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Semana da Pátria

Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald

Embora devêssemos amar e servir ao nosso País durante os 365 dias do ano, saudamos ufanamente a Semana da Pátria, como oportuno ensejo de avivar o nosso patriotismo e aprofundar-lhe o verdadeiro sentido e alcance. Nenhum brasileiro sincero deixará passar a Semana da Pátria e, em especial, a sua data máxima no dia 7 de setembro, sem cobrar renovada consciência dos seus deveres cívicos. Desta forma, os justos atos e festejos comemorativos serão manifestações de uma honesta atitude permanente, e serão acompanhados de fervorosas preces pela prosperidade da nação e do povo brasileiro. Para os cristãos autênticos, que não podem separar fé e vida, consciência e ação, doutrina e comportamento, o patriotismo não é algo acessório ou secundário, mas é uma das maneiras necessárias de praticar a justiça e a caridade fraterna. Não há, portanto, bom cristão, que não seja também ótimo cidadão e patriota.

Mais uma vez, a ocorrência da Semana da Pátria nos faz refletir, à luz do Evangelho e da fé, sobre a verdadeira raiz e as exatas exigências do patriotismo. Em que irá consistir o nosso patriotismo? Será principalmente no empenho sincero e constante por edificar uma pátria correspondente aos planos de Deus e capaz de ser uma preparação e prefiguração da pátria que há de vir. Isso exige doação, trabalho, honestidade de governantes e governados, existência e cumprimento de leis justas, primazia do bem comum sobre as vantagens particulares, justiça e ordem. Exige especialmente fraternidade alicerçada no respeito e no amor. Precisamos construir mais pontes e menos muros que nos aproximem uns dos outros, fazendo desaparecer as desigualdades, as discriminações, os rancores e a violência.

O patriotismo como consciência nacional, como amor e interesse pela pátria, como empenho generoso pelo progresso do país, como afeto brioso e prontidão ao sacrifício – não é só uma virtude cívica, mas uma verdadeira virtude cristã. Vivemos um momento onde avultam gravíssimos problemas e deficiências que não podem ser obscurecidos pelo entusiasmo da festa do Dia da Pátria. Pelo contrário, eles devem ser corrigidos para um maior brilhantismo dessa importante data. Para um homem sensato e realista, a festa de 7 de setembro torna-se excelente oportunidade para um estudo atento dos erros e acertos de nossa vida como Nação. Os fatores que limitam a liberdade plena do povo e retardam o desenvolvimento do País além de enfraquecer o espírito patriótico são: toda espécie de corrupção, impunidade, todo tipo de violência, a falta de justiça para todos, a exploração dos pobres e especialmente dos menores, a disseminação desenfreada do narcotráfico, a falta de emprego, a falta de moradia digna, aposentadorias inadequadas, a inoperância do sistema público de saúde, a inacessibilidade a uma educação de boa qualidade etc. Todos esses fatores ameaçam a liberdade do povo e até a estabilidade da Nação Os políticos precisam com urgência respeitar os princípios éticos e morais no desenvolvimento de sua função, algo que inclua a obrigação de apurar os fatos referentes à corrupção atual, identificando os responsáveis, aplicar leis que exigem uma exemplar punição para os corruptos e promover o ressarcimento do dinheiro ilicitamente desviado É assim que vamos respeitar a Pátria. Que Deus abençoe o Brasil.

Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald, Redentorista e Assessor da CNBB, Reg. NE1

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