Publicado em 30/06/2011 por

Casa do Povo da Rua comemora três anos com arraiá

Logo mais às 17h00 a Pastoral do Povo da Rua (PPR) realiza seu Arraiá Junino pelas comemorações do terceiro aniversário da Casa Dom Luciano Mendes. O festejo acontece na sede da pastoral, na casa Dom Luciano Mendes na Rua Coronel Ferraz, 222, Centro. A programação contará com um momento celebrativo, quadrilha improvisada, comidas típicas e apresentação do coral vozes da rua. A casa Dom Luciano Mendes é um espaço de convivência, onde se realizam cursos profissionalizantes, oficinas e rodas de conversas sobre conquistas e direitos dos moradores. Para Fernanda Gonçalves, secretária da PPR, a casa foi uma conquista dos moradores que hoje podem contar com um espaço próprio de acolhida e reflexão. Ela diz também que será um momento de ação de graças pelo que a pastoral vem realizando com a população de rua neste período, buscando uma convivência fraterna. Haverá apresentação do Coral Vozes da Rua, cantando músicas juninas.

Informações (Pastoral do Povo da Rua) com Fernanda pelo telefone 85 3388 8706.

Publicado em 30/06/2011 por

CNBB participa da audiência pública realizada pela Subcomissão Temporária de Políticas Sociais sobre Álcool, Crack e outras Drogas, no Senado Federal

Dom Irineu Danelon, bispo de Lins (SP) e responsável pela Pastoral da Sobriedade

O bispo de Lins (SP), dom Irineu Danelon, foi o convidado da audiência pública realizada nesta terça-feira, 28, pela Subcomissão Temporária de Políticas Sociais sobre Álcool, Crack e outras Drogas, no Senado Federal, para ouvir a experiência de Movimentos Sociais na prevenção à dependência química. Ele, que representou a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), destacou esta luta pela vida como um objetivo pessoal e cobrou o apoio do governo para políticas de prevenção e tratamento de dependentes químicos.

Dom Irineu destacou que a Igreja, como uma grande “mãe”, jamais poderia se abster desse tema. “A droga é uma onda de óleo que invadiu todas as praias de todas as camadas sociais. É um fenômeno complexo e urgente”, definiu.

Ele comparou os altos custos em presídios e presos – sem resultados efetivos – aos baixos investimentos com resultados positivos através das comunidades terapêuticas e clínicas de tratamento. “A construção de um presídio custa cerca de R$ 25 milhões. Com esse dinheiro, eu construiria umas 30 comunidades terapêuticas. A manutenção de cada uma delas custa cerca de R$ 15 mil, com resultados extraordinários”, frisou.

Dom Irineu destacou o trabalho realizado pela Pastoral da Sobriedade, que ele coordena, e entregou exemplar do livro Programa Vida Nova, uma experiência de oito anos, ao senador Wellington Dias, presidente da Subcomissão. O bispo defendeu o apoio do governo federal a instituições de tratamento de dependentes e se declarou chocado com a tentativa de liberalização da maconha. Para ele, o alcoolismo é outra “peste” a ser enfrentada pela sociedade.

O bispo insistiu que o trabalho da Pastoral da Sobriedade não é apenas recuperar o dependente químico dos vícios, “mas dar a ele a consciência de vida nova”. “O melhor remédio (para recuperar o dependente) é a acolhida, incluindo a acolhida de Deus. O amor é nossa terapia”, disse.

Dom Irineu, que estava acompanhado do padre Geraldo Martins, citou o Chile como modelo de prevenção às drogas, através do apoio ao esporte, música e educação de qualidade para todos. E propôs à Subcomissão conhecer as experiências em execução naquele país, o que foi prontamente aprovado.

Os senadores Waldemir Moka (PMDB-MS), Ana Amélia (PP-RS) e Eduardo Amorim (PSC-SE) participam do debate.

Proposta
O presidente da Subcomissão, senador Wellington Dias (PT-PI), informou aos demais integrantes que a presidente Dilma Rousseff criou um grupo interministerial para que, em 30 dias, apresente uma proposta para facilitar o diálogo do governo com as comunidades terapêuticas voltadas ao combate às drogas.

Wellington Dias disse ainda que espera encerrar o ciclo de debates sobre dependência química em julho e iniciar em agosto a elaboração de uma proposta com base nos depoimentos colhidos nas audiências públicas realizadas.

O senador Magno Malta (PR-ES) também foi convidado para a audiência, para representar a Igreja Batista, mas não pode participar.

