Fevereiro 2018 | Arquidiocese de Fortaleza

Publicado em 28/02/2018 por João Augusto

Prestação de Contas do Fundo de Solidariedade da Arquidiocese de Fortaleza, ano 2017

Todos os anos, no final do ano, a Equipe do Fundo de Solidariedade da Arquidiocese de Fortaleza faz sua prestação de contas, juntamente com a Cáritas Arquidiocesana,  administradora deste recurso, e o faz através de um folder que é encaminhado para todas as Regiões Episcopais, Paróquias, Áreas Pastorais, Pastorais, Movimentos… e é também disponibilizado no sitio da Arquidiocese.

Desde a sua criação, em 1998, o Fundo Nacional de Solidariedade (FNS) vem apoiando centenas de projetos sociais em diferentes regiões do país. Esta iniciativa foi  aprovada durante a 36ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), é resultado da Coleta da Solidariedade realizada no Domingo de Ramos.

Essa arrecadação de fundos integra as atividades da Campanha da Fraternidade, com participação efetiva das dioceses, paróquias e comunidades. Do valor total arrecadado nas coletas das missas, 40% são enviados ao Fundo Nacional da Solidariedade, gerido pela CNBB. Os outros 60% atenderão a projetos sociais das arquidioceses/dioceses,  administrados pelos respectivos Fundos Diocesanos de Solidariedade (FDS).

De acordo com o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da CNBB, dom Leonardo Steiner, o FNS é fruto do gesto concreto dos cristãos, que por meio das doações, colaboram com projetos de erradicação de vulnerabilidade e risco social em diversas regiões do Brasil.

“O Fundo de Solidariedade é um gesto profundo de conversão durante a caminhada quaresmal. Tem o objetivo de apoiar pequenos projetos que combatam a exclusão social a partir da promoção da organização dos grupos de pessoas excluídas, reforçando os laços de solidariedade entre eles e entre os agentes de pastorais e organizações sociais comprometidos com a promoção humana e as transformações sociais.

Ainda, segundo o bispo, o gesto fraterno da oferta tem um caráter de conversão quaresmal, com atenção a valorização da vida. “Nós somos uma Igreja viva e ativa, que realmente se preocupa com os pobres e está ao lado dos pobres. Queremos ajudar para que todos se sintam filhos e filhas de Deus”, disse.

 

      

Publicado em 28/02/2018 por João Augusto

Paróquia Nossa Senhora da Paz realizará I Passeio Ciclístico “SOMOS DA PAZ” em sintonia com CF 2018

Em sintonia com a Campanha da Fraternidade 2018 a Paróquia Nossa Senhora da Paz, localizada no bairro Meireles, realiza no sábado, 3 de março o I Passeio Ciclístico “Somos da Paz”. A iniciativa visa chamar atenção para a Campanha da Fraternidade 2018 que tem como tema a fraternidade e superação da violência “Em Cristo Somos Todos Irmão”.
Informações com Rommel Feitosa – PASCOM DA PAZ
Pastoral da Comunicação da Paróquia da Paz
Fortaleza – Ceará
Celular: (85) – 98778 1489 (TIM/ZAP)

Por  Rommel Feitosa – PASCOM DA PAZ

Publicado em 28/02/2018 por João Augusto

Não à violência nas redes sociais

Dom Pedro Brito Guimarães Arcebispo de Palmas – TO

Todos nós somos conscientes da importância das redes sociais. Com o advento destas plataformas, tudo ficou mais fácil, mais rápido e mais eficaz. Por causa da navegabilidade, da conectividade, da velocidade e da praticidade, as redes socais caíram no gosto das pessoas e se popularizaram. Tanto assim que o papa Francisco chegou a dizer que “as redes socais são ‘dom de Deus’ se usadas sabiamente”. O problema é saber usá-las com sapiência. E é exatamente o que, de fato, não está acontecendo. Nas mãos de quem não sabe manuseá-las sabiamente, elas se constituem um desastre e se transformam em uma arma perigosa que destrói, fere e mata.

