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Frei Tito é lembrado pelas pastorais sociais, CEBs e organismos da Arquidiocese de Fortaleza

As pastorais sociais, CEBs e organismos da Arquidiocese de Fortaleza irão realizar um momento de oração no próximo dia 1º de abril, terça-feira, no cemitério São João Batista, Centro, diante do túmulo do frade dominicano, frei Tito. O encontro fará memória aos 50 anos do golpe militar e irá destacar a atuação de Tito em favor da plena democracia e da garantia dos direitos humanos no Brasil. Os participantes dirão “Ditadura nunca mais!” e que no atual contexto, igrejas e organizações acreditam que a democracia significa uma sociedade que garanta direitos e oportunidade a todas as pessoas. Uma declaração pela democracia no Brasil apoiada pela CNBB será lida durante a celebração, como também um relato de frei Tito.

Golpe militar

“Há 50 anos, o presidente João Goulart foi deposto e instaurou-se uma ditadura no Brasil que durou 21 anos. Ao longo deste período, movimentos estudantis, de trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade, intelectuais e grupos religiosos lutaram arduamente pela democracia. Muitos foram assassinados, torturados, exilados e “desaparecidos”. São páginas ainda pouco esclarecidas de nossa história recente. O aprofundamento do direito à memória e à verdade é condição para a edificação da sociedade, pois garante que pessoas que sofreram violência por parte de agentes de Estado sejam reconhecidas como vítimas e suas histórias sejam resgatadas” (Declaração Pública – Compromisso coletivo pela democracia – Brasil: ditadura nunca mais).

Sobre Frei Tito

Frei Tito nasceu em Fortaleza (CE), dia 14 de setembro de 1945. Filho de Ildefonso Rodrigues Lima e Laura Alencar Lima. Estudou no Colégio Estadual do Ceará (Liceu do Ceará). Participou da Juventude Estudantil Católica (JEC), ala jovem da Ação Católica. Em 1963, eleito dirigente regional da JEC (Maranhão a Bahia), com sede em Recife (PE). Em 1964, participou das primeiras reuniões e das manifestações estudantis contra a ditadura militar. No início de 1966, ingressou no noviciado dos dominicanos, em Belo Horizonte (MG). Em 10 de fevereiro de 1967, fez a profissão simples dos votos e foi residir no Convento das Perdizes para estudar Filosofia na Universidade de São Paulo (USP).

Em 1968, foi preso durante o Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE). Em novembro de 1969, foi preso novamente, com Frei Betto e outros religiosos. Torturado ininterruptamente durante três dias pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, chefe do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS).

Em dezembro de 1970, incluído entre os prisioneiros políticos trocados pelo embaixador suíço, Giovani Enrico Bücker, sequestrado pelo comando da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Em 1971, foi para Roma, Itália, e, em seguida, para Paris, França, onde foi acolhido no convento Saint Jacques.

Em 10 de Agosto de 1974, foi encontrado morto em área do Convento de Lyon. Somente em março de 1983, com a abertura política, seus restos mortais retornaram ao Brasil. Acolhidos em solene liturgia na Catedral da Sé, em São Paulo, encontram-se hoje enterrados no cemitério São João Batista, em Fortaleza.

Serviço:

Celebração em memoria de frei Tito/Ditadura nunca mais

Quando: 1º de abril de 2014

Onde: Cemitério São João Batista – 2º plano, lado Sul, Rua 51, próximo ao muro.

Hora: 16h

Informações [85] 3388.8706, falar com Fernanda Gonçalves – Pastoral do Povo da Rua.

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