Atualidades

“Sim” à força do Evangelho

Padre Geovane Saraiva*

Cresce a consciência de que a vida humana é uma verdadeira aventura, à medida que os cristãos compreendem a proposta do grande mergulho em Deus, nos passos de Jesus de Nazaré, no mistério da cruz, de viver a fé em comunidades, na busca da glória e da felicidade definitiva. Eis a aventura que os transforma em bem-aventurados, esperançosos de participar da comunhão eterna. É a felicidade apocalíptica, a da veste nova do batismo, lavada e alvejada no sangue do Cordeiro, juntando-se à multidão dos que já foram glorificados.

São os apelos de Deus por uma vida santa. Podemos tomar como exemplo o Evangelho de Marta e Maria, que, no ensinamento de Jesus a Marta e aos cristãos, todos possam ser convertidos. Jesus não censura o trabalho de Marta, mas apenas quer revisar sua vida, como um presente do Pai para todas as pessoas que nele acreditam e por ele são capazes de se aventurar, na entrega da própria vida (cf. Lc 10, 38-42), não podendo ir contra, pelo contexto didático do serviço, do ensinamento e do exemplo generoso da acolhida, compreendida como o que existe de mais belo e elevado, mistério indizível de amor, dom e graça de Deus, mas que precisa, a todo custo, ser conquistada.

A expressão “O cristão do futuro ou será místico ou não será cristão”, do grande teólogo Karl Rahner, Dom Helder Câmara compreendeu em toda a sua plenitude, ao viver o sonho de que um mundo melhor era possível, ao externar: “Se eu pudesse, sairia povoando de sono e de sonhos as noites mal dormidas dos desesperados”. Somos chamados a dizer “não” à religião da aparência e “sim” à força que vem do exemplo: “Não devemos considerar-nos superiores aos outros; a modéstia é essencial para uma existência que quer estar conforme o ensinamento de Jesus, o qual é manso e humilde de coração e veio, não para ser servido, mas para servir” (Papa Francisco, 05/11/2017).

Cristãos de boa conduta são alinhados com o projeto de Deus, do maior ao menor, identificados e coerentes com o Evangelho de Jesus. Certa vez Dom Helder confidenciou: “Uma de minhas maiores emoções, em toda a minha vida, foi quando da abertura da primeira sessão do Concílio Vaticano II”, comovendo-se com as palavras de São João XXIII: “Aqui estamos para a nossa conversão” e ele mesmo se incluía. Isso significava que nós, cristãos, padres e bispos, e até o Papa, precisávamos voltar às origens do cristianismo e reaprender o Evangelho. Assim seja!

*Pároco de Santo Afonso e vice-presidente da Previdência Sacerdotal, integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza – geovanesaraiva@gmail.com

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