Publicado em 31/01/2017 por João Augusto

Pastoral Carcerária recebe Prêmio Maria Amélia Leite de Direitos Humanos 2016

Convite

A Pastoral Carcerária da Arquidiocese de Fortaleza será agraciada pelo Fórum Justiça com o Prêmio Maria Amélia Leite de Direitos Humanos, pela presença viva de Cristo no mundo do Cárcere, contemplando em cada encarcerado o rosto do Cristo crucificado, reconhecendo que todo o ser humano é intocável em sua dignidade, mesmo após o erro e acreditando na possibilidade de conversão de todos, neste ano jubilar da misericórdia.

O Prêmio será entregue no dia 03 de fevereiro, às 17h, no Auditório da Cáritas Brasileira Regional Ceará (Rua Júlio Cezar, 442)

Ser Pastoral não admite limites, com horas formais de trabalho a serem cumpridas. Somos voluntariados que dentro das nossas possibilidades, condições e limites nos dedicamos a uma causa tão sensível e desafiadora….

 

Publicado em 31/01/2017 por João Augusto

Nossa Senhora de Lourdes é festejada no Bairro Ellery

Terá início nesta quinta –feira, 2 de fevereiro, no Bairro Ellery,  os festejos de sua padroeira: Nossa Senhora de Lourdes. A festa acontece  no momento em que a comunidade celebra os 5 anos de criação da paróquia.

A novena seguida de missa acontecem sempre a partir das 19 horas.

Publicado em 31/01/2017 por João Augusto

Documento do Sínodo dos Bispos 2018

O Secretário Geral do Sínodo dos Bispos Lorenzo Cardeal Baldisseri recentemente enviou a todas as Conferências Episcopais, aos Sínodos das Igrejas Orientais sui juris, à União dos Superiores-Gerais e os Discatérios da Cúria Romana, um documento sobre o próximo Sínodo dos Bispos que o Papa Francisco convocou para o mês de outubro de 2018 sobre o tema: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”. Este texto encontra-se disponível também no site da Internet do Vaticano:   www.vatican.va/roman_curia/synod/documents/.

Através deste  documento mediante o qual em toda a Igreja se dá início à consulta sobre o tema sinodal  já mencionado. Todos os componentes das Igrejas particulares e instituições acadêmicas, organizações e outras instâncias eclesiais, estão convidados de promover uma ampla consulta de todo o Povo de Deus sobre os jovens, sobre a sua fé e sobre o discernimento vocacional.  É oportuno interpelar os jovens a fim de que participem ativamente no processo sinodal. Uma síntese dos resultados alcançados deste consulta deve ser enviada à Secretaria Geral do Sínodo dos Bispos, até o fim do mês de outubro de 2017. Segue agora um resume do documento preparatório de vinte e duas páginas.

Documento Preparatório XV Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos
TEMA: “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional”

Índice
Introdução – Nos passos dos discípulos amado
1 – Os jovens no mundo de hoje
Um mundo que se transfora rapidamente
As novas gerações
Os jovens e as escolhas
2 –  Fé, Discernimento, Vocação.
Fé e Vocação
O dom do discernimento
Percursos de vocação e missão
O acompanhamento
3 – A Ação Pastoral
Caminhar com os jovens
Sujeitos (Todos os jovens e as figuras de referência)
Lugares (Compromisso Social, ambientes pastorais, o Mundo Digital)
Instrumentos (As linguagens da pastoral, educação, percursos da Evangelização, Silêncio, Contemplação, Oração)
Maria de Nazaré

QUESTIONÁRIO
Coletar os dados
Interpretar a situação
Compartilhar as práticas.

Padre Brendan Coleman

Publicado em 31/01/2017 por João Augusto

São Gonçalo do Amarante acolhe com alegria Pe. Denis Acácio

Padre Denis Acásio – Novo Pároco / Padre Virgínio – Vigário Geral

No último dia 27, em clima de festa e alegria tomou posse na Paróquia de São Gonçalo do Amarante, no município do qual recebe o mesmo nome, o Pe. Denis Acácio de Araújo. A Igreja Matriz da cidade ficou pequena para a população local, e ainda as diversas caravanas oriundas de outras localidades, nas quais Pe. Denis prestou seus serviços religiosos, inclusive a maior de todas fora a da última Paróquia (Nossa Senhora das Graças – Parque Santa Maria – Fortaleza), onde realizou seu pastoreio de 2009-2016.

