Publicado em 30/03/2016 por

SETOR DE JUVENTUDES DA ARQUIDIOCESE DE FORTALEZA SE PREPARA PARA RECEBER N. SRA. APARECIDA

Aconteceu na terça- feira, 29/03/16, por volta das 19h, no Santuário de Fátima, em Fortaleza, a terceira reunião de preparação para a Peregrinação da Imagem de N. Sra. Aparecida nesta Arquidiocese como parte do projeto Rota 300.setor-juventude

A reunião contou com a presença de jovens representantes das regiões episcopais da arquidiocese, de movimentos e do coordenador  arquidiocesano de pastoral, Pe. Ivan e, o Missionário da Misericórdia, Pe. Raphael.

Durante a reunião foi traçado o caminho que Nossa Senhora fará desde o dia 12 de abril, quando desembarcará em Fortaleza, até o fim do mês de maio. A imagem peregrinará em todas as nove regiões episcopais, privilegiando lugares onde a juventude se encontra como escolas, universidades, projetos sociais bem como suas periferias existenciais.

Publicado em 30/03/2016 por

Comunidade dos Arcanjos e a de São Pedro celebram a Festa da Misericórdia

A Comunidade dos Arcanjos e a de São Pedro que faz parte da Paróquia Divino Espírito Santo do bairro Cidade 2000 realizará no dia 3 de abril, a partir das 14h, na Escola Maria Odinilra, no bairro M. Dias Branco, a Festa da Misericórdia tendo como pregador Irmão Emanoel. Durante o evento louvor, pregação, confissão, Missa da Misericórdia. Informações com Pe. Pedro pelo telefone (85) 988019254.

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Publicado em 30/03/2016 por

Festa da Misericórdia na Paróquia São Geraldo Majella – Planalto Caucaia

Acontecerá  dia 3 de abril de 2016, na Paróquia São Geraldo Majella – Planalto Caucaia, a Festa da Misericórdia. Pe. Aurênio Azevedo, o pároco,  convida todas a comunidades a participarem.

PROGRAMAÇÃO DA FESTA DA MISERICÓRDIAfesta-da-misericordia

  • MANHÃ

7h – Missa

  • TARDE

14h – Abertura

14h10min – Louvor

14h30min – Exposição do Santíssimo

15h – Terço da Misericórdia

15h30min – Palestra sobre o tema: Misericórdia de Deus

16h15min – Louvor

17h – Benção e recolhimento do Santíssimo

17h15min – Santa Missa

Obs.: A partir das 15h, haverá confissões. Pede-se que a Comunidade que leve um quilo de alimento não perecível ou material reciclável para doação.

Maiores Informações na Secretaria Paroquial pelo telefone (85) 3011 1770.

 

Por Cleuton Lima

Pascom – Paróquia São Geraldo Majella

Planalto Caucaia – Ceará

Publicado em 30/03/2016 por

Romaria da Região Sertão

A Região Episcopal Sertão – São Francisco das Chagas realizará no dia 3 de abril de 2016 a Romaria da Região Sertão.regiao-s-francisco-chagas

  • Programação:

Às 7h30min, Concentração das Romarias das Paróquias em frente à Igreja Matriz de São José; Caminhada até a Basílica de Canindé seguida de Confissões;

Às 9h, Celebração Eucarística, na Basílica de Canindé, presidida por Pe. Dimas Gonçalves, Vigário Episcopal da Região Sertão.

Todas as comunidades estão convidadas a participar deste momento.

Informações pelo telefone (85) 992316860 / 988414110 / 996457742 na Região Episcopal.

Publicado em 29/03/2016 por

[Artigo] Rainha do céu, alegrai-vos!

