Publicado em 31/05/2018 por Marta Andrade

Fiéis lotam o Santuário São Benedito na Festa de Corpus Christi

Na tarde desta quinta-feira, Solenidade de Corpus Christi,  fiéis lotam o Santuário e Paróquia São Benedito, no Centro de Fortaleza pra louvar, adorar e celebrar o  amor incondicional de Deus por nós e que nos concedeu a presença permanente de Jesus Cristo, o centro de nossa fé, nossa esperança e nossa salvação.

Padre Francisco Bezerra, Vigário Episcopal da Região Metropolitana São José representou Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, que se recupera de um problema de saúde, presidindo  a Celebração Eucarística.

Dom Manuel Edmilson da Cruz ( Bispo emérito de Limoeiro do Norte), Dom Aldo Di Cillo Pagotto ( Arcebispo emérito da Paraíba) e nove padres e dois diáconos também estão presentes concelebrando neste altar.

Padre Francisco Duarte, reitor do Seminário de Filosofia, na homilia lembrou que” a primeira certeza que devemos ter como cristão é o que somos muito amados por Deus” e  ressaltou em uma síntese lembrou a encarnação, nascimento, vida, morte, ressurreição de Cristo Jesus até a vinda do Espírito Santo aos apóstolos e a toda Igreja.

Foto by Silvio Martins – Pascom Arquidiocesana de Fortaleza

Publicado em 31/05/2018 por João Augusto

Festa de Corpus Christi

A festa de Corpus Christi, preceito da Igreja, da qual os católicos participam na quinta-feira, após o domingo da Santíssima Trindade, foi instituída pelo Papa Urbano IV, em 1264. É o acontecimento inaudito da instituição da Eucaristia, que se deu na véspera da paixão e morte de Nosso Senhor Jesus Cristo, no cenáculo, enquanto o Filho de Deus celebrava a Páscoa da eterna aliança com seus apóstolos, sendo Ele mesmo a oferenda eterna, o “Cordeiro de Deus, aquele que tira o pecado do mundo”.

Dentro desse contexto eucarístico, pensemos na assertiva de Dom Helder: “Quando as palavras somem, quando os cuidados adormecem, quando nos entregamos, de verdade, nas mãos do Senhor, o grande silêncio nos mergulha na paz, na confiança e na alegria”.

Foi o Cristo Senhor que escolheu o pão e o vinho como sinais da Sua presença, doando-se integralmente em cada uma das espécies eucarísticas, aproximando-se e unindo-se à humanidade, no pão e no vinho consagrados. Na solenidade de Corpus Christi, os cristãos são convidados, pela comemoração sacramental de Cristo, a haurir, dessa fonte inesgotável, força, conforto e alegria. Também é nosso dever difundir o culto eucarístico, num afável e amoroso diálogo com Jesus, sentindo sua viva e real presença, como alimento e remédio restaurador, sem esquecer de reservar a mais elevada honra e glória no sacrifício do seu amor, oferecendo-nos a salvação, no nosso constante esforço de reconciliação com Deus e com os irmãos.

Ao contemplar em adoração o Cristo Eucarístico, presença real no sacrário, ficamos diante do que é essencial à nossa vida, dom maior do amor, convencidos, sem nenhuma dúvida, do mistério único e incomparável. Somos também convidados a renovar nossa fé na real presença de Cristo, no sagrado mistério da Eucaristia, suplicando a graça de mais e mais redescobrir a vida em Cristo, maravilha inexprimível, na contemplação e oração, diante do Santíssimo Sacramento.

No banquete eucarístico, que a voz de Deus clame aos cristãos no mundo de hoje, no coração da comunidade dos batizados, assim como clamou e penetrou no coração do mundo no decorrer da história do povo de Deus. Pelo dom da Eucaristia, dai-nos, ó Deus, a graça de cada vez mais crer e confiar em vós, nossa única esperança! Amém!

*Padre, Jornalista, Colunista e Pároco de Santo Afonso, Parquelândia, Fortaleza-CE. Da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza geovanesaraiva@gmail.com

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Publicado em 30/05/2018 por João Augusto

Solenidade de Corpus Christi

No dia 31 de maio, quinta-feira próxima,  é celebrada a Solenidade de Corpus Christi.

