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Horários de Celebrações na Quarta-feira de Cinzas em algumas paróquias

Estamos disponibilizando os horários de Celebrações em algumas Igrejas na Quarta-feira de Cinzas dia (1º de março). Na medida que novas Igrejas nos enviarem os horários acrescentaremos na lista. 

“A Quarta-feira de Cinzas foi instituída há muito tempo na Igreja; marca o início da Quaresma, tempo de penitência e oração mais intensa. Para os antigos judeus se sentar sobre as cinzas já significava arrependimento dos pecados e volta para Deus. As Cinzas bentas e colocadas sobre as nossas cabeças nos fazem lembrar que vamos morrer; que somos pó e que ao pó da terra voltaremos (cf. Gn 3, 19) para que nosso corpo seja refeito por Deus de maneira gloriosa para não mais perecer.”

Paróquia da Catedral  – Centro (85) 3231.4196
12h – Padre Clairton Alexandrino e 18h30 – Dom José Antonio A. Tosi Marques.

Paróquia N. Sra. de Fátima – Bairro de Fátima (85) 3227.5215
7h, 9h, 12h, 17h e 19h.

Paróquia São Francisco / Navegantes – Jacarecanga (85) 3238.0978
8h e 17h30.

Paróquia Santa Luzia – Meireles (85) 3254.1444
17h.

Paróquia Nossa Senhora da Saúde – Mucuripe (85) 3263.1538
7h, 8h30, 17h e 19h.

Paróquia Nossa Senhora da Paz – Aldeota (85) 3224.2398
17h e 18h30

Paróquia São Vicente – Dionísio Torres (85) 3224.6489
6h30, 11h30, 17h30 e 19h30.

Paróquia de Cristo Rei – Aldeota (85) 3231.6600
6h30, 17h e 19h.

Paróquia Santo Afonso de Ligório – Parquelândia (85) 3223.8785
8h30 e 19h.

Paróquia Bom Jesus dos Aflitos – Parangaba (85) 3245.1980
6h30 e 19h.

Paróquia Coração Imaculado de Maria – Henrique Jorge (85) 3290.2107
17h e 19h.      

Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Conjunto Ceará (85) 3294.6410
7h e 19h.

Paróquia Nossa Senhora das Graças – Pirambu (85) 3214.4634
19h.

Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Carlito Pamplona (85) 32366429
19h.

Paróquia Nossa Senhora da Conceição – Messejana (85) 3045.0103
7h e 19h.

Paróquia São Francisco – Dias Macedo (85) 3295.0621
19h.

Paróquia Nossa Senhora da Glória – Cidade dos Funcionários (85) 3279.4500
11h, 17h, e 19h com lançamento da CF.

Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Mondubim (85) 3296.1565
19h30

Paróquia Nossa Senhora das Graças – Manoel Sátiro (85) 3483.0908
19h.

Paróquia Santíssima Trindade – José Walter (85) 3291.1835
8h e 19h.

Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Montese (85) 3225 8677
8h e 18h30.

No Brasil, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, CNBB,  lança  a Campanha da Fraternidade, CF.
Tema: “Fraternidade: biomas brasileiros e defesa da vida”  e Lema “Cultivar e guardar a criação” (Gn 2, 15).

Quarta-feira de Cinzas: Início da Quaresma.
Quaresma: Tempo de penitência e conversão.

O significado das cinzas
O uso litúrgico das cinzas tem sua origem no Antigo Testamento. As cinzas simbolizam dor, morte e penitência. Por exemplo, no livro de Ester, Mardoqueu se veste de saco e se cobre de cinzas quando soube do decreto do Rei Asuer I (Xerxes, 485-464 antes de Cristo) da Pérsia que condenou à morte todos os judeus de seu império. (Est 4,1). Jó (cuja história foi escrita entre os anos VII e V antes de Cristo) mostrou seu arrependimento vestindo-se de saco e cobrindo-se de cinzas (Jó 42,6). Daniel (cerca de 550 antes de Cristo) ao profetizar a captura de Jerusalém pela Babilônia, escreveu: “Volvi-me para o Senhor Deus a fim de dirigir-lhe uma oração de súplica, jejuando e me impondo o cilício e a cinza” (Dn 9,3). No século V antes de Cristo, logo depois da pregação de Jonas, o povo de Nínive proclamou um jejum a todos e se vestiram de saco, inclusive o Rei, que além de tudo levantou-se de seu trono e sentou sobre cinzas (Jn 3,5-6). Estes exemplos retirados do Antigo Testamento demonstram a prática estabelecida de utilizar cinzas como símbolo (algo que todos compreendiam) de arrependimento.

