Publicado em 30/11/2013 por

A tecnologia como desafio à ética contemporânea

padrePor  Pe. Antonio Augusto Menezes do Vale

A tecnologia se tornou, na presente época, uma ferramenta indispensável da práxis humana no planeta que trouxe vantagens e desvantagens, crescimento e ameaça à vida no planeta. A ética não pode se furtar a uma reflexão crítica e pertinente sobre a ação técnica do homem e suas consequências, haja vista, ser sua tarefa analisar, avaliar e julgar as ações humanas, pautada em valores fundamentais que levam ao equilíbrio da sociabilidade universal do planeta. Para se chegar a uma reflexão ética contemporânea a respeito da ação técnica do homem é importante uma análise não somente tecnológica, mas antropológico-filosófica.

O ser humano tem necessidades a ser satisfeitas, precisa comer, beber, ter um lar, saúde de qualidade, vive num contexto histórico-social que o caracteriza e forma, precisa trabalhar para conseguir cumprir um conjunto de exigências vitais; por outro lado, é um ser insatisfeito, está em busca de vencer desafios, barreiras, capaz de questionar tudo, tudo está no horizonte da pergunta e da validade, enfim, é capaz de transcender tudo, inclusive a cultura e a história que recebeu de seus antepassados.

Como o ser da pergunta é capaz de se perguntar pelo sentido de suas ações e seus riscos. Não vive sozinho, forma família, sociedade, instituições que garantem sua liberdade e seu desenvolvimento humano, que “exploram” sua capacidade criativa e sua capacidade de viver com a alteridade. É um ser que convive com a alteridade humana e não humana, faz parte de uma comunidade universal e pode se relacionar de forma sadia ou patológica. É um ser frágil, suas habilidades motoras não lhe favorecem uma sobrevivência satisfatória em comparação aos outros animais da natureza que são adaptados ao seu meio. O ser humano desenvolveu habilidades técnicas para adaptar o meio a si e então criar o seu espaço de sobrevivência, seu “mundo” , daí filósofos afirmarem que a técnica faz parte da constituição do ser do homem. A fragilidade biológica e fisiológica humanas desenvolveu sua capacidade de transcendência que tem nas habilidades técnicas uma das suas expressões. No cenário atual há a difusão de uma concepção confusa que põe a técnica como a expressão máxima da transcendência humana e a categoria central de compreensão da realidade e do ser humano.

Na cultura atual a tecnologia assume um papel preponderantemente central, porque acelera a produção, gerando conhecimento e riqueza, num vertiginoso processo ilimitado de operações que não está de acordo com a limitação dos recursos naturais.

A crise ambiental é sem dúvida uma realidade que tem desafiado e causado um dissabor nos tempos hodiernos. Há muitos motivos pra essa crise: a. opções políticas e econômicas que se preocupam em aumentar seu poderio ignorando a fragilidade dos recursos naturais, água e biodiversidade, gerando um desequilíbrio sem precedentes na história da Terra; b. o avanço técnico-científico que traz progresso e benesses, mas também riscos, tais como lixos e sucatas não aproveitados corretamente no processo de reciclagem. A tecnologia gera provisoriedade daquilo que é produzido gerando consumismo, exploração dos recursos naturais, lixo, ignorando o destino desses produtos descartados; c. a problemática das mudanças do clima que tem ocorrido em larga escala em um pequeno espaço de tempo que acende um sinal de alerta e requer uma grande discussão ética sobre a sustentabilidade planetária e o devido cuidado e responsabilidade pelo planeta.

A humanidade em seu fazer tecnocientífico gerou um ethos destrutivo e instrumental que deve ser repensado. É necessário retomar valores que direcionem a práxis tecnológica ao seu verdadeiro sentido: estar a serviço do bem estar social, sem destruir as condições favoráveis ao desenvolvimento universal da vida no planeta. Valores como o cuidado, responsabilidade, solidariedade, respeito, veneração pela vida, sustentabilidade são fundamentais para que a humanidade não sofra consequências mais devastadoras.