No Santuário Arquidiocesano de Adoração, na Paróquia de São Benedito,  está sendo realizada a 80ª Semana Eucarística com  o tema  “Eucaristia: fonte de unidade, comunhão e santidade” e o lema “Fazei isto em memória de mim” (Lc 22, 19).

Na quinta-feira, dia de Corpus Christi, às 16 horas,  acontecerá no santuário São Benedito a celebração da  Solenidade de Corpus Christi presidida por Dom José Antonio Aparecido Tosi Marques, Arcebispo de Fortaleza, e Concelebrada pelos Religiosos Sacramentinos e Padres da Arquidiocese.

Após a Celebração Eucarística haverá a procissão de Corpus Christi saindo do Santuário até a Catedral, onde será encerrada com a bênção solene do Santíssimo Sacramento.  O percurso da procissão será pela Rua Clarindo de Queiroz,  Av. Tristão Gonçalves,  Av. Duque de Caxias,  Av. Barão do Rio Branco,  Rua Castro e Silva até a Catedral Metropolitana.

Na Catedral Metropolitana de Fortaleza haverá missas, nesse dia, às 10 horas e às 12 horas e às 18 horas, após a chegada da procissão. Informações na Catedral (85) 3231.4196 e São Benedito (85) 3231.7892

Tapetes coloridos

Faz parte da tradição popular no dia de Corpus Christi  os católicos enfeitarem as ruas com a confecção de tapetes coloridos para a procissão do Corpo e do Sangue de Cristo. Aqui na Arquidiocese de Fortaleza muitas paróquias  realizam esse gesto. Eis algumas:

  • Paróquia do Cristo Rei – Aldeota – (85)  3231.6600
  • Paróquia São Vicente de Paulo – Dionísio Torres – (85) 3224.6489
  • Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Paria do Futuro – (85) 3263.3858 / 988152109
  • Paróquia Nossa Senhora do Carmo – Centro –  (85) 3036.0695
  • Paróquia Nossa Senhora do Perpétuo Socorro – Carlito Pamplona – (85) 3236.6214
  • Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Álvaro Weyne – (85) 3228.5365
  • Paróquia São Pedro e São Paulo – Quintino Cunha – (85) 985724630
  • Paróquia Santo Antônio de Pádua – Planalto Pici – (85) 986695028
  • Paróquia Santa Terezinha – Vicente Pinzon – 989735422
  • Paróquia São Francisco de Assis – Canindezinho – (85) 8832-1860
  • Paróquia Nossa Senhora das Dores – Otávio Bonfim- (85)
  • Paróquia Nossa Senhora de Nazaré – Montese – (85) 34949974
  • A paróquia Nossa Senhora Aparecida – Montese – (85) 986979772

 Marta Andrade
Setor de Comunicação da Arquidiocese de Fortaleza
(85) 3388-8703
(85) 99921-6742

80ª Semana Eucarística da Arquidiocese de Fortaleza

Corpus Christi nas Paróquias

CORPUS CHRISTI – Pe. Brendan

Publicado em 30/05/2018 por João Augusto

A Eucaristia é Jesus

Dom Pedro Brito Guimarães, Arcebispo de Palmas

“Possamos, ó Deus Onipotente, saciar-nos do pão celeste e inebriar-nos do vinho sagrado, para que sejamos transformados naquele que agora recebemos” (Oração pós-comunhão do 27º DTC).

Um dia desse, num encontro com catequizandos, uma criança me parou e me perguntou: “por que a eucaristia é tão importante? “Importante” talvez não seja a palavra mais adequada para definir a eucaristia. Mas pergunta de criança precisa sempre ser considerada, afinal, “o perfeito louvor é dado pelos lábios dos pequeninos” (Sl 8,3). O que então lhe respondi? – “A eucaristia é Jesus. A eucaristia é importante porque Jesus é importante. A eucaristia nasce de uma pessoa: Jesus; nasce de um corpo doado e de um sangue derramado: o corpo e o sangue de Jesus; nasce de um apostolado e de uma missão: o apostolado e a missão de Jesus. Por isto, para entender a eucaristia é preciso entender quem é Jesus Cristo. A eucaristia é Jesus, sua pessoa, sua vida, sua missão, seu corpo e seu sangue, doado e derramado por nós. A eucaristia é “cristofania”: é e fala de Cristo. O lugar, portanto, da eucaristia é na cristologia. Na sacramentária, a eucaristia é o único sacramento que teologicamente pode ser definido assim. De fato, foi Jesus mesmo que assim se autodefiniu: “Eu sou o pão da vida” (Jo 6,51). “Isto é meu corpo; isto é meu sangue” (Mc 14,22-23). E para concretizar ainda mais o realismo desta sua autodefinição, Paulo pergunta: “o cálice da bênção, que bebemos, não é a comunhão do sangue de Cristo? E o pão que partimos, não é a comunhão do Corpo de Cristo?”

