Publicado em 31/05/2011 por

Paróquia Nossa Senhora de Nazaré convida para um espetáculo de fé: “Coroação de Nossa Senhora”

A Paróquia Nossa Senhora de Nazaré, no bairro Montese convida para um espetáculo de fé: “Coroação de Nossa Senhora”, no dia 31, às 20h, no Ginário Pe. Felice Pistoni (na rua Pe. João Piamarta, ao lado do colégio).

Um belo repertório com músicas e danças vem sendo ensaiado há dois meses, por 120 crianças e adolescentes, todo voltado a uma reflexão profunda para com o cuidado a mãe natureza. A sensibilidade também será feita através de projeção de imagens.

Serão trocadas 300 mudas por garrafas pet. Todas as mudas, antes de serem distribuídas, serão bentas pelo pároco Pe. Sidnei Felski e a entidade cadastrará todos os agraciados para fazer um monitoramento do benefício e da urbanização do bairro, juntamente com a SER IV.

O Instituto Montese, ONG sem fins lucrativos que atua no bairro Montese, com o apoio da SEMAM, e em parceria com a Paróquia Nossa Senhora de Nazaré estão realizando essa distribuição de mudas de diversas espécies para a comunidade, com o intuito de promover o meio ambiente e propiciar uma consciência ecológica entre os montesianos.

Informações: Kátia de Sousa pelo telefone (85) 8820-8982.

Publicado em 31/05/2011 por

6ª Festa de Santo Antônio de Pádua do Maraponga

Acontece de 1 a 13 de junho, na paróquia Santo Antonio de Pádua, no Maraponga a festa do Padroeiro. É o sexto ano do Fetejo e o tema escolhido pra 2011 está em sintonia com a CF 2011: “Santo Antônio nos ajuda a escutar a voz de Deus na obra da criação”.

Confira a Programação

Anote o endereço. Rua Noruega / Rua Itália, s/n – Maraponga. (MAPA)

Informações: 85 3298-2272

Publicado em 31/05/2011 por

Nota da CPT Ceará pelo assassinato de José Cláudio Ribeiro da Silva, Maria do Espírito Santo Silva e Adelino Ramos

O ano de 2010 foi marcado por muitos assassinatos de lideranças camponesas. O Caderno de Conflitos no Campo Brasil, da CPT, registrou 34 assassinatos.

Recentemente, foi com profunda tristeza e igual indignação que recebemos a notícia do assassinato de mais três companheiros que, após várias ameaças, tiveram suas vidas ceifadas:

José Cláudio Ribeiro da Silva e sua esposa Maria do Espírito Santo Silva

• No dia 24 de maio, os ambientalistas JOSÉ CLÁUDIO RIBEIRO DA SILVA e sua esposa MARIA DO ESPÍRITO SANTO SILVA, foram assassinados a tiros no interior do Projeto de Assentamento Extrativista, Praia Alta Piranheira, no município de Nova Ipixuna, sudeste do Pará.

• No dia 27 de maio, foi ADELINO RAMOS, o Dinho, sobrevivente do massacre de Corumbiara, assassinado pela manhã, no distrito

Adelino Ramos

Ponta de Abunã, município de Porto Velho, em Rondônia.

Os motivos? A luta pela justiça, a defesa da floresta e dos direitos de seus povos. Preocupa-nos, cada vez mais, a ação de fazendeiros e madeireiros, bem como de outros grupos do grande capital, que ameaçam aqueles que levantam a voz contra as injustiças e preocupa-nos, ainda mais, a omissão e o descaso dos governos em garantir a segurança destas pessoas ameaçadas. Os representantes políticos, que ocupam os mais diversos cargos, em todas as instâncias, deveriam agir no sentido de coibir estes crimes e não o fazem. Assim, não são somente omissos, mas também coniventes, pois fazem concessões e criam leis favoráveis a latifundiários e madeireiros que desmatam, expulsam comunidades, perseguem e assassinam lideranças que se colocam ao lado dos mais pobres.