A crise ambiental requer uma ética que leve a sério a problemática sócio-ambiental e que deve ser refletida nas instancias educacionais, como valores universais de sociabilidade: a. a busca e a valorização de experiências local e global que promovem a educação ambiental, aproveitamento de recursos naturais, reciclagem, fontes alternativas de energias, melhoramento das espécies através do aperfeiçoamento genético, preservação do meio ambiente e das espécies ameaçadas; b. optar por um estilo de vida menos consumista dentro de uma atitude ética de consumir com consciência e responsabilidade, as empresas se responsabilizarem pelo destino final de seus produtos através do incentivo a reciclagem. c. os problemas surgidos não são apenas de uma sociedade com seus costumes e valores, mas de todo planeta. Faz-se necessário uma ética, cujo ethos seja universal para resolução de uma crise que é global. Não é adequado pensar que a solução dos problemas seja para o tempo presente, fundamental buscar a preservação do planeta para as gerações futuras que tem o direito de receber um planeta habitável, sendo o principal dever da atual geração trabalhar para a mitigação da fome, miséria, emissão de gases do efeito estufa que geram aquecimento global e consequências nefastas para a vida no planeta.

Padre da Arquidiocese de Fortaleza estudante em Roma.

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Publicado em 29/11/2013 por

Adquira a camiseta da 5ª Festa da Vida

festa-da-vida30As camisetas da Festa da Vida estão disponíveis no Secretariado Arquidiocesano de Pastoral, na Avenida Dom Manoel, 339 – Centro, ou Rodrigues Junior, 300. A camiseta custa apenas R$ 12, 00. Além do Secretariado de Pastoral os interessados podem adquirir a camiseta nos seguintes locais: Paróquia Nossa Senhora da Saúde – Mucuripe, Paróquia Nossa Senhora de Fátima – Bairro de Fátima, Paróquia Nossa Senhora das Dores – Otávio Bonfim.

Neste ano de 2013 a Festa da Vida será realizada na Paróquia Nossa Senhora da Saúde – Mucuripe, no terceiro domingo do advento, 15 de dezembro, das 10 às 16 hs.

A Festa da Vida na Arquidiocese de Fortaleza nasceu em 2008, a partir da Campanha da Fraternidade: “Fraternidade e Defesa da Vida”, com o lema “Escolhe, pois, a Vida”. Nasceu para ser espaço de identificação, visibilização e celebração de todas as ações realizadas pelas várias entidades religiosas e civis, em defesa da vida. É também espaço privilegiado de conhecimento, diálogo, testemunho profecia e confraternização das pessoas cuidadoras da vida.

Na Festa da Vida os grupos se organizam através de tendas temáticas, troca de experiências, apresentação dos trabalhos realizados em defesa da vida, apresentações artísticas, culturais e artesanais.

Sempre ligada a Campanha da Fraternidade do ano em curso, em 2013 a Festa da Vida traz como tema a juventude: “Juventude encontro, esperança e profecia”. É um forte convite para que todos, especialmente os jovens assumam com empenho e convicção, seu protagonismo na sociedade, na Igreja e no mundo, assim como o foi a Jornada Mundial da Juventude, em julho último, no Rio de Janeiro.

Informações: (85) 3388 8701; 3388 8714 – Secretariado de Pastoral.

(85) 3263 1538; Paróquia N. Sra. Da Saúde.

(85) 3227 5215; Paróquia Nossa Senhora de Fátima

(85) 3243 6280; Paróquia Nossa Senhora das Dores.