A rigor, as redes sociais são neutras: não fazem nem bem e nem mal. É o coração humano que as tira desta sua neutralidade. “Não é a tecnologia que determina se a comunicação é autêntica ou não, mas o coração do homem e a sua capacidade de fazer bom uso dos meios ao seu dispor” (papa Francisco). O que se lamenta é que a geração de nativos, que domina, como ninguém, estas plataformas, as utilizam como armas de guerra para disseminar agressividades, espalhar cizânias, calúnias e raivas, provocar suspeitas e nivelar, por baixo, como se todos fossem iguais. Infelizmente muitos que se dizem “católicos” usam mais as redes sociais para condenar, politizar, polarizar, desinformar e provocar a divisão entre as pessoas e entre os grupos do que para dialogar, compartilhar e evangelizar. Defendem um neoconservadorismo que chega a beirar cisma. Um abismo chama outro abismo. A violência só gera violência. A guerra somente gera guerra. Usar o nome de Deus para justificar posturas e composturas agressivas e ríspidas, é não falar, em espirito e verdade, em seu nome. Usar o nome da Igreja para disseminar discórdia, é prestar-lhe um desserviço. Tenho repetido, à exaustação: “toda vez que perdemos de vista a grandeza do mistério da comunhão da Igreja para ficar preso à mesquinhez de uma pessoa, à fragilidade de um determinado grupo, ao erro de um determinado período histórico, perdemos a capacidade de contemplar o infinito mistério de Deus agindo em nós. Deus é infinitamente maior do que nosso pecado. Entender o mistério da comunhão da Igreja é não amesquinhá-la, não perder tempo com fofocas e picuinhas que ameaçam fechar a comunidade em si mesma e isolar os grupos” (padre Vitor Feller).

Tempo complexo este nosso. Estaria Cristo dividido? Estaria a Igreja de Cristo dividida? Quem nos separará do amor de Cristo? Gosto muito deste outro texto. Não é da minha autoria. Nem sei quem o escreveu. Peço, pois, vênia e licença, ao autor, para apropriar-me dele, como se meu fosse: “não tragam apenas a palavra afiada, feita faca para o combate; tragam também a voz e, no canto, a melodia do sonho e da esperança da unidade. Não tragam apenas olhos críticos para desnudar a injustiça e a opressão que os outros comentem; tragam também um olhar doce e terno, capaz de perdão, misericórdia e reconciliação. Não tragam apenas mãos firmes e fortes, a fim de remover barreiras e obstáculos; tragam também na ponta dos dedos sensíveis o bálsamo para as nossas feridas do corpo e da alma. Não tragam apenas pés rijos e calejados para as estradas íngremes e inóspitas; tragam também passos leves e pacientes, sintonizados com o ritmo dos mais debilitados. Não tragam apenas a boa nova do evangelho como um tesouro de preciosas pérolas; tragam também a arte, a graça e a magia de transmiti-la em tempos complexos. Não tragam apenas um espírito de fé, que tudo vence, supera e sublima; tragam também o coração aberto ao diálogo, à solidariedade, à paz e à oração. Não tragam apenas a água viva da mensagem, junto com a certeza de que Deus o envia; tragam também sedes, dúvidas e interrogações, pois, evangelizar é um movimento de mão dupla. Não tragam apenas o ouvido atento e a resposta pronta ao sofrimento e à alegria de tantos caminhos; tragam também o silêncio respeitoso diante da dor, já que uma história nua é como um sacrário aberto”.

Portanto, digamos não à violência nas redes sociais. Não compartilhemos notícias e nem conteúdos ofensivos e depreciativos. Não participemos de grupos que tenha por objetivos fofocar, caluniar e divulgar inverdades, como se verdades fossem. Vamos todos contribuir para a superação da violência, inclusive nas redes sociais. Esta é a nossa missão. Bela missão.