A violência Deus condena e, aqueles que a praticam, de maneira especial contra os mais pobres e indefesos, pagarão caro. A história de impunidade vai se repetindo. Somente numa semana, assassinaram três companheiros e, muito provavelmente, os mandantes e executores permanecerão impunes. Quando muito, serão condenados os executores, mas os mandantes, os “grandes do crime”, seguirão livres fazendo mais vítimas desta ganância por dinheiro e assalto às riquezas naturais.

Indigna-nos este fato e perguntamos até quando viveremos numa sociedade onde manda e desmanda quem tem dinheiro e, aqueles que detêm o poder político, não têm a mínina capacidade e vontade de promover a paz e a justiça.

A tristeza toma conta de nós, mas a morte destes companheiros fortalece a nossa indignação e o nosso compromisso com os camponeses e camponesas. Daremos continuidade à luta destes nossos irmãos e desta nossa irmã, exigindo justiça e punidade para os criminosos, para que outros/as companheiros/as não venham a ter suas vidas tiradas de forma tão brutal.

A Romaria dos Mártires aumentou… Seguem agora José Cláudio, Maria do Espírito Santo e Dinho. Seu martírio é fonte de testemunho vivo e vivificador, pois morreram defendendo a vida dos pobres, os preferidos de Deus, e a da natureza, a criação de Deus.

Fazemos nossas as palavras do Profeta Miquéias: “Escutem, líderes e autoridades do povo! Vocês que deviam praticar a justiça e, no entanto, odeia o bem e amam o mal. Vocês tiram a pele do meu povo e arrancam a carne dos seus ossos. Vocês devoram o meu povo: arrancam a pele, quebram os ossos e cortam a carne em pedaços, como se faz com a carne que vai ser cozinhada” (Mq, 3,1-3). Mesmo quando não o fazem diretamente, mas deixam de agir quando deveriam a fim de coibir e punir os criminosos do povo, trazem para si a mesma responsabilidade.

O sangue destes companheiros e desta companheira regou o chão e fará crescer a planta a justiça, cujo fruto é a paz (Is. 32,17). Eles permanecem vivos em nossas vidas, em nossas lutas.

A CPT Ceará se solidariza com os familiares de José Cláudio, Maria do Espírito Santo e Adelino Ramos, ao mesmo tempo em que se une na luta pela justiça.

Fortaleza, 30 de Maio de 2011
Comissão Pastoral da Terra – Ceará

Publicado em 30/05/2011 por

Articulação do Grito dos/as Excluídos/as de 2011 no Ceará

Nos 13 e 14 de maio de 2011, no Centro de Pastoral Maria Mãe da Igreja – Fortaleza, 27 pessoas, vindas de oito dioceses do Ceará, membros de Organismos ligados à Igreja Católica, Pastorais e Movimentos Sociais, estiveram reunidas para discutirem sobre a conjuntura política atual e articularem o Grito dos/as Excluídos/as nas dioceses.

Em sua 17ª edição, o Grito tem por tema: Pela Vida grita a TERRA… Por direitos todos nós! As catástrofes ambientais, conseqüência do desequilíbrio causado pelo modelo de produção vigente do sistema capitalista, a miséria e a pobreza, a concentração de riquezas e exploração irresponsável dos recursos naturais, são gritos por cuidado, justiça e dignidade que ecoam mundo afora.

O Grito dos/as Excluídos/as pretende levar às ruas o grito da Mãe Terra sofrida com tantos projetos de morte, os quais, escondidos atrás das máscaras do desenvolvimento, destroem a natureza e colocam em risco toda espécie de vida sobre o Planeta. Conseqüência também desse modelo de desenvolvimento capitalista, que visa tão somente o lucro desenfreado de alguns poucos, é a negação dos direitos básicos da população: saúde, educação, moradia, acesso à Terra, à Água, lazer, cultura, emprego, soberania alimentar… O governo anuncia o ascenso de 35 milhões de pessoas à classe média, porém, isso não significa que os direitos básicos destes e dos que continuam a linha de pobreza e miséria tenham sido garantidos.

O aumento do poder aquisitivo não significa necessariamente garantia de direitos básicos. Segundo dados do último Censo do IBGE, a classe média (domicílios com renda per capita de 1 a 5 salários) não passa de 34, 2% da população (Fonte: Brasil de Fato, nº 427). Os outros 66% estão na linha de miséria e pobreza.