Representado o senhor arcebispo metropolitano de Fortaleza, Dom José Antônio Aparecido Tosi Marques, o Vigário Geral Moderador da Cúria, Mons. Virgínio Asêncio Serpa, foi quem realizou o ato da posse de Pe. Denis Acácio de Araújo. Além das comunidades e convidados, estiveram presentes boa parte do clero da Arquidiocese de Fortaleza, entre eles: Pe. Alderi Leite de Araújo (Paróquia N. S da Saúde – Mucuripe), Pe. Pedro Rodrigues (Cidade 2000), Pe. João Bosco (Paróquia N. S. Aparecida – P. Futuro), Pe. Rodrigo (Paróquia N. S. das Graças – Ideal), Pe. Antônio F. Maciel (Mulungú), Pe. Carlos Tamboril (Paróquia Santo Antônio – Pici), Pe. Bruno (Paróquia N. S. das Graças – Parque Santa Maria), Pe. Aderlânio (Paróquia São João Batista – Aruarú), Pe. Ednaldo (Paróquia N. S. dos Navegantes), Pe. Vicente de Oliveira (Vice Reitor do Seminário Propedêutico), Pe. Henrique Bezerra (Paróquia N. S. das Graças e São Pedro), Pe. Ailton (Paróquia N. S. das Dores), Pe. Regis Fonseca (Vigário da Paróquia N.S. de Fátima), Pe. Reginaldo Guimarães (Paróquia Mãe Santíssima), Pe. Wesley Sousa (Vigário de São  Gonçalo) Pe. Antônio Robério (Nossa Senhora Perpétuo Socorro – Jereissati /Timbó), Pe. Antônio Carlos (São Pio X – Pan-Americano), Pe. Neto, Pe. Isaac e Pe. Watson Holanda Façanha (Santa Cecília – Bom Jardim).

Pe. Denis Acácio, já havia recebido sua Provisão (espécie de aviso) das mãos de Dom José Antônio desde o dia 27 de dezembro, no qual já o comunicava que o mesmo iria assumir a Paróquia de São Gonçalo do Amarante. Muito bem recebido por todos os presentes, o mesmo agradeceu e afirmou que está disposto junto com os paroquianos a continuar com o trabalho de evangelização com todas as pastorais, grupos e comunidades.

Colaboração
Pascom – Paróquia N. S. da Saúde – Mucuripe
Jonas Lima e Ticianna Nunes

Publicado em 31/01/2017 por João Augusto

Inspirados em Francisco

Convém sempre recordar que, para nós, católicos, “papa” é sempre o nome mais comum e mais usado, quando falamos do Santo Padre, que, em grego, quer dizer “pai”: pai dos amigos de Jesus e de todos aqueles que abraçam a fé, no desejo de viver e de ser coerente com o seu compromisso batismal, realizando a vontade do Pai, em uma bela e rica experiência do amor de Deus, ao seguir a Jesus de Nazaré.

No decorrer da história da Igreja, como comentamos anteriormente, os cristãos aprenderam a chamar o Papa de vários títulos, tais como: Vigário de Cristo na Terra, Pastor Universal, Romano Pontífice, Sumo Pontífice, Augusto Pontífice, Sucessor de Pedro, Príncipe dos Apóstolos, Santo Padre, Sua Santidade, Chefe Visível da Igreja, Patriarca do Ocidente, Primaz da Itália e ainda Servo dos Servos de Deus. Temos, aos domingos, a tradicional oração mariana do Angelus, na Praça de São Pedro, quando o Augusto Pontífice exorta-nos, e dessa vez a partir do espírito das bem-aventuranças, dizendo-nos sobre a missão da Igreja, confiada a Francisco, de ligar a terra ao céu: “Os pobres, no sentido evangélico, surgem como aqueles que têm em vista a meta do Reino dos Céus, fazendo entrever que este é antecipado, em semente, na comunidade fraterna, que privilegia a partilha do ter”.