A eucaristia é o mistério da fé”, “o tão sublime sacramento”, e o “sacramento de piedade, sinal de unidade e vínculo de caridade” (Santo Agostinho). “Crer em Cristo significa querer a unidade; e querer a unidade significa querer a Igreja; e querer a Igreja significa querer a comunhão da graça que corresponde ao desígnio do Pai, desde toda a eternidade” (Dom José Luis Lacunza, bispo de David, Panamá). Por isto, não se deve dizer, como comumente se diz, na piedade popular: “graças e louvores se deem a todo momento, ao Santíssimo e ‘digníssimo’ Sacramento”. Embora Jesus seja digno de honra e de louvor, neste caso, não se trata da sua dignidade, mas da sua divindade. Ele é divino, mais ainda Diviníssimo. O correto então é dizer: “ao Santíssimo e Diviníssimo Sacramento”.

Faço meu o testamento eucarístico de Don Tonino Bello: “quando a igreja me pedir qualquer coisa, espero não ter nada para lhe dar, além disto: nem dinheiro nem prestígio e nem poder. Somente água, vinho e pão. Esta é a triologia de uma existência reduzida ao essencial”. E faço também meu o testamento eucarístico de São João Paulo II, o papa da missão e da eucaristia: “pude celebrar a santa missa em capelas situadas em caminhos de montanhas, nas margens dos lagos, à beira do mar; celebrei-a em altares construídos nos estádios, nas praças das cidades (…) Este cenário tão variado das minhas celebrações eucarísticas faz-me experimentar intensamente o seu caráter universal e, por assim dizer, cósmico. Sim, cósmico! Porque mesmo quando tem lugar no pequeno altar duma igreja de aldeia, a eucaristia é sempre celebrada, de certo modo, sobre o altar do mundo. Une o céu e a terra. Abraça e impregna toda a criação. Assim, Ele, o sumo e eterno Sacerdote, entrando com o sangue da sua cruz no santuário eterno, devolve ao Criador e Pai toda criação redimida (…) Verdadeiramente este é o mysterium fidei que se realiza na eucaristia: o mundo saído das mãos de Deus criador volta a Ele por Cristo”. Por fim, que na Festa de Corpus Christi, por meio de uma vida reduzida ao essencial, possamos dizer o que disseram os mártires de Abitene: “sem eucaristia não podemos viver”.

Publicado em 30/05/2018 por João Augusto

“Entre todas as procissões, a do Corpus Christi torna-se a mais participada e solene”, afirma dom Armando Bucciol

A Igreja celebra com grande solenidade a festa do “Corpo e Sangue de Cristo”, mais conhecida com o ‘título’ em latim, Corpus Christi ou Corpus Domini. Sua origem, segundo o presidente da Comissão para a Liturgia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Armando Bucciol, se coloca num tempo em que refloresce o culto à divina Eucaristia, entre os séculos 11 e 12. A Bélgica – cidade de Liège (ou Lieja) – foi o centro propulsor.

A beata Juliana de Rétine, do mosteiro do Monte Cornélio teve papel especial na história. Dom Armando explica que, em 1208, Juliana teve uma primeira visão que foi interpretada como se faltasse uma solenidade em honra do Santíssimo Sacramento. Muito decisivo foi o apoio do seu diretor espiritual, João de Lausanne, cônego de Liège, de Ugo de São Caro, em seguida cardeal, e de Tiago Pantaleone, arci-diácono de Liège e futuro papa Urbano IV.

Segundo dom Armando, a celebração da festa em honra do Corpus Domini (Corpo do Senhor) começou pela insistência de João de Lausanne, junto ao bispo de Liège, Roberto de Thorote. Foi aí que o prelado aceitou a proposta e assim, em 1246, na quinta-feira após a festa da Santíssima Trindade, a celebração se deu, em Liège. “Urbano IV demorou antes de propor a celebração da festa à Igreja universal. Um fato, talvez foi de incentivo para tomar a decisão, o milagre de Bolsena, uma hóstia sangrando nas mãos de um padre que duvidava da presença eucarística”, conta dom Armando. 

