Publicado em 31/08/2011 por

Curso básico de administração eclesial na paróquia Santíssima Trindade

A Paróquia Santíssima Trindade promoveu um curso básico de administração eclesial, com ênfase na administração paroquial, direcionado às coordenações da paróquia. Durante o mês de agosto os coordenadores (as), secretários (as) e tesoureiros (as) das doze comunidades que compõem a paróquia se encontraram para juntos conhecer, refletir e repensar a administração paroquial.

O projeto foi elaborado pela professora Lúcia Helena de Oliveira e aprovado pelo pároco local, padre Antonio Ruy Barbosa Mendes de Moraes, sss, que sugeriu que o mesmo fosse inserido na grade curricular da Escola de Formação e Solidariedade Missionária – EFOSM.

No dia 31 de agosto, às 19 horas, na Igreja Cristo Ressuscitado acontece missa de ação de graças pela conclusão da turma e entrega dos certificados.

Publicado em 31/08/2011 por

II Congresso Sul Brasileiro da Pastoral da Sobriedade

O Regional nordeste I- Ceará fez-se presente no II Congresso Sul Brasileiro da Pastoral da Sobriedade realizado nos dias 19, 20 e 21 de agosto, em Jaraguá do sul/SC, com 02 participantes da Arquidiocese de Fortaleza, Sr. Rogério Melo e Daniele dos Santos.

O II Congresso atuou na capacitação daqueles que de uma maneira, se identificam com a causa e desejam lutar pela vida, tornando-se Agente desta Pastoral. Teve como objetivo:
a) Implantar grupos de auto-ajuda da Pastoral da Sobriedade nas Paróquias;
b) Formar e capacitar novos agentes da Pastoral da Sobriedade;
c) Desenvolver e incentivar a formação permanente dos agentes capacitados;
d) Atuar politicamente junto às forças vivas da comunidade pela exigência da Fé, à luz dos ensinamentos de Cristo.

Reafirmou que a Pastoral da Sobriedade é a expressão do amor gratuito do Pai que desperta no agente a solidariedade com a humanidade, fazendo dos excluídos os seus preferidos. A Programação foi enriquecedora.

O Bispo Dom Irineu Danelon, a Coordenadora Nacional Ana Martins Godoy Pimenta e o casal coordenador do regional Arlete e Valério acolheram os congressistas que vieram de todas as partes do Brasil. Foram palestrantes:
· Dom Irineu Danelon – Passos a serem dados para amar como Jesus ama;
· Carlos Humberto Gothchalk – Parar de fumar para quê?;
· Pe. João Ceconello – Espiritualidade da Pastoral e do Agente;
· Rodrigo da Silva – Porque nunca usei drogas;
· José Augusto Soavinski – Campanha contra a legalização das drogas;
· Pe. Sildo César Costa – Testemunho sobre alcoolismo na família;
· Pe. Reginaldo Manzotti – Prevenção e Recuperação na Família;
· Agente Fernando – Sobriedade do Agente;
· Ana Martins Godoy Pimenta – A Co-dependência;
· Dom Irineu R. Scherer, Bispo Diocesano de Joinville. – Desafios das famílias no mundo de hoje.

Houve no sábado a noite cultural, com a apresentação artística de grupos folclóricos da região.

A Santa Missa de Encerramento foi o coroamento do Congresso com a presença de dois Bispos: Dom Irineu R. Scherer, Bispo de Joinville e Dom Irineu Danelon, SDB, responsável pela Pastoral da Sobriedade, junto à CNBB e concelebrada por nove padres.

O II Congresso Sul Brasileiro da Pastoral da Sobriedade, de Jaraguá do Sul, conseguiu alcançar os objetivos dos organizadores cativando, animando e reanimando muitos agentes que estavam desanimados. Ao término da Santa Missa o casal coordenador do Regional Sul, Arlete e Valério recolheram a bandeira da Pastoral da Sobriedade, que foi entregue à coordenação do Rio Grande do Sul, onde ficou como proposta de realização o III Congresso Regional Sul Brasileiro da Pastoral da Sobriedade, a acontecer no ano de 2013.