Somos convencidos de que o múnus do Sucessor de Pedro, que lhe foi confiado por Deus, é o de fazer de verdade uma estreita sintonia, confundindo-se céu e terra, numa misteriosa troca de dons. Que a humanidade não se afaste das vivas palavras e do testemunho do Papa Francisco, reavivando o dom da fé, o de avançar para águas mais profundas – Duc in Altum (cf. Lc 5,1-10), orientados pela palavra segura, fecunda e esperançosa do nosso querido Chefe Visível da Igreja, representante de Cristo aqui na Terra (cf. Mt 16, 18).

As doces, ternas e afáveis palavras do Romano Pontífice estão voltadas para a expressão “construir pontes”, resumindo e deixando clara sua missão aqui na terra, entendida pela palavra “ponte”, na sua importância, ao ligar uma margem a outra de um rio. Que o ensinamento do Romano Pontífice venha com a força com que o Evangelho convoca a todos, no sentido de perceber que o “pobre em espírito é o cristão que não confia em si mesmo, nas suas riquezas materiais, não se obstina nas suas opiniões pessoais, mas escuta com respeito e segue respeitosamente as decisões de outros”.

Peçamos a graça de sempre, e cada vez mais, não só compreendermos a expressão “construtor de pontes”, mas de vivenciá-la no dia a dia, colocando-a como nossa, indicando, na sua profundidade, mais que um simples pedido, e sim um apelo de oração fervorosa de súplica, deixando claro que a misericórdia é o segundo nome do amor de Deus, segundo a ordem de Jesus: “Quando fizestes a um destes meus irmãos pequeninos, a mim o fizestes” (Mt 25, 40).

Padre Geovane Saraiva* Pároco de Santo Afonso e Vice-Presidente da Previdência Sacerdotal, integra a  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza – geovanesaraiva@gmail.com

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Publicado em 31/01/2017 por João Augusto

Evangelho – Mc 5,21-43

3ª-feira da 4ª Semana do Tempo Comum – 31 de Janeiro de 2017 – S. João Bosco Presb, memória Cor: Branco

Menina, levanta-te!

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos 5,21-43

Naquele tempo:
21Jesus atravessou de novo, numa barca,
para a outra margem.
Uma numerosa multidão se reuniu junto dele,
e Jesus ficou na praia.
22Aproximou-se, então, um dos chefes da sinagoga,
chamado Jairo.
Quando viu Jesus, caiu a seus pés,
23e pediu com insistência:
‘Minha filhinha está nas últimas.
Vem e pðe as mãos sobre ela, para que ela sare e viva!’
24Jesus então o acompanhou.
Uma numerosa multidão o seguia e o comprimia.
25Ora, achava-se ali uma mulher
que, há doze anos, estava com uma hemorragia;
26tinha sofrido nas mãos de muitos médicos,
gastou tudo o que possuía,
e, em vez de melhorar, piorava cada vez mais.
27Tendo ouvido falar de Jesus,
aproximou-se dele por detrás, no meio da multidão,
e tocou na sua roupa.
28Ela pensava:
‘Se eu ao menos tocar na roupa dele, ficarei curada’.
29A hemorragia parou imediatamente,
e a mulher sentiu dentro de si
que estava curada da doença.
30Jesus logo percebeu que uma força tinha saído dele.
E, voltando-se no meio da multidão, perguntou:
‘Quem tocou na minha roupa?’
31Os discípulos disseram:
‘Estás vendo a multidão que te comprime
e ainda perguntas: ‘Quem me tocou’?’
32Ele, porém, olhava ao redor
para ver quem havia feito aquilo.
33A mulher, cheia de medo e tremendo,
percebendo o que lhe havia acontecido,
veio e caíu aos pés de Jesus,
e contou-lhe toda a verdade.
34Ele lhe disse:
‘Filha, a tua fé te curou.
Vai em paz e fica curada dessa doença’.
35Ele estava ainda falando,
quando chegaram alguns da casa do chefe da sinagoga,
e disseram a Jairo:
‘Tua filha morreu. Por que ainda incomodar o mestre?’
36Jesus ouviu a notícia e disse ao chefe da sinagoga:
‘Não tenhas medo. Basta ter fé!’
37E não deixou que ninguém o acompanhasse,
a não ser Pedro, Tiago e seu irmão João.
38Quando chegaram à casa do chefe da sinagoga,
Jesus viu a confusão
e como estavam chorando e gritando.
39Então, ele entrou e disse:
‘Por que essa confusão e esse choro?
A criança não morreu, mas está dormindo’.
40Começaram então a caçoar dele.
Mas, ele mandou que todos saíssem,
menos o pai e a mãe da menina,
e os três discípulos que o acompanhavam.
Depois entraram no quarto onde estava a criança.
41Jesus pegou na mão da menina e disse:
‘Talitá cum’ – que quer dizer:
‘Menina, levanta-te!’
42Ela levantou-se imediatamente e começou a andar,
pois tinha doze anos.
E todos ficaram admirados.
43Ele recomendou com insistência
que ninguém ficasse sabendo daquilo.
E mandou dar de comer à menina.
Palavra da Salvação.