Em junho de 1264, dom Armando relata que o papa acolheu o corporal ensanguentado de Bolsena, e no dia 11 de agosto, do mesmo ano, instituiu a festa para toda a Igreja, publicando a Bula Transiturus. Nela, lembrava também da visão da beata Juliana. Pouco depois, o papa celebrou a festa na cidade de Orvieto, com grande solenidade e participação popular. “Com rapidez, começando por diversas cidades da Bélgica, da França, da Alemanha e da Itália, a celebração se expandiu. A súbita morte do papa Urbano, em 2 de outubro de 1264 impediu que a celebração tivesse maior e mais repentina difusão”, diz dom Armando.

Na sequência, em 1314, dom Armando explica que o papa Clemente V confirmou a Bula de Urbano IV e, logo depois, com o papa João 22, a festa foi acolhida pela Igreja toda. Nessa difusão, destaca-se o incentivo provindo dos mosteiros. “Na Bula do papa Urbano, não se fala, de forma explícita, da procissão. O texto pontifício, porém, é tão solene que parece desejar que aconteça. Os historiadores observam que o surpreendente e espontâneo fervor popular, rapidamente, tornou a celebração sempre mais acolhida, ao ponto que, pelo meado do século 14, a festa, com a procissão, é celebrada na Igreja toda”, explica o bispo.

Procissão Eucarística

No início, dom Armando garante que a procissão era facultativa, mas ao longo do tempo tornou-se “o elemento mais solene da celebração, com o apoio do clero e a participação do povo”: “As crônicas da época relatam que o Santíssimo é levado em procissão, no início, dentro de relicários, junto com as relíquias do Santo da Cidade, ou em cálices ou píxides. Em alguns lugares, isso continuará até o século 18, quando se encontra a proibição de juntar, na procissão, a Eucaristia com as relíquias dos santos”.

Fiéis fazem procissão de Corpus Christi no Centro de Joinville. Crédito: Agência RBS

Não passou muito tempo e, para a exposição do Santíssimo e a procissão, dom Armando conta que apareceram os ostensórios que se tornaram artísticos e de grande tamanho. Em Gênova, por exemplo, para carregar o ostensório (de 1553), precisavam oito padres. “A devoção eucarística é alimentada pela presença de numerosas Confrarias do Santíssimo Sacramento, que nascem já no século 13 e se multiplicam no século 14”, diz o bispo.

Entre todas as procissões, dom Armando afirma que a do Corpus Christi tornou-se a mais participada e solene, apesar das limitações e ambiguidades que comporta tal manifestação popular. “As raízes da ambiguidade se encontram ainda no início. Na época, o desejo de ‘ver a hóstia’ era considerado como o ato de fé mais importante, enquanto o sentido da comunhão ao Corpo do Senhor tinha-se quase perdido. Somente em tempos mais recentes se retoma, na teologia e na vida cristã, a centralidade da celebração eucarística; nela, de fato, o culto à divina Eucaristia deve encontrar seu fundamento. Se desligar de sua nascente, as sagradas espécies perdem a ligação com o mistério pascal, memorial da paixão, morte e ressurreição do Senhor”, afirma o bispo.

Hoje, de acordo com dom Bucciol, a Igreja recomenda que o culto eucarístico manifeste dependência e referência à celebração, e na solenidade do Corpo e Sangue de Cristo, a procissão seja “um sinal de fé e de adoração da comunidade”. “Recomenda-se que a hóstia a ser levada em procissão seja consagrada na mesma missa; os cantos e as orações deverão contribuir para que todos manifestem sua fé em Cristo, atentos somente ao Senhor. Assim, a procissão tornar-se-á um verdadeiro testemunho do Senhor que continua ‘no meio de nós’ e, pela fé dos discípulos, sinal de sua presença em nossa vida do dia-a-dia”, finaliza o bispo.