Publicado em 28/02/2018 por João Augusto

BOLETIM IGREJA NO BRASIL – N. 276

Publicado em 27/02/2018 por João Augusto

Custódio da Terra Santa, Pe. Patton: não trabalhamos para obter lucro

Basílica do Santo Sepulcro em Jerusalém

Padre Frei Francesco Patton fala sobre o fechamento do Santo Sepulcro em resposta à iniciativa israelense de cobrar impostos sobre prédios eclesiásticos e de limitar os direitos de propriedade das Igrejas.

Cidade do Vaticano

“Não temos nenhuma intenção de brigar com o Estado de Israel, temos ótimas relações e em todas as ocasiões buscamos colaborar”, mas “houve algumas ações que prejudicam nossos interesses”. “Se houver a possibilidade de reencontrar-nos em torno de uma mesa e discutir, o faremos juntos de bom grado. Não como comunidade individualmente considerada, mas juntos como comunidades cristãs envolvidas”.

Assim tem início a entrevista concedida ao Vatican News pelo Custódio da Terra Santa, Padre Frei Francesco Patton, instado a comentar a decisão das três Igrejas – ortodoxa, armênia e católica – de fechar o Santo Sepulcro de Jerusalém, “Santuário mais importante da cristianismo”.

“São duas questões a serem resolvidas”, precisa Frei Patton. “A questão do pagamento de impostos sobre prédios das Igrejas com valor retroativo. Trata-se de uma exigência que não considera o fato que não trabalhamos para obter lucro, mas para oferecer também serviços de tipo social que inclusive aliviam despesas da própria municipalidade. Nossos balanços de final de ano quando conseguem obter um equilíbrio entre entradas e saídas já é um bom resultado, explica o religioso franciscano. A outra questão diz respeito à proposta de lei que consideramos discriminatória vez que pretende regular o direito de propriedade, de locação e as transações apenas para os terrenos das Igrejas, acrescenta.

Hipótese de reabertura do Santo Sepulcro

“Não pode tratar-se de um fechamento definitivo”, responde o Custódio da Terra Santa, “isso é evidente, mas creio que essa dificuldade ajude a fazer refletir”, conclui Frei Patton.

Leia mais sobre a Terra Santa aqui

Publicado em 27/02/2018 por João Augusto

‘Deus é jovem’: o novo livro do Papa Francisco

O lançamento será no dia 20 de março, logo antes do Domingo de Ramos e o Dia Mundial da Juventude nas dioceses de todo o mundo.

Cidade do Vaticano

Dois anos depois de “O nome de Deus é misericórdia”, publicado em mais de 100 países, o novo livro-entrevista do Papa Francisco, “Deus é jovem”, será lançado em todo o mundo no dia 20 de março.

Sínodo marcado no Vaticano de 3 a 28 de outubro 

Em vista do Sínodo dos Jovens, em outubro próximo no Vaticano, o novo projeto editorial será publicado logo antes do Dia Mundial da Juventude, celebrado no Domingo de Ramos no Vaticano e nas dioceses dos cinco continentes.

“Nas seis principais línguas, a capa traz o título escrito a mão pelo próprio Papa ”

Nesta obra, Francisco conversa com o jornalista Thomas Leoncini dirigindo-se aos jovens de todo o mundo, de dentro e fora da Igreja, e com firmeza e paixão, analisa os grandes temas da actualidade. O resultado é um diálogo corajoso, intimo e memorável.

No Brasil, o livro será publicado pela Editora Planeta.