 

Padre Geovane Saraiva*

A Regina Coeli é a oração mariana que sucede o Angelus, rezada pelos católicos por ocasião do tempo pascal, que vai do Domingo de Páscoa até a Festa de Pentecostes. Na primeira recitação da referida súplica, o Papa Francisco assim se pronunciou (28/03/2016): “Nossos corações ainda estão repletos da alegria pascal nesta segunda-feira depois da Páscoa, chamada de ‘Segunda-feira do Anjo’. A vida venceu a morte. A misericórdia e o amor venceram o pecado. Há necessidade de fé e de esperança para se abrir a este novo e maravilhoso horizonte. Deixemo-nos invadir pelas emoções que ressoam na sequência pascal: sim, estamos certos: Cristo ressuscitou verdadeiramente”.padre-geovane

Já no dia anterior, Domingo de Páscoa, o Santo Padre comentou para o mundo inteiro que o Filho de Deus é encarnação da misericórdia de Deus, que, por amor, morreu na cruz e, igualmente por amor, ressuscitou, asseverando: “Jesus é o Senhor! A sua ressurreição realizou plenamente a profecia do Salmo: A misericórdia de Deus é eterna, o seu amor é para sempre, não morre jamais. Podemos confiar completamente Nele e damos-lhe graças porque, por nós, Ele desceu ao fundo do abismo”.

As esplêndidas e magníficas palavras do Sumo Pontífice supramencionadas acenam, direta ou indiretamente, no sentido de os cristãos abraçarem o mistério tão excelso, em uma sólida firmeza de fé ou coragem profética, apoiando-se nas armas do amor, oriundas do Senhor ressuscitado. O nosso mundo, hoje, vive não só diante de exigências e desafios, mas, incomparavelmente, atormentado com cruzes que lhes são inerentes, e uma delas é a corrupção: “Ó Cruz de Cristo, vemos-te ainda hoje nos ladrões e corruptos que, em vez de salvaguardar o bem comum e a ética, vendem-se no miserável mercado da imoralidade”.

Daí a oração do Augusto Pontífice foi durante a Via-Sacra no Coliseu, Sexta-feira da Paixão, em um enorme clamor ou grito bem elevado, clamando aos céus no mais ardente desejo de sensibilizar todas as pessoas, fiéis, discípulas e seguidoras de Jesus de Nazaré, a vítima perfeita que se oferece e se imola. “Ó Cruz de Cristo, ensina-nos que o amanhecer do sol é mais forte do que a escuridão da noite. Ó Cruz de Cristo, ensina-nos que a aparente vitória do mal se dissipa diante do túmulo vazio e perante a certeza da ressurreição e do amor de Deus que nada pode derrotar, obscurecer ou enfraquecer”. Assim seja!

*Pároco de Santo Afonso e vice-presidente da Previdência  Sacerdotal, integra a  Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza – geovanesaraiva@gmail.com

 

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Publicado em 29/03/2016 por

Festa da Misericórdia espera público de quase 20 mil pessoas

Programação começa às 8h30min e contará com duas celebrações eucarísticas: às 10h será a missa pelos doentes com unção dos enfermos e às 18h haverá missa de encerramento. Tema será “Misericordiosos como o Pai” em virtude do Ano Santo da Misericórdia

No Ano Santo da Misericórdia, a Festa da Divina Misericórdia, em sua 10ª edição em Fortaleza, promete reunir cerca de 20 mil fieis no próximo domingo, 3 de abril, no Ginásio Paulo Sarasate (R. Ildefonso Albano, 2050 – Dionísio Torres). Uma das novidades deste ano é que a programação será estendida durante o dia inteiro. A celebração é realizada tradicionalmente no segundo domingo de Páscoa. A organização é da Comunidade Católica Shalom.

A programação começa às 8h30min com louvor. Haverá às 9h um momento mariano com Nossa Senhora Mãe da Misericórdia, ícone venerano na Polônia. A primeira missa do dia será realizada às 10h com unção dos enfermos. É a primeira vez que a unção é ministrada durante a Festa. Já há quase 300 pessoas inscritas para receber o sacramento da unção

À tarde, a programação segue às 15h com o terço da misericórdia. Haverá em seguida shows com Naldo José e João Hermes Furtado. A Santa Missa de encerramento às 18h contará com musical de Paulo José, além de orquestra e coral. Teremos ainda confissão.

