discurso ressaltou que “este encontro com os bispos oferece-lhe a oportunidade de poder abraçar e sentir-se mais próximo dos povos centro-americanos”.

“Obrigado por deixarem-me aproximar desta fé provada mas simples do rosto pobre de seu povo, que sabe que «Deus está presente, não dorme; está ativo, observa e ajuda», disse o Papa citando um trecho da homilia de São Óscar Romero de 16 de dezembro de 1979.

“Este encontro nos recorda um acontecimento eclesial de grande relevância. Os pastores desta região foram os primeiros a criar na América um organismo de comunhão e participação que deu, e continua dando, frutos abundantes. Refiro-me ao Secretariado Episcopal da América Central (SEDAC): um espaço de comunhão, discernimento e empenho que nutre, revitaliza e enriquece as suas Igrejas. Pastores que souberam progredir, dando um sinal que, longe de ser um elemento apenas programático, indicou como o futuro da América Central – e de qualquer outra região no mundo – passa necessariamente pela lucidez e capacidade que se possui de ampliar a visão, unir esforços num trabalho paciente e generoso de escuta, compreensão, dedicação e empenho, e poder assim discernir os novos horizontes para onde nos está conduzindo o Espírito”.

Segundo o Papa, “nesses setenta e cinco anos passados desde a sua fundação, o SEDAC procurou partilhar as alegrias e tristezas, as lutas e esperanças dos povos da América Central, cuja história se forjou entrelaçando-se com a história do seu povo”.

“ Muitos homens e mulheres, sacerdotes, consagrados, consagradas e leigos ofereceram a vida até ao derramamento do próprio sangue, para manter viva a voz profética da Igreja contra a injustiça, o empobrecimento de tantas pessoas e o abuso do poder. ”

“Recordam-nos que «quem deseja verdadeiramente dar glória a Deus com a sua vida, quem realmente quer se santificar para que a sua existência glorifique o Santo, é chamado a obstinar-se, doar-se e cansar-se procurando viver as obras de misericórdia». E fazê-lo, não como esmola, mas como vocação.”

“ Entre tais frutos proféticos da Igreja na América Central, apraz-me destacar a figura de São Óscar Romero, que tive o privilégio de canonizar recentemente no contexto do Sínodo dos Bispos sobre os jovens. A sua vida e magistério são fonte constante de inspiração para as nossas Igrejas e particularmente para nós, bispos. ”

“O lema que escolheu para o brasão episcopal, e campeia na lápide da sua sepultura, expressa claramente o seu princípio inspirador e a realidade da sua vida de pastor: «Sentir com a Igreja». Uma bússola que marcou a sua vida na fidelidade, mesmo nos momentos mais turbulentos.”LEIA TAMBÉM

Íntegra do discurso do Papa aos Bispos da América Central

24/01/2019

Íntegra do discurso do Papa aos Bispos da América Central

Francisco disse que São Óscar “gostava de colocar no centro do sentir com a Igreja, a percepção e a gratidão por tanto bem recebido, sem o merecer. Romero foi capaz de sintonizar e aprender a viver a Igreja, porque amava intimamente quem o gerara na fé. Romero sentiu com a Igreja, porque, antes de mais nada, amou a Igreja como mãe que o gerou na fé, considerando-se membro e parte dela”.

“Este amor, feito de adesão e gratidão, levou-o a abraçar, com paixão mas também com dedicação e estudo, toda a contribuição e renovação propostas pelo magistério do Concílio Vaticano II. Nele encontrava a mão segura para seguir Cristo. Não foi ideólogo nem ideológico. Iluminado por este horizonte eclesial, sentir com a Igreja significa para Romero contemplá-la como Povo de Deus. O pastor, para procurar e encontrar o Senhor, deve aprender e escutar as pulsações do coração do seu povo, sentir «o cheiro» dos homens e mulheres de hoje até ficar impregnado das suas alegrias e esperanças, tristezas e angústias.”

A kenosisde Cristo

A seguir, o Papa falou sobre a kenosis de Cristo, afirmando que“esta não é apenas a glória da Igreja, mas também uma vocação, um convite a fazermos dela a nossa glória pessoal e caminho de santidade. A kenosis de Cristo não é algo do passado, mas garantia atual para sentir e descobrir a sua presença operante na história; uma presença que não podemos nem queremos silenciar, porque sabemos e experimentamos que só Ele é «Caminho, Verdade e Vida».”

