Publicado em 29/06/2018 por João Augusto

Missa e procissão marítima marcam o encerramento de festa, no Mucuripe

Uma multidão de fiéis se reuniu, hoje, 29, na Capela de São Pedro, Avenida Beira Mar, em Fortaleza, para festejar São Pedro. A comunidade celebra a tradicional festa do patrono dos pescadores, desde 1852, data de fundação do templo. A programação dos festejos iniciou no último dia 20, com novenas e celebrações diárias. Na manhã desta sexta-feira, o encerramento das comemorações fora marcada pela celebração eucarística, às 8h, presidida por Padre Juarez Brito, pároco da Paróquia Nossa Senhora da Saúde.

Na ocasião o religioso expressou gratidão e alegria pelos dias de novenário e a colaboração ativa dos paroquianos nas diversas atividades do novenário. Entre vivas, cantos e foguetes os devotos reverenciavam com fervor aquele que segundo a tradição da Igreja Católica foi o primeiro papa e dada à missão de continuar a missão iniciada por Jesus. No momento do ofertório os pescadores da colônia do Mucuripe ofereceram peixes, símbolo da pesca, de seu ofício, fazendo alusão à profissão de Pedro.  Após a missa, houve a procissão marítima, um dos atos mais esperados pelos devotos que emocionados elevavam as mãos aos céus pedindo a intercessão do santo.

Publicado em 29/06/2018 por João Augusto

O bom combate da fé

A obra redentora de Deus, em sua inexprimível bondade, ternura e mistério de amor, fazendo-se homem, quis e quer eternizar a criatura humana, restaurando-a e reconciliando-a consigo. É dentro desse contexto que a Igreja comemora São Pedro e São Paulo, homens simples e humildes, fundamentalmente marcados pela graça de Deus, que, para os seguidores do Filho de Deus, no decorrer dos séculos, foram imprescindíveis, ao marcar e personificar a Igreja de um modo ininterrupto em toda a sua história.

Deus Nosso Senhor nos concede, ao celebrar São Pedro e São Paulo, a renovação de nosso ardor missionário, no sopro do Espírito Santo de Deus. Pela hierarquia, a Igreja tem sua plenitude, com sacramentos, vigor do anúncio e estrutura visível, estando à frente as criaturas humanas e como primeira delas, hoje, o Papa Francisco.

Paulo nos aponta a Igreja, que tem na sua essência a missão, reservando-lhe o incomparável cognome de mestre e doutor das nações. A grande verdade é que os dois edificaram, pela mesma fé no Filho de Deus, a linhagem sagrada já aqui na terra, a família dos seguidores de Jesus de Nazaré.

Eles nos entusiasmam a viver a nossa fé, na fidelidade a Jesus, alimentando-nos de sua palavra e de seu corpo e sangue, voltados, evidentemente, para a realidade de dor e sofrimento de muitos irmãos e irmãs, na qual estamos inseridos. Ensinam-nos também, na esperança do prêmio eterno, que é possível repetir a mesma façanha, por eles vivida e ensinada, no bom combate da fé e, igualmente, na convicção de que Jesus é o Messias, o Filho do Deus vivo.

Pedro e Paulo nos conduzem à contemplação do mistério de nossa fé, não só pela ausculta e percepção da Igreja como instituição divina, mas pelos seus ensinamentos. A Igreja, ao proclamar a mensagem de um Deus afável e terno às pessoas do nosso tempo, mostra-nos, de modo pedagógico, que Ele se fez homem e se encarnou na História, oferecendo-nos a salvação. Manifesta-nos, sem nenhuma dúvida e ilusão, a solução em Deus, como único e verdadeiro caminho. Desse modo, somos motivados, pela força da sua graça, a ultrapassar a realidade terrena, no sonho das aspirações mais profundas do ser humano: a eterna felicidade! Assim seja!