Audiências
Esta foi a oitava audiência pública da Subcomissão. Nesta terça, a Casdep aprovou a realização de um novo debate, desta vez para ouvir o juiz federal do Mato Grosso do Sul Odilon de Oliveira. Ele deverá explicar a destinação a ser dada aos bens apreendidos nas operações de tráfico de drogas e a possibilidade de destinação dos valores arrecadados para auxiliar nas medidas repressivas ao tráfico e ao consumo de substâncias causadoras de dependência química.

Também foi aprovado um requerimento para que a subcomissão faça duas visitas na Bahia: uma ao Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas (Cetad), da Universidade Federal da Bahia, e outra ao Centro de Atenção Psicossocial-Álcool e Drogas, em Salvador.

Foto: Site do Senado Federal

Publicado em 29/06/2011 por

Homossexuais devem ter o direito de casar?

Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald

A Igreja Católica reconhece a dignidade de todas as pessoas, e não as define nem rotula segundo sua orientação sexual. A pessoa humana “feita à imagem e semelhança de Deus”, dificilmente pode ser descrita adequadamente através de uma referência redutiva à sua orientação sexual. O Catecismo da Igreja Católica exige que os homossexuais sejam “acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza” e condena “todo sinal de discriminação injusta” contra eles (cf. CIC No.2358). Ao afirmar a dignidade de pessoas que são homossexuais, a Igreja Católica está sendo coerente com seus ensinamentos. Em matéria de sexo há dois princípios fundamentais que orientam o ensinamento da Igreja. O primeiro é que a Igreja “sempre ensinou que a expressão sexual genital do amor, conforme o plano criador de Deus tem seu lugar exclusivamente dentro do casamento entre um homem e uma mulher”. O segundo princípio é que “a expressão sexual genital do amor tem que ser aberta à possível transmissão de nova vida”. Por estas razões a Igreja Católica não aprova casamentos ou uniões homossexuais.

O documento da Congregação para a Doutrina da Fé: “Considerações sobre os projetos de reconhecimento legal das uniões entre pessoas homossexuais” (2003) afirma que “não existe nenhum fundamento para equipar ou estabelecer analogias, mesmo remotas, entre uniões homossexuais e o plano de Deus sobre o matrimônio e a família. O matrimônio é santo, ao passo que as relações homossexuais estão em contraste com a lei moral natural” (cf. op. cit. n. 4). Segundo o moralista, o Pe. Dr. Marciano Vidal uma atitude pragmática começa a se advertir, tanto por parte da reflexão teológica-moral como por parte do episcopado. Ele cita, por exemplo, que “os bispos suíços não se opõem a um ordenamento jurídico das uniões homossexuais, ainda que defendam “que o caráter único do matrimônio entre homem e mulher seja protegido pela jurisdição do Estado de maneira incondicional”. Ante a pergunta se uniões homossexuais poderiam receber uma benção não sacramental, os bispos suíços responderam “temos a convicção profunda de que as pessoas homossexuais podem ser abençoadas, mas não a contração de uma união homossexual”. “Semelhante rito poderia parecer-se ao matrimônio sacramental e prestar-se à confusão” (cf. Vidal, M. “Sexualidade e Condição Homossexual na Moral Cristã”, Editora Santuário, Aparecida, 2008, p.184).

O canonista Dias Moreno, afirma que o matrimônio é “o que tem sido sempre em todos os contextos culturais – uma união essencialmente heterossexual fundada na mesma configuração e estrutura da pessoa sexuada. A expressão sexual, física e afetiva, daqueles que são portadores da tendência homossexual, não pode ser equiparada à expressão heterossexual. Qualificar as uniões homossexuais de matrimoniais e dotá-las de uma configuração jurídica igual ou semelhante ao matrimônio, suporá, como primeiro efeito nocivo, dar passagem a um equívoco absurdo” (cf. J.M. Dias Moreno, “Razón y Fe 236”, 1997, p.51-53).

Pe. Dr. Brendan Coleman Mc Donald
Redentorista e Professor Titular aposentado da UFC

Leia também nota da CNBB a respeito da decisão do Supremo Tribunal Federal quanto à união entre pessoas do mesmo sexo

Publicado em 29/06/2011 por

Conflitos no campo: violência do agronegócio, conivência do Estado

Thiago Valentim, Coordenador da Comissão Pastoral da Terra Regional

Temos acompanhado perplexos, tristes e indignados, nas últimas semanas, a barbárie causada por fazendeiros e madeireiros, fieis escudeiros do agronegócio: o assassinato de lideranças extrativistas e trabalhadores rurais.