Para Francisco, “a kenosis de Cristo nos lembra que Deus salva na história, na vida de cada ser humano, já que a mesma é também a sua história e, nela, vem ao nosso encontro”.

“ Irmãos, é importante não ter medo de nos aproximarmos e tocarmos as feridas do nosso povo, que são também as nossas feridas, e fazê-lo segundo o estilo do Senhor. ”

Francisco disse ainda que “o pastor não pode estar longe do sofrimento do seu povo. Podemos dizer que o coração do pastor mede-se pela sua capacidade de deixar-se comover à vista de tantas vidas feridas e ameaçadas”.

A kenosis de Cristo é jovem

“A kenosis de Cristo é jovem”,disse ainda o Papa.

“ Esta Jornada Mundial da Juventude é uma oportunidade única para sair ao encontro e aproximar-se ainda mais da realidade dos nossos jovens, cheia de esperanças e sonhos, mas também profundamente marcada por tantas feridas. ”

“Com eles, poderemos ver melhor como tornar o Evangelho mais acessível e crível no mundo em que vivemos; são uma espécie de termômetro para saber a que ponto estamos como comunidade e como sociedade.”

“Os jovens trazem dentro uma inquietude que devemos apreciar, respeitar, acompanhar e que faz muito bem a todos nós, porque nos provoca, lembrando-nos que o pastor nunca deixa de ser discípulo e está a caminho. Exorto-os a promover programas e centros educacionais que saibam acompanhar, apoiar e responsabilizar os seus jovens; «roubai-os» à rua, antes que a cultura de morte, «vendendo-lhes fumo» e soluções mágicas, se apodere e aproveite da sua imaginação. Façam isso não com paternalismo como quem olha de cima para baixo, pois não é isso que o Senhor nos pede, mas como pais, como de irmão para irmão.”Ouça a reportagem

A seguir, Francisco recordou que “há muitos jovens que foram seduzidos por respostas imediatas que hipotecam a vidaDiziam-nos os Padres Sinodais que aqueles, por constrição ou falta de alternativas, se encontram mergulhados em situações altamente conflituosas e sem solução à vista: violência doméstica, feminicídio – uma chaga, que aflige o nosso continente –, bandas armadas e criminosas, tráfico de droga, exploração sexual de menores e de tantos que já não o são, etc”.

O Pontífice ressaltou que “na raiz de muitas destas situações, está uma experiência de orfandade, fruto de uma cultura e uma sociedade transviada. Lares desfeitos devido tantas vezes a um sistema econômico que deixou de ter como prioridade as pessoas e o bem comum, fazendo da especulação o «seu paraíso» onde continuar «engordando», sem se importar, às custas de quem. Assim, os nossos jovens sem o calor duma casa, nem família, nem comunidade, nem pertença são deixados à mercê do primeiro vigarista que lhes apareça.”

Impacto da migração

O Papa falou também sobre a questão da migração: “Na última carta pastoral, vocês afirmaram: «Ultimamente a nossa região tem sofrido o impacto da migração realizada de forma nova, por ser maciça e organizada, e que evidenciou os motivos que levam a uma migração forçada e os perigos que cria para a dignidade da pessoa humana».

Francisco recordou que “muitos dos migrantes têm rosto jovem; procuram um bem maior para a própria família, não temendo arriscar e deixar tudo para lhe oferecer o mínimo de condições que garantam um futuro melhor. Aqui não basta a denúncia, mas devemos anunciar concretamente uma «boa nova».

“ Graças à sua universalidade, a Igreja pode oferecer uma hospitalidade fraterna e acolhedora, de modo que as comunidades de origem e destino dialoguem e contribuam para superar medos e difidências e fortalecer os laços que as migrações, no imaginário coletivo, ameaçam romper. ”

“«Acolher, proteger, promover e integrar» podem ser os quatro verbos com que a Igreja, nesta situação migratória, conjugue a sua maternidade no momento atual da história.”

A kenosis de Cristo é sacerdotal

kenosis de Cristo é sacerdotal, frisou o Papa, convidando os bispos a não caírem no funcionalismo e no clericalismo “infelizmente tão difundidos. Não é questão de mudar estilos, hábitos ou linguagem. É questão sobretudo de impacto e capacidade de espaço, nos nossos programas episcopais, para receber, acompanhar e sustentar os nossos sacerdotes: um «espaço real» para nos ocuparmos deles. Isto faz de nós pais fecundos”.