Veja vídeo com a mensagem de dom Irineu Danelon para membros da Pastoral da Sobriedade do Regional NE1.

Publicado em 31/08/2011 por

Carta da Comissão de Sustentação do Clero

Publicamos cartas, de 24 de agosto, endereçada a todos os padres e diáconos transitórios escrita pela Pastoral Presbiteral (Comissão de Sustentação de Presbíteros e Comissão Arquidiocesana de Presbíteros). Na carta que é assinada pelo Pe. José Soares Teixeira, Presidente da Comissão de Sustentação do Clero há a proposta de “avaliar e avançar” “Caminhando para o fim de mandato de dois anos, partilhamos nossa experiência com resultados, dificuldades e preocupações no desejo de “arrumar bem a casa e facilitar a vida a quem chegar” diz a carta.

Boa leitura!!

Avaliar e Avançar _ Carta da Comissão de Sustenção dos Presbíteros

Publicado em 31/08/2011 por

Gritos e respostas

Na Semana da Pátria deste ano vai acontecer o 17º. Grito dos Excluídos. Pela sua continuidade, e pelas repercussões que ainda suscita, o Grito se apresenta como uma das iniciativas bem sucedidas da CNBB, levada em frente pelas Pastorais Sociais.

Foi realizado pela primeira vez em 1995, ano da Campanha da Fraternidade sobre os Excluídos.

Aí já encontramos um dos motivos do acerto deste evento. Ao longo de todos os anos, ele sempre fez questão de retomar o tema da Campanha da Fraternidade, mostrando seus desdobramentos em torno de situações concretas, que mais exigem nossa atenção. O Grito faz repercutir a Campanha da Fraternidade. Como, por exemplo, neste ano com a campanha sobre a vida no planeta, o Grito nos provoca lembrando que “pela vida grita a terra, por direitos todos nós!”.

Outra razão que explica o sucesso do Grito foi o fato de vincular sua promoção ao Dia da Pátria. Desde a primeira edição, em 1995, a intenção era recuperar para a cidadania a celebração do “Dia da Pátria”, com manifestações que envolvessem os movimentos sociais, garantindo espaço para os que se sentiam, por um motivo ou outro, “excluídos” dos benefícios a que todos têm direito como cidadãos do mesmo país.

Esta é outra circunstância que ajuda a desenhar o quadro de referências do Grito dos Excluídos. Ele nasceu como gesto concreto da Semana Social, que tinha por tema “O Brasil que nós queremos”.

Desde o seu início, o Grito se colocou a serviço da cidadania, incentivando a participação popular em torno de grandes causas que o povo precisa assumir.

Como a história da proclamação da nossa independência vem associada ao “Grito” de Dom Pedro, o Grito dos Excluídos vem nos alertar que a soberania de nosso país precisa ser assumida sempre, de maneira consciente e articulada.

Por isto, em cada ano, não faltam causas, com a ênfase de gritos que apelam para os nossos compromissos de cidadãos.

Entre tantas, podemos citar algumas, que estão sendo assumidas pelo Grito deste ano.

Uma delas é a corrupção. Ela merece nosso repúdio constante. Ela precisa ser combatida com firmeza e sem complacência. Este combate deve ser sustentado pelo poder público, mas precisa ser apoiado pela cidadania.

Outro grito que precisa ecoar com mais clareza é contra a droga. Estamos chegando ao limite da tolerância. A nação corre perigo! A população, em especial a juventude, não pode mais ficar exposta à ganância de inescrupulosos, que permanecem impunes enquanto vidas inocentes são ceifadas em números assustadores. O combate contra a droga exige mais vigilância de nossas fronteiras territoriais. Mas exige também que nos demos conta que os caminhos da droga são abertos pela perda de valores morais, com o conseqüente abalo de nossas instituições. Além de enérgica ação do poder público, o combate contra a droga precisa contar com a corajosa recuperação dos critérios éticos que precisam presidir a nossa convivência familiar e social.