Fonte: Vaticano News

Publicado em 26/02/2018 por João Augusto

Dialogar é Preciso

Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald – Redentorista

Dentro das atitudes éticas cristãs encontra-se a realização do diálogo interpessoal. Parece-me que hoje, mais do que nunca, precisamos em nossa sociedade de muito mais diálogo interpessoal. Há vários tipos de diálogo como o conhecido “Diálogo Socrático” ou o contemporâneo “Diálogo Dialético”, e há obviamente conceitos bem diferentes sobre os diversos tipos de diálogo. Há pessoas que confundem até monólogo com diálogo! L. Boros em seu livro “Encontrar a Dios em El hombre” (Salamanca, 1991) enfatiza as seguintes qualidades para que um diálogo interpessoal seja frutífero: “veracidade, respeito, alegria, amizade, amor magnanimidade e sinceridade”. O mundialmente conhecido teólogo R. Guardini em seu livro “Una ética para nuestro tiempo” (Madrid, 1994) escreve na mesma linha. Para ele fatores importantes incluem: “…veracidade, aceitação, respeito, fidelidade, bondade, compreensão, cortesia e gratidão”. Seria muito difícil apresentar todo o conjunto de atitudes necessárias para um rico e profundo diálogo interpessoal. Cada caso exige um conjunto específico de atitudes.

Onde há greves, frequentemente há falhas no diálogo entre o governo ou patrão e os funcionários ou operários. Em muitos dos casos de divórcio, desquite ou separações, a falta de diálogo razoável é apontada como a causa da ruptura das relações. Nas intermináveis brigas entre pais e filhos adolescentes um diálogo interpessoal inadequado, às vezes, é indicado como a causa principal. Podemos listar algumas qualidades básicas que facilitam a comunicação interpessoal. Estas incluem: (a) Respeito ao outro e suas manifestações ideativas, axiológicas e religiosas; (b) Aceitação do pluralismo evitando toda intransigência e dogmatismo; (c) Esforço para enfatizar a convergência e, quando possível, evitar a ênfase exagerada na divergência; (d) Reconhecimento da igualdade dos homens e mulheres, esforçando-se para acolher o outro, especialmente o marginalizado, e (e) Criação de laços de amizade que é “a estrutura fundamental da relação própria de pessoa para pessoa”.

Hoje se torna imperativo e urgente mais diálogo sincero e genuíno interpessoal em várias áreas como: o diálogo de gerações (pais e filhos); o diálogo internacional (buscando paz entre as nações); o diálogo político (entre partidos políticos e entre o governo e a oposição);  o diálogo entre culturas diferentes (europeus e asiáticos); o diálogo entre ideologias diferentes (democracia e comunismo);   o diálogo entre as religiões (cristãos  entre si e muçulmanos, isso é  ecumenismo);  o diálogo profissional (entre médicos e seus pacientes, entre advogados e seus clientes, entre militares e seus subordinados); o diálogo pastoral (entre padres e pastores e seus rebanhos); o diálogo orante com  Deus (feito através da leitura de sua Palavra nas Sagradas Escrituras, do Magistério da Igreja, do bom exemplo do nosso irmão feito “à imagem e semelhança de Deus)

Para uma vida bem melhor e mais autêntica nos campos: social, político, econômico, religioso e educacional, é preciso urgentemente de um diálogo interpessoal ou grupal, que seja genuíno, profundo e, sobretudo verdadeiro. Tal diálogo faria bem à sociedade nestes tempos difíceis.

Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald
Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1

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Publicado em 26/02/2018 por João Augusto

O mundo da arte

Padre Geovane Saraiva*                           

Na Igreja Católica, a imagem encaminha os cristãos para Deus, alertando-os do perigo de não colocar criaturas ou coisas no lugar de Deus. Venerar as imagens dos santos é uma forma de glorificar a Deus, indo ao seu encontro, identificados como criaturas humanas frágeis, mas heroicas nas ações em favor do projeto de Deus. Carinhosamente, são venerados como figuras exemplares e referenciais.