O próprio Jesus fez referência ao uso das cinzas. A respeito daqueles povos que se recusavam a se arrepender de seus pecados, apesar de terem visto os milagres e escutado a Boa Nova, Nosso Senhor proferiu: “Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque se tivessem sido feitos em Tiro e em Sidônia os milagres que foram feitos em vosso meio, há muito tempo elas se teriam arrependido sob o cilício e as cinzas. (Mt 11,21) A Igreja, desde os primeiros tempos, continuou a prática do uso das cinzas com o mesmo simbolismo. Em seu livro “De Poenitentia” , Tertuliano (160-220 DC), prescreveu que um penitente deveria “viver sem alegria vestido com um tecido de saco rude e coberto de cinzas”. O famoso historiador dos primeiros anos da igreja, Eusébio (260-340 DC), relata em seu livro A História da Igreja, como um apóstata de nome Natalis se apresentou vestido de saco e coberto de cinzas diante do Papa Ceferino, para suplicar-lhe perdão. Sabe-se que num determinado momento existiu uma prática que consistia no sacerdote impor as cinzas em todos aqueles que deviam fazer penitência pública. As cinzas eram colocadas quando o penitente saía do Confessionário.

Já no período medieval, por volta do século VIII, àquelas pessoas que estavam para morrer eram deitadas no chão sobre um tecido de saco coberto de cinzas. O sacerdote benzia o moribundo com água benta dizendo-lhe: “Recorda-te que és pó e em pó te converterás”. Depois de aspergir o moribundo com a água benta, o sacerdote perguntava: “Estás de acordo com o tecido de saco e as cinzas como testemunho de tua penitência diante do Senhor no dia do Juízo?” O moribundo então respondia: “Sim, estou de acordo”. Se podem apreciar em todos esses exemplos que o simbolismo do tecido de saco e das cinzas serviam para representar os sentimentos de aflição e arrependimento, bem como a intenção de se fazer penitência pelos pecados cometidos contra o Senhor e a Sua igreja.

Com o passar dos tempos o uso das cinzas foi adotado como sinal do início do tempo da Quaresma; o período de preparação de quarenta dias (excluindo-se os domingos) antes da Páscoa da Ressurreição. O ritual para a Quarta-feira de Cinzas já era parte do Sacramental Gregoriano.

As primeiras edições deste sacramental datam do século VII. Na nossa liturgia atual da Quarta-feira de Cinzas, utilizamos cinzas feitas com os ramos de palmas distribuídos no ano anterior no Domingo de Ramos. O sacerdote abençoa as cinzas e as impõe na fronte de cada fiel traçando com essas o Sinal da Cruz. Logo em seguida diz: “Recorda-te que és pó e em pó te converterás” ou então “Arrepende-te e crede no Evangelho”.

Devemos nos preparar para o começo da Quaresma compreendendo o significado profundo das cinzas que recebemos. É um tempo para examinar nossas ações atuais e passadas e lamentarmo-nos profundamente por nossos pecados. Só assim poderemos voltar nossos corações genuinamente para Nosso Senhor, que sofreu, morreu e ressuscitou pela nossa salvação.

Além do mais esse tempo nos serve para renovar nossas promessas batismais, quando morremos para a vida passada e começamos uma nova vida em Cristo.

Finalmente, conscientes que as coisas desse mundo são passageiras, procuremos viver de agora em diante com a firme esperança no futuro e a plenitude do Céu.

BÊNÇÃO E IMPOSIÇÃO DAS CINZAS NO INÍCIO DA QUARESMA

Aceitando que nos imponham as cinzas, expressamos duas realidades fundamentais:
1) Somo criaturas mortais; tomar consciência de nossa fragilidade, de inevitável fim de nossa existência terrestre, nos ajuda a avaliar melhor os rumos que compete dar à nossa vida: “você é pó, e ao pó voltará” (Gn 3, 19). Somo chamado;
2)Somos chamados a nos converter ao Evangelho de Jesus e sua proposta do Reino, mudando nossa maneira de ver, pensar, agir.

Muitas comunidades sem padre assumiram esse rito significativo como abertura da quaresma anual, realizando-o numa celebração das Palavras.

Veja mais embasamentos bíblicos sobre as cinzas através das seguintes passagens: (Nm 19; Hb 9,13); como sinal de transitoriedade (Gn 18,27; Jó 30,19). Como sinal de luto (2Sm 13,19; Sl 102,10; Ap 19,19). Como sinal de penitência (Dn 9,3; Mt 11,21). Faça uma pesquisa através de todas estas passagens bíblicas, prestando  atenção ao texto e seu contexto, relacionando com a vida pessoal, comunitária, social e com o rito litúrgico da Quarta-feira de cinzas.

(FONTE – MISSAL DOMINICAL, página de 140, © Paulus, 1997).

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