Reflexão
A pessoa de fé é aquela que acolhe a revelação divina e responde de forma positiva aos seus apelos. Quando a pessoa acolhe Jesus como sendo o Filho de Deus e procura responder de forma positiva a esta presença de Deus em sua vida, ela é constantemente movida ao encontro de Deus e passa a se beneficiar de suas graças e bênçãos. Mas quem não acolhe a revelação, não reconhece Jesus como o verdadeiro Deus presente no meio de nós, não vai ao seu encontro, não participa da sua vida e do seu projeto de amor e, consequentemente, não se beneficia de tudo aquilo que ele nos concede.

Publicado em 30/01/2017 por João Augusto

Evangelho – Mc 5,1-20

2ª-feira da 4ª Semana do Tempo Comum 30 de Janeiro de 2017 – Cor: Verde

Espírito impuro, sai desse homem! 

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 5,1-20
Naquele tempo:
1Jesus e seus discípulos chegaram à outra margem do mar,
na região dos gerasenos.
2Logo que saiu da barca,
um homem possuído por um espírito impuro,
saindo de um cemitério, foi ao seu encontro.
3Esse homem morava no meio dos túmulos
e ninguém conseguia amarrá-lo,
nem mesmo com correntes.
4Muitas vezes tinha sido amarrado com algemas e correntes,
mas ele arrebentava as correntes e quebrava as algemas.
E ninguém era capaz de dominá-lo.
5Dia e noite ele vagava entre os túmulos e pelos montes,
gritando e ferindo-se com pedras.
6Vendo Jesus de longe,
o endemoninhado correu, caiu de joelhos diante dele
7e gritou bem alto:
‘Que tens a ver comigo, Jesus, Filho do Deus altíssimo?
Eu te conjuro por Deus, não me atormentes!’
8Com efeito, Jesus lhe dizia:
‘Espírito impuro, sai desse homem!’
9Então Jesus perguntou:
‘Qual é o teu nome?’
O homem respondeu:
‘Meu nome é ‘Legião’, porque somos muitos.’
10E pedia com insistência
para que Jesus não o expulsasse da região.
11Havia aí perto uma grande manada de porcos,
pastando na montanha.
12O espírito impuro suplicou, então:
‘Manda-nos para os porcos, para que entremos neles.’
13Jesus permitiu.
Os espíritos impuros saíram do homem e entraram nos porcos.
E toda a manada – mais ou menos uns dois mil porcos –
atirou-se monte abaixo para dentro do mar, onde se afogou.
14Os homens que guardavam os porcos saíram correndo
e espalharam a notícia na cidade e nos campos.
E as pessoas foram ver o que havia acontecido.
15Elas foram até Jesus e viram o endemoninhado sentado,
vestido e no seu perfeito juízo,
aquele mesmo que antes estava possuído pela Legião.
E ficaram com medo.
16Os que tinham presenciado o fato
explicaram-lhes o que havia acontecido
com o endemoninhado e com os porcos.
17Então começaram a pedir
que Jesus fosse embora da região deles.
18Enquanto Jesus entrava de novo na barca,
o homem que tinha sido endemoninhado
pediu-lhe que o deixasse ficar com ele.
19Jesus, porém, não permitiu.
Entretanto, lhe disse:
‘Vai para casa, para junto dos teus
e anuncia-lhes tudo o que o Senhor,
em sua misericórdia, fez por ti.’
20Então o homem foi embora e começou a pregar na Decápole
tudo o que Jesus tinha feito por ele.
E todos ficavam admirados.
Palavra da Salvação.