*Padre, Jornalista, Colunista e Pároco de Santo Afonso, Parquelândia, Fortaleza-CE. Da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza geovanesaraiva@gmail.com

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Publicado em 29/06/2018 por João Augusto

Filantropia e sustentabilidade econômica do negócio: desafio é cada vez mais comum às instituições católicas de saúde

Assunto foi tema de mensagem do Papa Francisco este ano e será discutido em congresso inédito do setor

Originário do grego, o termo filantropia significa amor à humanidade. Na área da saúde, as instituições filantrópicas têm encarado diariamente a difícil missão de se manterem fieis a esse propósito, exercendo a caridade aos mais necessitados, de forma economicamente sustentável. A complexa equação será discutida na palestra Filantropia como Missão, ministrada pelo Superior Geral da Ordem dos Camilianos, doutor em Teologia Moral e escritor, Padre Leo Pessini, no segundo dia do I Congresso Brasileiro de Instituições Católicas de Saúde (CBICS), que acontece entre 16 e 18 de julho, na sede da Arquidiocese do Rio de Janeiro, e vai reunir gestores dessas organizações para abordar e debater questões comuns ao setor.

Inerente ao dia a dia de todas as entidades católicas de saúde, o assunto se tornou um desafio mundial e entrou na pauta do Vaticano. No XXVI Dia Mundial do Doente, celebrado em fevereiro deste ano, o Papa Francisco divulgou uma mensagem ressaltando o compromisso da Igreja com as pessoas necessitadas e com os doentes e lembrou o esforço que a instituição Cristã vem realizando durante mais de dois mil anos através de inúmeras iniciativas a favor dos enfermos. No comunicado, Sua Santidade frisou a necessidade primordial de se “preservar os hospitais católicos do risco de uma mentalidade empresarial, que em todo o mundo quer colocar o tratamento da saúde no contexto do mercado, acabando por descartar os pobres. Ao contrário, a inteligência organizativa e a caridade exigem que a pessoa do doente seja respeitada na sua dignidade e sempre colocada no centro do processo de tratamento.”

No Brasil, não tem sido diferente. Ano após ano, essas organizações vêm lutando para se manter economicamente ativas e saudáveis, preservando a assistência aos mais carentes, apesar da concorrência acirrada das grandes redes de hospitais. “Se uma instituição se diz filantrópica, ela obrigatoriamente tem que colocar o ser humano vulnerabilizado pela doença, dor e sofrimento em primeiro lugar. Consequentemente, os recursos, sejam financeiros, humanos ou institucionais, devem ser postos a serviço do cuidado do paciente, e não o contrário. Este discurso sobre a necessidade da humanização é muito atual e necessário. Fazer filantropia somente, cumprindo o que a lei obriga, não é suficiente”, alega Pe. Pessini.

Na visão do palestrante, não há fórmula mágica para resolver a complicada equação entre responsabilidade social e sustentabilidade econômica. “Vivemos em meio a uma economia de mercado sem coração, sem rosto, que descarta facilmente os que menos têm e mais necessitam de cuidados de saúde, como insistentemente vem nos lembrando o Papa Francisco. Estamos diante de uma realidade que exige competência e sensibilidade humana, aliada a uma capacidade profissional empresarial de como administrar estas instituições. Esta é uma área que exige alta especialização e necessitamos de pessoas que consigam unir a inteligência do coração com o profissionalismo e a criatividade da mente e das mãos. Não basta realizarmos treinamentos de pessoal, atualizando-os somente do ponto de vista técnico; é necessário também formação permanente na linha de valores humanos, éticos e Cristãos”, ressalta.

Enfrentando a crise

Para o Pe. Pessini, o CBICS será uma ótima oportunidade para que as instituições católicas de saúde possam discutir sua identidade, missão e valores e como sobreviver em tempos de crise. “Esse evento é muito necessário para construirmos um futuro juntos e acredito que ajude a todas as organizações envolvidas, especialmente aquelas que estão quase fechando suas portas por causa da crise que aflige esta área. Hoje, não se sobrevive mais sozinho e isolado, mas unidos e em rede”. Segundo ele, a criação da Associação Brasileira de Instituições Católicas de Saúde (ABICS), que acontecerá durante o evento, também será um grande avanço, “já que é necessário preservar os chamados valores intangíveis ou inegociáveis da dignidade do ser humano, fazendo com que sejam respeitados sem nos ‘vender’ ao mercado, enxergando a Saúde como um simples negócio lucrativo”.

