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[Editorial] Oração para a santificação dos sacerdotes

“Oração para a santificação dos sacerdotes”

 

Neste ANO JUBILAR EXTRAORDINÁRIO DA MISERICÓRDIA celebramos na Sexta-feira, dia 3 de junho, Solenidade do Sagrado Coração de Jesus, a JORNADA MUNDIAL DE ORAÇÕES PELA SANTIFICAÇÃO DOS SACERDOTES. Nesta celebração tão significativa também os sacerdotes encontram no Coração de Cristo a expressão máxima do Amor Misericordioso de Deus, do qual são feitos privilegiados servidores.  Unimo-nos em nossa Igreja arquidiocesana ao JUBILEU DOS SACERDOTES em Roma com o Santo Padre o Papa Francisco e toda a Igreja.cnbb_dom-José

São assim chamados todos os sacerdotes diocesanos e religiosos em nossa Arquidiocese para participar da programação deste Jubileu próprio para os sacerdotes.

Sendo já esta Solenidade do Coração de Jesus, mundialmente, a Jornada de Oração pela santificação dos sacerdotes, os fieis são convidados à intercessão pelos seus pastores.

São palavras do Papa na convocação para o Ano da Misericórdia: “E sobretudo escutemos a palavra de Jesus que colocou a misericórdia como um ideal de vida e como critério de credibilidade para a nossa fé: « Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia » (Mt 5, 7) É a bemaventurança a que devemos nos inspirar, com particular empenho, neste Ano Santo.” (MV 9 – Papa Francisco)

O dia jubilar da Misericórdia para os Sacerdotes será preparado por um dia de espiritualidade e experiência pessoal da Misericórdia de Deus em suas próprias vidas. É do encontro pessoal com o Senhor em Seu Amor Misericordioso, que o homem pode se fazer discípulo de Cristo. Experimentando em sua própria vida o Amor de Deus, é irresistivelmente chamado a dar sua resposta no mesmo Amor no relacionamento com todos os irmãos, realizando no mundo todo, sem fronteiras, a Família dos filhos de Deus. Da misericórdia recebida recebe o impulso para que toda a vida se torne expressão da misericórdia.

O sacerdote, tocado pela misericórdia divina, “misericordiado” em sua própria pessoa, como costuma se expressar o Papa, usando de seus neologismos, torna-se também ele “misericordioso” para com todos, servidor da misericórdia divina para os irmãos.

O sacerdote, ele mesmo, necessitado de misericórdia como todos os homens frágeis e pecadores, é tomado pelo Amor de Deus para ser testemunha da infinita medida do Amor Misericordioso do Senhor e Pai para com todos os seus filhos.

E todo o serviço pastoral será marcado pela misericórdia, será expressão do Deus que vai em busca da “ovelha perdida”, que espera e acolhe e abraça e eleva o “filho pródigo” e com ele no seio da família faz festa.

Graça especial do Ano Jubilar é o perdão, a reconciliação. O sacerdote foi feito pelo Senhor, já na expressão primeira do fruto pascal de Sua morte e ressurreição, pacificado pelo Dom do Espírito Santo transmitido por Jesus (cf. Jo 20, 19-23), mensageiro do perdão e da paz no Espírito.

No ministério apostólico o sacerdote é portador do perdão e da paz através do Sacramento da Reconciliação. É assim chamado ao acolhimento dos que buscam o dom do Senhor, dos que, atravessando a Porta Santa, vão ao encontro do Pai.

“Grande alegria é o fruto do Espírito que realiza a redenção no Amor Misericordioso do Senhor. Para esta alegria todos são convidados na graça do Jubileu. ao atravessar a Porta Santa, deixar-nos-emos abraçar pela misericórdia de Deus e comprometer-nos-emos a ser misericordiosos com os outros como o Pai o é conosco.

O Senhor Jesus indica as etapas da peregrinação através das quais é possível atingir esta meta: « Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai e sereis perdoados. Dai e ser-vos-á dado: uma boa medida, cheia, recalcada, transbordante será lançada no vosso regaço. A medida que usardes com os outros será usada convosco » (Lc 6, 37-38). Ele começa por dizer para não julgar nem condenar. Se uma pessoa não quer incorrer no juízo de Deus, não pode tornar-se juiz do seu irmão. É que os homens, no seu juízo, limitam-se a ler a superfície, enquanto o Pai vê o íntimo. Que grande mal fazem as palavras, quando são movidas por sentimentos de ciúme e inveja! Falar mal do irmão, na sua ausência, equivale a deixá-lo mal visto, a comprometer a sua reputação e deixá-lo à mercê das murmurações. Não julgar nem condenar significa, positivamente, saber individuar o que há de bom em cada pessoa e não permitir que venha a sofrer pelo nosso juízo parcial e a nossa pretensão de saber tudo. Mas isto ainda não é suficiente para se exprimir a misericórdia. Jesus pede também para perdoar e dar. Ser instrumentos do perdão, porque primeiro o obtivemos nós de Deus. Ser generosos para com todos, sabendo que também Deus derrama a sua benevolência sobre nós com grande magnanimidade.

Misericordiosos como o Pai é, pois, o lema do Ano Santo. Na misericórdia, temos a prova de como Deus ama. Ele dá tudo de Si mesmo, para sempre, gratuitamente e sem pedir nada em troca. Vem em nosso auxílio, quando O invocamos. … Dia após dia, tocados pela sua compaixão, podemos também nós tornar-nos compassivos para com todos.” (MV, 14 – Papa Francisco)

 

 

 

+ José Antonio Aparecido Tosi Marques

Arcebispo de Fortaleza

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