Papel importante no fortalecimento do sistema capitalista é a mídia hegemônica, dominada pelas grandes corporações. Se o capitalismo afirma que é preciso produzir sempre mais, conta com o apoio da mídia, que incute nas pessoas, principalmente nas crianças e jovens, o desejo do consumo desenfreado, criando diariamente, através das propagandas mentirosas e enfeitadas, ilusões de necessidades.

Acontece que a produção está para o aumento dos lucros e não para as necessidades básicas das populações. Nunca se produziu tanto e, comparativamente, tivemos tantos pobres.

Alguns questionamentos nortearam a discussão no encontro em torno do tema: Ainda temos excluídos/as? Onde eles/as estão? Eles/as reconhecem que são excluídos/as? E nós, agentes de pastorais e militantes de movimentos sociais, também nos reconhecemos como excluídos/as? Vimos que os/as excluídos/as continuam existindo e o Grito continua com sua razão de existir. Nossa missão é identificar as realidades de exclusão, ter consciência delas e transformá-las. Ser excluído/a é uma realidade que ninguém deseja ser, mas é real, não podemos negá-la. Esse é o primeiro passo na luta pela inclusão, contra todo tipo de exclusão. Quem é excluído/a e nega esta condição, não assume a luta pela transformação.

No Ceará, a discussão está girando em torno dos grandes projetos do agrohidronegócio, das obras de infraestrutura e da Copa do Mundo. Os/as excluídos/as são também massacrados por estes grandes projetos do capital nacional e internacional. As obras são planejadas e concretizadas a toque de caixa, empurradas de goela abaixo.

As comunidades atingidas não participam do processo de discussão sobre a viabilidade social e ambiental destas obras e, ao final, precisam ser remanejadas de seus espaços ancestrais ou então continuam vivendo nestes espaços, mas sofrendo os impactos diretos destes empreendimentos.

O cenário político também está em crise. As políticas públicas de atendimento aos pobres e de cuidado com o meio ambiente ainda são muito falhas ou inexistem em alguns âmbitos. Alguns projetos de lei de parlamentares até vão na contramão da preservação ambiental, como o que propõe as mudanças no Código Florestal. As obras da Copa, por exemplo, irão remanejar, para áreas de alto risco, muitas comunidades atingidas; outras serão escondidas pelos muros da vergonha e não serão, sequer, ouvidas em suas reivindicações. Esta novela se repete há muitos anos, a cada vez que surge um novo grande empreendimento. Sob o discurso que é uma obra de interesse social os governos e empresas seguem alagando seus territórios de injustiça e exploração, enquanto os pobres têm seus direitos violados e seus espaços usurpados.

São tantos gritos que ecoam pelo mundo. A Mãe Terra “geme como em dores de parto” (Rm 8,22). O Grito pretende ser um momento de fortalecimento das lutas populares, bem como de dar visibilidade aos processos alternativos que estão sendo construídos a partir das bases, que apontam para uma outra sociedade possível, mais justa e igualitária.

O Grito dos/as Excluídos/as não é um evento isolado, ele vai para além dos protestos do dia 07 de setembro. Faz parte de um processo de mobilização e lutas pelos direitos, bem como de construções coletivas em torno de uma outra maneira de ver a Terra e de usufruir de suas riquezas, a partir dos princípios do respeito, da convivência e da sustentabilidade.

Por todo o Brasil, os gritos se unirão num só, e tecerão a colcha do projeto popular. Desde já, todas as comunidades são convidadas e preparar o Grito com bastante entusiasmo, ao mesmo tempo em que fortalecem as lutas locais em favor da Mãe Terra, Terra de Deus e nossa, e dos direitos dos pobres, filhos/as da Terra, pobres de Deus.

Thiago Valentim
CPT CE

Publicado em 30/05/2011 por

I Chá da Vida da Pastoral da Sobriedade – fotos

Publicado em 30/05/2011 por

I Chá da Vida da Pastoral da Sobriedade

Aconteceu no dia 21/05/2011 (Sábado), o I Chá da Vida da Pastoral da Sobriedade Fortaleza (PSF).