A kenosis de Cristo é pobre

Por fim, “akenosis de Cristo é pobre”, frisou o Papa. “Sentir com a Igreja é sentir com o povo fiel, o povo de Deus que sofre e espera. Uma Igreja que não deseja que a sua força esteja – como dizia Dom Romero – no apoio dos poderosos ou da política, mas que disso se desprende com nobreza para caminhar sustentada unicamente pelos braços do Crucificado, que é a sua verdadeira força. E isto traduz-se em sinais concretos e evidentes; isto interpela-nos e impele-nos a um exame de consciência a propósito das nossas opções e prioridades no uso dos recursos, influências e posições. A pobreza é mãe e muro, porque guarda o nosso coração para que não escorregue em concessões e comprometimentos que enfraquecem a liberdade e parresia a que nos chama o Senhor.”

Fonte: Vatican News

Publicado em 25/01/2019 por Marta Andrade

Parabéns Dom Rosalvo!

Hoje é dia de homenagear o nosso querido amigo Bispo Auxiliar de Fortaleza, Dom Rosalvo Cordeiro de Lima. Natural de União dos Palmares, Estado de Alagoas. Foi ordenado sacerdote no dia 1° de novembro de 1992 em Arujá, Diocese de Mogi das Cruzes- SP. No dia 02 de fevereiro de 2011 foi nomeado bispo auxiliar de Fortaleza. Aos 57 anos e de vivência bastante simples, ele tem contribuído muito com a caminhada espiritual, pastoral e sacramental de nossa Arquidiocese de Fortaleza . Atualmente dentre outras funções é responsável pelo acompanhamento do Fórum Arquidiocesano dos Movimentos Eclesiais -FAMEC .
Parabéns Dom Rosalvo pela vida partilhada conosco nestes oito anos de pastoreio na Capital Alencarina.
Neste dia que a Igreja celebra a Conversão de São Paulo, queremos rogar ao a Jesus que é Caminho, a Verdade e a Vida, o fortalecimento de sua fé e do anúncio da Palavra. Que o Senhor da vida lhe abençoe hoje e sempre.

Deixe nos comentários a sua mensagem para Dom Rosalvo.

Quer saber um pouco mais sobre o nosso bispo auxiliar? Acesse:

Publicado em 24/01/2019 por Marta Andrade

Projeto Igrejas Irmãs promove evangelização em comunidades longínquas

Projeto Igrejas Irmãs promove evangelização em comunidades longínquas

O Projeto Igrejas Irmãs, criado em 1972, pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Nele, há quase 50 anos, missionários e missionárias religiosos ou leigos se dedicam a evangelizar e cuidar da saúde da população que vive nas mais longínquas comunidades brasileiras e também em países como Guiné-Bissau, Haiti e Moçambique.


Dom Esmeraldo Barreto de Farias, bispo auxiliar de São Luís do Maranhão e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Missionária da CNBB

“O projeto é uma forma de solidariedade e de comunhão entre Igrejas. É uma diocese que olhando para as necessidades de outras se dispõe a ajudar. Essa ajuda não acontece somente por parte de quem envia missionários e recursos. Mas, quem recebe aporta para a diocese que enviou missionários uma experiência pastoral”, destaca o bispo auxiliar de São Luís do Maranhão e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para Ação Missionária, dom Esmeraldo Barreto de Farias.

No município de Laranjal do Jari, no sul do Estado do Amapá, que faz parte do regional Norte 2 da CNBB, o padre Paulo Roberto Martins, da diocese de Londrina, no Paraná, é quem cuida do trabalho de evangelização das 44 capelas que ficam na região da Reserva Extrativista do Rio Cajari e Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Rio Iratapuru.

Padre Paulo Roberto Martins, da diocese de Londrina, no Paraná

“Vejo o trabalho missionário como um gesto de caridade e partilha das dioceses que partilham seus padres e leigos para Igreja com menor número de padres. Aprendi a pôr o evangelho não segundo a minha cultura e sim adaptando a realidade que estou. O evangelho de Jesus cabe em qualquer lugar e cultura”, destaca padre Paulo.