Fonte: www.cnbb.org.br

Publicado em 28/05/2018 por João Augusto

Reestruturação

Aldo di CilloPagotto, sss – Arcebispo emérito da Paraíba

Eventuais candidatos à Presidência da República levem em conta as reformas estruturais imprescindíveis para a inclusão socioeconômica do povo e o desenvolvimento do País. O relatório do Banco Mundial, “Emprego e Crescimento, Agenda da Produtividade”, aponta a razão da baixa produtividade no Brasil. Trata-se do sistema econômico vigente que desestimula a concorrência, desperdiça a alocação financeira de ativos das empresas estatais, ou seja, da sua má utilização e gerenciamento. O Brasil possui abundantes recursos naturais e as empresas de diversos setores ampliam as condições de crescimento. Entanto, grandes, médios e pequenos empresários não investem mais e melhor porquanto sejam apenados pelos impostos escorchantes, pelas barreiras tarifárias impraticáveis e por encargos trabalhistas que bloqueiam a qualificação de mão de obra, fator esse que impede a adequada inserção social no mercado de trabalho.

Impostos descomunais bancados pela população, não retornam na forma dos serviços públicos essenciais, sobretudo para os mais pobres. Alijando a iniciativa privada, o Estado não possui condições para investir em infraestrutura, em qualificação de mão de obra, em incentivos para os setores produtivos, como indústria, comércio, agricultura, agropecuária, pesca, etc. Nossa modernização tecnológica depende da entrada de novas empresas. Há investimentos em setores defasados em relação à competência e às exigências da concorrência do mercado mundial. O favorecimento de quem já está estabelecido no mercado deve abrir espaços à concorrência interna e externa. Ademais, o Estado não controla as estatais. A ineficácia e a baixa produtividade devem-se em grande parte ao mal gerenciamento, à corrupção, a malversação do dinheiro público. Cargos político-partidários fatiados não respondem às exigências da gestão técnica de estatais.

Entre as condições básicas para o nosso desenvolvimento, encontram-se o investimento em infraestrutura, a capacitação do capital humano, a reestruturação na gestão fiscal, a tributação e o relacionamento com o mercado global. A faixa da população alijada do trabalho, por conta do despreparo, O sistema de distribuição de renda que não insere socialmente a população mais pobre no mercado de trabalho, vive de políticas de compensação, às custas de impostos e recursos extorquidos da faixa da população que trabalha. As políticas de compensação do “Estado babá” duram até que esgotem tais recursos. Esse esquema reproduz dependência, estagnação, atraso.

O desenvolvimento integral da população passa pela reestruturação econômica e política, em função dos valores éticos e morais que permeiam os direitos e os deveres recíprocos da pessoa, da família e da sociedade. A ausência de referências dos valores éticos e morais geraram dúvidas e incertezas quanto ao presente e ao futuro. Eventuais candidatos apresentem um Projeto de Nação com o plano estratégico das metas prioritárias, dos resultados a serem alcançados, demonstrando a origem e destino de recursos. Grande parte da população percebe o oportunismo de políticos corruptos que teimam em se manter no poder a qualquer preço. Transformações sociopolíticas dependem de práticas de inclusão, preservando valores humanitários e cristãos.

Publicado em 28/05/2018 por João Augusto

Encontro de Formação sobre Teologia do Laicato na Faculdade Católica de Fortaleza

A Igreja no Brasil está celebrando o ANO NACIONAL DO LAICATO, no período de 26 de novembro de 2017, Solenidade de Cristo Rei, à 25 de novembro de 2018. O tema escolhido para animar a mística do Ano do Laicato é: “Cristãos leigos e leigas, sujeitos na ‘Igreja em saída’, a serviço do Reino” e o lema: “Sal da Terra e Luz do Mundo”.

O Departamento de Teologia da Faculdade Católica de Fortaleza e o CNLB – Conselho Nacional de Leigos (Conselho Arquidiocesano de Leigos / Fortaleza) realizará nos dias 4 e 5 de junho de 2018 (Segunda e Terça-feira), na Faculdade Católica de Fortaleza – FCF, Auditório Central Aloísio Cardeal Lorscheider (localizado na Rua Tenente Benévolo, 201– Centro) o ENCONTRO DE FORMAÇÃO SOBRE TEOLOGIA DO LAICATO com o Tema: “Fundamentos da teologia do laicato”. Com Carga Horária: 8h/a (dois dias). Entrada Gratuita!

Os Assessores Leigos serão: Dra. Tânia Couto, professora de Teologia da FCF / Wanderlei Turini (São Paulo).