Publicado em 29/11/2013 por

Estudo sobre a Campanha da Fraternidade 2014

CapaCDCF2014250O Estudo acontecerá no dia 7 de dezembro, sábado, das 8 às 16 horas,  no Centro Pastoral “Maria Mãe da Igreja”, entrada pela Rua Rodrigues Júnior, nº 300.  Todas as paróquias, áreas pastorais, movimentos, pastorais e organismos estão convidados a participar, enviando 2 (dois) representantes, preferencialmente membros das equipes de animação das campanhas. Solicitamos aos párocos, vigários paroquiais e coordenações que divulguem e encaminhem seus representantes.

A Campanha da Fraternidade 2014 terá como tema “Fraternidade e Tráfico Humano” e como lema: “É para a liberdade que Cristo nos libertou”. (Gl 5,1). O objetivo geral é “identificar as práticas de tráfico humano em suas várias formas e denunciá-lo como violação da dignidade e da liberdade humanas, mobilizando cristãos e a sociedade brasileira para erradicar este mal, com vistas ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus” (Texto Base da CF 2014, nº 5).

Leia aqui a Carta Convite.

Informes com Roselia Folmann ou Hilda Chavante pelos telefones (85) (85) 3388 8701 ou 33888723.

 

 

Publicado em 29/11/2013 por

Festa de Santa Luzia no Meireles

Luzia_Santa1A Paróquia Santa Luzia, no bairro Meireles, realiza de 3 a 13 de dezembro a festa da sua padroeira com “Com Santa Luzia Confessemos a Nossa Fé”. Antecedendo a festa, hoje, 30 de novembro, acontece o Dia da Luz, das 8h às 17h, Dia de Ação Social para a Comunidade, no Mercado dos Pinhões. E no dia 1º de dezembro, das 10h às 15h, no Salão Paroquial, Feijoada da Festa e das 16h às 18h, Passeio Ciclístico com concentração no patamar da Igreja com saída após a bênção. A Paróquia Santa Luzia fica na Rua João Cordeiro, 679 – Meireles.

Informações pelo telefone 3254 144, na Secretaria Paroquial.

 PROGRAMAÇÃO EM PDF – clique aqui

Publicado em 29/11/2013 por

Missão da Vida Religiosa e Consagrada é discutida no Congresso Americano Missionário

1aacomlaplateiaA Vida Religiosa e Consagrada foi tema da conferência proferida pelo brasileiro Irmão Israel José Nery, no dia 28 de novembro, terceiro dia do 4º Congresso Americano Missionário (CAM 4 – Comla 9), que acontece em Maracaibo, na Venezuela. Irmão Nery dividiu seu tempo com a teóloga colombiana Olga Consuelo Vélez, que o antecedeu com a palestra sobre a Igreja em estado permanente de missão.

O religioso da Congregação Lassalista defendeu que a missão Vida da Religiosa e Consagrada está na sua própria identidade. “A missão primeira da vida religiosa consiste essencialmente em seu ser carismático e, obviamente, não em sua atividade apostólica, em sua tarefa, por mais importante, necessária e urgente que seja”, disse.

Segundo Nery, o fundamento da vida religiosa é Jesus Cristo e deve explicitar as características próprias da vida do Cristo histórico que foi “pobre, casto, obediente, orante, comunitário, missionário, peregrino, encarnado no meio dos pobres e entregue à construção do Reino de Deus”.

O religioso recordou os conflitos que surgiram quando, inspirados no Concílio Vaticano II, muitos religiosos buscaram a vida inserida no meio popular e comprometida com a vida dos pobres. Ele cobrou o mesmo comprometimento com os pobres para os dias de hoje. “Não pode haver vida religiosa autêntica que não seja conflitiva”, observou.

Irmão Nery acentuou ainda que a Vida Religiosa e Consagrada “é essencialmente uma missão mística, simbólica e profética”. “Esta missão consiste em testemunhar, ativar e articular os valores arquetípicos de toda religião e de toda cultura”, explicou. “Estes são valores que afetam os estratos mais profundos de todo ser humano”.