Outro Grito, que já começa a ficar impaciente, é por uma eficaz reforma política. Ela precisa desencadear um processo, que não pode prescindir da regulamentação dos instrumentos de democracia direta, que a Constituição já prevê, mas que até agora não foram regulamentados com clareza e segurança.

Outro tema de enorme responsabilidade se coloca agora em torno do novo Código Florestal, cuja votação está tramitando no Congresso. Em torno deste Código Florestal é necessário superar os radicalismos, para se chegar, com lucidez e equilíbrio, a compatibilizar os objetivos da proteção ao meio ambiente com os objetivos da agricultura. A discussão em torno do Código Florestal precisa se transformar em bom instrumento de consensos razoáveis, que levem em conta todas as dimensões implicadas neste complexo assunto, cheio de conseqüências práticas, que não podem ser ignoradas, ou atropeladas por bandeiras que escondem interesses ou carregam ingenuidades.

E assim o Grito pode ir levantando outros assuntos, como os agrotóxicos, a reforma tributária, a reforma previdenciária, a questão da moradia urbana, as barragens, e outros mais. A cidadania agradece!

Dom Luiz Demétrio Valentini, Bispo de Jales – SP

Publicado em 31/08/2011 por

Meditação do Evangelho – XXII Domingo do Tempo Comum (Mt 16, 21-27)

“RENUNCIAR A SI E TOMAR A CRUZ PARA SEGUIR JESUS”

Queridos irmãos em Cristo!

Estamos encerrando este mês em que, de maneira mais atenta, refletimos, rezamos e celebramos o chamado de Deus em nossas vidas e tudo isso Ele faz por meio de sua Palavra que continuamente nos chama a conversão e a percebermos que a nossa resposta está associada a generosidade do nosso “sim”.

Pedimos ao Pai que derrame o seu amor em nossos corações, pois sabemos que esse é o caminho necessário pelo qual nos tornamos mais próximos e íntimos do próprio Deus para fortalecer o que é bom e preservar – bem guardado – o que d’Ele recebemos (Oração Coleta). Somente o amor dos retira da condição de desconhecidos e nos coloca de vez numa sintonia de corações. Jesus, a Palavra encarnada, ou como podemos também dizer o amor encarnado, nos mostra que Deus é um Pai amoroso, paciente e misericordioso para com todos nós!

Esse mistério de amor e de intimidade nós contemplamos nas leituras deste domingo, onde, assim como o profeta Jeremias somos seduzidos por um amor maior, envolvidos pelo encanto de sua presença divina e desfalecendo as nossas forças somos tomados de vez por aquele que nos ama e nos chama!

A relação com Deus por meio de sua Palavra é de intimidade profunda e pessoal. Quando somos íntimos de alguém estabelecemos um contato constante, profundo, personalizado e intrasferível.

Este relacionamento com o Deus vivo e verdadeiro nos chama a entrega oblativa de nossa vida; na generosidade amorosa de nossas ações, testemunhando o amor no mundo tão marcado pelas divisões – fruto do nosso egoísmo. Eis então a oferta agradável aos olhos do Senhor. Mas isso de nada adiantará se este ato não estiver orientado para a transformação das dimensões complexas que formam a nossa realidade (época de mudança e/ou mudança de época). O cristão é acima de tudo uma pessoa inconformada, ou seja, possuidor de uma visão aguçada e estando convicto de sua posição não abre mão de suas convicções de fé.

Esta “paz inquieta” quer favorecer, ou melhor, instigar a nossa ação como cristãos no mundo rompendo as barreiras do indiferentismo e da inércia, em outras palavras, como verdadeiros discípulos-missionários somos nós os primeiros responsáveis pela transformação do mundo a partir da nossa própria conversão interior – nossa maneira de pensar, julgar, refletir e agir (Não vos conformeis com o mundo)!