Este triste fato traz à tona novamente o que já sabemos há muito tempo: a impossível conciliação entre o modelo de desenvolvimento capitalista, representado no campo pelo agronegócio, e as práticas milenares dos pequenos camponeses e dos povos tradicionais de viver na terra e produzir, ou seja, a agricultura familiar camponesa. O grande problema é que o agronegócio usa todas as estratégias possíveis para se sobrepor ao modo de vida e produção do campesinato, ou seja, cooptação de lideranças, aprovação de leis que favorecem o desmatamento e protegem os desmatadores, a exemplo das mudanças no código florestal, perseguição a lideranças comunitárias camponesas, tomada das terras de trabalhadores rurais, entre outras.

O que nos entristece e revolta mais ainda é que o agronegócio é um ramo estratégico do governo, mesmo com todos os conflitos que gera no campo. As possibilidades de expansão e os incentivos e isenções fiscais dados pelo governo a empresas nacionais e multinacionais do agronegócio demonstra que nós, os pobres, continuaremos reféns do capital nacional e internacional e dos interesses de quem pensa apenas em produzir em larga escala, para obter lucros exorbitantes, enquanto permaneceremos na miséria e sem garantia dos direitos básicos. Isso questiona a democracia que temos e a soberania que queremos, tornando-as um horizonte cada vez mais distante. Da mesma maneira como o governo federal assume o agronegócio como estratégico, deveria assumir também a investigação de todos estes crimes e a punição dos culpados e não o faz. Porém, esta é uma ação que deve ir para além da federalização dos casos, é preciso verdadeiras políticas públicas que promovam a vida dos povos do campo e das florestas e que coíbam a violência no campo e violação dos direitos humanos.

As notícias dos assassinatos destes companheiros tem estado em todos os meios de comunicação nacionais e alguns regionais, o que muito nos admira, dado a posição conhecida da grande maioria destes meios em defesa do grande capital. Tem nos revoltado as mais diversas atitudes e justificativas de parlamentares e outros que ocupam cargos públicos diante dos últimos assassinatos: desde vaia de membros da bancada ruralista e visitantes pelo anúncio dos assassinatos na câmara dos deputados à justificativa de que falta de efetivo suficiente e infraestrutura para dar segurança a todos os ameaçados, como afirmou o secretário de segurança do Pará, Luís Fernandes Rocha, em entrevista concedida à Terra Magazine n dia 16 de junho. Falta de recurso para tanto não é, o que falta mesmo é vontade política de “cortar o mal pela raiz” e passar a valorizar estrategicamente as comunidades camponesas, ao invés de fazendeiros e madeireiros. E o senhor secretário ainda acusa a CPT de “botar tudo dentro de uma mesmo conta”. Estas justificativas, que não convencem, escutamo-las a cada investida de fazendeiros e madeireiros sobre a vida das lideranças camponesas.

Os assassinos sabem que a prática do governo é agir somente quando a situação se torna insuportável e exige das autoridades públicas alguma reação. Sabem também que toda ação nesse sentido será pontual, emergencial. Este tipo de ação não intimida ou amedronta aqueles que estão acostumados a ameaçar, perseguir e matar para proteger seus interesses, pois sabem que reina no Brasil um sistema de injustiça e impunidade, garantido pelas estruturas públicas de governo.

As diversas manifestações nas últimas semanas, greves de fome, audiências e ocupações, mostram que a situação de conflito está insuportável e exige dos governos políticas públicas que garantam a reprodução do modo de vida camponês e a segurança de suas comunidades.

Os dados anuais do Caderno de Conflitos no Campo Brasil da Comissão Pastoral da Terra evidenciam o aumento significativo dos conflitos no campo causados pela concentração da Terra, pelo modelo de produção do agronegócio e agravados pela omissão do Estado diante dos conflitos. O Estado, porém, não é somente omisso, mas também conivente, já que garante todas as condições necessárias para que este monstro do desenvolvimento capitalista cresça e ataque com suas garras afiadas os povos do campo e da floresta. De 1985 a 2010, 1.580 pessoas foram assassinadas no campo e, atualmente, a lista de ameaçados inclui 1.855 pessoas. De 1985 a 2010 foram assassinadas 1580 em todo o país, sendo 401 só na primeira década deste século. Das 1186 ocorrências, somente 91 foram a julgamento, com a condenação de apenas 21 mandantes e 73 executores. Destes, somente Vitalmiro Bastos de Sousa, o Bida, acusado de ser um dos mandantes do assassinato de Dorothy Stang, continua preso. Estes dados são uma vergonha para o Brasil e revela a inoperância do Estado frente aos conflitos no campo.