O compromisso com a justiça foi outro valor da Vida Religiosa apontado pelo Irmão Nery. Isso implica, segundo o religioso, fazer a opção preferencial pelos pobres, que não pode ser esquecida pela Igreja. “Se a Igreja esqueceu a opção pelos pobres é porque já esqueceu o evangelho”, disse, citando o bispo emérito de São Felix do Araguaia (MT), dom Pedro Casaldáliga.

Igreja em estado permanente de missão

Antes do Irmão Nery, a colombiana Olga Consuelo Vélez destacou, em sua conferência, o caráter missionário da Igreja. “A Igreja não tem uma missão; a Igreja é missão”, disse. “Mas quem é a Igreja? Somos nós. Então, podemos dizer que não temos uma missão, mas temos que ser missionários”, completou.

A conferencista contou sua experiência com alguns alunos em curso à distância aos quais pediu que descrevessem com símbolos como definiam quem é a Igreja. “70% dos alunos usaram imagens do Vaticano, do papa e de padres para falar de Igreja”, disse com ar de espanto.

Segundo Olga é urgente que a missão recupere a centralidade cristológica sem deixar de ser trinitária. “A Trindade é o testemunho de que Deus é comunhão”, sublinhou.

Chamou a atenção também para a opção pelos pobres e para o protagonismo da missão. “A opção preferencial pelos pobres é essencial ao anúncio missionário. Os destinatários prioritários da missão são os pobres”, disse. Em seguida, completou: “Não somos protagonistas da missão. A missão é de Deus, que é seu protagonista”.

O Congresso, que reúne três mil participantes, realizou na tarde desta quinta-feira os fóruns que discutem 21 temas. No final da tarde, os missionários participaram de missa nas paróquias que os acolheram para hospedagem. Os brasileiros foram acolhidos pelas famílias das paróquias Nossa Senhora de Fátima e São Miguel Arcanjo.

Fonte:

 

Publicado em 29/11/2013 por

Espiritualidade do Advento

padre-Brendan200Este ano de 2013 o tempo do Advento começa no domingo, o primeiro dia de dezembro. Na Igreja Católica a palavra advento se refere ao período de quatro semanas preparatórias para o Natal. O termo é cristão, mas de origem profana, pois significa visita oficial de um personagem importante no tempo da sua posse. Nos escritos cristãos dos primeiros séculos torna-se termo clássico para designar a vinda de Cristo. Trata-se de preparar bem a Festa do Natal, fazendo-a superar a mera comercialização ou as insuficientes emoções humanas, para chegar à profundidade do mistério de um Deus que nasceu entre os homens, a fim de orientar o mundo e a humanidade segundo um novo plano. O Menino Jesus que nasceu em Belém, pobre e rejeitado, é realmente o Rei do Universo. Ele não impõe a sua vontade e o seu reinado, mas convida a todos a acolher sua lei e construir assim uma sociedade de paz e universal fraternidade.

O Natal será festa de verdadeira alegria, de profunda paz e renovada comunhão entre os homens, na medida em que houver uma autêntica e profunda preparação espiritual. O Advento deve ser um tempo de conversão. Estudando a Sagrada Bíblia descobre-se que os grandes mestres do tempo do Advento são o profeta Isaías e o precursor João Batista, cujas leituras nos são propostas na liturgia das quatro semanas de preparação para o Natal. O profeta Isaías estimula a expectativa e o desejo da vinda de Cristo, descrevendo a beleza dos tempos messiânicos: “Então o deserto se converterá em jardim e o jardim tomará o aspecto de um bosque. No deserto reinará o direito e a justiça habitará no jardim. A justiça produzirá a paz e o direito assegurará a tranqüilidade. Meu povo habitará em mansões serenas, em moradas seguras e abrigos tranqüilos” (Isaías 32, 15-18). São João Batista, o austero pregador do deserto, exorta à penitência e conversão bradando: “Preparai o caminho do Senhor, endireitai as suas veredas” Lc 3, 4-5).