O palestrante lembrou, ainda, o papel da ABICS em ajudar a conferir mais visibilidade a essas instituições, permitindo que se fortaleçam politicamente junto à sociedade e ao Poder Público. “Acredito que a existência da associação vai permitir um diálogo e uma negociação melhor com o governo para a criação de políticas públicas e recursos voltados para o investimento na saúde dos mais necessitados, passando a pagar o que for justo pelos serviços prestados, combatendo a burocracia e a corrupção na área, preservando e promovendo seus interesses e valores. Do contrário, estaremos fadados a ser tragados pelo mercado ou mesmo desaparecer”, alerta Pe. Pessini.

Para saber mais sobre o evento, acesse: www.cbics.com.br.

Publicado em 29/06/2018 por João Augusto

4 Anos da morte do Pe. Ferreira

Há 4 anos nos despedimos de Padre Ferreira. Nossa homenagem ao sacerdote destemido e engajado nas causas da Igreja Católica. Foi pároco da Paróquia Nossa Senhora do Patrocínio, hoje anexada a paróquia de São Benedito.

Responsável pelas Capelas de São Pedro no Icarai e Santa Terezinha no Moura Brasil, e também o idealizador da Igreja de Santa Edwigs.

Nossa eterna lembrança e carinho ao Padre Manoel de Castro Ferreira.

Publicado em 29/06/2018 por João Augusto

Morre arcebispo emérito de Teresina (PI)

O corpo do arcebispo emérito de Teresina (PI), dom Miguel Fenelon Câmara Filho, está sendo velado na Catedral Arquidiocesana de Nossa Senhora das Dores. O sepultamento será na Capela da Ressurreição (dentro da catedral), logo após as exéquias. A missa solene está marcada para às 11h e será celebrada por dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho.

O religioso morreu nesta quinta-feira (28), depois de 23 dias internação. O Arcebispo de Teresina, dom Jacinto Sobrinho, divulgou nota de falecimento.

NOTA DE FALECIMENTO

Teresina, 28 de junho de 2018

Comunico, em nome da Arquidiocese de Teresina, que nosso querido Arcebispo emérito Dom Miguel Fenelon Câmara Filho entregou a Deus a sua vida terrena às 16h de hoje, dia 28 de junho de 2018.
Tendo recebido toda e adequada assistência médica e confortado pela Oração e Sacramentos da Igreja, partiu na paz de Deus após 23 dias de internação.
Seu corpo será velado e sepultado na Catedral Arquidiocesana de Nossa Senhora das Dores a partir das 19h. A hora do sepultamento será em breve comunicada.
Pedimos a todos que recomendem ao Pai das Misericórdias esse Servo Fiel que pastoreou a nossa Arquidiocese por 16 fecundos anos.
A Virgem Maria, por quem nutria filial amor, O apresente ao seu Divino Filho.

Dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho
Arcebispo Metropolitano de Teresina

 

Nota de Condolências da CNBB pelo falecimento de 
Dom Miguel Fenelon Câmara Filho

Brasília, 29 de junho de 2018

Prezado irmão, Dom Jacinto Furtado de Brito Sobrinho.

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) manifesta seu pesar pelo falecimento de Dom Miguel Fenelon Câmara Filho, Arcebispo Emérito de Teresina (PI), na tarde desta quinta-feira, 28 de junho. Ao senhor, aos familiares e a todo o povo de Deus desta Igreja Particular, queremos nos unir em oração e em solidariedade, fazendo memória deste nosso irmão.

Dom Miguel Fenelon Câmara Filho, antes de ser eleito bispo, foi secretário do Regional Nordeste 1 da CNBB. Neste ano de 2018, completou 48 anos de episcopado, tendo exercido seu ministério em Fortaleza, Maceió e, por fim, em Teresina, onde foi o quinto arcebispo.

Com o povo piauiense, louvamos a Deus por tantos frutos de sua atuação no decorrer dos 16 anos de pastoreio na Arquidiocese. Ali, voltou seus olhos para os pobres com grande volume de serviços da Ação Social Arquidiocesana. Sempre esteve preocupado com os Seminários. Cearense, teve destacada sua identificação com o povo do Piauí.

Inspirados em seu lema episcopal “Scio cui credidi” (2 Tim. 1, 12) – “Sei em quem acreditei” -, possamos renovar nossa esperança de ressurreição Naquele que destruiu a morte e suscitou a vida e a imortalidade, pelo Evangelho.

Enviamos o nosso abraço a todos e as nossas orações pelo descanso eterno de Dom Miguel.