Horário: Manhã: 7h30 às 9h15 / Noite: 18h30 às 20h30

Temas do dia:

Dia 4 de junho de 2018 – “A Teologia do Laicato com ênfase na Bíblia” Assessor: Dra. Tânia Couto – FCF, Teóloga.

Dia 5 de junho 2018 – “A Teologia do Laicato com ênfase no Testemunho e na Missão” Assessor: Wanderley Turine – Conselho dos Leigos / Arquidiocese de SP.

Sobre os Assessores:

Wanderlei Turini é Coordenador do Conselho de Leigos da Arquidiocese de São Paulo (2016 a 2019). Especialista Lato Sensu em Sexualidade Humana (Faculdade de Medicina – UNI ABC), especialista Lato Sensu em Comunicação Social (Universidade São Francisco – SEPAC) e especialista Lato Sensu em Recursos Humanos, Área de Concentração, Treinamento e Desenvolvimento (UNI FAI).

Tânia Couto Maia tem Mestrado em Teologia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC RJ), Doutorado em Teologia Bíblica pela PUC–RJ e professora de Bíblia na Faculdade Católica de Fortaleza – FCF e professora de Bíblia na Escola de Pastoral Catequética – ESPAC / Arquidiocese de Fortaleza.

Quem quiser o CERTIFICADO, deverá efetuar na Tesouraria o pagamento de R$ 10,00 (dez reais).

Informações pelos telefones: (85) 3453.2150 / (85) 99690.0302.

Publicado em 28/05/2018 por João Augusto

O sentido da adoração na liturgia renovada

Nesta edição do espaço Memória Histórcia- 50 anos do Concílio Vaticano II, aprofundamos o verdadeiro sentido da Presença real – não simplesmente como adoração penitente, mas presença alegre e festiva, memorial do banquete sagrado.

Jackson Erpen – Cidade do Vaticano

No nosso espaço Memória Histórica – 50 anos do Concílio Vaticano II, vamos continuar a tratar da reforma litúrgica.

Temos dedicado diversos programas deste nosso espaço ao tema da renovação litúrgica trazida pela Constituição Sacrosanctum Concilium. Dos dez importantes aspectos escolhidos, falta ainda comentarmos o verdadeiro sentido da Presença real – não simplesmente como adoração penitente, mas presença alegre e festiva e a Oração Universal, as preces.

Na edição de hoje, Padre Gerson Schmidt nos fala sobre “O sentido da adoração na Liturgia renovada”:

“Hoje queremos aprofundar o verdadeiro sentido da Presença real – não simplesmente como adoração penitente, mas presença alegre e festiva, memorial do banquete sagrado.

A Constituição Sacrosanctum Concilium, no número 07, fala das diversas formas de Cristo estar presente na Eucaristia que aqui já explicitamos. Diz assim: “Para realizar tão grande obra, Cristo está sempre presente em sua Igreja, e especialmente nas ações litúrgicas. Está presente no sacrifício da missa, tanto na pessoa do ministro, pois aquele que agora se oferece pelo ministério sacerdotal é o “mesmo que, outrora, se ofereceu na cruz”, como sobretudo nas espécies eucarísticas” (SC, 07). Cristo está presente, portanto, nas espécies eucarísticas também para ser adorado, mas não só.

A presença real de Cristo no Sacramento Eucarístico é para ser celebrado como presença viva, transformadora – não simplesmente como uma presença de adoração anestesiante, estática, mirabolante ou manipulável. Deus está presente na hóstia consagrada, não há dúvida disso. A Igreja definiu que Cristo no sacramento da Eucaristia está real, verdadeira e substancialmente nas hóstias e vinhos consagrados.

Para tanto, recordamos aqui a Carta Encíclica MYSTERIUM FIDEI, DE SUA SANTIDADE PAPA PAULO VI, datada em 3 de Setembro de 1965, na conclusão do Concilio, que destaca essa presença real nesses termos:

41. Esta presença chama-se “real”, não por exclusão como se as outras não fossem “reais”, mas por antonomásia porque é substancial, quer dizer, por ela está presente, de fato, Cristo completo, Deus e homem. Erro seria, portanto, explicar esta maneira de presença imaginando uma natureza “pneumática”, como lhe chamam, do corpo de Cristo, natureza esta que estaria presente em toda a parte; ou reduzindo a presença a puro simbolismo, como se tão augusto Sacramento consistisse apenas num sinal eficaz “da presença espiritual de Cristo e da sua íntima união com os féis, membros do Corpo Místico”.

