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A festa do batismo do Senhor

padre-Brendan200No domingo depois da Epifania, a liturgia recorda o Batismo do Senhor por João Batista nas águas do Rio do Jordão. É mais uma “epifania”, Jesus sendo manifestado novamente como Filho de Deus. A Festa do Batismo do Senhor, que hoje recordamos no Evangelho foi escolhida para encerrar o Tempo de Natal. Com o batismo de Jesus dá início à sua vida pública e na liturgia marca a entrada no Tempo Comum. Jesus o Verbo que se fez carne, quer percorrer inteiramente a experiência que aceitou viver ao se tornar homem. Mas na experiência humana há também o pecado. Cristo não pode pecar, e nunca pecou, mas pode sentir as consequências do pecado. Por isso, faz-se batizar por João Batista, como se também ele fosse pecador.

O austero João Batista o Precursor, que se trajando de modo diferente dos padrões da época, vestindo uma pele de camelo e se alimentando a gafanhotos e mel silvestre, pregava um batismo de penitência. Com isso ele queria preparar o povo para a chegada do Messias, pois o Messias é que traria o batismo com o Espírito Santo e com Fogo. O batismo de penitência tinha como fim incitar os homens à virtude. É importante lembrar que o batismo de penitência não possuía a capacidade de purificar, como o Sacramento de Batismo; também não imprimia caráter, não perdoava os pecados e não conferia graça santificante. Por isso, todos aqueles que foram batizados por João Batista tiveram de ser batizados novamente pelos Apóstolos (cf. At 19, 3-6).

O batismo de Cristo, na humildade do Rio Jordão e na solenidade da teofania que se segue, torna-se o prelúdio de todo o batismo cristão. Antes da chegada de Jesus, João já o enunciava: “Depois de mim, vai chegar alguém mais forte do que eu. E eu não sou digno sequer de me abaixar para desamarrar as suas sandálias”. Podemos então imaginar a surpresa de João ao ver seu primo Jesus descer as águas para receber o batismo. Sem dúvida Jesus quis receber o batismo de João por humildade, o qual, diante dessa atitude, proclamou: “Eu é que devo ser batizado por Ti, e Tu vens a mim!” (Mt 3, 14). Esta afirmação ajuda-nos a compreender a enorme graça que significou para Precursor ter batizado Nosso Senhor. Na introdução da missa na Festa do Batismo do Senhor encontramos a seguinte linda observação: “Em seu Batismo, Jesus reforça a disposição de partilhar de nossa fragilidade, desce até as profundezas do Jordão e, escutando a voz do Pai e, acolhendo a luz e a força do Espírito Santo, assume a missão redentora nos moldes do servo manso e humilde. Que esta celebração nos leve a escutar com fé a palavra do Filho de Deus e a assumir nosso batismo como discípulos e missionários de Cristo”. Incorporando-nos a Cristo e tornando-nos realmente filhos/as de Deus, o batismo acarreta-nos compromissos sérios no que se refere à educação e compromisso da fé. Nesta festa somos convidados a celebrar e renovar nosso batismo, no qual cada um/a de nós recebemos a identidade de filhos/as adotivos de Deus e por isso também discípulos e missionários. Não basta que sejamos batizados. É necessário que compreendemos o que significa o nosso batismo e que o vivamos em cada momento de nossa vida.

Pe. Brendan Coleman Mc Donald, Missionário Redentorista.

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