Em Cristo,

Cardeal Sergio da Rocha 
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Leonardo Ulrich Steiner
Bispo auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: CNBB

Publicado em 29/06/2018 por João Augusto

Solenidade de São Pedro e São Paulo

Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald

“A liturgia romana sempre reuniu os dois apóstolos Pedro e Paulo numa só solenidade, por considera-los os fundadores da Igreja de Roma. Tendo os dois padecidos o martírio na perseguição de Nero, a tradição os identificou também no dia de sua morte: 29 de junho. Este ano de 2018, o dia 29 de junho não sendo um domingo,  estamos celebrando a festa deles no 1º. de julho. Por determinação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e autorização da Santa Sé, a festa de São Pedro e São Paulo deve ser celebrada  no domingo seguinte de 29 de junho. Pedro e Paulo são de fato os pilares da Igreja primitiva, da colegialidade do episcopado da Igreja”.

Desde o início, Pedro é representado nos Evangelhos como o primeiro dos apóstolos.  O nome dele é sempre o primeiro nas listas. Os dados históricos sobre Pedro, cabeça dos apóstolos., encontram-se nos evangelhos e nos Atos dos Apóstolos. Pedro era natural de Betsaida, junto ao lago da Galileia. Era irmão de André que o apresentou a Jesus (cf. Jo 1, 40-43). Seu nome Pedro se lhe impôs o próprio Jesus, que disse: “Tu és Simão, filho de João. Serás chamado Cefas, que quer dizer Pedro” (Jo 1, 42). Casado e pescador de profissão, foi testemunho da Transfiguração do Senhor (Mt 17, 1-13), da ressurreição da filha de Jairo (Mt 19, 18-26), da agonia no Jardim de Getsêmini  (cf. Mt 26, 30-46). Pedro reconhece Jesus como o Messias, Filho de Deus, enviado do Pai. Por sua vez Cristo o constituiu como “pedra fundamento da Igreja”, quando Ele disse “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja”. Apesar da negação de Pedro, depois da morte de Cristo, Pedro foi o primeiro a receber  a visita de Jesus (cf. Lc. 24). Também recebeu de Cristo  depois da Ressurreição a missão de “apascentar o rebanho de Cristo”. Ele como Paulo, sofreu o martírio durante o reinado de Nero e, a pedido dele, foi crucificado com a cabeça para baixo em sinal de humildade. Morreu por volta de 64 e está sepultado onde temos o Vaticano hoje.

Paulo nasceu em Tarso da Cilícia em Ásia Menor (hoje Turquia), em uma família hebreia. Inicialmente seu nome era Saulo e falava as línguas  grega e aramaica. Recebeu uma excelente educação em Jerusalém. No início de sua vida perseguiu a Igreja, até ele encontrou o Senhor Ressuscitado no caminho de Damasco ouvindo a voz “Paulo, Paulo porque me persegues”? As atividades de Paulo foram transmitidas através dos “Atos dos Apóstolos”. De suas 14 cartas, 7 são consideradas autênticas: Romanos 1, 2 Coríntios, Gálatas, Filipense, 1 Tessalonicenses e Filêmon. Há várias opiniões dos peritos sobre o resto das cartas. Paulo era grande pregador do “querigma apostólico”, proclamando Cristo crucificado e ressuscitado conforme as Escrituras. Há muitos livros escritos sobre Paulo dos mais simples até os mais eruditos. Segundo a Tradição Cristã, Paulo foi decapitado em Roma durante o reino do imperador Nero em meados dos anos 60 na Abadia das Três Fontes. A data 29 de junho (data da Solenidade de Pedro e Paulo) pode refletir uma data tradicional para o seu martírio. A mesma Tradição Cristã mantêm que Paulo foi enterrado com São Pedro na Via Ápia na Basílica de São Paulo, Extramuros em Roma.

Fontes; a) 0 Dicionário dos Santos, P.R.Santidrián & M. del C. Astruga, Editora Santuário, Aparecida, 2004. B) Celebrando a palavra (Festas), F.  Armelini, Editora Mariana, 2001, São Paulo. c) A Liturgia da Palavra Comentada, J.C.R. Garcia Paredes, Editora Ave Maria, 2011, São Paulo. d) O Santo do Dia, S. Conti, Editora Vozes, 4ª.ed. Petrópolis, 1990.

