Atualidades

Meditação do Evangelho – XXIV Domingo do Tempo Comum (Mt 18,21-35)

“O AMOR NÃO TEM BARREIRAS, O PERDÃO NÃO TEM LIMITES”

Queridos irmãos em Cristo!

Neste tempo em que nos encontramos: de tantas divisões, conflitos entre os povos, do egoísmo predominante, de relações cada vez menos humanas; bem sabemos a urgente e necessária atitude que o amor é capaz de gerar em nossos corações. Qual atitude será?

As atuais DGAE (Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil) nos mostram que a gratuidade e a alteridade, juntamente com a fidelidade nos conduzem ao amor operante, que por sua vez é manifestado em ações de PERDÃO.

Isto mesmo, por outro lado, Deus que nos reúne e nos fala ao coração é apresentado como aquele que perdoa toda culpa, pois é bondoso, compassivo e carinhoso; em outras palavras Ele se relaciona conosco de maneira afetuosa e nos mostra que esta é a via da perfeição de nossas vidas.

Todos podemos até concordar bem com a necessidade de fazermos de boa vontade o que nos é proposto, que devemos sair cada vez mais de si e irmos ao encontro das necessidades dos outros e uma vez tendo o amor como regra sermos capazes de amar até o fim e até às últimas consequências, como fez Jesus, que “tendo amado os seus, amou-os até o fim!”

O fato é que na via contrária do amor encontra-se o rancor, o ódio, o ressentimento. Desde os tempos mais antigos o povo de Deus reconheceu que estes são sentimentos aos quais não devem encontrar morada em nosso coração, por meio de recomendações expressas o Eclesiástico nos coloca diante de uma necessidade: perdoar é viver melhor.

São Paulo apóstolo nos lembra ainda que ninguém vive ou morre para si mesmo, em outras palavras, a nossa existência deve estar voltada para um sentido maior que é a própria pessoa de Jesus Cristo como modelo a ser seguido por cada um de nós, para tanto deveremos antes d mais nada procurar conhecer o Senhor e isso somente será possível por meio da sua Palavra.

Existe uma medida para o perdão? Existe um limite para perdoar alguém? A pergunta de Pedro propõem uma visão reduzida do amor e não consegue superar a compreensão matemática e quantitativa do perdão. A resposta de Jesus nos mostra que o perdão tem uma medida infinita; ou seja na representação simbólica do “setenta vezes sete” o Senhor nos apresenta o desafio de perdoar sempre!

Se, por acaso, acharmos esse um desafio grande e, para algumas pessoas impossível, lembremos então o texto de Lucas 17,4: “Se pecar contra ti sete vezes num só dia, e sete vezes vier a ti, dizendo: ‘Estou arrependido’, perdoa-lhe”. Assim como o amor, perdoar é um imperativo que se apresenta para todos nós. Na oração do Pai nosso nós, inclusive autorizamos ao Pai para perdoar as nossas ofensas da mesma forma como nós perdoamos a quem nos tem ofendido.

Na verdade não é fácil perdoar. Muitas vezes o nosso coração ferido e a nossa natureza machucada não conseguem dar um passo de maior firmeza na fé nesse sentido. Contudo, o que nos adiantará guardar rancor? Para onde irmos com tanta mágoa no coração. E o que fez Jesus que perdoou aqueles que o crucificaram, ali mesmo na cruz?

Amar sempre! Perdoar continuamente! Da mesma maneira o Pai do céu agirá conosco. O que está em jogo é a nossa salvação!

Em Jesus o Bom pastor e Maria nossa Mãe.

Pe. Fernando Antonio Carvalho Costa.

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