As quatro semanas do Advento que termina na Festa do Natal são para nós cristãos, uma fonte de espiritualidade, uma bússola capaz de dar rumo e sentido a nossas vidas. “O tempo do Advento possui dupla característica: sendo um tempo de preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a primeira vinda do Filho de Deus entre os homens, é também um tempo em que, por meio desta lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda vinda do Cristo no fim dos tempos” (cf. Diretório da Liturgia, 2013, Ano C, p.189).

Cada celebração do nascimento do Cristo é uma reafirmação da força invencível da Verdade e do Bem. Mostra o valor de uma luz que se acende nas trevas. Neste tempo que antecede o Natal a “Coroa do Advento” aparece ao lado do altar nas Igrejas Católicas. A Coroa do Advento, feita com ramos verdes, enfeitada com fitas coloridas e cinco velas de cores diferentes que progressivamente vão sendo acesas, retoma o costume judaico de celebrar a vida da luz na humanidade dispersa pelos quatro pontos cardeais. Em cada domingo do Advento se acende uma vela. No primeiro domingo se acende uma vela amarela (Isaías anuncia a salvação ainda distante, cerca do ano 500 a.C; luz pálida). No segundo domingo se acende uma vela vermelha (João Batista testemunha o Salvador já próximo com martírio). No terceiro domingo se coloca na “Coroa do Advento” uma vela roxa (Maria traz o salvador, roxo da penitência). No quarto domingo uma vela verde é acesa (Jesus traz a salvação, verde da árvore da vida, broto da raiz de Jessé). Na véspera do Natal uma vela branca é colocada na coroa, símbolo de Cristo a luz do mundo.

Os preparativos e a expectativa para o Natal marcam o mês de dezembro de cada ano. Há, entretanto, profunda diversidade de motivos que alteram os hábitos e sentimentos de pessoas nesta época. Crença genuína ou mera caricatura do nascimento de Cristo; narração fiel ou distorção do fato histórico e de sua dimensão sobrenatural; simples promoção comercial; um simples desejo de aparentar bondade; cumprimento de obrigações sociais: tudo isso significa falsificação de uma mensagem profunda e transformadora. É o Natal num mundo secularizado e descristianizado. Porém, há outra festividade natalina que consiste na autêntica e verdadeira celebração do nascimento de Cristo. Esta nos leva a uma expectativa de um novo nascimento de Cristo na alma de cada cristão. Durante o período do Advento e especialmente no Natal, proclamamos nossa fé no Filho de Deus que se fez homem para nos salvar. O Advento e o Natal são riquezas de Deus oferecidas aos homens. Vamos recolher esse tesouro, reparti-lo com nossos irmãos e irmãs e com todo o Povo de Deus. Que os leitores do jornal O POVO tenham um feliz e santo Advento e Natal e muita paz, saúde e prosperidade em 2013.

Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald, Redentorista e Assessor da CNBB, Reg. NE1

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Publicado em 29/11/2013 por

Assembleia de Pastoral Paroquial 2013 em Canindé: “Ser Igreja diante dos novos desafios, a exemplo de São Francisco”

Baner---Assembleia_de_Pastoral_Paroquial_Canindé600Acontecerá nos dias 30 de novembro e 01 de dezembro no Centro de Treinamento da Paróquia de Canindé, a Assembleia de Pastoral Paroquial, refletindo à luz do tema: “Ser Igreja diante dos novos desafios, a exemplo de São Francisco”.

As pastorais, grupos e movimentos paroquiais irão vivenciar momentos importantes de espiritualidade, reflexão da Palavra, avaliação da caminhada e planejamento das atividades para o Plano de Pastoral Paroquial de 2014.

Sem duvida alguma, esta Assembleia é muito importante dentro da vida da comunidade, pois avalia e dá diretrizes para a atuação das pastorais paroquiais sempre dentro das orientações do Papa Francisco, na Igreja do Brasil, em comunhão com o plano pastoral da Arquidiocese de Fortaleza, que também traz temáticas importantes da ação evangelizadora: I- Igreja: estado permanente de missão; II- Igreja: casa de iniciação a vida cristã; III- Igreja: espaço de animação bíblica; IV- Igreja: comunidade de comunidades; e V- Igreja: vida em abundância para todos.