O culto às imagens foi, e continua sendo, um meio edificante a nos levar a refletir sobre acontecimentos e fatos inusitados, especialmente no mundo da religiosidade popular, sem esquecer, evidentemente, da ação redentora de Deus nos cristãos, através da imersão no mundo da arte, do abstracionismo e da simbologia. O mundo das imagens é inseparável do mundo da religiosidade popular, registrados nos acontecimentos no decorrer da História e da caminhada do povo de Deus.

Na história da pintura e das artes, a Igreja jamais dispensou seus talentosos artífices e gênios, tais como Dante Alighieri (1265-1321) e Michelangelo (1475-1564), entre muitos, sem esquecer que, quando arte medieval, se encontrou com o Renascimento, e contemplou-se a dadivosa bondade de Deus em Giotto di Bondone (1267-1337), pintor e arquiteto italiano, ao externar seu mais elevado rigor inovador, quanto cultural e artístico. Pela vida de São Francisco de Assis, São João Batista, entre outros primorosos trabalhos, temos uma visão quão humana e esplendorosa do mundo, na identificação das figuras dos santos aos seres humanos, imagem e semelhança de Deus.

A Igreja, hoje, volta-se para o interior da pessoa, na simplicidade e no despojamento dos bens deste mundo, buscando, evidentemente, abraçar os bens que não passam. Que a talentosa Ana Paula Dornelas Guimarães de Lima, conhecida atualmente no Brasil por produzir imagens de santos “fantasiados” de personagens da cultura “pop”, possa se juntar aos gênios da História, somando esforços, na lógica do projeto do Reino de Deus, instaurado por Jesus de Nazaré: “Beleza sempre antiga e sempre nova”. Amém!

*Pároco de Santo Afonso e vice-presidente da Previdência Sacerdotal, integra a Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza – geovanesaraiva@gmail.com

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Publicado em 26/02/2018 por João Augusto

Catequese de Quaresma (II)

No caminho quaresmal que iniciamos há pouco, entramos no deserto com Jesus Cristo. Ele “foi levado para o deserto pelo Espirito”, e fez daqueles dias tempo de profunda comunhão com o Pai. Talvez pudéssemos dizer que os quarenta dias no deserto foram o propedêutico (preparação) de Jesus para poder iniciar sua missão. E o que Ele fez ali? Ele rezou e jejuou, mas próximo ao final desse tempo foi tentado por Satanás.

Lembremos que a travessia do povo de Deus pelo deserto, ao sair do Egito, durou quarenta anos! A demora para chegar à terra prometida, ao final da peregrinação, certamente fez dessa travessia algo pesado, que por vezes encheu de amarguras e de dores o coração dos israelitas. Em tempos de demora a mão do Tentador costuma aparecer; não foi à toa que ali no deserto os israelitas sentiram fome e sede, sentiram a demora de Moisés que não descia do Monte Sinai; o que fez o Tentador? Colocou certo tipo de “saudade” no coração das pessoas: tiveram saudades das cebolas do Egito, mesmo que isso lhes custasse a liberdade; essa saudade do Egito fez com que murmurassem, falassem contra Deus, reclamassem da vida – que agora era livre, mesmo que com algumas dificuldades; a murmuração levou-lhes a criar um deus: um bezerro de ouro – que substituiu o verdadeiro Deus.  A esse bezerro até ofereceram seus sacrifícios.

Caros amigos, pode acontecer que as dificuldades da vida por vezes nos encontrem ou nos levem para desertos, onde somos postos à prova, somos tentados, afligidos pelo Inimigo. Entramos na Quaresma, e de algum modo estamos no deserto com o Senhor. Na verdade, a esse deserto quaresmal fomos levados por Jesus e pela Igreja. Entremos nesse tempo favorável com a coragem de olhar para nós mesmos, para nossas tentações, para aquelas coisas que o inimigo tem posto à nossa frente procurando nos afastar da verdadeira Vida. Por isso, se o deserto é lugar de angústia, de sede, de fome, de tentação, é bem verdade que ele pode, também, converter-se em lugar e tempo de muitas graças. Eis o que quer ser a quaresma para os cristãos, para os católicos: tempo de graça e de vida!