O Ano Santo da Misericórdia dará o tema da Festa: “Misericordiosos como o Pai.” O sacerdote da Comunidade Católica Shalom, Padre Antonio Furtado, é um dos organizadores da Festa. Ele ressaltou que estamos em unidade com toda a Igreja. “O tema ‘Misericordiosos como o Pai’ nos leva a ter essa mesma atitude de misericórdia com os outros como o Pai é misericordioso conosco.”

Padre Antonio disse ainda que a devoção à misericórdia está profundamente ligada à prática do amor ao próximo. “Somos chamados a ser misericordiosos como o Pai”, ressaltou. Jesus falou a Santa Faustina sobre os aspectos da misericórdia, o terço, a imagem, a festa, a novena, a hora da misericórdia, os elementos da devoção. Mas também falou sobre a importância das obras de misericórdia; a importância da vivência das 14 obras: sete corporais e sete espirituais.

 

  • Festa da Misericórdia

 São João Paulo II, então papa, instituiu em 2000 a Festa da Misericórdia. A segunda carta do Santo a todos os católicos foi “Dives in Misericordia” no dia 30 de Novembro de 1980. “A encíclica foi dirigida aos católicos do mundo inteiro sobre a importância da misericórdia divina.”

Nas revelações de Jesus a Santa Faustina, dentro dessa espiritualidade da misericórdia, o Senhor propôs alguns atos de devoção: recitação do terço da misericórdia, hora da misericórdia (15h – hora em que Ele morreu na cruz), quadro da Divina Misericórdia (pintura que mostra Jesus com atitude de bênção e do seu peito jorra sangue e água), novena em preparação para a Festa começando na Sexta-Feira

 

  • Serviço

Festa da Misericórdia

Quando: Domingo (3 de abril)

Onde: Ginásio Paulo Sarasate (R. Ildefonso Albano, 2050 – Dionísio Torres)

Atrações: Naldo José, João Hermes Furtado e Missa com Paulo José

Entrada Gratuita

 

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Publicado em 28/03/2016 por

54ª Assembleia Geral da CNBB abordará missão dos leigos na Igreja e na sociedade

O encontro anual do episcopado brasileiro ocorrerá de 6 a 15 de abril em Aparecida (SP)

“A Assembleia é momento muito precioso para nossa Conferência Episcopal e para as igrejas particulares. Trata-se de um espaço de oração, partilha, estudos e convivência fraterna. Durante esses dias, fortalecemos a comunhão entre nós bispos”, explica o bispo auxiliar de Brasília (DF) e secretário geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner.

A 54ª Assembleia Geral  (AG) da CNBB acontecerá no período de 6 a 15 de abril, no Centro de Eventos Padre Vítor Coelho de Almeida, em Aparecida (SP). Este ano, o tema central será “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz no Mundo”.

Entre os temas prioritários previstos estão a “Liturgia na Vida da Igreja”, a 14ª Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos, a conjuntura político-social, a mensagem “Pensando o Brasil: crises e superações” e as mudanças do quadro religioso no país.

 

Pensando o Brasil

Na Assembleia, será preparado um novo volume da série Pensando o Brasil, que apresenta a visão do episcopado brasileiro acerca de temas da realidade do País. Em 2014, na 52ª AG, foi elaborado o volume 1 do subsídio, que tratou dos “Desafios diante das eleições 2014”, com indicações para o pleito eleitoral que estava em curso. No ano passado o texto abordou as desigualdades. Em 2016, os bispos devem dar pistas para as eleições municipais.

De acordo com dom Leonardo, a mensagem sobre as eleições buscará orientar os fiéis no momento do voto. “Essa orientação não tem a ver com partido político, mas sim com opções políticas. A Igreja deve ter sempre uma opção pela democracia e a CNBB tem procurado ser fiel também às orientações e motivações do Santo Padre”, diz o bispo.