A Assembleia nos faz refletir

“A Igreja é chamada a sair de si mesma e ir para as periferias, não apenas geográficas, mas também as periferias existenciais: as do mistério do pecado, da dor, das injustiças, das ignorâncias e recusa religiosa, do pensamento, de toda miséria”. Papa Francisco

Este é o grande desejo de Deus e que foi concretizado na pessoa de Jesus Cristo, mostrando-nos como deve ser a conduta de quem se coloca a serviço do reino. Temos que nos questionar: de que forma temos cumprido a missão que nos fora confiada? Nossa voz tem sido ouvida através de nossas ações? É momento de rever nossa caminhada, reconhecer nossas limitações e acreditar que podemos fazer ainda muito mais.

Confira a Programação da Assembleia Paroquial 2013:

Dia 30/Novembro (Sábado)

7:00 – Celebração Eucarística

8:00 – Café

8:30 – Credenciamento

9:00 – Abertura da Assembleia

9:15 – Palestra: Carlo Tussi

10:30 – Lanche

10:40 – Retorno as Atividades

12:30 – Almoço

14:00 – Retorno: Relatório da Assembleia anterior.

15:00 – Lanche

15:30 – Apresentação de atividades realizadas (exceto as atividades de rotina)

17:00 – Encerramento

Dia 01/Dezembro (Domingo)

7:00 – Café (Oração com a Assembleia)

8:30 – Inicio dos Trabalhos (Síntese – Recordação do dia anterior)

9:00 – Planejamento – Questionário em Grupos (Dividir em grupos por realidade)

9:40 – Lanche

10:00 – Avaliação e Planejamento (Apresentações):

* Urgências

* Estudo Bíblico (Formação)

* Escola da Fé

* MEP

* MESC

* Dimensões

* Comunicação: WebTV, Rádios, Site e Jornal

11:00 – Prioridades – Colocar em votação

11:30 – Apresentação do Organograma Paroquial e Escolha dos Articuladores Pastorais

12:00 – Oração e Almoço

Fonte: Conselho de Pastoral Paroquial e Equipe de Comunicação do Site Santuário.

Publicado em 28/11/2013 por

I Congresso da Pastoral da Sobriedade no Estado do Ceará

sobriedade500O I Congresso da Pastoral da Sobriedade no Estado do Ceará acontece nos dias 6, 7 e 8 de dezembro, no Centro de Formação Dom Vicente Matos, na Serra do Granjeiro, cidade de Crato.

O bispo da Diocese de Lins, dom Irineu Danelon, SDB, e dom Fernando Panico, da Diocese de Crato, participarão do Congresso. A coordenação nacional da Pastoral da Sobriedade também estará presente. Já confirmaram presença os coordenadores do Rio de Janeiro, Mato Grosso, Maranhão, Piauí, Paraíba. As pregações e palestras irão contar a trajetória de lutas individuais que impulsionaram e impulsionam a Pastoral da Sobriedade.

Oito ano da Pastoral da Sobriedade no Ceará

A Pastoral da Sobriedade comemora 15 anos de atividades no Brasil e 8 anos no Regional Nordeste 1 da CNBB, Ceará. São anos de intensa caminhada e luta contra a dependência química. Portanto há muito que se comemorar, pois nesses anos muitas vidas foram transformadas.

Pessoas, antes reféns de inúmeros vícios, foram tocadas por uma palavra restauradora que os fez mudar completamente de vida e reverter uma situação que, para muitos, não tem solução. Tudo isso só foi possível porque cada um, cada dependente decidiu mudar e encontrou na Pastoral da Sobriedade e em seus agentes um apoio para superar tais vícios. Superação que não é fácil, mas também não é impossível.