Pe. Brendan Coleman Mc Donald, Redentorista

Publicado em 27/06/2018 por João Augusto

Posição da CNBB em defesa incondicional da vida humana e contra o aborto

“O direito à vida é incondicional. Deve ser respeitado e defendido, em qualquer etapa ou condição em que se encontre a pessoa humana”. Essa afirmação é da presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitida em Nota Oficial “Pela vida, contra o aborto”, publicada em 11 de abril de 2017. Na ocasião, os bispos reafirmaram a posição firme e clara da Igreja “em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural” e, desse modo lembram condenam “todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil”.

Nos dias 3 e 6 de agosto, a legalização do aborto volta à pauta nacional em uma audiência pública convocada pela ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal (STF), que vai tratar sobre a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação, discutida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442.

A ação sustenta que dois dispositivos do Código Penal que instituem a criminalização da interrupção voluntária da gravidez afrontam a dignidade da pessoa humana, a cidadania, a não discriminação, a inviolabilidade da vida, a liberdade, a igualdade, a proibição de tortura ou o tratamento desumano e degradante, a saúde e o planejamento familiar das mulheres e os direitos sexuais e reprodutivos.

Na nota, os bispos ressaltaram que “O direito à vida permanece, na sua totalidade, para o idoso fragilizado, para o doente em fase terminal, para a pessoa com deficiência, para a criança que acaba de nascer e também para aquela que ainda não nasceu”.

O documento lembra ainda que “o respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas. A Igreja quer acolher com misericórdia e prestar assistência pastoral às mulheres que sofreram a triste experiência do aborto”.  E afirmam: “A sociedade é devedora da mulher, particularmente quando ela exerce a maternidade”.

Leia a nota na íntegra:

CONFERÊNCIA NACIONAL DOS BISPOS DO BRASIL 
Presidência
NOTA DA CNBB
PELA VIDA, CONTRA O ABORTO

“Não matarás, mediante o aborto, o fruto do seu seio”

(Didaquê, século I)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, através da sua Presidência, reitera sua posição em defesa da integralidade, inviolabilidade e dignidade da vida humana, desde a sua concepção até a morte natural . Condena, assim, todas e quaisquer iniciativas que pretendam legalizar o aborto no Brasil.

O direito à vida é incondicional. Deve ser respeitado e defendido, em qualquer etapa ou condição em que se encontre a pessoa humana. O direito à vida permanece, na sua totalidade, para o idoso fragilizado, para o doente em fase terminal, para a pessoa com deficiência, para a criança que acaba de nascer e também para aquela que ainda não nasceu. Na realidade, desde quando o óvulo é fecundado, encontra-se inaugurada uma nova vida, que não é nem a do pai, nem a da mãe, mas a de um novo ser humano. Contém em si a singularidade e o dinamismo da pessoa humana: um ser que recebe a tarefa de vir-a-ser. Ele não viria jamais a tornar-se humano, se não o fosse desde início . Esta verdade é de caráter antropológico, ético e científico. Não se restringe à argumentação de cunho teológico ou religioso.

A defesa incondicional da vida, fundamentada na razão e na natureza da pessoa humana, encontra o seu sentido mais profundo e a sua comprovação à luz da fé. A tradição judaico-cristã defende incondicionalmente a vida humana. A sapiência  e o arcabouço moral  do Povo Eleito, com relação à vida, encontram sua plenitude em Jesus Cristo . As primeiras comunidades cristãs e a Tradição da Igreja consolidaram esses valores . O Concílio Vaticano II assim sintetiza a postura cristã, transmitida pela Igreja, ao longo dos séculos, e proclamada ao nosso tempo: “A vida deve ser defendida com extremos cuidados, desde a concepção: o aborto e o infanticídio são crimes abomináveis” .

O respeito à vida e à dignidade das mulheres deve ser promovido, para superar a violência e a discriminação por elas sofridas. A Igreja quer acolher com misericórdia e prestar assistência pastoral às mulheres que sofreram a triste experiência do aborto. O aborto jamais pode ser considerado um direito da mulher ou do homem, sobre a vida do nascituro. A ninguém pode ser dado o direito de eliminar outra pessoa. A sociedade é devedora da mulher, particularmente quando ela exerce a maternidade. O Papa Francisco afirma que “as mães são o antídoto mais forte para a propagação do individualismo egoísta. ‘Indivíduo’ quer dizer ‘que não se pode dividir’. As mães, em vez disso, se ‘dividem’ a partir de quando hospedam um filho para dá-lo ao mundo e fazê-lo crescer” .