Neste domingo também acompanhamos o desenrolar da conversa de Jesus com Pedro e, logo após o ter reconhecido como o Cristo, Filho de Deus vivo e enviado do Senhor, não consegue entender que o messianismo de Jesus comporta o drama da cruz: Como assim? Um messias derrotado? “Deus não permita tal coisa, Senhor!” As expectativas de Pedro e dos outros, assim como também hoje em alguns de nós, foram quebradas. Num contexto da eficiência, do sucesso e do progresso, do lucro desenfreado e das leis de mercado decidindo a vida das pessoas, onde os fracos são derrubados ou excluídos, não há espaço para os pequenos sonhos e projetos. A força opressora impera!

Jesus, por sua vez não aceita tomar um caminho mais fácil, um atalho talvez… Não, de jeito nenhum! Pedro não pensa as coisas de Deus; enquanto Jesus é o próprio Deus pensando!

O Senhor também nos apresenta as condições para o seu seguimento: renuncia – tomar a cruz e seguir. Na verdade são etapas que culminam na adesão da nossa existência à proposta do Senhor e cada um desses passos não podem jamais serem “queimados”, ou seja, eles representam níveis progressivos da nossa fé no Senhor. Portanto, não há seguimento sem renúncia e nem tampouco sem tomar a nossa cruz de cada dia; só então poderemos de fato nos dispor para seguirmos Jesus.

Muitas vezes, tomados por vezes de alguma animação ou até mesmo de certa empolgação queremos seguir o Senhor. No entanto, quando aparecem as dificuldades, a rejeição, a difamação, as situações difíceis, as derrotas e os tantos fracassos, sem contar na situação pessoal onde o que deve prevalecer é a minha vontade, no meu tempo e do meio jeito… Então a proposta de seguir Jesus passa a ser um convite vazio e sem qualquer sentido.

Peçamos ao Senhor a graça de renunciar a nós mesmos e uma vez vazios de si nos coloquemos mais á disposição do divino mestre assumindo a nossa cruz e testemunhando o amor no mundo, uma vez alcançados e seduzidos pelo Deus da vida e da paz!

Em Jesus, o bom pastor e Maria nossa mãe.
Pe. Fernando Antonio.

Publicado em 30/08/2011 por

Pensamentos sobre Madri…

D. Henrique Soares Costa – Bispo auxiliar de Aracaju

Hoje, a imprensa da Espanha, da Itália e de outros países comenta, admirada, a Jornada Mundial da Juventude. Fala de um Papa de 84 anos que atraiu dois milhões de jovens; fala da vitória da Igreja sobre o governo esquerdista e anticlerical da Espanha de Zapatero, fala do Papa que sabe falar aos jovens, fala da força da Igreja que renasce na Espanha…

Meu querido Leitor, é a mesmíssima imprensa que já afirmou repetidamente que Ratzinger não tem carisma algum, que a Igreja já não tem credibilidade nenhuma, que o escândalo dos padres pedófilos colocou por terra o período triunfalista de João Paulo II, que a Igreja entrou numa decadência sem fim e sem cura… A mesma imprensa que tinha certeza de que, sem João Paulo II, os jovens não mais se reuniriam em tamanha multidão…

Que lições devemos tirar de tudo isto? Aquelas que tenho recordado constantemente neste Blog: os cristãos não devem nunca interpretar as coisas de Deus a partir dos critérios do mundo, particularmente aqueles da imprensa! Nossa visão tem que ser a partir do Alto, a partir da cruz e da ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo!

