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Editorial – setembro 2017: “Simpósio Arquidiocesano no Ano Nacional Mariano”

Dom José Antonio,arcebispo de Fortaleza.

Já há alguns anos realizamos em nossa Arquidiocese um encontro anual que chamamos Simpósio Arquidiocesano. É um encontro de toda a Igreja Arquidiocesana representada para, juntos buscarmos um maior aprofundamento no caminho comum em nossa vida eclesial e ação pastoral.

Foram realizados os Simpósios no Ano da Fé – proposto pelo Papa Bento XVI a toda a Igreja, no Ano da Esperança e no Ano da Caridade, como preparação para a celebração jubilar dos 100 anos da Arquidiocese de Fortaleza. O Simpósio Arquidiocesano também se realizou em sintonia com o Ano Jubilar da Misericórdia proposto pelo Papa Francisco. Foram oportunidades de nos aprofundar no momento eclesial com os fundamentos da Palavra de Deus, do Magistério Eclesial, da realidade eclesial que vivemos e na busca de um direcionamento comum de todas as nossas comunidades na vivência cristã como discípulos de Cristo e na ação pastoral como missionários do Evangelho.

Estamos vivendo o Ano Nacional Mariano, nos 300 anos do encontro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil e nos 100 anos das aparições de Nossa Senhora em Fátima. A CNBB – Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – instituiu este ano Jubilar especial – Ano Nacional Mariano, acolhendo e celebrando o dom de Deus através da Mãe de Jesus e da Igreja como lição e cuidado de Deus pelo Seu Povo.

Neste contexto estaremos realizando neste final de mês de setembro o Simpósio Arquidiocesano no Ano Nacional Mariano para que, como bem se expressou o Papa Francisco em seu encontro com os bispos do Brasil, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude no Rio de Janeiro em 2013: Aparecida: chave de leitura para a missão da Igreja. Em Aparecida, Deus ofereceu ao Brasil a sua própria Mãe. Mas, em Aparecida, Deus deu também uma lição sobre Si mesmo, sobre o seu modo de ser e agir. Uma lição sobre a humildade que pertence a Deus como traço essencial e que está no DNA de Deus. Há algo de perene para aprender sobre Deus e sobre a Igreja, em Aparecida; um ensinamento, que nem a Igreja no Brasil nem o próprio Brasil devem esquecer.”

E partindo desta constatação apresentou aos bispos, e através deles a toda a Igreja no Brasil, uma visão e uma proposta de evangelização que tem Maria como modelo e ícone da Igreja.

O Simpósio se proporá a unir a todos, a colocar juntos na mesma posição, toda a Igreja na Arquidiocese de Fortaleza. Quer colher da Fé da Igreja e dos sinais de Deus a luz e a força para uma verdadeira devoção mariana, que leve a uma efetiva relação com Maria, além de uma superficial devoção, para maduro relacionamento com a Mãe de Cristo e da Igreja, que ensina com sua vida e ação, ajuda com seu materno cuidado, à própria Igreja de Cristo no seguimento do Senhor e na missão de levar a alegria do Evangelho a toda criatura.

Assim nos propõe a fazer o caminho juntos. “A comunhão é uma teia que deve ser tecida com paciência e perseverança, que vai gradualmente «aproximando os pontos» para permitir uma cobertura cada vez mais ampla e densa. Um cobertor só com poucos fios de lã não aquece.

É importante lembrar Aparecida, o método de congregar a diversidade; não tanto a diversidade de ideias para produzir um documento, mas a variedade de experiências de Deus para pôr em movimento uma dinâmica vital.” (Papa Francisco)

Ainda: “Aparecida falou de estado permanente de missão e da necessidade de uma conversão pastoral. Quanto à missão, há que lembrar que a urgência deriva de sua motivação interna, isto é, trata-se de transmitir uma herança, e, quanto ao método, é decisivo lembrar que uma herança sucede como na passagem do testemunho, do bastão, na corrida de estafeta: não se joga ao ar e quem consegue apanhá-lo tem sorte, e quem não consegue fica sem nada. Para transmitir a herança é preciso entregá-la pessoalmente, tocar a pessoa para quem você quer doar, transmitir essa herança.

Quanto à conversão pastoral, quero lembrar que «pastoral» nada mais é que o exercício da maternidade da Igreja. Ela gera, amamenta, faz crescer, corrige, alimenta, conduz pela mão… Por isso, faz falta uma Igreja capaz de redescobrir as entranhas maternas da misericórdia. Sem a misericórdia, poucas possibilidades temos hoje de inserir-nos em um mundo de «feridos», que têm necessidade de compreensão, de perdão, de amor.” (idem)

Finalmente: “E vocês, queridos Irmãos, não tenham medo de oferecer esta contribuição da Igreja que é para bem da sociedade inteira e de oferecer esta palavra «encarnada» também com o testemunho.” (idem)

Que este “estar juntos”, “simpósio”, nos ajude a acolher no dom que é a Mãe da Igreja, a graça de ser Igreja, dom de Deus para o mundo.

+ José Antonio Aparecido Tosi Marques
Arcebispo Metropolitano de Fortaleza

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