Neste tempo de grave crise política e econômica, a CNBB tem se empenhado na defesa dos mais vulneráveis da sociedade, particularmente dos empobrecidos. A vida do nascituro está entre as mais indefesas e necessitadas de proteção. Com o mesmo ímpeto e compromisso ético-cristão, repudiamos atitudes antidemocráticas que, atropelando o Congresso Nacional, exigem do Supremo Tribunal Federal-STF uma função que não lhe cabe, que é legislar.

O direito à vida é o mais fundamental dos direitos e, por isso, mais do que qualquer outro, deve ser protegido. Ele é um direito intrínseco à condição humana e não uma concessão do Estado. Os Poderes da República têm obrigação de garanti-lo e defendê-lo. O Projeto de Lei 478/2007 – “Estatuto do Nascituro”, em tramitação no Congresso Nacional, que garante o direito à vida desde a concepção, deve ser urgentemente apreciado, aprovado e aplicado.

Não compete a nenhuma autoridade pública reconhecer seletivamente o direito à vida, assegurando-o a alguns e negando-o a outros. Essa discriminação é iníqua e excludente; “causa horror só o pensar que haja crianças que não poderão jamais ver a luz, vítimas do aborto” . São imorais leis que imponham aos profissionais da saúde a obrigação de agir contra a sua consciência, cooperando, direta ou indiretamente, na prática do aborto.

É um grave equívoco pretender resolver problemas, como o das precárias condições sanitárias, através da descriminalização do aborto. Urge combater as causas do aborto, através da implementação e do aprimoramento de políticas públicas que atendam eficazmente as mulheres, nos campos da saúde, segurança, educação sexual, entre outros, especialmente nas localidades mais pobres do Brasil. Espera-se do Estado maior investimento e atuação eficaz no cuidado das gestantes e das crianças. É preciso assegurar às mulheres pobres o direito de ter seus filhos. Ao invés de aborto seguro, o Sistema Público de Saúde deve garantir o direito ao parto seguro e à saúde das mães e de seus filhos.

Conclamamos nossas comunidades a unirem-se em oração e a se mobilizarem, promovendo atividades pelo respeito da dignidade integral da vida humana.

Neste Ano Mariano Nacional, confiamos a Maria, Mãe de Jesus, o povo brasileiro, pedindo as bênçãos de Deus para as nossas famílias, especialmente para as mães e os nascituros.

Brasília-DF, 11 de abril de 2017.

Cardeal Sergio da Rocha
Arcebispo de Brasília
Presidente da CNBB

Dom Murilo S. R. Krieger, SCJ
Arcebispo de São Salvador
Vice-Presidente da CNBB

Dom Leonardo U. Steiner, OFM
Bispo Auxiliar de Brasília
Secretário-Geral da CNBB

Fonte: CNBB

Publicado em 27/06/2018 por João Augusto

Papa Francisco e os três critérios da reforma: tradição, atualização e coordenação

Entrevista com Dom Marcello Semeraro, Secretário do Conselho dos Cardeais sobre os primeiros 5 anos de trabalho do organismo criado pelo Papa Francisco para ajudá-lo na tarefa da reforma da Cúria Romana.

Cidade do Vaticano

No final da última reunião do Conselho dos Cardeais, em 13 de junho passado, foi publicado um documento sobre o processo de reforma da Cúria Romana. Entre os pontos evidenciados no texto chama a atenção: o princípio inspirador, ou seja, o missionário, e três critérios para a reforma, a tradição, a atualização e a coordenação. Com relação aos resultados alcançados pelo Conselho nestes últimos cinco ano de trabalho e sobre as perspectivas para o futuro, Vatican News entrevistou D. Marcello Semeraro, bispo de Albano e secretário do Conselho dos Cardeais.

D. Semeraro, o que mais lhe chama atenção no caminho percorrido até hoje, considerando que o senhor participa deste o início com um papel bastante significativo…

R. O que sempre me surpreendeu positivamente é a total disponibilidade dos cardeais membros do Conselho em ajudar o Papa a encaminhar o processo da reforma da Cúria. Todavia, gostaria de esclarecer que a Cúria, sendo um instrumento de serviço, é uma realidade que deve estar sempre em processo de reforma, de adaptação, para poder corresponder melhor às necessidade da Igreja.