Pense um pouco: (1) Os jovens não foram a Madri por causa de Bento XVI – como no passado não foram por causa de João Paulo II: os jovens foram por causa de Cristo, foram para encontrar Jesus! Um Papa nunca é, nunca pode ser uma atração: não dança, não canta, não requebra, não é sarado, não faz pirueta e não aparece sob efeitos especiais! E se fizer isso, não é o Papa, é a Xuxa! Os jovens foram, vão e irão sempre a esses encontros pela sede que consome seus corações: por causa de Cristo, vida da nossa vida e saciedade da nossa esperança! (2) Um Papa não tem que ser “carismático” no sentido mundano. Todo Papa é carismático, porque, uma vez eleito, recebeu o carisma, isto é a cháris, a graça própria do ministério petrino. Pode ser o comunicativo João Paulo II, o simpático João Paulo I, o bonachão João XXIII, o hierático e angelical Pio XII, o feioso Bento XV, o valente Pio XI, o melancólico Paulo VI ou o tímido Bento XVI. O verdadeiro católico não ama um Papa, não ama esse Papa, ama o Papa, escuta o Papa, obedece ao Papa – exatamente porque é o Papa, seja ele quem for! Para o católico todo Papa é Pedro, e basta!

(3) Essa multidão reunida não é, não deve ser e não pode ser uma prova de força da Igreja! Nossa força está unicamente na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo – é a mesma força da Semana Santa do ano passado, quando a imprensa acusava a Santa Igreja de Cristo de ser uma rede internacional de pedófilos e se diziam misérias contra o Santo Padre! Nossa força é Cristo, nossa vida é Cristo, nossa certeza é Cristo, nossa alegria e esperança é Cristo! (4) É verdade que Zapatero, adversário ferrenho do cristianismo, está passando – como passaram outros e passarão tantos outros. Ficará a Igreja, a Mãe católica amabilíssima, porque Cristo assim o quis e assim o prometeu! Mas, não devemos pensar aqueles jovens como um triunfo da Igreja sobre ninguém. O único triunfo que devemos buscar é o triunfo sobre o pecado nosso e do mundo inteiro! Se Zapatero é um inimigo externo da Igreja, também nós a prejudicamos com nossos pecados e egoísmos, com nossa tibieza e falta de amor… Os piores inimigos da Igreja estão dentro dela! (5) Quanto ao renascimento da Igreja na Espanha ou em qualquer parte do mundo, ele não pode ser medido por números, por multidões ou eventos… Somente o Senhor da Igreja conhece o número dos seus, somente ele sabe do vigor e da fraqueza de sua Santa Esposa, nossa Mãe católica! No entanto, se aquela multidão de jovens na casa dos vinte anos estava lá, significa que nas paróquias, nos grupos, nos movimentos, nas novas comunidades, nas congregações há uma Igreja viva, crente, orante, disposta a testemunhar o Senhor! Lembra do fermento na massa, do grão de mostarda, do tesouro escondido? Pois é, Jesus não erra nunca; Jesus sabe o que diz e sustenta o que fala! (6) Quanto aos elogios a Bento XVI, que sabe falar aos jovens, ele fala de Cristo com simplicidade, clareza e a convicção de quem experimentou o Senhor ao longo de toda a vida. Isto basta! Mais impressionante que aquela multidão escutando o Papa de 84 anos, é vê-la, junto com o ancião pontífice, silenciosa, contida, piedosamente reverente, ante um pedacinho de pão que esses católicos bobos afirmam ser o próprio Jesus imolado e ressuscitado, realmente presente neste mundo! Basta ver isso para perceber a força da fé, a atuação da graça e a esperança do mundo. (7) Para terminar, repito, mais uma vez: se fossem somente vinte jovens a comparecer a Madri, ainda assim Cristo estaria ali, vivo, atuante, potente, matando a sede de todo aquele que dele se aproxime.

Lembre dessas coisas, meu Leitor, quando daqui a pouco, por algum motivo, nalguma dificuldade, a imprensa novamente decretar que a Igreja está no fim, que o cristianismo passou, que a religião é coisa do passado… Então: firmes na fé, com os olhos fixos em Cristo!