Reflexão
O que nós queremos fazer a partir do momento em que fazemos uma experiência mais profunda do amor de Deus em nossas vidas? Em muitos casos, o que acontece é que a pessoa adota uma postura intimista e individualista de vivência religiosa. O Evangelho de hoje nos mostra essa tendência, mas nos mostra também a vontade de Deus. Jesus não permitiu que o homem que tinha sido endemoninhado ficasse com ele, mas o enviou para ser evangelizador através do testemunho da misericórdia de Deus, mostrando-nos, assim, que a verdadeira resposta ao amor de Deus é o compromisso evangelizador.

Publicado em 30/01/2017 por João Augusto

Leitura Orante: 5º Domingo do Tempo Comum

5º DOMINGO DO TEMPO COMUM: Evangelho Mt 5, 13-16
Tema: “A luz e o sal do mundo”

Invocação à Santíssima Trinidade
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Só a Deus honra e glória. Bendigamos o Pai e o Filho e o Espírito Santo. Nós vos invocamos, nós vos louvamos, Nós vos adoramos, oh! Santíssima Trindade. Sois a nossa esperança, a nossa salvação, A nossa glória, oh! Santíssima Trindade. Oh! Santíssima Trindade. Santo, Santo, Santo, Senhor Deus onipotente, O Deus que era, que é, e que há de vir. A vós a glória e o poder pelos séculos dos séculos. Louvor, glória e ação de graças a Vós, Oh! Santíssima Trindade. Amém.

Passos da Leitura Orante

LEITURA: (Verdade) O que diz o texto?
Proclamação da Palavra na Bíblia – Mt 5, 13-16. Observe as pessoas, descubra as palavras e frases que mais chamaram a atenção. os lugares, as relações que fazem parte do contexto.

MEDITAÇÃO: (Caminho) O que o texto diz para nós, hoje?
Jesus compara os seus discípulos ao sal e luz. Ambos são símbolos muito presentes na vida de todas as pessoas. Sem sal, não se sente o sabor dos alimentos. Sem luz, não se vê nada, nem sombras, nem caminho, nem cores. A vida se torna quase impossível. O discípulo tem esta missão: saborear o sentido da vida.

Cristo diz: “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8,12) e “Vocês são a luz do mundo”. (Mt 5,14).Passarei o dia sendo luz, e rezando, pelas pessoas que eu encontrar? A exemplo do apóstolo Paulo: “Quando for visitá-las, levarei para vocês muitas bênçãos de Cristo”. (Rm 15,29).

O sal serve para dar sabor, para conservar e purificar; é, ainda, ingrediente indispensável para o sacrifício e a aliança (Lv 2,13; Ez 43,24). O sal utilizado na aliança simboliza a perenidade do pacto. Os discípulos, pela graça de Cristo, dão sabor ao mundo, sentido à existência humana. No entanto, é preciso estar atentos, pois o sal pode ser adulterado; quando isso acontece, ele não serve para mais nada, pois perdeu sua função.

O uso excessivo de sal pode causar alteração em nossa saúde. Por isso, Jesus nos pede o equilíbrio na nossa vida, para que o sal desempenhe sua função. O discípulo missionário é o sal e a luz da Boa Nova , para que haja mais amor e paz

Ser sal é saborear tudo que valoriza a dignidade da pessoa humana. Assim, como a luz. “Vós sois a luz do mundo!. Não se pode esconder uma cidade situada sobre uma montanha (5,15.-17) nem se acende uma luz para colocá-la debaixo do alqueire, mas sim para colocá-la sobre o candeeiro, a fim de que brilhe a todos os que estão em casa. Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus Não julgueis que vim abolir a lei ou os profetas. Não vim para os abolir, mas sim para levá-los à perfeição.”

