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Meditação do Evangelho – 1º Domingo da Quaresma (Mt 4,1-11)

Neste primeiro domingo da quaresma vamos juntos com Jesus também conduzidos pelo Espírito ao deserto enfrentar as nossas tentações que nos distanciam do projeto de Deus. O próprio Senhor, modelo de oração e vida, nos mostra o caminho da vitória por meio da sua atitude como filho obediente a vontade do Pai expressa em sua Palavra.

A imagem do deserto é uma imagem carregada de sentido no ambiente bíblico: lugar da solidão, onde a vida é posta à prova, ambiente repleto de desafios. É justamente neste ambiente que o Senhor encontra-se durante quarenta dias – consagrando assim a observância quaresmal (Prefácio da Tentação do Senhor) jejuando, rezando e enfrentando o tentador e suas propostas. Também o número quarenta nos remete a um tempo de caminhada e de maior reflexão pessoal – comunitária e pastoral, tempo necessário para a ação plena de Deus acontecer.

O diálogo do tentador com Jesus é uma cena abundante em detalhes e cheia de dramaticidade: É o diabo quem toma a iniciativa de aproximar-se, de dirigir a palavra a Cristo e de principalmente colocar em dúvida a sua condição filial – “Se és filho de Deus…”.

Além do mais ainda apresenta três tentações com o argumento enganador afiançado pela própria Palavra de Deus! Jesus, filho amado e obediente do Pai não deseja ser um messias “milagreiro” que transforma pedras em pães, mas mostra que a sua confiança está na Palavra que sai da boca de Deus como alimento que o sustenta. Em segundo lugar o Senhor não deseja tirar nenhuma vantagem desta sua condição filial como privilégio para si. Por fim Jesus percebe que o poder embora largamente oferecido traz consigo a força maligna da submissão que oprime reconhecendo que não se deve tentar o poder daquele o qual deve ser o primeiro a ser amado e adorado acima de tudo e de todos.

Juntamente com o Senhor e com a sua valiosa ajuda vamos procurar vencer as nossas tentações dos privilégios, do poder e da busca de prestígio que nos afastam de nossa condição de filhos do Pai que nos ama e que nos chama à uma vida nova. Apoiados na Palavra de Deus busquemos restaurar a criação divina desfigurada pelo pecado, pelo consumo tentador das vitrines e do abuso do poder que gera uma lógica de exploração insustentável e conseqüentemente de exclusão!

Pe. Fernando Antonio Carvalho Costa

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