Dom Henrique Soares Costa – Bispo auxiliar de Aracaju

Publicado em 30/08/2011 por

Paróquia da Bela Vista inicia festejos de Nossa Senhora de Salette

Tem início na noite de hoje os festejos da pré-festa de Nossa Senhora de Salette, no bairro Bela Vista, em Fortaleza. Durante os dez dias consecutivos a padroeira será festejada em cada um dos setores da Paróquia. Sendo assim:

No dia 30 de agosto às 18h, na Igreja Matriz

No dia 31 de agosto, às 19h, novena no Setor VII: Capela Nossa Senhora da Penha.

No dia 01 de setembro, às 19h, novena, no Setor I.

No dia 02 de setembro, às 19h, novena no Setor II.

Nos dias 03 e 04 as celebrações continuarão nos horários da própria paróquia.

Ainda, no dia 04 de setembro, às 8h30min, haverá a Carreata da Festa de 2011 com concentração na Praça Nossa Senhora de Salette. Terminando com Feijoada na Matriz.

No dia 05 de setembro, às 19h, novena no Setor VI.

No dia 06 de setembro, às 19h, novena no Setor III.

No dia 07 de setembro, às 19h, novena no Setor V: Capela Nossa Senhora de Fátima.

No dia 08 de setembro, às 19h no Setor IV: Travessa ao lado do Mercado da Bela Vista.

No dia 09 de setembro, às 18h, na Igreja Matriz, encerramento da pré-festa.

A festa de Nossa Senhora de Salette, na Bela Vista, acontecerá no período de 10 a 19 de setembro de 2011.

Informações pelo telefone (85) 3482 1847na paróquia de Nossa Senhora de Salette.

Conheça um pouco mais a história de Nossa Senhora da Salette

Publicado em 30/08/2011 por

Homilia do 23º Domingo Comum (04.09.11)

Pe. Luiz Carlos de Oliveira, Redentorista

“Se ouvires minha voz!”

A redenção na comunidade
O povo de Deus teve dificuldades na caminhada pelo deserto porque fechou os ouvidos para não ouvir sua voz. Por isso o salmo alerta: “Não fecheis o vosso coração. Não fecheis os vossos corações como vossos pais, apesar de terem visto as minhas obras” (Sl 94). Mateus ensina sobre como deve ser o relacionamento dos irmãos na Igreja: Temos a presença de Cristo quando estamos unidos e Ele salva através da comunidade que continua sua presença e ação redentora. O que o evangelho diz sobre a correção dos irmãos dentro da caridade é uma metodologia para que a pessoa possa aceitar a redenção. Não se trata somente de chamar a atenção da pessoa, mas de salvá-la. Assim ouvimos o profeta Ezequiel com respeito ao sentinela, aquele que avisa dos perigos. Deus colocou o profeta como sentinela para o povo com a obrigação de corrigir. Se não o faz, ele é culpado. Se a pessoa não se corrige, a culpa fica com ela. Cada membro da comunidade é responsável pelo outro. Mateus ensina como se corrige: Deve-se primeiro fazer a advertência em particular, depois com mais duas testemunhas para ajudarem na recuperação e, só então, se a pessoa resiste, dizer à comunidade. Se nem a essa ouve, então está desligado com o poder que Jesus dá à comunidade: “Tudo o que ligares na terra, será ligado no céu, tudo o que desligares na terra, será desligado no céu” (Mt. 18,18). Desligar não significa excluir, mas provocar a recuperação. A comunidade deve advertir os que se extraviam da verdade. Deve, contudo, agir na caridade. Não na fofoca ou na denúncia maldosa. E mesmo as autoridades da Igreja devem seguir esse caminho e não agir só para a condenação, mas para a salvação. A missão do anúncio do evangelho continua na comunidade dos fiéis que já vivem a fé. A conversão é um processo contínuo. Todos são responsáveis pela salvação de todos. Para que a Palavra se realize, é necessário ter os ouvidos abertos para ouvir a Palavra de Deus que se faz presente de tantos modos. Ouvir as advertências é uma atitude inteligente. A força da comunidade está na união que busca a redenção.