A Conferência de Aparecida lembra: “Jesus propõe entregar a vida para ganhá-la, porque “quem aprecia sua vida terrena, perdê-la-á” (Jo 12,25). É próprio do discípulo de Jesus gastar sua vida como sal da terra e luz do mundo. Diante do individualismo, Jesus convoca a viver e caminhar juntos. A vida cristã só se aprofunda e se desenvolve na comunhão fraterna. Jesus nos disse “um é seu mestre e todos vocês são irmãos” (Mt 23,8). Diante da despersonalização, Jesus ajuda a construir identidades integradas.” (DAp 110).

ORAÇÃO: (Vida) O que o texto nos faz dizer a Deus?
Ser “sal da terra” e “luz do mundo”

Senhor,
Tu me chamas a viver em comunidade
E queres que edifique a comunidade.
Queres-me em comunhão com os outros,
Não para me sentir bem nem para ser mais forte,
Mas para que seja eu mesmo.
A comunidade é forte, se espera.
A comunidade é santa, se ama.
A comunidade é santa, se eu e cada um é santo.
Ser comunidade é existir para os outros,
É encontrar-se e comprometer-se com os homens;
É rezar com eles e dar-lhes provas da própria esperança.
Só assim podemos aproximar-nos daqueles que não receberam a fé.
E colocá-los nas Tuas mãos, Senhor.
Só assim podemos suster a fé.
Naqueles que a conservam.
À custa de duras penas e grandes sofrimentos.
Ajuda-nos, Senhor, a ser, em Ti e na tua Igreja,
Sal da terra e luz do mundo.

CONTEMPLAÇÃO: (Vida e Missão) Qual meu novo olhar, a partir da Palavra?
Como ser luz para os outros? Na família, no trabalho, na Igreja, como terei o cuidado de deixar que os outros mostrem sua luz°?
Tenho ofuscado a visão da luz do outro, para eu ser centro de iluminação exagerada e interesseira?
Sinto que minha vida é carregada do sabor da Palavra de Deus? Que a minha presença é iluminadora para outras pessoas, que apontam caminhos de paz de justiça e de amor?

BÊNÇÃO BÍBLICA
Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. ( Nm 6. 24-27)


Elaboração: Padre Francisco Ivan de Souza e Haydée Bomfim Morais

Publicado em 29/01/2017 por João Augusto

Mensagem do Papa Francisco para o 51º Dia Mundial das Comunicações

Imagem: www.salesianos.com.br

Tema: “Não tenhas medo, que Eu estou contigo” (Is 43, 5).
“Comunicar esperança e confiança, no nosso tempo”

Graças ao progresso tecnológico, o acesso aos meios de comunicação possibilita a muitas pessoas ter conhecimento quase instantâneo das notícias e divulgá-las de forma capilar. Estas notícias podem ser boas ou más, verdadeiras ou falsas. Já os nossos antigos pais na fé comparavam a mente humana à mó da azenha que, movida pela água, não se pode parar. Mas o moleiro encarregado da azenha tem possibilidades de decidir se quer moer, nela, trigo ou joio. A mente do homem está sempre em ação e não pode parar de “moer” o que recebe, mas cabe a nós decidir o material que lhe fornecemos (cf. Cassiano o Romano, Carta a Leôncio Igumeno).

Gostaria que esta mensagem pudesse chegar como um encorajamento a todos aqueles que diariamente, seja no âmbito profissional seja nas relações pessoais, “moem” tantas informações para oferecer um pão fragrante e bom a quantos se alimentam dos frutos da sua comunicação. A todos quero exortar a uma comunicação construtiva, que, rejeitando os preconceitos contra o outro, promova uma cultura do encontro por meio da qual se possa aprender a olhar, com convicta confiança, a realidade.

Creio que há necessidade de romper o círculo vicioso da angústia e deter a espiral do medo, resultante do hábito de se fixar a atenção nas “notícias más” (guerras, terrorismo, escândalos e todo o tipo de falimento nas vicissitudes humanas). Não se trata, naturalmente, de promover desinformação onde seja ignorado o drama do sofrimento, nem de cair num otimismo ingénuo que não se deixe tocar pelo escândalo do mal. Antes, pelo contrário, queria que todos procurássemos ultrapassar aquele sentimento de mau-humor e resignação que muitas vezes se apodera de nós, lançando-nos na apatia, gerando medos ou a impressão de não ser possível pôr limites ao mal. Aliás, num sistema comunicador onde vigora a lógica de que uma notícia boa não desperta a atenção, e por conseguinte não é uma notícia, e onde o drama do sofrimento e o mistério do mal facilmente são elevados a espetáculo, podemos ser tentados a anestesiar a consciência ou cair no desespero.

