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“Hora Santa Eucarística em sintonia com o Papa Francisco”

O Ano da Fé nos tem proporcionado diversos eventos que nos colocam em comunhão eclesial em todo o mundo.

No dia 2 de junho, domingo, quando em diversos países do mundo se celebra a Solenidade do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo (Corpus Christi), o Santo Padre convidou a todos os bispos e Igrejas Particulares no mundo a se unirem a ele sincronicamente e em espírito de comunhão para a adoração de Jesus na Santíssima Eucaristia por duas intenções que expressam conjuntamente o crescimento de toda a Igreja na Fé.

Assim a Igreja toda testemunha sua vida fundada em Cristo e a presença de Jesus entre os seus, como Ele mesmo prometeu: “Eis que estarei convosco todos os dias até o fim dos tempos” (Mt 28,20).

O Santo Padre pede que o momento de adoração eucarística seja oferecido de modo particular:

1. Pela Igreja espalhada por todo o mundo e, hoje, em sinal de unidade recolhida na Adoração da Santíssima Eucaristia. O Senhor a torne cada vez mais obediente à escuta da sua Palavra para apresentar-se diante do mundo sempre “mais bela, sem mancha ou ruga, mas santa e imaculada” (Ef 5,27). Através do seu anúncio fiel, possa a Palavra que salva ecoar hoje como portadora de misericórdia e provocar um renovado compromisso no amor para dar pleno sentido à dor, ao sofrimento e restituir a alegria e a serenidade.

2. Por aqueles que, em diferentes partes do mundo, vivem o sofrimento de novas formas de escravidão e são vítimas de guerras, do comércio de pessoas, do tráfico de drogas e do trabalho “escravo”, e pelas crianças e mulheres que sofrem todo tipo de violência. Que o seu grito silencioso possa encontrar vigilante a Igreja que, mantendo o olhar fixo em Cristo crucificado, não esqueça tantos irmãos e irmãs deixados à mercê da violência. Por todos aqueles ainda que se encontram na precariedade econômica, especialmente os desempregados, os idosos, os imigrantes, os sem-abrigo, os presos e todos os que experimentam a marginalização. Que a oração da Igreja e a sua ativa ação de aproximação lhes dêem conforto e apoio na esperança, força e coragem na defesa da dignidade da pessoa.

Estas intenções mostram muito bem a necessidade interna da Igreja de ser cada vez mais fiel na comunhão com o seu Senhor, no seguimento de Jesus e no testemunho cada vez mais coerente com Aquele que é o seu fundamento e razão de ser. Também manifestam claramente a missão da Igreja renovada pela Fé: viver para a salvação do mundo, sendo dela sinal e instrumento. (cf. LG 1) A Igreja vive para expressar a misericórdia de Deus.

A referência a Jesus é que dará consistência e vitalidade à comunidade dos discípulos e à fecundidade de sua ação no mundo. Sem esta presença atuante do Senhor, nada pode a organização humana da Igreja. “Sem mim nada podeis fazer.” (Jo 15,5)

É para esta realidade fundamental que está voltado o Ano da Fé: o encontro vivo e contínuo com a pessoa de Jesus, o Filho encarnado do Pai Eterno, o Salvador do mundo, que age pelo seu Espírito Santo na comunhão dos homens, a Igreja. Nela continua a realização de sua obra de salvação.

Ela é a expressão misericordiosa e condescendente do Deus Amor pela humanidade e toda a Sua criação.

De nossa comunhão em Cristo, tudo depende.

 + José Antonio Aparecido Tosi Marques

Arcebispo de Fortaleza

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