No seu tempo de deserto Jesus recebeu as consolações e a força do Espírito Santo. Ali o Senhor sentiu profundamente a presença do seu Pai na força da Palavra. Reparemos que as tentações foram vencidas pela força da oração e com a proclamação da Palavra. Três vezes tentado, três vezes Jesus citou a Palavra. Assim, a Palavra tornava-se realidade naquela hora de angústia. O Papa Emérito Bento XVI, uma vez disse que “a escuta e o acolhimento da Palavra de Deus exigem o silêncio interior e exterior, afastando-nos de uma cultura barulhenta que não favorece o recolhimento” (Catequese, 07/03/2012). Eis uma das funções do deserto: ser lugar de silêncio!

Segue então a dica para esses próximos dias: tirar um tempo da semana e procurar um lugar onde você possa estar em silêncio para acolher a Palavra de Deus, e dessa Palavra algum compromisso de crescimento espiritual e/ou humano. Afinal, continua Bento XVI naquela Catequese, “podemos dizer que Jesus nos ensina a rezar, não só com a oração do Pai-nosso, mas também com o exemplo da sua própria oração, indicando-nos que temos necessidade de momentos tranquilos vividos na intimidade com Deus, para escutarmos e chegarmos à ‘raiz’ que sustenta e alimenta a nossa vida”.

Ali no deserto o Senhor venceu o Inimigo com a perseverança na luta, com a perseverança no sacrifício. Jesus rezou e jejuou. E em que essa prática do jejum ajudou Jesus na batalha contra a tentação? Ora, Jesus mesmo disse que “não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”, desse modo ele declara ao Tentador que o verdadeiro jejum “tem como finalidade comer do alimento verdadeiro, que é fazer a vontade do Pai”, ou seja, “com o jejum, o fiel deseja submeter-se humildemente a Deus, confiando em sua bondade e misericórdia” (Bento XVI, Mensagem para a Quaresma 2009).

Dessa forma encaramos o jejum como exercício espiritual de entrega à vontade de Deus. E essa entrega abre espaço suficiente para não se deixar ludibriar pela “lábia” do Tentador. Certamente, “privar-se do alimento material que nutre o corpo facilita uma disposição interior a escutar Cristo e a nutrir-se de sua palavra de salvação”; desse modo, com o jejum e a oração nós permitimos que o Senhor “venha saciar a fome mais profunda que experimentamos no íntimo de nosso coração” (Bento XVI, Idem). Segue então a outra dica: se ainda não escolheu, em oração escolha seu jejum, sua abstinência para esse tempo quaresmal.

Nesse tempo segue-nos a Santa Mãe de Deus, peçamos a ela que nos sustente “no esforço de libertar o nosso coração da escravidão do pecado para o tornar cada vez mais ‘tabernáculo vivo de Deus’” (Bento XVI, Idem).

Pe. Rafhael Silva Maciel
Roma, 22 de fevereiro de 2018
Cátedra de São Pedro

Publicado em 26/02/2018 por João Augusto

Acontece hoje, 26 de fevereiro, na sede da CNBB Regional Nordeste 1, a reunião da Comissão para o Serviço da Caridade, Justiça e da Paz.

Dom André Vital, Bispo de Limoeiro do Norte e bispo de referência da Comissão coordena a reunião que tem por objetivo o Planejamento 2018, o diagnóstico das dioceses e a escola de fé e política.

Participam desse encontro Ir.Rosália Alencar (Secretária Executiva), Pe Brendan Mc Donald (Assessor) e os representantes das pastorais: Operária, AIDS, Sobriedade, Criança, Carcerária, Pessoa Idosa, Comunidade Eclesiais de Base (CEB’s), Conselho de Leigos (CNL) e Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP).

Leia a noticia no Site da CNBB Regional


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