Informações com Rogério Melo (coordenador da Pastoral da Sobriedade no Regional NE 1 da CNBB-CE). Tel.: (88) 8812 6264 ou (85) 8687 9628.

 

Publicado em 28/11/2013 por

Começa amanhã, dia 30, a Festa de Nossa Senhora da Conceição em Lagoa dos Veados, Acarape

imagesconceição230A Comunidade Nossa Senhora da Conceição, Lagoa dos Veados, Paróquia de Acarape, realiza a festa de sua padroeira de 30 de novembro a 7 de dezembro. O tema da festa é “Deus nos ensina a crer naquele que ele enviou, Maria é testemunha de fé”. Pe. Abner celebrará a abertura e encerramento da festa às 19h. Durante os festejos também acontecerá novena. Os dias serão animados pelas comunidades de Canta Galo, Carro Atolado, Barro Vermelho, Amargoso, Tamanduá, Poço Escuro, Eréré I, Pascoal, Batalha, Arisco, Curimatã I, Paulicéia, Pascoalzinho, Garapa II, Terço dos Homens de Acarape, Terço das Mulheres de Acarape e Comunidade Luz de Deus. Barracas com comidas tipicas estarão abertas todas as noites. No dia 7 acontece um rifão.

Informações com Marcio pelo telefone (85) 86679063 ou na Paróquia de Acarape (85) 3373 1387.

 

Publicado em 28/11/2013 por

Dom Helder, fascínio no ministério sacerdotal

geovane180Por Padre Geovane Saraiva*

“O justo medita a sabedoria e sua palavra ensina a justiça, pois traz no coração a lei de seu Deus” (Sl 36, 30). Dom Helder Câmara, durante sua vida e seu ministério sacerdotal (1931-1999), alimentou-se e nutriu-se do pão do céu, do pão dos anjos, o qual compreendeu em profundidade, já na frase em latim no santinho de ordenação: “Angelorum esca nutrivisti populorum Tuum”. Na serenidade do amor que Deus lhe reservara por toda eternidade, cita também São Boaventura, o místico de palavras tranquilizadoras e motivadoras: “Te semper ambiat, ad te tendat, ad te perveniat, te meditetur, te loquatur…”, sem esquecer aquela que iria marcar sua maravilhosa caminhada sacerdotal: “Mãe Santíssima, abençoe o meu sacerdócio!”.

A partir de 1931, o projeto e o grande sonho do Pai, que é o da vida fraterna e solidária, tornou-se um obstinado desiderato perseguido pelo pastor dos empobrecidos, no qual todas as pessoas do mundo possam viver a vida de filhos de Deus e irmãos uns dos outros, sentando-se na mesma mesa e alimentados do mesmo pão. Dom Helder encarnou em sua própria vida esse projeto de amor, na total e absoluta disponibilidade, unindo-se ao Filho de Deus, pelos laços mais fortes, os laços da caridade e da comunhão, que foram traduzidos na sua vida de compromisso, no sentido de que na mesa todos pudessem se sentar e em volta da mesma, partilhar o mesmo alimento, ensinando-nos que a vida, “bem certinha”, dos fariseus e doutores da lei, excluía os convidados do banquete: pobre, deserdados e pecadores, estando assim, bem distante do projeto do Pai.

Uma canção, por ocasião do centenário de nascimento de Dom Helder Câmara (1909-2009), falava assim sobre o querido artesão da paz: “o dom da paz, tu és muito mais, és um dom do céu!”. Que bela e maravilhosa afirmação! Ele foi uma obra preciosa, criada por Deus e marcada com o selo de sua graça, presente no coração do povo, com a missão de transformar vidas, consciências e de semear a bondade por toda parte.

Suas ideias e todo seu trabalho e realizações, concretizado em toda sua plenitude na vida de oração, contemplação e na sua ação pastoral, totalmente encarda na vida dos seus semelhantes, especialmente nos empobrecidos, enche-nos de esperança e nos leva crer que Dom Helder se imortalizará, jamais morrerá.

