Atualidades

Homilia do 1º Domingo do Advento (27.11.2011)

Pe. Luiz Carlos de Oliveira, Redentorista

“Desejo de possuir o Reino”

 Fez tanto por nós
O Advento traz a perspectiva da vinda de Cristo. Deus vem ao nosso encontro. Vamos a seu encontro não no pavor de um castigo, mas no desejo de possuir o Reino como o encontro de amigos que se querem bem e se entendem. O juiz glorioso virá para premiar. Sempre nos presenteou. O nascimento de seu Filho é a grande manifestação do amor, pois “Deus amou tanto o mundo a ponto de entregar seu Filho” (Jo 4,16). “Ele nos enriqueceu com tudo… Assim não tendes falta de nenhum dom, vós que aguardais a revelação do Senhor nosso, Jesus Cristo” (1Cor 1,5.7). Nele somos ricos e, por isso, clamamos em nossa miséria pedindo que Se volte para nós. Temos ouvido sempre que Deus nos chama à conversão para estar com Ele e viver sua Palavra. No salmo 79, tendo conhecimento das imensas riquezas que Deus nos oferece, reconhecemos nossas fragilidades. Delas só podemos sair com a ajuda Deus. Por isso rezamos: “Voltai-vos para nós, Deus do Universo! Olhai dos altos céus e observai. Visita a vossa vinha e protegei-a!… E nunca mais vos deixaremos, Senhor Deus! Dai-nos vida, e louvaremos vosso nome!” (Sl 79). Deus nos chama à conversão para sermos como Ele nos formou. Nós também chamamos Deus à conversão, isto é, para que se volte para nós, entre em nossos caminhos e nos reconduza ao caminho da salvação. “É nos caminhos de outrora que seremos salvos” (Is 64,4). O profeta reconhece: “Como nos deixastes andar longe dos teus caminhos e endurecestes nossos corações para não termos o teu temor? Por amor de teus servos, das tribos de tua herança, volta atrás” (Is 61, 17). Deus é maravilhoso! “Nunca se ouviu dizer… que um Deus tenha feito tanto pelos que Nele esperam” (Is 64,3). O reconhecimento de Deus nos lembra que fomos feitos por Ele: “Tu és nosso Pai, nós somos barro; tu nosso oleiro, e os todos, obra de tuas mãos” (Is 64,7). Há em nós um permanente desejo do Reino de Deus. Advento nos fortalece nessa busca.

Vigiai
Todo dia é dia de Deus. Ele está sempre vindo. Deus não se cansa de se doar a nós. Se Deus, como o patrão viaja para longe, não é para pôr-nos à prova, mas para manifestar Sua confiança em nossa administração. Temos desilusão quando vemos nossa fraqueza: “Todos nós nos tornamos imundície, e todas as nossas boas obras são como um pano sujo; murchamos como folhas e nossas maldades empurram-nos como o vento” (Is 64,5). Mas nossos pecados não fecham o caminho de Deus. A vigilância a que Deus nos convida é a capacidade de viver sempre o tempo de Deus, acolhendo-O como Redentor. O Juiz não virá no fim dos tempos, mas está sempre vindo. Estar adormecido é estar cego diante da bondade de Deus. Deste modo não o encontraremos.

Perseverança
O ponto de partida de nossa vigilância é nossa frágil condição que necessita da vinda de Deus. É na perseverança que possuireis vossas almas (Lc 21,19). A perseverança acontece quando praticamos as obras da fé. Rezamos na oração da missa: “Concedei a vossos fiéis o ardente desejo de possuir o Reino celeste, para que, acorrendo com nossas boas obras ao encontro do Cristo que vem” (Oração). A celebração da comunidade está sempre a nos alertar para esta vinda: “Vinde, Senhor, Jesus! Ela nos alerta a ser irrepreensíveis. A perseverança é vivida na comunidade. Quanto mais unidos, mais o Senhor se manifesta. A Eucaristia sustenta nosso desejo de amar e desejar o que é dos Céus.

Leituras: Isaías 63,16b-17.19b;64,2b-7;Salmo 79;1Coríntios,3-9; Marcos 13,33-37.

Homilia do 1º Domingo do Advento (27.11.2011)
1. O Advento traz a perspectiva da vinda de Cristo. Ele vem ao nosso encontro não no pavor do castigo, mas no desejo de possuirmos o Reino. Deus sempre nos enriqueceu com tantos dons. Em nossa miséria clamamos que Ele Se volte para nós. Nós chamamos Deus à conversão – voltar-se para nós para que nos reconduza aos caminhos de outrora. Fomos feitos por Ele. Somos o barro e Ele é o oleiro

2. Todo dia é dia de Deus. Ele está sempre vindo e não se cansa de se doar a nós. Deus em confiança em nossa administração, por isso pode estar longe. Temos desilusão quando vemos nossa fraqueza. Mas nossos pecados não fecham o caminho para Deus. A vigilância é a capacidade de viver sempre o tempo de Deus, acolhendo-o como Redentor. Estar adormecido é estar cego diante da bondade de Deus.

3. O ponto de partida da vigilância é nossa frágil condição que necessita da vinda de Deus. Perseverar é praticar as obras da fé. A celebração da comunidade nos alertar para a vinda de Cristo, sendo irrepreensíveis. A perseverança é vivida na comunidade. Quanto mais unidos, mas o Senhor se manifesta.

Com o dedo na campainha
Começamos o Advento com o chamado à vigilância, isto é, preparados porque o Senhor virá a qualquer momento. Estamos sempre atentos ao toque da campainha que pode soar. Pode ser o cobrador.

Deus está com o dedo na campainha. Não estamos esperando um cobrador. Quando não devemos, esperamos coisas melhores que estejam para chegar e nos chamar para estar com Ele, não somente num futuro longínquo, mas num hoje muito oportuno. Estamos atentos porque Ele vem com coisa boa. No Natal veio como criança para nos remir. No fim virá como juiz para nos premiar com tantos dons, como nos explica Paulo.

O Profeta Isaias diz que não somos nada. Erramos e somos um pano sujo, murchos pela maldade. Assim mesmo, Senhor, tu és nosso Pai, nós somos barro; tu nosso oleiro e nós, obras de tuas mãos. Ele nos modela cada dia para sermos sempre mais prontos para ele.

Pe. Luiz Carlos de Oliveira, Redentorista

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