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[53ªAssembleia Geral] Dom Joaquim Mol afirma que proposta de reforma política é para o bem comum

O bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG), dom Joaquim Mol, falou aos bispos sobre o projeto de lei de iniciativa popular pela reforma política democrática e eleições limpas.  Dom Mol explicou aos bispos os cinco principais itens da proposta da Coalização pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas,  que reúne mais de cem entidades, entre elas a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

O Projeto de Reforma Política foi lançado em setembro de 2013 e pretende, entre outras medidas, afastar a influência do poder econômico das eleições, proibindo a doação de empresas; reformular o sistema político, incluindo a questão de gênero e estimular a participação dos grupos sub-representados da sociedade; viabilizar a regulamentação do artigo 14 da Constituição, que trata dos instrumentos de participação popular como plebiscito, referendo e lei de iniciativa popular; melhorar o sistema político partidário, aumentando a participação de militantes e filiados em torno de um programa político; e promover a fidelidade partidária programática.

O bispol apresentou as diferenças entre as propostas sobre reforma política que estão em discussão no momento.

Veja na imagem (clique para visualizar os dados)

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Dom Mol ressaltou que a CNBB não está fazendo trabalho em favor de um partido, candidato ou seguimento. “Assim como participou da elaboração e coleta de assinaturas para tirar do mundo político pessoas corruptas, da mesma forma tem procurado contribuir para melhorar o mundo do universo político. Não se trata de uma ação em favor de uma parte, mas do bem comum. Ter regras adequadas para apurar a qualidade das pessoas que vão assumir as responsabilidades políticas é cuidar do bem comum. Queremos bons políticos para que, como disse o papa Francisco, nenhuma família fique sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos. A CNBB apoia esta atitude, esta postura”, destacou.

O arcebispo coadjutor de Feira de Santana (BA), dom Zanonni Demettino, recordou que em São Mateus, uma leiga coletou sozinha mais de cinco mil assinaturas. “Essa pessoa marcou profundamente não só a Campanha da Reforma Política como a Lei de Ficha Limpa, quando conseguiu também sozinha 1700 assinaturas, porque acreditava na palavra dos pastores”, acrescentou.

Dom Mol informou que o prazo para entrega das assinaturas se encerrará no dia 11 de maio.

Por CNBB

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