Atualidades

“Caminhos de ano novo”

Pe. Luiz Carlos de Oliveira, Redentorista

Viver na esperança
Viver os tempos novos com renovada esperança é o que nos anima no início deste Ano Novo. A espiritualidade cristã nos conduz a esperar cima a de toda esperança (Pe. Zezinho). Esperança não é um atestado de tempos ruins, situações difíceis ou necessidades de mudança. É um pouco mais. Nos tempos mais difíceis, quando se chegava a passagem de ano, ouvíamos: “No ano que vem vai ser melhor”. Não chegamos ainda à perfeição, por isso ainda podemos ter esperanças de coisas melhores. Queremos, contudo, aprofundar mais o conhecimento desta virtude. A esperança é uma virtude teologal dada por Deus. Ela é uma virtude positiva que nos estimula a olhar mais longe e ver a meta para qual conduzimos nossa vida. A esperança é um modo de vida, não a busca de outro modo de vida. A Carta aos Hebreus diz que “fé é um modo de possuir o que se espera, um meio de conhecer as realidades que não se vêem” (Hb 11,1). Esperança é ter já conquistado, mas ainda não apossado. Ela nos ensina a ter, mas não agora. Viver na esperança é um modo que conduz à alegria. Não nos deixa no desconhecimento de nosso futuro, mas na certeza que as promessas de Deus vão se cumprir. A prova que se cumprirão é que Deus já cumpriu tantas promessas e realizou tantos prodígios em nosso favor. O receio que podemos ter é de não conseguir corresponder a tão maravilhoso dom que Deus faz de si mesmo em nossa vida e será eterno, quando vivermos sua vida na glória. Deus realiza grandiosa atração sobre nós para, com Seu Filho, nos encerrar em Seu coração, isto é, na comunhão de Seu amor. A esperança dá sentido à nossa fé e nossa caridade no momento em que vivemos.

Esperança se constrói
Não vivemos de idéias e muito menos de palavras. Temos nossa vida em nossas mãos e ela se realiza na medida em que a colocamos em ação. A vida é um milagre, mas não podemos viver pensando resolver nossos problemas através de milagres. O milagre não é para assumir nosso lugar, mas para nos convocar a assumir a parte da vida que nos compete. A busca do milagre tem mais de egoísmo que de entrega de vida a Deus. Jesus não pediu milagres para Si, mas os fazia pelos outros. O que pediu foi que o Pai o libertasse do sofrimento da morte, mas que não se fizesse a sua, mas a vontade do Pai (Lc 22,42). Construímos a Esperança quando colocamos uma destinação futura às nossas atividades. Saímos de nós mesmos e procuramos o sentido em Deus que assume nossa vida. Construir a esperança é ver onde fundeamos nosso barco. Onde lançamos nossas âncoras. Jesus nos diz de colocar nossas preocupações em Deus. Pensar no dia de hoje. O dia de amanhã se preocupará consigo mesmo (Mt 6,34). Não nos fecha no momento presente, mas coloca nossa segurança em Deus hoje para que amanhã o dia tenha sua plenitude.

Frutos de da esperança
No Natal os Anjos desejaram a Paz cantando “glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens que Ele ama” (Lc ,14). Viver a paz é viver todos os bens. A atitude dos pastores foi ir buscar o que os Anjos anunciaram. O fruto da esperança de Maria é a contemplação de tudo o que estava acontecendo. É uma atitude de abertura ao mistério de Deus presente em nossa vida. A esperança dos Magos busca o Menino e abrem seus tesouros. A generosidade do amor que sai de si para ofertar. Sem oferta não sabemos retribuir o que Deus nos oferece em seu Filho.

Por: Pe. Luiz Carlos de Oliveira, Redentorista

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