Agradecemos a Deus pela força dada a estes companheiros para que resistissem diante das perseguições e continuassem firmes na luta pela vida e na defesa de seus irmãos e irmãs, do projeto popular que vinham ajudando a construir e da floresta. Porém, apesar do martírio ser um ato de doação, a exemplo de Jesus mártir, não desejamos que o número dos mártires aumente, pois esses assassinatos são conseqüência da injustiça social implantada e praticada por aqueles que se sentem ameaçados diante do anúncio da verdade, que brota da memória subversiva do Evangelho da vida, que desmascara os corruptos e assassinos. Não precisamos de outros mártires. Contudo, para que esse desejo se torne realidade, lutamos por um outro mundo, justo e solidário, que já sabemos que é possível. Empenhamos todas as nossas forças na luta contra este sistema de desenvolvimento capitalista que promove a morte, e não a vida.

por Thiago Valentim, CPT CE

Publicado em 28/06/2011 por

Dom José Luiz Ferreira Salles, bispo auxiliar de Fortaleza, é eleito para Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz – Comissão 8

Os membros das comissões foram escolhidos durante a primeira reunião do novo Conselho Permanente, que aconteceu de 15 a 17 de junho em Brasília. Os membros das Comissões são escolhidos, por eleição, pelo Conselho Permanente, diferentemente dos eleitos presidentes durante a realização da assembleia. O nome de dom José Luiz F. Salles foi divulgado juntamente com outros membros das 12 Comissões Episcopais Pastorais da CNBB pelo site oficial da CNBB no último dia 25 de junho.

São membros da comissão 8, juntamente com d. José Luiz F. Salles, os bispos: Dom Guilherme Werlang, bispo de Ipameri (GO) (Presidente – eleito na Assembléia de maio/2011); Dom Enemésio A. Lazzaris, bispo de Balsas (MA); Dom José Moreira Bastos, bispo de Três Lagoas (MS); Dom Pedro L. Stringhini, bispo de Franca (SP); Dom Roque Paloschi, bispo de Roraima (RR).

A comissão tem o objetivo de organizar as pastorais sociais da Igreja do Brasil seguindo o caminho de Cristo, são uma expressão viva do amor preferencial de Deus pelos humildes e pobres, uma presença da Justiça do Reino na sociedade e na história. Fiel à missão que recebeu de Cristo, a Igreja traz aos pobres a Boa Nova do Evangelho e sua força transformadora. As pastorais sociais são, portanto, uma dimensão constitutiva da Igreja, no anúncio da Palavra de Deus (kerigma-martyria), na celebração dos sacramentos (liturgia) e no serviço da caridade (diakonia).

Dom José Luis é nomeado para esta comissão pela segunda vez, deve ficar nela por mais quatro anos.

Confira a lista com os nomes dos membros das Comissões

Publicado em 28/06/2011 por

Homilia da Solenidade de S. Pedro e S. Paulo (03.07.11)

“Duas colunas da Igreja”

Jesus e seus apóstolos

Jesus encarnou-se em nossa humildade. Para realizar sua missão quis homens humildes. Mesmo mais culto, Paulo era humano e sujeito à fragilidade. Quando Jesus quer saber o que pensam Dele, tem em seus discípulos a resposta que é o início da Igreja, pois sua resposta não provém do homem, mas de Deus. Mesmo hoje, quando cremos é porque Ele provoca em nós a fé: “Por sua palavra muitos hão de crer em mim” (Jo 17,20). Na fragilidade de sua missão, Jesus conta com a fragilidade dos discípulos para que sua Igreja se fundamente em Deus e não na sabedoria humana. Por que Jesus necessitou da profissão de fé de Pedro? O nome Simão significa dócil à Palavra. Sua fé dócil é rocha firme sobre a qual se constrói a Igreja. Podemos também entender que a fé humilde do povo é o sustentáculo da Igreja. Sobre ela se edifica constantemente a Igreja. Pedro e Paulo nos deram as primícias da Igreja (oração). Tudo que ligares na terra será ligado no Céu. Os que possuem esta fé abrem o caminho para a salvação, movidos pelo Espírito, sustentados pelo Pai e guiados por Jesus. A pregação dos apóstolos continua a missão de Jesus que atua para a nossa salvação. Por isso Jesus protege e ampara seus dois homens escolhidos para a missão entre os filhos da promessa e os povos vindos do paganismo. Pedro é libertado da prisão de modo misterioso (At 12,9-11). Foram anjos, ou pessoas como anjos? Certamente os cristãos podem continuar esta missão e, através da fé libertar as amarras que prendem as pessoas. Paulo sabe que o Senhor esteve com ele e o libertou da boca do leão. O Senhor sempre liberta de todo mal (2Tm 4,17). A Igreja tem consciência da presença do Senhor, libertando-a de todo mal por meio da purificação. Por mais pecadores sejam seus seguidores, Jesus aceita e acolhe sua profissão de fé. É o que disse Jesus a Pedro na ceia: “Simão, Simão, eis que Satanás pediu para vos peneirar como o trigo; eu porém, orei por ti, afim que tua fé não desfaleça. Quando, porém te converteres, confirma os teus irmãos” (Lc. 22,31-3). Deus conta com nossa fragilidade quando nos dá o dom da fé.

