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“CELEBRAÇÃO JUBILAR CENTENÁRIA DA ARQUIDIOCESE”

Encontramos nos anais da História a seguinte nota: A Diocese de Fortaleza foi criada a 6 de junho de 1854 pela Bula Pro Animarum Salute (Pela Salvação das Almas) do Papa Pio IX, desmembrada da Diocese de Olinda. A 10 de novembro de 1915, pela Bula Catholicae Religionis bonum (O bem da Religião Católica) do Papa Bento XV, foi elevada a Arquidiocese e Sede Metropolitana.

Neste ano 2015 estamos celebrando o Jubileu Centenário da Arquidiocese de Fortaleza.

O significado mais profundo deste acontecimento está na fecundidade do Evangelho. A Igreja vai crescendo pela geração de novas celulas do Corpo Místico de Cristo. Multiplicam-se as comunidades dos que, recebendo o Evangelho, tornam-se díscipulos missionários de Cristo, membros da Igreja, cidadãos do Reino de Deus no mundo.

Em cento e sessenta anos, o crescimento da Igreja pela multiplicação de suas comunidades foi extraordinário. Há pouco mais de um século e meio, o que era o interior da Diocese de Olinda, poucas comunidades espalhadas pelo Ceará, tornou-se uma Igreja discípula e missionária – fecunda, particularmente pastoreada e crescente na evangelização, formando uma Igreja Particular (Diocese) com seu Bispo, Pastor próprio para a missão apostólica junto ao Povo de Deus nestas terras. Com o passar dos seus cento e sessenta e um anos esta Igreja de Fortaleza tornou-se mãe de oito novas Igrejas Particulares com seus Bispos próprios e sua vida eclesial amadurecida no seguimento de Cristo e na missão evangelizadora.

Há cem anos, duas novas dioceses são criadas, desmembradas da Igreja em Fortaleza.

A Diocese de Crato foi criada em 20 de outubro de 1914 pela Bula Catholicae Ecclesiae (Da Igreja Católica) do Papa Bento XV, desmembrada da então Diocese de Fortaleza.

A Diocese de Sobral foi criada a 10 de novembro de 1915 pela Bula Catholicae Religionis bonum (O bem da Religião Católica) do Papa Bento XV, desmembrada da então Diocese de Fortaleza, que se torna Arquidiocese e Sede Metropolitana, isto é Primeira Diocese na então criada Província Eclesiástica de Fortaleza.

Agora os cuidados pastorais irão acelerar o crescimento da Igreja pela presença mais próxima dos pastores e formação dos fiéis na comunhão da única Igreja de Cristo.

Em seguida surgem as novas Igrejas Particulares (Dioceses).

A Diocese de Limoeiro do Norte foi criada a 7 de maio de1938 pela Bula Ad Dominicum (Para o Senhorio) do Papa Pio XI, desmembrada da Arquidiocese de Fortaleza.

A Diocese de Iguatu em 28 de janeiro de 1961 criada pela Bula In apostolicis muneris (Nos encargos apostólicos) do Papa São João XXIII, desmembrada parte da Arquidiocese de Fortaleza, parte da Diocese de Crato.

A Diocese de Crateús foi criada a 28de setembro de 1963 pela Bula Pro Apostolico (Para o apostólico) do Beato Papa Paulo VI, desmembrada das Dioceses de Iguatu e Sobral.

Foram criadas a 13 de março de 1971 pela Bula Qui summopere (Que pela suma obra) do Beato Papa Paulo VI a Diocese de Itapipoca e a Diocese de Quixadá, desmembradas da Arquidiocese de Fortaleza como também a Diocese de Tianguá desmembrada da Diocese de Sobral.

Por este acontecimento maravilhoso, fruto da graça divina em corações humanos dispostos, é que estamos celebrando um verdadeiro Ano Jubilar.

Com a programação do Jubileu Centenário, damos graças ao Senhor pelo crescimento e vitalidade de Sua Igreja entre nós. Queremos reconhecer os dons do Amor de Deus que tem sido tão abundante nos cem anos passados desde que a Diocese de Fortaleza se desdobrou em tantas outras Igrejas Diocesanas (atualmente 9 dioceses em todo o Ceará). Graças pelos dons do Espírito no testemunho dos fiéis e das comunidades em sua vida e missão: santidade que é caridade em muitas formas de obras de misericórdia.

É também necessária a penitência pelas não correspondências ao Amor de Deus. Faltas, incoerências, contratestemunhos, pecados dos quais tomamos consciência na caminhada centenária e pelos quais pedimos o perdão e a misericórdia renovadora do Senhor.

Mas tudo porque somos “Levados pela Caridade de Cristo” (2Cor 4, 15). Nela se pode compreender como a Igreja Arquidiocesana centenária encontra a sua razão de ser. A caridade da Igreja é manifestação do amor divino trinitário: “19. “Se vês a caridade, vês a Trindade” — escrevia Santo Agostinho… (Assim se manifesta) o desígnio do Pai que, movido pelo amor (cf. Jo 3, 16), enviou o Filho unigênito ao mundo para redimir o homem. Quando morreu na cruz, Jesus — como indica o evangelista — “entregou o Espírito” (cf. Jo 19, 30), prelúdio daquele dom do Espírito Santo que Ele havia de realizar depois da ressurreição (cf. Jo 20, 22). Desde modo, se atuaria a promessa dos “rios de água viva” que, graças à efusão do Espírito, haviam de emanar do coração dos crentes (cf. Jo 7, 38-39). De fato, o Espírito é aquela força interior que harmoniza seus corações com o coração de Cristo e leva-os a amar os irmãos como Ele os amou, quando Se inclinou para lavar os pés dos discípulos (cf. Jo 13, 1-13) e sobretudo quando deu a sua vida por todos (cf. Jo 13, 1; 15, 13). O Espírito é também força que transforma o coração da comunidade eclesial, para ser, no mundo, testemunha do amor do Pai, que quer fazer da humanidade uma única família, em seu Filho. Toda a atividade da Igreja é manifestação dum amor que procura o bem integral do homem: procura a sua evangelização por meio da Palavra e dos Sacramentos, empreendimento este muitas vezes heroico nas suas realizações históricas; e procura a sua promoção nos vários âmbitos da vida e da atividade humana. Portanto, é amor o serviço que a Igreja exerce para acorrer constantemente aos sofrimentos e às necessidades, mesmo materiais, dos homens.” (Deus Caritas est – Bento XVI)

É nesta perspectiva que a Igreja em Fortaleza, comemorando seus cem anos de existência como realidade arquidiocesana: mãe de outras Igrejas Particulares (dioceses), que foram nascendo de sua missão, quer se reconhecer na concretização do Amor de Deus, na Caridade.

São novos os tempos em que vivemos, são grandes desafios que nos atingem, mas se tornam para os discípulos-missionários de Cristo, oportunidades de testemunhar e anunciar como maior dom a “alegria do Evangelho” dado a todos, com maior coerência, zelo e ardor.

Na celebração eucarística jubilar, no dia 13 de novembro, toda a Igreja no Ceará estará reunida em Fortaleza, no Condomínio Espiritual Uirapuru – CEU, expressão ele também dos frutos da graça de ser Igreja de Cristo, para expressar a comunhão de toda a Igreja e relançar nova a missão do Evangelho. “Firmes na Fé, alegres na Esperança e solícitos na Caridade” para “Nova evangelização em novos tempos”.

+ José Antonio Aparecido Tosi Marques

Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

 

 

 

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