Atualidades

Todos dos Santos

Normalmente a Igreja Católica celebra a Festa de Todos os Santos no 1º. de novembro, porém, este ano de 2017 a festa será celebrada excepcionalmente  no dia 5 de novembro, o 31º. Domingo do Tempo Comum. A liturgia reúne, numa só solenidade, sejam os santos já venerados no discurso do ano, como os demais que não tiveram lugar no calendário litúrgico, incluindo a multidão de almas que já nos precederam na Casa do Pai.

O Apocalipse apresenta uma visão com estas palavras: “Eis que vi uma grande multidão, que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro, trajadas com vestes brancas e com palmas na mão. Em alta voz clamavam: ‘Louvor, glória, sabedoria, ação de graças, honra, poder e força pertencem ao nosso Deus pelos séculos dos séculos Amém’ ”(Apoc. 7, 9-11).

A pátria orgulha-se dos seus heróis, dos grandes políticos, dos imortais cientistas, poetas, artistas etc. Com justo orgulho ergue-lhes monumentos, dedica-lhes praças, ruas e guarda-lhes ciosamente os nomes nos anais da história. Com muito mais razão a Igreja ufana-se dos seus filhos que passando por este mundo conservaram a integridade da fé, labutaram varonilmente para implantação do Reino de Deus entre os homens, dominaram as paixões, preservando-se puros da corrupção deste mundo, cultivaram com afinco as virtudes cristãs e gozam atualmente o prêmio da vida eterna.

A galeria dos santos na Igreja é muito mais rica de heróis do que a de todas as nações da terra. Há santos que pertencem a todas as épocas e nações; a todas as categorias de classes sociais, desde os mais humildes até as mais elevadas na vida social. Santos desde crianças que não conheceram a malícia do mundo, até velhos venerados de todas as regiões, raças, cores e profissões. Santos que vão desde Abraão, nosso pai na fé, até aos nossos dias. Cada um de nós pode escolher o modelo que mais agrada o que for conforme a nossa vida e profissão na terra.

Santo Agostinho, em sua crise de conversão, ao ler a vida dos santos, comentava: “Se estes venceram o mal, viveram santamente, por que eu  também não posso?” Pois bem, os mesmos auxílios da graça divina que os fortaleceram no áspero caminho da santidade são igualmente oferecidos a cada um de nós. Pelo batismo todos fomos marcados com a vocação à santidade. “Sede perfeitos como vosso Pai do Céu é perfeito!” disse Jesus. Que o esforço de imitação das virtudes dos santos, junto com a sua proteção, nos ajudem a ser fiéis à sublime vocação à santidade à qual fomos chamados, pela nossa elevação no batismo, a filhos de Deus.

Pe. Brendan Coleman Mc Donald C.S.R.
Redentorista e Assessor da CNBB Reg NE1

Compartilhe

Subir

Seja o primeiro a comentar »

Seja o primeiro a comentar »


Deixe seu Comentário

Nome (necessário)

E-mail (não será publicado) (necessário)

Website

Atualidades

Lutero e sua marca na História

Inauguração da Centro de Evangelização do Shalom Bela Vista

Papa Francisco pede fim de armas nucleares

Presidente da CNBB foi nomeado pelo Papa Francisco como Relator Geral do Sínodo 2018

Editorial – novembro 2017: “Ano do Laicato no Brasil”


QR Code Business Card