Presença de Cristo
“Jesus Cristo está realmente presente no altar”. Mas está também realmente presente na comunidade. É um tipo diferente de presença, mas é presença, pois esta união dos irmãos em nome de Jesus são palavras Dele. Jesus, pela ação do Espírito Santo, une as pessoas no Corpo de Cristo. Ao nos unirmos, estamos unidos a Ele. Por isso, a comunidade que se reúne para as celebrações é a matéria desta união, como o pão e o vinho são a matéria que se torna Corpo e Sangue de Cristo. Jesus diz que não precisamos de muitas palavras, muitos gritos, pois Deus sabe do que precisamos, pois é Jesus que reza conosco, é o conteúdo de nossa oração e sua finalidade.

Força da união
Cristo que se faz presente na união de todos para salvar, está presente também na união de todos para rezar. Por isso, rezamos juntos na comunidade. Este modo de rezar dá mais força à oração e garantia de ser ouvido. Muitos dizem que rezam melhor em particular e não precisam ir à comunidade. A força da oração não vem do sentir-se bem, mas do sentir-se unidos, pois Jesus prometeu presença quando estamos reunidos em seu nome. É fundamental a oração pessoal. Se for verdadeira, conduzirá à oração na comunidade para a celebração ou para as devoções.

Leituras: Ezequiel 33,7-9; Salmo 94; Romanos 13,8-1; Mateus 18,15-20.

Homilia do 23º Domingo Comum (04.09.11)

1. O povo de Deus foi convidado a não fechar os ouvidos. Mateus nos ensina que na comunidade devemos ouvir o chamado à salvação através dos irmãos que nos corrigem. Essa correção tem um método que não é a fofoca: fala-se em particular, depois com duas testemunhas e depois toda a comunidade. Todos somos responsáveis uns pelos outros no caminho da salvação.

2. Cristo está presente na Eucaristia e também na comunidade. Ao nos unirmos estamos unidos a Ele, pela ação do Espírito.

3. A força da união e da presença de Jesus garante a oração. Rezar em particular é necessário, juntos é fundamental. Por isso participamos das celebrações, pois Jesus prometeu estar presente. O amor é o cumprimento da lei.

 

1 + 1 = 3. Certa a resposta! Quando?

São Mateus ensina a viver em comunidade. Sabemos que o amor é o fundamento da comunidade. Paulo ensina que o amor resume todos os mandamentos.

O amor nos impulsiona a corrigir os irmãos em suas dificuldades e erros. Somos corresponsáveis uns pelos outros. Se eles não aceitam a correção, continuamos na responsabilidade de amá-los.

Jesus é prático e vai aos detalhes quando trata do modo de corrigir os irmãos. Nós fazemos fofoca, depois acusamos. Jesus ensina: primeiro se procure a pessoa e, a sós, e depois fale com ela. Se não aceita, chama mais duas pessoas para ver que o negócio não é pessoal. Só aí apresenta à comunidade. É duro ouvir que a Igreja não usa esse método e aceita denúncias sem confrontar os acusadores.

A comunidade vive da união. Cremos na presença real de Jesus na Eucaristia. Temos também que crer em sua presença real, de modo diferente, quando dois estão reunidos em seu nome. Por isso acertamos a soma; 1 + (Jesus) + 1 = 3.

Publicado em 29/08/2011 por

5ª Semana Social Brasileira

A 5ª Semana Social tem como tema A participação da sociedade no processo de democratização do Estado – Estado para que e para quem? A 5ª Semana Social Brasileira retoma, de certa forma, e num outro contexto conjuntural, o filão da 2ª Semana Social intitulada “Brasil: Alternativas e Protagonistas” ou em termos populares, “O Brasil que temos e o Brasil que queremos”. O foco, entretanto, da 5ª Semana é, sobretudo, o Estado, enquanto da 2ª Semana era a Sociedade.