Isso já dizia Paulo VI, no auge do Concílio. Mas, por vezes, entendemos muito mal esse sentido da presença concreta e palpável de Cristo na Sagrada Missa. Cristo está presente na celebração litúrgica não com a finalidade única de ser adorado. Também deve ser adorado. Mas sobretudo está presente de maneira real para celebrar a Páscoa conosco, para estar com a Igreja, para ser consumido como pão para a Vida Eterna, remédio para os pecadores.

O culto e adoração silenciosa às espécies eucarísticas cabem mais fora do banquete, no sacrário, do que dentro da missa em tom demasiadamente penitencial. Jesus Cristo está presente em função do Mistério Pascal e não para ser adorado pura e simplesmente. O pão e o vinho, uma vez consagrados em Corpo e Sangue do Senhor, estão feitos para serem comidos e bebidos e somente secundariamente para serem expostos em adoração.

A Eucaristia é fundamentalmente um banquete para conduzir todos à Pascoa, que é dinâmica, viva e celebrativa. Nós transformamos muitas vezes a Eucaristia em algo estático e manipulável à nossa devoção particular. Devido a controvérsia protestante, surgiram muitas devoções exageradas, antes do Concilio, ao “divino prisioneiro do sacrário”, reduzindo-se a missa ao fato de adorar e comungar e ter um encontro intimista com Jesus na hóstia consagrada, desvinculado do verdadeiro memorial da Páscoa do Senhor.

Foi por isso, que a partir do Concilio Vaticano II, se recomendou e se direcionou que o sacrário fosse colocado num ambiente lateral para priorizar o altar como foco principal da Santa Missa. No momento da Sagrada Eucaristia, o ponto central não é o sacrário, nem a adoração, mas o sacrifício eucarístico no altar, como banquete pascal repartido e oferecido para todos que celebram.”

Publicado em 28/05/2018 por João Augusto

CNBB participa de seminário para debater ADPF 442 em tramitação no STF

O bispo de Rio Grande (RS), dom Ricardo Hoepers, participará do Seminário para debater a Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 442 que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). O prelado representará o presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom João Bosco Barbosa de Souza.

A ADPF 442 é mais uma das iniciativas que buscam por meio judicial a legalização do aborto no Brasil, mecanismo criticado pela CNBB na nota “Pela vida, contra o aborto” publicada em abril do ano passado.

“Neste tempo de grave crise política e econômica, a CNBB tem se empenhado na defesa dos mais vulneráveis da sociedade, particularmente dos empobrecidos. A vida do nascituro está entre as mais indefesas e necessitadas de proteção. Com o mesmo ímpeto e compromisso ético-cristão, repudiamos atitudes antidemocráticas que, atropelando o Congresso Nacional, exigem do Supremo Tribunal Federal (STF) uma função que não lhe cabe, que é legislar”, escreveu a presidência da Conferência.

O seminário a respeito da arguição no STF será realizado na próxima quarta-feira, dia 30, pela Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados. A reunião é promovida ainda em conjunto com as Comissões de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e a Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado Federal.

Dom Ricardo participará da segunda mesa do seminário, ao lado da doutora Angela Vidal Gandra Martins, pesquisadora na Harvard Law School e professora de Fundamentos Antropológicos do Direito; e do advogado da União Leslei Lester dos Anjos Magalhães, mestre em Direito Constitucional e autor do livro “O princípio da dignidade da pessoa humana e o direito à vida”, editora Saraiva, 2012.

Procurador José Paulo Leão Veloso Silva | Foto CNBB/Luiz Lopes Jr.

Também estará presente no evento o procurador estadual de Sergipe, José Paulo Leão Veloso Silva, que falou aos bispos durante a reunião do Conselho Episcopal Pastoral (Consep), na última terça-feira, 22. Ele estará na 4ª mesa do seminário, ao lado do padre Rafael Solano, mestre e doutor em Teologia Moral pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma e pós-doutorado em Teologia Moral e Familiar pelo Pontifício Instituto João Paulo II de Roma, Universidade Lateranense de Roma. Solano também é professor de Teologia Moral e Bioética na PUC-PR. Ainda estará presente na mesa a juíza Liliana Bitencourt, da Vara de Família de Goiás, membro da entidade Rede Nacional de Direitos e Defesa de Família, e o padre Evandro Arlindo de Melo, chanceler da diocese de Palmas-Francisco Beltrão (PR).