No texto, os bispos irão tratar das crises e superações, com base no momento atual do País. “A partir do Evangelho, dos documentos da Igreja e do Magistério do papa Francisco,  refletirá sobre essas crises, sejam elas culturais, políticas e sociais. E a partir desses textos, iremos propor superações”, antecipa dom Leonardo.

Programação

Este é o maior encontro do episcopado brasileiro. São esperados cerca de 320 bispos ativos e eméritos, dos dezoito regionais da CNBB. Diariamente, os trabalhos da Assembleia Geral iniciam com celebração da missa com laudes, das 7h30 às 8h45, no Santuário Nacional de Aparecida, com transmissão ao vivo pelas emissoras católicas de rádio e televisão.

“Esse momento da missa nos ajuda a celebrar como Igreja. Todos os bispos, juntamente com os assessores e assessoras que participam da vida da CNBB e o povo de Deus, celebram na Casa da Mãe Aparecida. A força sempre vem da meditação e escuta da Palavra de Deus, mas também dos nossos gestos caritativos e misericordiosos. Tudo isso trazemos para a liturgia da Assembleia”, comenta dom Leonardo Steiner.

Tema central

A reflexão do tema “Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade – Sal da Terra e Luz no Mundo” foi iniciada em 2014, durante a 52ª Assembleia Geral da CNBB. O secretário geral, dom Leonardo Steiner, ressalta que nesta Assembleia o texto de trabalho será aprofundado, podendo ser aprovado como documento. O bispo considera o momento importante para refletir sobre a presença dos leigos na Igreja e na sociedade

“Os nossos leigos, queridos irmãos batizados, têm papel muito importante na Igreja por conta da vocação que receberam pelo batismo e pela crisma. São convidados a serem testemunhas de Jesus crucificado e ressuscitado”, diz. .

Ainda de acordo com dom Leonardo, os leigos têm a missão de dinamizar as comunidades, sob a orientações dos sacerdotes. “Eles estão presentes nos grupos, pastorais e movimentos da Igreja. Neste Ano da Misericórdia somos convocados a pensar a missão do leigo na sociedade, pois são eles que levam o consolo, a misericórdia, o cuidado para com os pobres, os necessitados”, pontua.

Sessões de trabalho 

A 54ª Assembleia Geral da CNBB iniciará no dia 6, às 7h30, com uma missa no Santuário Nacional de Aparecida. A cerimônia de instalação da AG acontecerá no mesmo dia, às 9h15, no auditório do Centro de Eventos Padre Vítor Coelho e será aberta à imprensa. Os trabalhos da Assembleia serão desenvolvidos em quatro sessões.

O retiro dos bispos começará no dia 9 de abril, às 15h30, e terminará no domingo, 10, às 12h, com uma missa no Santuário de Aparecida.  O pregador será o presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, cardeal Gianfranco Ravasi.

No dia 12 de abril, terça-feira, às 18h, haverá sessão solene ecumênica.

A cerimônia de encerramento da Assembleia será realizada no Centro de Eventos, no dia 15 de abril, às 10h30.

Atendimento à imprensa

As entrevistas coletivas acontecerão sempre às 15h, na Sala de Imprensa do Centro de Eventos, com a presença de três bispos designados pela Presidência da Assembleia. O porta-voz será o arcebispo de Diamantina (MG) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação, dom Darci José Nicioli.

Contatos: imprensa@cnbb.org.br / (61) 8119-3762.

Publicado em 28/03/2016 por

[Artigo] CNBB E O MOMENTO ATUAL

Em meados de março de 2016, a Presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) publicou uma nota externando sua preocupação com a “profunda crise política, econômica e institucional que tem como pano de fundo a ausência de referenciais éticos e morais, pilares para a vida e organização de toda a sociedade”. Segundo os bispos a superação da crise passa pela recusa sistemática de todo e qualquer tipo de corrupção, pelo incremento do desenvolvimento sustentável e pelo diálogo entre os responsáveis pela administração dos poderes do Estado e a sociedade. Falando em Tauá, no interior do Ceará, no encerramento dos festejos religiosos de São José, o bispo de Crateús, Dom Ailton Menegussi disse: “Não aceitamos que partido político nenhum se aproveite dessa crise para dar golpe no país”. O mesmo prelado afirmou que “todos os bispos no Brasil estão contra a corrupção”, e que tem corrupto em tudo que é partido, e que a corrupção não foi inventada de quinze anos para cá.padre_brendan_coleman