A cidade que tem que tem cerca de 44 mil habitantes, segundo o IBGE, tem sua extensão territorial dentro da área de proteção ambiental (APA), onde se encontra o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, no Amapá. Para atender todas as comunidades, padre Paulo Roberto Martins faz um verdadeiro malabarismo. Todas as segundas e terças-feiras, ele visita uma das 22 capelas que ficam no interior da região. “É uma visita a cada dois meses por conta da extensão territorial, uma realidade completamente diferente das cidades que tem padre para cuidar daquela Igreja e celebrar todo domingo”, conta.

A pouco mais de 1.600 km do Amapá, outra realidade missionária se faz presente na Prelazia de Lábrea, que fica a 852 quilômetros de Manaus, no Amazonas, e que pertence ao Regional Noroeste da CNBB. A Prelazia sobrevive exclusivamente com recursos de outras dioceses. É por meio do projeto Igrejas Irmãs que recebe missionários e ajuda da Espanha, da Alemanha, do Rio Grande do Sul, Vitória (ES) e de Ponta Grossa (PR).

Com uma extensão territorial de mais de 232 mil quilômetros (232.240,0Km2), quase o tamanho do estado de São Paulo, a Lábrea é composta por quatro paróquias: a catedral Nossa Senhora de Nazaré, onde mora o bispo, o espanhol dom Santiago Sánchez Sebastian, São João Batista (Canutama), Santo Agostinho (Pauini) e Santa Rita (Tapauá) e uma área missionária (entre Canutama e Tapauá). 

Essa região, é uma das que recebe missionários da arquidiocese de Vitória, no Espírito Santo. Por meio do projeto ‘Missão Laguna Negra´, as comunidades podem contar com consultas médicas ambulatoriais, emergenciais e odontológicas. Além da distribuição de medicamentos, visitas domiciliares com atendimento de oração, atendimento domiciliar a idosos e a Santa Missa. A Missão Laguna Negra, que ocorreu na Prelazia de Lábrea, de 13 de maio a 28 de julho de 2017, atendeu 223 comunidades ribeirinhas e aldeias indígenas.

Essas e outras iniciativas do Projeto Igrejas Irmãs podem ser encontradas em uma matéria especial da Revista Bote Fé, de edição de número 26. A publicação é uma parceria entre a Edições CNBB e a assessoria de imprensa da entidade. Atualmente, é distribuída em todas as paróquias do Brasil. Em breve, ela estará disponível em modo digital em nosso site.

Fonte: CNBB

Publicado em 24/01/2019 por Marta Andrade

Quadro “Brasil na missão continental”, do Vatican News, fala das marcas do povo amazônico


 23/01/2019
Amazônia

Quadro “Brasil na missão continental”, do Vatican News, fala das marcas do povo amazônico

Na última edição do quadro “Brasil na missão continental”, publicada em formato de podcast no portal do Vatican News fala o monsenhor Nereudo Freire Henirque, o ecônomo da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), fala sobre a solidariedade que, segundo ele, é um traço marcante dos povos da Amazônia.

O foco da sua fala é o esforço econômico realizado para manter o processo missionário de presença da Igreja junto a estes povos neste grande bioma. Segundo monsenhor Nereudo a missão nesta região do país tem a necessidade grandes deslocamentos, recursos técnicos e suportes financeiros. “Para tudo isto, é necessário que haja financiamento”, disse.

O povo da Amazônia é um povo empobrecido, mas ricos em vida e que partilham os frutos da terra. A partilha, a solidariedade e a ajuda são traços marcantes dos povos da Floresta. Na avaliação do monsenhor Nereu isto se caracteriza como uma forma de economia de trocas baseada na solidariedade.

Monsenhor Nereudo, que também coordenador da parte econômico-financeira da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) – e atua, portanto, também no âmbito das atividades da Igreja no contexto da Amazônia falou das dificuldades enfrentadas para o trabalho missionário da Igreja nesta região. “Para visitar algumas comunidades, passa-se de um a dois dias numa barca. Ás vezes só se desloca de avião”, disse.

Para este trabalho, monsenhor Nereu falou também da solidariedade da Igreja, por meio do projeto Igrejas Irmãs, que tem garantido que a evangelização se fortaleça cada vez mais e a Igreja consiga chegar cada vez mais longe.

Ouça aqui o podcast: https://www.vaticannews.va

Fonte: CNBB


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