A justificativa da opção por esse tema da 5ª Semana deve-se ao fato de que ao longo das últimas décadas, o movimento social empreendeu várias iniciativas na perspectiva de democratizar o Estado brasileiro. Lutou contra o Estado autoritário, empenhou-se por um Estado que incorporasse as demandas populares, no processo Constituinte e, recentemente, início desse milênio, participou do processo eleitoral pela constituição de um governo popular em que o Estado fosse subordinado à sociedade e, sobretudo, a serviço dos mais pobres.

Em que pese e se considere avanços visíveis, o Estado brasileiro ainda padece de um distanciamento grande na resolução dos problemas estruturais da sociedade brasileira, particularmente aqueles referentes às áreas de saúde, educação, acesso a terra urbana e rural e à distribuição de renda. Por outro lado, percebe-se que o Estado continua conservador na sua forma de fazer política reproduzindo os vícios do autoritarismo e do clientelismo e de que a democracia representativa esgotou-se.

No Seminário de lançamento da 5ª Semana Social, por iniciativa da CNBB, realizou-se ainda um debate sobre Reforma Política com participantes do Congresso que integram a comissão da Reforma Política. No debate ficou evidenciado que a proposta de reforma política em debate no Congresso – financiamento público e lista fechada – resume-se a uma reforma eleitoral e não política, e que a mesma está distante de abordar e incorporar as expectativas de mecanismos de exercício de democracia direta e participativa.

Nesse sentido, ganhou força entre os participantes a ideia de que apenas uma Assembléia eleita exclusivamente para esta tarefa terá legitimidade para realizar uma reforma política.

Aprovada por unanimidade pelos bispos na 49ª Assembleia geral da CNBB, a 5ª Semana Social é um convite à sociedade brasileira para se colocar na perspectiva do cristianismo libertário inaugurado pelo primeiro bispo destas terras latino americanas, Bartolomeu de las Casas, no Chiapas, que questionou profundamente o Estado que se pretendia implantar em nosso continente. Ele próprio afirmou, diante da rainha, que o verbo rapere (roubar) estava sendo conjugado aqui por todas as pessoas, em todos os tempos e todos os lugares. Compreendeu a dimensão social da eucaristia, que, celebrada com a apropriação das terras indígenas e de escravidão, era como sacrificar um filho diante do pai. Sendo ele um encomendeiro (proprietário de índios), libertou os índios que se encontravam sob seu domínio, suspendeu a celebração da eucaristia e se empenhou na luta pela libertação dos indígenas espoliados e escravizados.

Hoje, a luta pelo Estado que queremos se inspira nos indígenas, sistematizado no ideal de uma sociedade do Bem Viver.

Bem viver é sinônimo de “vida boa”, o que hoje denominamos de “qualidade de vida” e o Evangelho chama de “Vida em plenitude” (cf. Jo 10, 10).

Os povos tradicionais almejam transformar profundamente o modo de viver imposto pelo sistema capitalista. Priorizam a sacralidade da vida humana e de todos os seres vivos. Compreendem isso como compromisso de viver de modo sadio, feliz e harmonioso consigo mesmo, com os outros humanos e com todos os seres vivos. Para os povos tradicionais, não é um ideal irrealizável e sim uma utopia possível que temos de construir.

Em conformidade com o que Jesus afirma: “Eu vim ao mundo para que todas as pessoas tenham vida e vida em plenitude” (cf. Jo 10, 10), a 5º Semana Social Brasileira quer ser uma ocasião oportuna para repensarmos o Estado que temos e o Estado que queremos, considerando o Bem Viver como um critério espiritual e social.

Por Padre Nelito Dornelas
* Secretário do Mutirão pela Superação da Miséria e da Fome e da Comissão Episcopal da Água e do Meio Ambiente – CNBB. Articulador da 5ª Semana Social Brasileira.

Publicado em 29/08/2011 por

Fotos da Confraternização do Clero da Arquidiocese de Fortaleza

Leia a notícia


QR Code Business Card