Dom Ailton disse: “Nós não estamos interessados em trocar governo, simplesmente: nós queremos que o país e os cidadãos brasileiros sejam respeitados”. E falando mais claramente o bispo continuou: “Nós não vamos simplesmente apoiar troca de governos, de pessoas interesseiras, que estão apenas querendo se apossar, porque são carreiristas”. “Não vamos acreditar que – muito desse barulho aí – estejam preocupados conosco, não. Tem muita gente lá posando de santinho, mas que nunca pensou em pobre e não pensa em pobre. Tão fazendo discurso bonito porque querem o poder. E com isso a CNBB não concorda”.

O documento da CNBB do dia 10 de março, próximo passado, fala sobre as suspeitas de corrupção. “Essas devem ser rigorosamente apuradas e julgadas pelas instâncias competentes. Isso garante a transparência e retoma o clima de credibilidade nacional”. A CNBB defende que as investigações continuem, mas que sejam condenados somente, de fato, os culpados comprovados. Os bispos não estão querendo ver pessoas condenadas sem provas e sem um julgamento justo. A CNBB afirma que o momento atual não é de acirrar ânimos. A situação exige o exercício de muita diálogo. Defendem as manifestações populares que é um direito democrático que deve ser assegurado a todos pelo o Estado. Porém, essas manifestações populares devem ser pacíficas, com o respeito às pessoas e instituições. É fundamental garantir o Estado democrático de direito. O papa Francisco disse que a corrupção é uma praga que clama aos céus. É algo que destrói a vida das pessoas. Vamos confiar o Brasil ao Senhor da vida e da história pedindo que o atual momento político transforme o Brasil que temos no Brasil que queremos.

Pe. Brendan Coleman Mc Donald

Redentorista e Assessor da CNBB Reg. NE1

 

 

Publicado em 28/03/2016 por

[Artigo] Ressuscitando…

Estava meditando nesta manhã de Páscoa. A minha fé começa a partir de um túmulo vazio. De um corpo ausente. Na história da maldade humana, sempre falta um corpo para fechar o saldo das vítimas. Na contabilidade da indústria da morte sempre falta um corpo. Pela falta de mais um corpo, ela, a morte, não consegue festejar definitivamente sua vitória.páscoa

Páscoa é uma brecha que se abre para nós. É o nosso espaço de revolta que vai além de tantas vidas matadas. A morte não vencerá para sempre, ainda que, por enquanto, pareça contar vantagens. Será mesmo?

Tanta maldade me faz duvidar da Páscoa. O crime organizado que passa da conta, os genocídios, a corrupção, as antigas e novas endemias, as multidões sem alimento, sem água, sem casa, o desemprego assustador, a política falida, a interminável lama vermelha que tudo arrasa, a ditadura do mercado. Como não duvidar, meu Deus?

Mas vejo, também, infinitas energias do bem. Mulheres e homens transmitindo vida e cuidando dela com carinhoso e divino cuidado. Vejo jovens ousados, agentes de paz, animando os mais fracos. Coerentes cidadãos de verdade dizendo não a qualquer manipulação da justiça e à usurpação da democracia. Gente honesta,  a começar das pequenas coisas do dia a dia. Rostos iluminados e de olhos puros sem  outras inconfessáveis intenções. Mulheres e homens que nasceram na madrugada pascoal, e que têm dentro de si a semente da Páscoa, o DNA do Ressuscitado.

Estou convencido que Jesus não é simplesmente o Ressuscitado. Ele é a própria Ressurreição, é a ação, a linfa inesgotável de um eterno ressurgir que ajuda a recomeçar tudo e sempre de novo. E será sempre assim, até chegar a impedir, definitivamente, que mais uma morte de seja lá quem for,  continue sendo a última palavra dos senhores da morte.