Fala-se de “lentidão” deste processo e também de “mudança de rota”. Como o senhor avalia essas observações ?

R. Quanto à lentidão, informaram-me que o processo de elaboração da Pastor bonu(Constituição Apostólica aprovada por João Paulo II em 1988, ndr.) durou mais ou menos o tempo deste nosso trabalho, ou seja, cinco anos. A diferença é que, provavelmente, o processo atual, em suas várias etapas, é acompanhado de perto pela mídia, por briefing e as informações dadas pela Sala de Imprensa. Portanto, não sendo um trabalho secreto, mas acompanhado passo a passo pela mídia, pode dar a ideia de uma lentidão no processo. Mas, em tempos de pressa e excessivas acelerações, faria um elogio à lentidão! Lentidão não significa preguiça ou outra coisa: lentidão significa ponderação. Por outro lado, diria que não há mudança de rota.

“ O Conselho dos Cardeais trabalhou com ponderação mas sem mudança de rota ”

O Conselho dos Cardeais fez mais de 100 reuniões oficiais. Como se desenvolveu o modo de trabalhar ao longo destes cinco anos?

R. – Usa-se o critério da consulta: consulta sobre as várias realidades interessadas. Em primeiro lugar, foram consultados os chefes de Dicastérios, os responsáveis dos vários departamentos da Cúria Romana, pois era o primeiro ponto de interesse. Neste aspecto já foram feitas modificações, embora a opinião pública se concentre em alguns aspectos econômicos-administrativos. Poderia lembrar, por exemplo, a instituição da Terceira Sessão que intervém na Secretaria de Estado. Também sobre o trabalho nas traduções e nas adaptações dos livros litúrgicos feitos através da Congregação para o Culto Divino. Neste sentido, o processo de reforma da Cúria não é um projeto, mas é um processo que está sendo realizado em questões importantes e que provavelmente não chamam atenção da opinião pública, como atraem as questões econômicas ou um balanço da Santa Sé.

Trabalhando tão próximo do Papa Francisco, como o senhor descreveria o seu modo de participar das reuniões do Conselho? O que o Papa mais quer nestas reuniões?

R. Em um discurso muito importante feito por ocasião do 50º aniversário da Instituição do Sínodo dos Bispos, o Papa disse que a sinodalidade começa com a escuta e depois esclareceu que deve ser uma escuta recíproca. O estilo do Papa com o qual ele está presente às reuniões é fundamentalmente este. O Santo Padre não quis fazer um discurso oficial nem mesmo na reunião inaugural do Conselho dos Cardeais, ao invés, quis ouvir logo o resultado do trabalho dos cardeais nos meses anteriores. E recordo que na época havia mais de 100 dossiês para serem examinados e organizados para o arquivo. A escuta, as palavras ditas com discrição assim como as respostas dadas pelo Papa quando pedem seu parecer… Falo de discurso discreto no sentido de que a discrição é característica da virtude da prudência que é a virtude – segundo o clássico esquema de Santo Tomás – de quem governa.

“ Sinodalidade, escuta, discernimento: assim governa Papa Francisco ”

Portanto a escuta é o que mais caracteriza o Santo Padre no trabalho de discernimento…

R. – O discernimento não começa com as decisões já tomadas. Dialoga-se procurando se colocar na perspectiva do outro. Obviamente isso requer muito mais desgaste do que avaliar ou assumir um voto de maioria ou de minoria. O Conselho dos Cardeais normalmente submete ao voto dos presentes, todas as deliberações, mesmo se foram votada pelos presentes, em vários pontos qualificadores. Quando não se atinge a unanimidade – ou diríamos – a maioria qualificadora de 8 votos de 9 – quando não há esta unanimidade qualificadora, o Conselho volta a refletir sobre a questão.

Agora há um esboço da Constituição Apostólica Praedicate Evangelium. Quais são os próximos passos previstos para este processo da reforma? O Papa já falou sobre o futuro deste Conselho que o ajuda há mais de cinco anos?

