A fé dos antepassados | Arquidiocese de Fortaleza
Atualidades

A fé dos antepassados

Padre Geovane Saraiva*

Pensemos na fé de Abraão, que, em circunstâncias incertas, obscuras e extremamente difíceis, acreditou sem hesitar, merecendo o nome de amigo de Deus e Pai da fé de uma incontável multidão. Na certeza de que o justo vive pela fé, não só para si, mas num compromisso com seu próximo e com o mundo, na mesma luz que iluminou Abraão, que essa fé se acenda em todas as comunidades e que seja percebida com muita nitidez e num lugar bem alto e de destaque, resplandecendo em nosso mundo. Ele carrega consigo mesmo a luz da fé, aquela recebida no batismo, que quer se acender nos seguidores do novo Abraão, Jesus de Nazaré, mas numa fé viva e lúcida, nascida sob o signo e o emblema da esperança, consolidada pelo amor infinito de um Deus que é bondade, sabedoria e ternura.

É um amor que tem por base a fé, dom de Deus, sólida e simples ao mesmo tempo, com o Espírito de Deus refugiando-se no mais íntimo do nosso ser, a ponto de nos extasiarmos com a fé traduzida em paz, prometida por Deus, longe de toda e qualquer ilusão do mundo, sustentada, evidentemente, pelo que existe de fecundo e sagrado: a vossa infinita misericórdia e compaixão como instrumentos de Deus, a crescer sempre mais, à medida que se repete pela generosidade da doação.

Assim, Deus pensou no ser humano, como sua imagem e semelhança, que, de modo concreto, recebe a proposta divina, de responder a tal amor, por um caminho pessoal e único, nos dons partilhados em comunidade. Dai-nos, ó Deus, a graça de compreender que só com a vida de fé, tendo Abraão como arquétipo, é que viveremos o projeto de amor do nosso bom Deus, conscientes de que vosso terno desígnio de amor indicará o verdadeiro caminho, com as marcas da solidária justiça divina, colocada no íntimo do coração humano, a iluminar seu pensar e agir, seu interior e exterior, resplandecendo de uma vez por todas a vossa paz, pelo testemunho das boas obras, distinguindo os seguidores de Jesus de Nazaré.

Que, unidos ao mistério de Maria e seus pais, São Joaquim e Senhora Sant’Ana, celebrados pela Igreja no dia 26 de julho, tenhamos o auxílio de Deus, no sentido de melhor compreendermos as razões pelas quais buscamos os apelos de fé, no pouco a nos queixar, mas no muito a agradecer. Bendito e louvado seja pelo que fomos no passado, pelo que somos nos nossos dias e pelo que seremos, até a final realização futura em Deus. Assim seja!

*Pároco de Santo Afonso, Blogueiro, Escritor e integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza

Compartilhe

Subir

Seja o primeiro a comentar »

Seja o primeiro a comentar »


Deixe seu Comentário

Nome (necessário)

E-mail (não será publicado) (necessário)

Website

Atualidades

Festa dos Arcanjos receberá 12 mil pessoas no Ginásio Paulo Sarasate

DNJ 2019 retoma temática da Campanha da Fraternidade sobre Políticas Públicas

Festa de São Francisco na Comunidade do Planalto Itaperi

Em reunião com o Papa, presidência do Celam fala sobre novas perspectivas da entidade

Amor irrestrito e solidário


QR Code Business Card