Gostaria, portanto, de dar a minha contribuição para a busca dum estilo comunicador aberto e criativo, que não se prontifique a conceder papel de protagonista ao mal, mas procure evidenciar as possíveis soluções, inspirando uma abordagem propositiva e responsável nas pessoas a quem se comunica a notícia. A todos queria convidar a oferecer aos homens e mulheres do nosso tempo relatos permeados pela lógica da “boa notícia”.

A boa notícia
A vida do homem não se reduz a uma crônica asséptica de eventos, mas é história, e uma história à espera de ser contada através da escolha duma chave interpretativa capaz de selecionar e reunir os dados mais importantes. Em si mesma, a realidade não tem um significado unívoco. Tudo depende do olhar com que a enxergamos, dos “óculos” que decidimos pôr para a ver: mudando as lentes, também a realidade aparece diversa. Então, qual poderia ser o ponto de partida bom para ler a realidade com os “óculos” certos?

Para nós, cristãos, os óculos adequados para decifrar a realidade só podem ser os da boa notícia: partir da Boa Notícia por excelência, ou seja, o “Evangelho de Jesus Cristo, Filho de Deus” (Mc 1, 1). É com estas palavras que o evangelista Marcos começa a sua narração: com o anúncio da “boa notícia”, que tem a ver com Jesus; mas, mais do que uma informação sobre Jesus, a boa notícia é o próprio Jesus. Com efeito, ao ler as páginas do Evangelho, descobre-se que o título da obra corresponde ao seu conteúdo e, principalmente, que este conteúdo é a própria pessoa de Jesus.

Esta boa notícia, que é o próprio Jesus, não se diz boa porque nela não se encontra sofrimento, mas porque o próprio sofrimento é vivido num quadro mais amplo, como parte integrante do seu amor ao Pai e à humanidade. Em Cristo, Deus fez-Se solidário com toda a situação humana, revelando-nos que não estamos sozinhos, porque temos um Pai que nunca pode esquecer os seus filhos. “Não tenhas medo, que Eu estou contigo»” (Is 43, 5): é a palavra consoladora de um Deus desde sempre envolvido na história do seu povo. No seu Filho amado, esta promessa de Deus – “Eu estou contigo” – assume toda a nossa fraqueza, chegando ao ponto de sofrer a nossa morte. N’Ele, as próprias trevas e a morte tornam-se lugar de comunhão com a Luz e a Vida. Nasce, assim, uma esperança acessível a todos, precisamente no lugar onde a vida conhece a amargura do falimento. Trata-se duma esperança que não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado nos nossos corações (cf. Rm 5, 5) e faz germinar a vida nova, como a planta cresce da semente caída na terra. Visto sob esta luz, qualquer novo drama que aconteça na história do mundo torna-se cenário possível também duma boa notícia, uma vez que o amor consegue sempre encontrar o caminho da proximidade e suscitar corações capazes de se comover, rostos capazes de não se abater, mãos prontas a construir.

A confiança na semente do Reino
Para introduzir os seus discípulos e as multidões nesta mentalidade evangélica e entregar-lhes os “óculos” adequados para se aproximar da lógica do amor que morre e ressuscita, Jesus recorria às parábolas, nas quais muitas vezes se compara o Reino de Deus com a semente, cuja força vital irrompe precisamente quando morre na terra (cf. Mc 4, 1-34). O recurso a imagens e metáforas para comunicar a força humilde do Reino não é um modo de reduzir a sua importância e urgência, mas a forma misericordiosa que deixa, ao ouvinte, o “espaço” de liberdade para a acolher e aplicar também a si mesmo. Além disso, é o caminho privilegiado para expressar a dignidade imensa do mistério pascal, deixando que sejam as imagens – mais do que os conceitos – a comunicar a beleza paradoxal da vida nova em Cristo, onde as hostilidades e a cruz não anulam, mas realizam a salvação de Deus, onde a fraqueza é mais forte do que qualquer poder humano, onde o falimento pode ser o prelúdio da maior realização de tudo no amor. Na verdade, é precisamente assim que amadurece e se entranha a esperança do Reino de Deus, ou seja, “como um homem que lançou a semente à terra. Quer esteja a dormir, quer se levante, de noite e de dia, a semente germina e cresce” (Mc 4, 26-27).

