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Missão da Vida Religiosa e Consagrada é discutida no Congresso Americano Missionário

1aacomlaplateiaA Vida Religiosa e Consagrada foi tema da conferência proferida pelo brasileiro Irmão Israel José Nery, no dia 28 de novembro, terceiro dia do 4º Congresso Americano Missionário (CAM 4 – Comla 9), que acontece em Maracaibo, na Venezuela. Irmão Nery dividiu seu tempo com a teóloga colombiana Olga Consuelo Vélez, que o antecedeu com a palestra sobre a Igreja em estado permanente de missão.

O religioso da Congregação Lassalista defendeu que a missão Vida da Religiosa e Consagrada está na sua própria identidade. “A missão primeira da vida religiosa consiste essencialmente em seu ser carismático e, obviamente, não em sua atividade apostólica, em sua tarefa, por mais importante, necessária e urgente que seja”, disse.

Segundo Nery, o fundamento da vida religiosa é Jesus Cristo e deve explicitar as características próprias da vida do Cristo histórico que foi “pobre, casto, obediente, orante, comunitário, missionário, peregrino, encarnado no meio dos pobres e entregue à construção do Reino de Deus”.

O religioso recordou os conflitos que surgiram quando, inspirados no Concílio Vaticano II, muitos religiosos buscaram a vida inserida no meio popular e comprometida com a vida dos pobres. Ele cobrou o mesmo comprometimento com os pobres para os dias de hoje. “Não pode haver vida religiosa autêntica que não seja conflitiva”, observou.

Irmão Nery acentuou ainda que a Vida Religiosa e Consagrada “é essencialmente uma missão mística, simbólica e profética”. “Esta missão consiste em testemunhar, ativar e articular os valores arquetípicos de toda religião e de toda cultura”, explicou. “Estes são valores que afetam os estratos mais profundos de todo ser humano”.

O compromisso com a justiça foi outro valor da Vida Religiosa apontado pelo Irmão Nery. Isso implica, segundo o religioso, fazer a opção preferencial pelos pobres, que não pode ser esquecida pela Igreja. “Se a Igreja esqueceu a opção pelos pobres é porque já esqueceu o evangelho”, disse, citando o bispo emérito de São Felix do Araguaia (MT), dom Pedro Casaldáliga.

Igreja em estado permanente de missão

Antes do Irmão Nery, a colombiana Olga Consuelo Vélez destacou, em sua conferência, o caráter missionário da Igreja. “A Igreja não tem uma missão; a Igreja é missão”, disse. “Mas quem é a Igreja? Somos nós. Então, podemos dizer que não temos uma missão, mas temos que ser missionários”, completou.

A conferencista contou sua experiência com alguns alunos em curso à distância aos quais pediu que descrevessem com símbolos como definiam quem é a Igreja. “70% dos alunos usaram imagens do Vaticano, do papa e de padres para falar de Igreja”, disse com ar de espanto.

Segundo Olga é urgente que a missão recupere a centralidade cristológica sem deixar de ser trinitária. “A Trindade é o testemunho de que Deus é comunhão”, sublinhou.

Chamou a atenção também para a opção pelos pobres e para o protagonismo da missão. “A opção preferencial pelos pobres é essencial ao anúncio missionário. Os destinatários prioritários da missão são os pobres”, disse. Em seguida, completou: “Não somos protagonistas da missão. A missão é de Deus, que é seu protagonista”.

O Congresso, que reúne três mil participantes, realizou na tarde desta quinta-feira os fóruns que discutem 21 temas. No final da tarde, os missionários participaram de missa nas paróquias que os acolheram para hospedagem. Os brasileiros foram acolhidos pelas famílias das paróquias Nossa Senhora de Fátima e São Miguel Arcanjo.

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