Uma Igreja a construir

Marcos escreve: os apóstolos “saíram a pregar por toda parte agindo com eles o Senhor, e confirmando a Palavra por meio dos sinais que a acompanhavam” (Mc 16,20). Jesus manda fazer discípulos seus, todas as nações, batizando e ensinando a observar o que ordenou (Mt 28,19-20). Verificamos na Igreja um cansaço diante da Palavra e da formação das comunidades. É uma doce ilusão ver uma Igreja cheia, quando há milhões fora. As grandes cidades não carecem de evangelização. Há muita palavra e pouca ação. Nossa Palavra anda vazia e não provoca. Por que? A acomodação não nos salvará. Ver as multidões e não ter compaixão é, no mínimo, falta de inteligência espiritual, para não dizer diabólico.

Apóstolo como eles.

“O Inferno não poderá vencê-la”, nem os seguidores do Maligno. Mas precisamos renovar a Igreja com o ensinamento dos apóstolos. Como Eles, precisamos ter coragem de arriscar na evangelização e buscar quais as causas do ateísmo. Operários sem vigor que se apóiam no vazio. Teremos a segurança na dificuldade, alegria na fé e esperança no fracasso. Mas é preciso seguir estes apóstolos. Não basta garantir as defesas da verdade na Igreja. É necessário lançar as redes em águas mais profundas. Ousar por Jesus!

Leituras:Atos 12.1-11; Salmo 33;2Tm 4,6-8.17-18;Mateus 16,13-19

Homilia da Solenidade de S. Pedro e S. Paulo (03.07.11)

1.Jesus escolheu homens frágeis para continuar sua missão, porque também era frágil. A resposta dos discípulos é o início da Igreja, pois a resposta provém de Deus. A profissão de fé de Simão Pedro, que significa dócil à Palavra.. Sua fé é a rocha firme sobre a qual se constrói a Igreja. Os que têm fé abrem caminho para a salvação. Jesus continua protegendo seus apóstolos. Deus toma conta de nossa fragilidade.

2.Jesus manda fazer discípulos seus, todas as nações batizando e ensinando-as a observar o que ordenou. Hoje vemos cansaço diante da Palavra e da formação das comunidades. Ver as multidões e não ter compaixão pode ser até diabólico.

3.O Inferno não pode vencer a Igreja, mas precisamos renová-la com o ensinamento dos apóstolos. Precisamos ter coragem para arriscar na evangelização. Não basta defender a Igreja dos ataques mas lançar redes em águas mais profundas. Ousar por Jesus.

Ninguém segura esse time

Celebramos a festa de dois grandes homens, duas colunas da Igreja. São tão diferentes: Um, simples pescador; outro, um grande doutor; unidos pelo mesmo amor e a mesma fé em Jesus. E se queriam bem e se respeitavam e se enfrentavam quando era preciso.

O que os faz grandes? A fé em Jesus. Pedro diz: “Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo”. Paulo: “Combati o bom combate, guardei a fé!”. Eram perseguidos, mas não vencidos. Todos contra eles. Pedro é preso para ser morto. Paulo pronto para ser sacrificado. Pedro é libertado por um anjo e Paulo libertado da boca do leão. Reconhecem: O Senhor esteve ao meu lado, diz Paulo. E Pedro conclui: Mandou-me um anjo para libertar-me.

Lemos em outros textos o quanto foram capazes de mudar para servir a Deus. Levam adiante a missão de estabelecer e confirmar a fé dos irmãos.

A palavra de Jesus a Pedro é fabulosa: “Tu és Pedro e sobre esta pedra (em hebraico, Pedro e pedra, são a mesma palavra: CEFAS) edificarei e minha Igreja e o poder do Inferno nunca poderá vencê-la”.