Pe. Marcos Passerini, MCCJ –  Pastoral Carcerária

Blog de padre Marcos Passerini 

 

Publicado em 28/03/2016 por

Papa Francisco concede benção Urbi et Orbi à Cidade de Roma e ao mundo

Milhares de fiéis participaram, na manhã deste Domingo de Páscoa, 27 de março, da celebração eucarística da Ressurreição do Senhor, presidida pelo papa Francisco, na Basílica de São Pedro.

Ao final da celebração, Francisco concedeu a bênção Urbi et Orbi à Cidade de Roma e ao mundo inteiro. Leia, abaixo, a íntegra da mensagem do papa Francisco por ocasião da Páscoa de 2016.

 

MENSAGEM URBI ET ORBI

DO PAPA FRANCISCO

PÁSCOA DE 2016

Sacada Central da Basílica Vaticana

Domingo, 27 de Março de 2016

________________________________________

«Louvai o Senhor porque ele é bom:

porque eterna é a sua misericórdia» (Sl 135,1).

Queridos irmãos e irmãs, feliz Páscoa!

Jesus Cristo, encarnação da misericórdia de Deus, por amor morreu na cruz e por amor ressuscitou. Por isso, proclamamos hoje: Jesus é o Senhor!

A sua Ressurreição realiza plenamente a profecia do Salmo: a misericórdia de Deus é eterna, o seu amor é para sempre, não morre jamais. Podemos confiar completamente N’Ele, e damos-Lhe graças porque por nós Ele desceu até ao fundo do abismo.

. Só Deus pode preencher com o seu amor esses vazios, esses abismos, e não permitir que submerjamos, mas continuemos a caminhar juntos em direção à Terra da liberdade e da vida.

O anúncio jubiloso da Páscoa: Jesus, o crucificado, não está aqui, ressuscitou (cf. Mt 28,5-6) oferece-nos a certeza consoladora de que o abismo da morte foi transposto e, com isso, foram derrotados o luto, o pranto e a dor (cf. Ap 21,4). O Senhor, que sofreu o abandono dos seus discípulos, o peso de uma condenação injusta e a vergonha de uma morte infame, faz-nos agora compartilhar a sua vida imortal, e nos oferece o seu olhar de ternura e compaixão para com os famintos e sedentos, com os estrangeiros e prisioneiros, com os marginalizados e descartados, com as vítimas de abuso e violência. O mundo está cheio de pessoas que sofrem no corpo e no espírito, ao passo que as crônicas diárias estão repletas de relatos de crimes brutais, que muitas vezes têm lugar dentro do lar, e de conflitos armados numa grande escala, que submetem populações inteiras a provas inimagináveis.

Cristo ressuscitado indica caminhos de esperança para a querida Síria, um País devastado por um longo conflito, com o seu cortejo triste de destruição, morte, de desprezo pelo direito humanitário e desintegração da convivência civil. Confiamos ao poder do Senhor ressuscitado as conversações em curso, de modo que, com a boa vontade e a cooperação de todos, seja possível colher os frutos da paz e dar início à construção de uma sociedade fraterna, que respeite a dignidade e os direitos de cada cidadão. A mensagem de vida proclamada pelo anjo junto da pedra rolada do sepulcro vença a dureza dos corações e promova um encontro fecundo entre povos e culturas nas outras regiões da bacia do Mediterrâneo e do Oriente Médio, particularmente no Iraque, Iêmen e na Líbia.

A imagem do homem novo, que resplandece no rosto de Cristo, favoreça a convivência entre israelenses e palestinos na Terra Santa, bem como a disponibilidade paciente e o esforço diário para trabalhar no sentido de construir as bases de uma paz justa e duradoura através de uma negociação direta e sincera. O Senhor da vida acompanhe também os esforços para alcançar uma solução definitiva para a guerra na Ucrânia, inspirando e apoiando igualmente as iniciativas de ajuda humanitária, entre as quais a libertação de pessoas detidas.