R. Inicialmente o Conselho dos Cardeais foi instituído pelo Papa não exatamente para a reforma da Cúria Romana. Foi criado como grupo para aconselhá-lo no governo da Igreja universal e, como emergiu esta questão nos encontros pré-conclave, serviu também para estudar um projeto de revisão da Constituição Apostólica. Portanto, quando atingirá o objetivo de propor o texto da Constituição ao Santo Padre, o Conselho continuará suas atividades precedentes. Provavelmente, e isto eu não sei, com outro ritmo de trabalho… Este organismo é confiado principalmente ao critério do Papa, portanto pode convocá-lo quando considerar necessário. Quanto à reforma da Cúria, o Conselho dos Cardeais criou um esboço de proposta. Nos próximos meses este esboço será trabalhado, refinado e reorganizado de modo que o Papa receba um texto mais homogêneo no equilíbrio e na linguagem. E assim, como foi feito pela Pastor bonus, a intenção do Santo Padre é a de encaminhar uma consulta sobre os organismos. Acredito que serão, sem dúvida, os Dicastérios da Cúria Romana e outras realidades a critério do Papa.

Então podemos dizer que daqui alguns meses, talvez setembro, haverá uma definição?

R. No mês de setembro, este é o objetivo, será dado ao Papa um texto homogêneo que na realidade já foi completado, durante estes encontros, como foi dito também no comunicado.

Publicado em 27/06/2018 por João Augusto

Celebração marca encerramento da Semana do Migrante em Fortaleza

A Igreja do Brasil celebrou a 33ª Semana do Migrante de 15 a 24 de junho de 2018. Neste ano, em consonância com a campanha mundial “Compartilhe a Viagem”, dedicada à sensibilização e a informação sobre imigração e refúgio, o tema escolhido foi: a vida é feita de encontros: braços abertos sem medo para acolher.

A Pastoral do Migrante da Arquidiocese realizou uma celebração eucarística, dia 24, às 17h, na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores (Otávio Bonfim), em ação de graças pelos frutos da caminhada. Na ocasião estiveram presentes, migrantes de diversos países, assistidos pela pastoral, que puderam apresentar um pouco de suas culturas.

Veja algumas fotos

Publicado em 27/06/2018 por João Augusto

Santo Irineu

No dia 28 de junho de 2018 a Igreja Católica celebra a festa de Santo Irineu. O nome “Irineu” vem do grego e significa “pacificador”. Nascido no ano 130 em Esmirna na Ásia Menor (hoje Turquia). Ele foi discípulo do grande São Policarpo, bispo e mártir de Esmirna, que o ordenou sacerdote. Por meio de Policarpo passou a ser  discípulo do Apóstolo São João o Evangelista. Teve grande influência no pensamento teológico da época. Temos intactos hoje os cinco livros de sua autoria “Contra os hereges”. Relativamente jovem deixou a Ásia Menor e passou algum tempo em Roma e depois se transferiu para Lyon, na França. Em 177 se encontrou em Roma para apresentar ao Papa Eleutério algumas problemas de ordem doutrinal concernente  a heresia montanista. Os montanistas pregava o desprezo das coisas do mundo e anunciava a breve volta final de Cristo.

Voltando à Lyon, pouco depois, Irineu sucedeu em 178 o bispo resignatário, o Mártir São Frotino, e governou como bispo diocesano a Igreja de Lyon até sua morte no ano 202. Seu tempo como bispo coincidiu com um período muito difícil na Igreja, dilacerada por heresias que colocavam em risco sua fé e unidade. Com sua sólida formação teológico e incansável trabalho de pastor fez triunfar a concórdia e unidade “fundadas na tradição apostólica”. Ele foi pastor erudito e vigilante, escritor profícuo, sobretudo na defesa da fé contra as falsas doutrinas que se espalhavam por toda parte.

Irineu escreveu: “Tudo quanto tive a graça de ouvir sobre a pessoa de Jesus Cristo e do Apóstolo São João não passei para o papel, mas guardei-o bem no coração, renovando-o diariamente na minha alma, com toda simplicidade”. A tradição diz que ele morreu mártir a espada na perseguição do imperador Severo, no ano 202. Seu corpo foi enterrado junto com os mártires na Igreja de Lyon, e venerado na catedral de Lyon.

Pe. Brendan Coleman Mc Donald – Redentorista.


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