Pe. Luiz Carlos de Oliveira
Redentorista

Publicado em 27/06/2011 por

Um dia missionário na comunidade de Capim de Roça – paróquia de Guanacés.

No dia 26 de junho, dentro das festividades de São Pedro, a comunidade do Seminário Propedêutico, seminaristas e padres, realizaram um dia missionário na comunidade de Capim de Roça – paróquia de Guanacés.

Os padres e seminaristas foram recebidos logo de manhã cedo com um café comunitários e após o envio foram visitadas as famílias da localidade. Além disso, os padres reuniram-se com as crianças da catequese pela manhã, além de atenderam alguns enfermos com a Santa Unção. À noite foi meditado o Terço e celebrada uma Eucaristia com a participação de grande número e pessoas.

Essa primeira experiência missionária do Seminário Propedêutico faz parte da acolhida da consciência e do espírito missionário para o qual toda a Igreja está convidada a refletir e viver.

No segundo semestre já está agendada uma visita missionária do Propedêutico à Paróquia de São Gonçalo do Amarante.

Lembramos e convidamos a todos para a II Jornada Vocacional da Arquidiocese, dia 27 de agosto, a partir das 14, na Quadra do Colégio Piamarta – Montese. Venha participar conosco!

Veja fotos.

 

Publicado em 27/06/2011 por

Missa Vocacional na Paróquia do Alto Alegre

No dia 24 de junho foi celebrada, dentro da Festa da padroeira, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, a Missa Vocacional na Paróquia do Alto Alegre. O Pe. Rafhael, coordenador da PV na Arquidiocese presidiu a Santa Missa que também contou com o testemunho vocacional de alguns seminaristas.

Lembramos a todos a II Jornada Vocacional que acontecerá no dia 27 de agosto de 2011, a partir das 14h, na Quadra do Colégio Piamarta Montese. Venha participar conosco!

Veja fotos.

Publicado em 27/06/2011 por

Disponível material do Dia Nacional da Juventude (DNJ)

Está disponível no Centro de Capacitação da Juventude (CCJ) o material do Dia Nacional da Juventude (DNJ) deste ano que propõe o estudo e a celebração do tema “Juventude e Protagonismo Feminino” e o lema ”Jovens mulheres tecendo relações de vida”. O DNJ busca inspiração no encontro de Jesus com a Mulher Samaritana (Jo. 4, 1-42).

Este subsídio tem como finalidade ajudar a aprofundar o tema nos grupos de jovens nos meses que antecedem o grande evento de massa marcado para o domingo 30 de outubro. Por vários motivos fora de nosso controle o material atrasou. Portanto não podemos perder tempo. Agora que temos em mãos o cartaz e os subsídios para os grupos podemos iniciar desde já o processo de preparação e mobilização de um dos eventos mais importantes do ano em termos de evangelização da juventude.

Este ano queremos incentivar a encomenda do material pelo site do CCJ que é mais rápido e eficiente. O próprio programa calcula o preço total junto com o frete. Basta clicar Aqui. Porém, aceitamos também, encomendas pelos meios tradicionais de e-mail, telefone, correio.

Para aqueles que tiverem dúvidas de como fazer suas encomendas pelo site do ccj, basta clicar aqui para consultar a página de orientações sobre os passos a serem seguidos.

 

Publicado em 27/06/2011 por

Divulgados os nomes dos eleitos para as Comissões Episcopais Pastorais da CNBB

CNBB divulgou, neste sábado, 25, a lista com os nomes dos bispos eleitos para compor as 12 Comissões Episcopais Pastorais da CNBB. Ao contrário dos presidentes de cada Comissão, que são eleitos pela Assembleia Geral, os membros das Comissões são escolhidos, por eleição, pelo Conselho Permanente.

As eleições foram um dos principais pontos de pauta da primeira reunião do novo Conselho Permanente, na semana passada, dias 15 a 17. Foram escolhidos os bispos para compor outras Comissões e Conselhos que fazem parte da estrutura da CNBB. Há Conselhos e Comissões cujos membros são nomeados pela Presidência.

O número de membros de cada Comissão não é o mesmo, variando de três a seis, incluído seu presidente.

Confira, abaixo, a lista dos eleitos e nomeados, incluindo os respectivos suplentes, eleitos pelo Conselho Permanente.

1. Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada

Dom Pedro Brito Guimarães, arcebispo de Palmas (TO) (Presidente – eleito na Assembleia de maio/2011)

Dom Esmeraldo Barreto de Farias, bispo de Santarém (PA)

Dom Jaime Spengler, bispo auxiliar de Porto Alegre (RS)

Dom Waldemar Passini Dalbello, bispo auxiliar de Goiânia (GO)

2. Comissão Episcopal Pastoral para o Laicato

Dom Severino Clasen, bispo de Araçuaí (MG) (Presidente – eleito na Assembleia de maio/2011)

Dom Giovane Pereira de Melo, bispo de Tocantinópolis (TO)

Dom Milton Kenan Júnior, bispo auxiliar de São Paulo (SP)

Dom Pedro José Conti, bispo de Macapá (AP)

3. Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Eclesial

Dom Sérgio Braschi, bispo de Ponta Grossa (PR) (Presidente – eleito na Assembleia de maio/2011)

Dom Armando Martin Gutierrez, bispo de Bacabal (MA)

Dom Edson Tasquetto Damian, bispo de São Gabriel da Cachoeira (AM)

4. Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética

Dom Jacinto Bergman, arcebispo de Pelotas (RS) (Presidente – eleito na Assembleia de maio/2011)

Dom José Antônio Peruzzo, bispo de Palmas-Francisco Beltrão (PR)

Dom Paulo Mendes Peixoto, bispo de São José do Rio Preto (SP)

5. Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé

Dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF) (Presidente – eleito na Assembleia de maio/2011)

Dom Filippo Santoro, bispo de Petrópolis (RJ)

Dom Murilo Krieger, arcebispo de Salvador (BA)

Dom Paulo Cezar Costa, bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ)

Dom Pedro Cipolini, bispo de Amparo (SP)

6. Comissão Episcopal Pastoral para a Liturgia

Dom Armando Bucciol, bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA) (Presidente – eleito na Assembleia de maio/2011)

Dom Edmar Peron, bispo auxiliar de São Paulo (SP)

Dom Fernando Panico, bispo de Crato (CE)

7. Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Inter-Religioso

Dom Francesco Biasin, bispo de Barra do Piraí-Volta Redonda (RJ) (Presidente – eleito na Assembleia de maio/2011)

Dom Benedito Araújo, bispo coadjutor de Guajará-Mirim (RO)

Dom Redovino Rizzardo, bispo de Dourados (MS)

8. Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz

Dom Guilherme Werlang, bispo de Ipameri (GO) (Presidente – eleito na Assembleia de maio/2011)

Dom Enemésio A. Lazzaris, bispo de Balsas (MA)

Dom José Luiz F. Salles, bispo auxiliar de Fortaleza (CE)

Dom José Moreira Bastos, bispo de Três Lagoas (MS)

Dom Pedro L. Stringhini, bispo de Franca (SP)

Dom Roque Paloschi, bispo de Roraima (RR)

9. Comissão Episcopal Pastoral para a Cultura, Educação, Ensino Religioso e Universidades

Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG) (Presidente – eleito na Assembleia de maio/2011)

Dom Flávio Giovenale, bispo de Abaetetuba (PA)

Dom Gregório Paixão, bispo auxiliar de Salvador (BA)

Dom Tarcísio Scaramussa, bispo auxiliar de São Paulo (SP)

10. Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família

Dom João Carlos Petrini, bispo de Camaçari (BA) (Presidente – eleito na Assembleia de maio/2011)

Dom Antônio Augusto Duarte, bispo auxiliar do Rio de Janeiro (RJ)

Dom Joaquim Justino Carreira, bispo auxiliar de São Paulo (SP)

11. Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude

Dom Eduardo Pinheiro da Silva, bispo auxiliar de Campo Grande (MS) (Presidente – eleito na Assembleia de maio/2011)

Dom Bernardino Marchió, bispo de Caruaru (PE)

Dom Vilsom Basso, bispo de Caxias de Maranhão (MA)

12. Comissão Episcopal Pastoral para a Comunicação Social

Dom Dimas Lara Barbosa, arcebispo de Campo Grande (MS) (Presidente – eleito na Assembleia de maio/2011)

Dom Manoel Delson Pedreira da Cruz, bispo de Caicó (RN)

Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

13. Comissão Episcopal de Textos Litúrgicos – CETEL

Dom Alberto Taveira Corrêa, arcebispo de Belém (PA)

Dom Armando Bucciol, bispo de Livramento de Nossa Senhora (BA)

Dom Dadeus Grings, arcebispo de Porto Alegre (RS)

Dom Geraldo Lyrio Rocha, arcebispo de Mariana (MG)

Dom Manoel João Francisco, bispo de Chapecó (SC)

Suplentes:

Dom Aloísio Alberto Dilli, bispo de Uruguaiana (RS)

Dom Hélio Adelar Rubert, arcebispo de Santa Maria (RS)

14. Comissão Episcopal para Tribunais Eclesiásticos de 2ª Instância

Dom Airton José dos Santos, bispo de Mogi das Cruzes (SP)

Dom Francisco Carlos Bach, bispo de Toledo (PR)

Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, bispo de Guarabira (PB)

Dom Moacir Silva, bispo de São José dos Campos (SP)

Suplentes:

Dom Augustinho Petry, bispo de Rio do Sul (SC)

Dom Luís Gonzaga Silva Pepeu, arcebispo de Vitória da Conquista (BA)

15. Conselho Nacional Pró-Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida

Dom Raymundo Damasceno Assis, cardeal arcebispo de Aparecida, presidente da CNBB (Ex-ofício)

Dom José Belisário da Silva, arcebispo de São Luís (MA) e vice-presidente da CNBB (Ex-ofício)

Dom Bruno Gamberini, arcebispo de Campinas (SP)

Dom Odilo P. Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo (SP)

Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)

Suplentes:

Dom Eduardo Benes de Sales Rodrigues, arcebispo de Sorocaba (SP)

Dom Maurício Grotto, arcebispo de Botucatu (SP)

Dom Ricardo Pedro Chaves Pinto Filho, arcebispo de Pouso Alegre (MG)

16. Conselho Diretor do MEB

Dom Antônio Fernando Saburido, arcebispo de Olinda-Recife (PE)

Dom José González Alonso, bispo de Cajazeiras (PB)

Dom José Ronaldo Ribeiro, bispo de Janaúba (MG)

Dom Mário Rino Sivieri, bispo de Propriá (SE)

Suplentes:

Dom Angelo Pignoli, bispo de Quixadá (CE)

Dom Juarez Souza da Silva, bispo de Oeiras (PI)

17. Conselho Econômico

Dom Raymundo Damasceno Assis, cardeal arcebispo de Aparecida e presidente da CNBB (Ex-ofício)

Dom Leonardo Ulrich Steiner, bispo de São Félix do Araguaia (MT) e secretário geral da CNBB (Ex-ofício)

Dom Guilherme Antônio Werlang, bispo de Ipameri (GO)

Dom Sérgio Arthur Braschi, bispo de Ponta Grossa (PR)

Dom Frei Severino Clasen, bispo de Araçuaí (MG)

Suplentes:

Dom Francesco Biasin, bispo de Barra do Piraí-Volta Redonda (RJ)

Dom Jacinto Bergmann, arcebispo de Pelotas (RS)

18. Conselho Fiscal

Dom Caetano Ferrari, bispo de Bauru (SP)

Dom João Wilk, bispo de Anápolis (GO)

Dom Osvino José Both, arcebispo do Ordinariado Militar do Brasil -Brasília (DF)

Suplentes:

Dom Afonso Fioreze, bispo de Luziânia (GO)

Dom Paulo Roberto Beloto, bispo de Formosa (GO)

Nomeados pela Presidência da CNBB

19. Comissão Episcopal para a Amazônia

Dom Cláudio Hummes, cardeal arcebispo emérito de São Paulo (Presidente)

Dom Erwin Kräutler, bispo do Xingu (PA)

Dom Jaime Vieira Rocha, bispo de Campina Grande (PB)

Dom Moacyr Grechi, arcebispo de Porto Velho (RO)

Dom Sérgio Castriani, bispo de Tefé (AM)

20. Comissão Episcopal Pastoral para a Missão Continental

Dom Adriano Ciocca Vasino, bispo de Floresta (PE)

Dom Jaime Pedro Kohl, bispo de Osório (RS)

Dom José Negri, bispo de Blumenau (SC)

21. Comissão Episcopal Pastoral da Campanha para a Evangelização

Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, arcebispo de Salvador (BA) (Presidente)

Dom José Luiz Majella Delgado, bispo de Jataí (GO)

Dom Leonardo Ulrich Steiner, bispo de São Félix do Araguaia (MT) e secretário geral da CNBB

Dom Vilson Dias de Oliveira, bispo de Limeira (SP)

22. Edições CNBB

Dom Joaquim Giovani Mol Guimarães, bispo auxiliar de Belo Horizonte (MG)

Dom Leonardo Ulrich Steiner, bispo de São Félix do Araguaia (MT) e secretário geral da CNBB (Ex-ofício)

Dom Sérgio da Rocha, arcebispo de Brasília (DF)

Fonte: CNBB


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