O Reino de Deus já está no meio de nós, como uma semente escondida a um olhar superficial e cujo crescimento acontece no silêncio. Mas quem tem olhos, tornados limpos pelo Espírito Santo, consegue vê-lo germinar e não se deixa roubar a alegria do Reino por causa do joio sempre presente.

Os horizontes do Espírito
A esperança fundada na boa notícia que é Jesus faz-nos erguer os olhos e impele-nos a contemplá-Lo no quadro litúrgico da Festa da Ascensão. Aparentemente o Senhor afasta-Se de nós, quando na realidade são os horizontes da esperança que se alargam. Pois em Cristo, que eleva a nossa humanidade até ao Céu, cada homem e cada mulher consegue ter “plena liberdade para a entrada no santuário por meio do sangue de Jesus. Ele abriu para nós um caminho novo e vivo através do véu, isto é, da sua humanidade” (Heb 10, 19-20). Através “da força do Espírito Santo”, podemos ser “testemunhas” e comunicadores duma humanidade nova, redimida, “até aos confins da terra” (cf. At 1, 7-8).

A confiança na semente do Reino de Deus e na lógica da Páscoa não pode deixar de moldar também o nosso modo de comunicar. Tal confiança que nos torna capazes de atuar – nas mais variadas formas em que acontece hoje a comunicação – com a persuasão de que é possível enxergar e iluminar a boa notícia presente na realidade de cada história e no rosto de cada pessoa.

Quem, com fé, se deixa guiar pelo Espírito Santo, torna-se capaz de discernir em cada evento o que acontece entre Deus e a humanidade, reconhecendo como Ele mesmo, no cenário dramático deste mundo, esteja compondo a trama duma história de salvação. O fio, com que se tece esta história sagrada, é a esperança, e o seu tecedor só pode ser o Espírito Consolador. A esperança é a mais humilde das virtudes, porque permanece escondida nas pregas da vida, mas é semelhante ao fermento que faz levedar toda a massa. Alimentamo-la lendo sem cessar a Boa Notícia, aquele Evangelho que foi “reimpresso” em tantas edições nas vidas dos Santos, homens e mulheres que se tornaram ícones do amor de Deus. Também hoje é o Espírito que semeia em nós o desejo do Reino, através de muitos “canais” vivos, através das pessoas que se deixam conduzir pela Boa Notícia no meio do drama da história, tornando-se como que faróis na escuridão deste mundo, que iluminam a rota e abrem novas sendas de confiança e esperança.

Vaticano, 24 de janeiro – Memória de São Francisco de Sales – do ano de 2017.
Francisco

Publicado em 29/01/2017 por João Augusto

Evangelho – Mt 5,1-12a

4º Domingo do Tempo Comum – 29 de Janeiro de 2017 – Cor: Verde

Bem-aventurados os pobres em espírito.

+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 5,1-12a
Naquele tempo:
1Vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se.
Os discípulos aproximaram-se,
2e Jesus começou a ensiná-los:
3’Bem-aventurados os pobres em espírito,
porque deles é o Reino dos Céus.
4Bem-aventurados os aflitos,
porque serão consolados.
5Bem-aventurados os mansos,
porque possuirão a terra.
6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,
porque serão saciados.
7Bem-aventurados os misericordiosos,
porque alcançarão misericórdia.
8Bem-aventurados os puros de coração,
porque verão a Deus.
9Bem-aventurados os que promovem a paz,
porque serão chamados filhos de Deus.
10Bem-aventurados os que são perseguidos
por causa da justiça,
porque deles é o Reino dos Céus.
11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem
e perseguirem, e mentindo,
disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim.
12aAlegrai-vos e exultai,
porque será grande a vossa recompensa nos céus.
Palavra da Salvação.


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