Atualidades

Quaresma 2018

O tempo da Quaresma começará na Quarta-Feira de Cinzas, dia 14  de fevereiro,  vai até o dia 31 de março na celebração da última ceia de Jesus Cristo com os doze apóstolos na Quinta Feira Santa. Quaresma, palavra que vem do latim quadragésima, é o período de quarenta dias que antecede a maior festa do cristianismo: a ressurreição de Jesus Cristo, comemorada no Domingo da Páscoa.  O período é reservado para a reflexão e a conversão espiritual. Católicos são convidados a fazerem uma comparação entre suas vidas e a mensagem cristã expressa nos Evangelhos. Ao longo deste tempo, sobretudo na liturgia dos domingos, somos convidados a fazer um esforço para recuperar nosso estilo de vida para viver realmente como filhos de Deus. A cor litúrgica deste tempo é o roxo, que significa luto e penitência.

A Igreja Católica nos convida a viver a Quaresma como um caminho a Jesus Cristo, lendo a Palavra de Deus, orando e praticando boas obras. Convida-nos a viver uma série de atitudes cristãs que nos ajudam a parecer mais com Jesus Cristo, já que por ação do pecado, nos afastamos mais de Deus. Em termos práticos, a Quaresma é o tempo de perdão e de reconciliação fraterna. É tempo de retirar de nossos corações todo ódio, rancor, inveja e tudo o que se opõe ao nosso amor a Deus e aos irmãos.

A duração da Quaresma é baseada no símbolo do número quarenta na Bíblia. É um número de expectativa, de preparação e de prova. Na Bíblia caracteriza as intervenções sucessivas de Deus: Davi, como Saul, reina 40 anos; o dilúvio durou 40 dias; Moisés serviu Deus durante 40 anos; os judeus permaneceram junto ao Sinai 40 dias; Jesus passou 40 dias no deserto e apareceu ressuscitado durante 40 dias. Na Bíblia o número quarenta simboliza o universo material. Cerca de duzentos anos após a morte de Cristo, os cristãos começaram a preparar a festa da Páscoa com três dias de oração, meditação e jejum. Por volta do ano 350 d.C, a Igreja Católica aumentou o tempo de preparação para quarenta dias. Assim surgiu a Quaresma.

A Igreja Católica propõe, por meio do Evangelho proclamado na Quarta-feira de Cinzas, três grandes linhas de ação para os católicos seguir: a oração, a penitência e a caridade. É importante também lembrar que o jejum é obrigatório para os católicos entre 18 e 60 anos na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa. Ao longo do período da Quaresma há também o costume de dar esmolas aos mais necessitados. Finalmente, a Quaresma é o tempo privilegiado para intensificar o caminho da própria conversão. A liturgia da Quaresma insiste: o pecado não é irreparável. Para os que crêem, existe volta, conversão, perdão e salvação. Jesus não veio para condenar, mas para salvar. “Eu vim para que os homens tenham a vida e a tenham em abundância” (Jo 10,10).

A CNBB promove a Campanha da Fraternidade, desde o ano de 1964, como itinerário evangelizador para viver intensamente o tempo da quaresma. A Igreja propõe como tema da Campanha da Fraternidade deste ano de 2018: “Fraternidade e superação da violência” e como lema: “vós sois todos irmãos” (Mt 23,8). A Campanha tem como Objetivo Geral: “Construir a fraternidade, promovendo a cultura da paz, da reconciliação e da justiça, à luz da Palavra de Deus, como caminho da superação da violência”.  O Texto-Base da Campanha afirma que “o tema da violência, da superação da violência e, por isso, da segurança tornou-se uma das principais realidades a serem discutidas e tem inspirado diversas formas de políticas públicas. Ao longo da década de 1990, por exemplo, cresceu significativamente o acesso aos equipamentos e aos serviços privados de proteção. O recurso a este modelo se deve, entre outras razões, à constatação do fracasso ou da insuficiência dos meios empregados pelo Estado no enfrentamento e no controle da criminalidade. Todavia, essa aparente proteção também aumenta, colateralmente, o isolamento. Mantém-se à distância não só o potencial inimigo, mas também o amigo” (cf. p. 15 da CF).

Apesar de possuir menos de 3% da população mundial, nosso país responde por quase 13% dos assassinatos no planeta. Em 2014, o Brasil chegou ao topo do ranking, considerado o número absoluto de homicídios. Foram 59.627 mortes, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). O Mapa da Violência de 2016 mostra que, no Brasil, cinco pessoas são mortos por arma de fogo a cada hora. A cada dia, são 123 pessoas assassinadas dessa forma. No ano de 2014, houve mais de 40 mil mortes.

Brendan Coleman Mc Donald, Redentorista

Compartilhe

Subir

Seja o primeiro a comentar »

Seja o primeiro a comentar »


Deixe seu Comentário

Nome (necessário)

E-mail (não será publicado) (necessário)

Website

Atualidades

Presidente da CNBB reflete sobre tema da CF 2018

Ordenação Presbiteral do Diácono Rodrigo Alves de Oliveira Arruda, SCJ

Carta da Articulação das Pastorais Sociais, CEBs e Organismos da Arquidiocese de Fortaleza acerca da chacina das Cajazeiras e a violência crescente em nossa cidade, estado, país

Voltados ao mistério

Mensagem do Papa para a Quaresma 2018


QR Code Business Card