O teólogo, Padre José Comblin, com a grande sabedoria de que lhe foi peculiar, quis imprimir na nossa mente e no nosso coração a imortalidade de Dom Helder, ao afirmar: “Eu sou daqueles que tem a convicção de que os escritos de Dom Helder ainda serão fonte de inspiração na América Latina, daqui a mil anos. Ele lançou sementes destinadas a produzir uma messe abundante nesta época do cristianismo que está começando agora. Suas sucessivas conversões, sinalizando de certa maneira, a futura trajetória da Igreja neste momento da história da humanidade”. Na caminhada do povo de Deus tivemos figuras exemplares, que marcaram em profundidade a história, as quais foram geniais, e por isso mesmo, exerceram uma decisiva influência sobre a nossa civilização cristã.

Gostaria de me deter um pouco sobre Martinho Lutero, que viveu entre 1483-1546. Ele foi uma dessas pessoas, que durante alguns séculos significou para a grande maioria dos católicos um rebelde, um herege, o herege por excelência, aquele que provocou, na Igreja, o cisma do Ocidente e levou, com suas heresias, muitas almas à perdição. Mas para os protestantes, pelo contrário, ele foi um “segundo Paulo”, que redescobriu o Evangelho de Nosso senhor Jesus Cristo, tirando-o de baixo da mesa e colocando-o em um lugar de destaque, em lugar bem alto e elevado.

Os protestantes acentuam a profunda religiosidade do reformador. Em 1970, chegou-se a dizer que “Lutero era mais católico do que se imaginavam…”. Estava longe dele a ideia de uma separação da Igreja. Na luta em favor do Evangelho, não só contribuiu substancialmente para a purificação da Igreja Católica, mas também para o aprofundamento das questões básicas, as da Sagrada Escritura, da fé, da consciência e da existência cristã.

Depois do Concílio Vaticano II (1962-1965), num desejo de encontrar a unidade, o bispo católico de Copenhagen (Dinamarca), Hans L. Martensen, em uma Conferência sobre “Lutero e Ecumenismo hoje”, declarou também que os “católicos reconhecem hoje que Lutero, como poucos outros, foi um teólogo genial e de grande influência na história”.

Dom Helder trabalhou incansavelmente pela unidade e foi considerado um “santo rebelde”, ao mesmo tempo ensinou que a pessoa humana é sagrada, porque ela é imagem e semelhança de Deus. O sonho carregado ao longo da vida e acalentado no seu coração foi o de colocar a criatura humana em um lugar de destaque, também num lugar bem elevado. Marcou profundamente uma época e nos deixou um grande legado e lição: a lição de que o deserto da nossa vida tem que ser fertilizado pela Palavra de Deus e que a vida está acima de tudo, que ela é mais forte do que tudo, mais forte do que a morte.

Quando no Brasil, em 1964, procuravam-se navegar nas águas e nas tempestades do regime militar, foi aí que entrou Dom Helder Câmara, o grande irmão e amigo, ensinando-nos a dizer não ao governo que se instalava, ensinando com grande sabedoria, a navegar nas águas da vida, da esperança e da liberdade – É o deserto que se torna santo, abençoado e sagrado! É essa a imagem do homem de Deus, do dom da paz, tu és muito mais, um dom do céu! Guardemos a imagem do homem de Deus e patrimônio da humanidade, que jamais morrerá, conforme seu desejo: “A imagem que gostaria que ficasse de mim é a imagem de um irmão”.

*Padre da Arquidiocese de Fortaleza, escritor, articulista, blogueiro, membro da Academia Metropolitana de Letras de Fortaleza, da Academia de Letras dos Municípios do Estado Ceará (ALMECE) e Vice-Presidente da Previdência Sacerdotal – Pároco de Santo Afonso – geovanesaraiva@gmail.com

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