O Senhor Jesus, nossa paz (Ef 2,14), que ressuscitando derrotou o mal e o pecado, possa favorecer, nesta festa de Páscoa, a nossa proximidade com as vítimas do terrorismo, forma de violência cega e brutal que continua a derramar sangue inocente em diversas partes do mundo, como aconteceu nos ataques recentes na Bélgica, Turquia, Nigéria, Chade, Camarões, Costa do Marfim e Iraque; possam frutificar os fermentos de esperança e as perspectivas de paz na África; penso de modo particular no Burundi, Moçambique, República Democrática do Congo e o Sudão do Sul, marcados por tensões políticas e sociais.

Com as armas do amor, Deus derrotou o egoísmo e a morte; seu Filho Jesus é a porta da misericórdia aberta de par em par para todos. Que a sua mensagem pascal possa sempre se projetar mais sobre o povo venezuelano nas difíceis condições em que vive e sobre aqueles que detêm em suas mãos os destinos do País, para que se possa trabalhar em vista do bem comum, buscando espaços de diálogo e colaboração ente todos. Que por todos os lados possam ser tomadas medidas para promover a cultura do encontro, a justiça e o respeito mútuo, os quais só podem garantir o bem-estar espiritual e material dos cidadãos.

O Cristo ressuscitado, anúncio de vida para toda a humanidade, reverbera através dos séculos e nos convida não esquecer dos homens e mulheres na sua jornada em busca de um futuro melhor; grupos cada vez mais numerosos de migrantes e refugiados – entre os quais muitas crianças – que fogem da guerra, da fome, da pobreza e da injustiça social. Esses nossos irmãos e irmãs, que nos seus caminhos encontram, com demasiada frequência, a morte ou, ao menos, a recusa dos que poderiam oferecer-lhes hospitalidade e ajuda. Que a próxima rodada da Cúpula Mundial Humanitária não deixe de colocar no centro a pessoa humana com a sua dignidade e possa desenvolver políticas capazes de ajudar e proteger as vítimas de conflitos e de outras situações de emergência, especialmente os mais vulneráveis e os que sofrem perseguição por motivos étnicos e religiosos.

Neste dia glorioso, «alegre-se a terra que em meio a tantas luzes resplandece» (cf. Proclamação da Páscoa), mas ainda assim tão abusada e vilipendiada por uma exploração ávida pelo lucro, o que altera o equilíbrio da natureza. Penso em particular nas regiões afetadas pelos efeitos das mudanças climáticas, que muitas vezes causam secas ou violentas inundações, resultando em crises alimentares em diferentes partes do planeta.

Com os nossos irmãos e irmãs que são perseguidos por causa da sua fé e por sua lealdade ao nome de Cristo e diante do mal que parece prevalecer na vida de tantas pessoas, ouçamos novamente as palavras consoladoras do Senhor: «Não tenhais medo! Eu venci o mundo!» (Jo 16,33). Hoje é o dia radiante desta vitória, porque Cristo calcou a morte e com a sua ressurreição fez resplandecer a vida e a imortalidade (cf. 2Tm 1,10). «Ele nos fez passar da escravidão à liberdade, da tristeza à alegria, do luto à festa, das trevas à luz, da escravidão à redenção. Por isso, proclamemos diante d’Ele: Aleluia!» (Melitão de Sardes, Homilia Pascal).

Para aqueles que em nossas sociedades perderam toda a esperança e alegria de viver, para os idosos oprimidos que na solidão sentem as suas forças esvaindo-se, para os jovens aos quais parece não existir o futuro, a todos eu dirijo mais uma vez as palavras do Ressuscitado: «Eis que faço novas todas as coisas… a quem tiver sede, eu darei, de graça, da fonte da água vivificante» (Ap 21,5-6). Esta mensagem consoladora de Jesus possa ajudar cada um de nós a recomeçar com mais coragem e esperança, para assim construirmos estradas de reconciliação com Deus e com os irmãos. E temos tanta necessidade disto!

 

Fonte:  CNBB

 


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