NOTA DA CNBB EM DEFESA DA INTEGRIDADE DA VIDA

Publicado em 28/05/2018 por João Augusto

Corpus Christi

No dia 31 de maio de 2018 a Igreja Católica celebra a Festa de Corpus Christi, ou como é oficialmente chamada a Festa do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Esta festa nos convida a refletir sobre o amor incondicional de Deus por nós e nos alegramos pela presença permanente de Jesus Cristo, o centro de nossa fé, nossa esperança e nossa salvação. A festa é sempre celebrada na quinta-feira depois da Solenidade da Santíssima Trindade que, por sua vez, acontece no domingo seguinte ao de Pentecostes. Pode-se dizer que esta festa se constitui um desdobramento da Quinta-feira Santa. Quer comemorar a presença de Cristo como sacrifício eucarístico de seu corpo e de seu sangue. Esta solenidade deve ser vista em conexão com a devoção do Santíssimo Sacramento, que desabrochou poderosamente ao longo do século Xll e na qual se realçava de maneira particular a presença real de Cristo todo no pão e vinho consagrado.

A procissão pelas vias públicas, quando é feita, atende uma recomendação do Código de Direito Canônico (art.944) que determina ao Bispo Diocesano que providencie, onde for possível, “para testemunhar publicamente a veneração para com a Santíssima Eucaristia principalmente na Solenidade do Corpo e Sangue de Cristo”. Em muitas cidades no Brasil é costume ornamentar as ruas por onde passa a procissão com tapetes de colorido vivo e desenhos de inspiração religiosa.

Católicos reverenciam e adoram a hóstia consagrada, pois de acordo com sua fé, nela está presente o corpo de Cristo. Esta presença se explica pela transubstanciação do pão e do vinho no corpo e sangue de Jesus. Não se trata de símbolo, rememoração ou lembrança apenas, mas de uma transformação real, embora as aparências permaneçam. A este movimento eucarístico estava ligado um grande desejo de contemplar a hóstia consagrada por parte do homem da Idade Média. Desejo este que levou, entre outras coisas, ao costume de elevar a hóstia depois da consagração, atestado pela primeira vez em 1200. A origem da Festa de  Corpus Christi remonta à história das visões de Juliana de Mont Cornellon.

No ano 1246, o bispo Dom Roberto de Liège, introduzia essa festa pela primeira vez em sua diocese. Em 1264, o papa Urbano lV prescreveu-a para toda a Igreja. Na Bula de introdução “Transciturus” o papa fundamenta a instituição da festa e faz uma exposição mais ou menos global da doutrina da Eucaristia enquanto sacrifício e refeição. O mesmo papa solicitou ao Santo Tomás de Aquino que compusesse os cânticos e orações para festa. O resultado foi algumas das mais famosas e emocionantes composições da música sacra, entre as quais podemos citar: “O Sacrum Convivium”, “Lauda Sion”, “Adoro Te Devote”, “Pange Lingua”, e Tantum Ergo. Este último têm as palavras iniciais dos dois últimos versos do hino “Pange Lingua” e cantados durante adorações e benções do Santíssimo Sacramento. A Eucaristia é a renovação do sacrifício de Cristo na cruz. É a celebração do amor infinito de Deus.

O Catecismo da Igreja Católica afirma que: “O modo de presença de Cristo sob as espécies eucarísticas é único. Ele eleva a Eucaristia acima de todos os sacramentos e faz com que ela seja como que o coroamento da vida espiritual e o fim ao qual tendem todos os sacramentos”.  No santíssimo sacramento da Eucaristia estão “contidos verdadeiramente, realmente e substancialmente o Corpo e Sangue juntamente com a alma e a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo e, por conseguinte, o Cristo todo”. (cf. Tomás de Aquino, S.Th., lll, 73,3).  “Esta presença chama-se “real” não por exclusão, como se as outras não fossem “reais”, mas por antonomásia, porque é substancial e porque por ela Cristo, Deus e homem, se torna presente completo” (cf. CIC, no. 1374).

Pe. Brendan Coleman Mc Donald, Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1

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