O Evento foi realizado na Paróquia Nossa Senhora da Assunção – Nova Assunção e teve como programação:
– Ministério Misericórdia em Canção;
– Apresentação da Pastoral da Sobriedade;
– Sorteio de Brindes;
– Mesa com Chá;
– Lembrancinha do Evento;
– Show de Humor.

O evento teve três finalidades:
Divulgar a Pastoral da Sobriedade como um todo para a Sociedade;
Confraternizar com os grupos já existentes;
Arrecadar Fundos já que assim como a maioria das pastorias, não recebemos nenhum tipo de ajuda financeira.

A Coordenação do Grupo de AutoAjuda do Santuário (Regina), responsável pelo evento, agradece à todas as pessoas que compareceram ao I Chá da Vida, em especial aos grupos do Araturi, Maranguape, São Pedro e São Paulo, Santuário da Assunção, assim como as pessoas que atederam ao nosso chamado e compareceram em grande número e as Coordenações da Pastoral da Sobriedade Arquidiocesana (Luíz Alberto) e Regional Nordeste 1 (Rogério Melo).

Esperamos colher os frutos deste evento que só vem a confirmar o que muita gente já sabe. A Pastoral da Sobriedade é a resposta concreta da Igreja Católica à problemática das Drogas em nossa famílias.

“Sobriedade e Paz, só por Hoje, graças a Deus”.

Veja as fotos do evento

Publicado em 28/05/2011 por

Meditação do Evangelho do 6º Domingo de Páscoa (Jo 14,15-21)

Amados irmãos em Cristo ressuscitado!

Avançamos um pouco mais em nossa caminhada pascal reconhecendo na presença do ressuscitado a força para sermos testemunhas do seu amor por meio do Espírito.

Logo após ter se apresentado como o caminho que nos leva ao Pai, o Senhor Jesus começa a preparar os seus discípulos para a sua ausência iminente; o seu retorno representa a conclusão de um tempo e o início de outro: da ação do seu espírito junto à Igreja.

A condição de viver no amor e da guarda dos mandamentos como garantia de vida plena tem como conseqüência o cumprimento de uma promessa: a de recebermos um outro defensor – o espírito da verdade! Verdade essa que é o próprio Jesus, pois foi assim mesmo que o Senhor se apresentou a nós conforme o Evangelho: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Tudo isso para não nos deixar “órfãos” e totalmente entregues as estruturas que excluem e oprimem os mais pobres.

Em outras palavras a experiência cristã se constitui na acolhida do outro como um presente de Deus e do próprio Espírito Santo, primeiramente, pois como protagonista da missão é o Espírito que tem a tarefa de atualizar a presença do ressuscitado além de animar a comunidade de fé encorajando a todos sempre.

Esta atitude de acolhimento na fé, por meio da Palavra à vontade de Deus nos colocará diante de situações nem sempre favoráveis, daí então a necessidade de dar razão da nossa esperança (aprofundando a nossa fé) para todos que pedirem um testemunho digno da nossa índole cristã, apesar das dificuldades, perseguições e tribulações, fazendo tudo isso com mansidão, respeito e de boa consciência de que é melhor sofrer praticando o bem do que, ao contrário, praticar o mal como bem nos apresenta a carta de São Pedro.

Celebremos a páscoa de Jesus que se manifesta em todos os que acolhem no amor e na força renovadora do espírito, guardando os ensinamentos do mestre e agindo como agentes transformadores do mundo por meio do Evangelho.

Em Jesus, o bom pastor e Maria nossa mãe.
Pe. Fernando Antonio Carvalho Costa

Publicado em 28/05/2011 por

Juventude Missionária promove o arraiá da “Cumadi” Paulina

Como sabemos as festas juninas estão próximas e todo o Nordeste começa a se preparar para os festejos juninos que animam as nossas noites. A Juventude Missionária de Fortaleza está promovendo o arraiá da Cumadi Paulina a entrada custa R$ 5 e dá direito a feijoada além de concorrer a cinco prêmios.

Teremos ainda venda de comidas e brincadeiras. Não perca! Será uma ótima oportunidade de entretenimento para toda a familia.

Dia 05 de junho, das 11h às 16h. Local: Rua Lins do Rego, 200 – Vila Peri – Salão da Capela São Judas Tadeu (mapa).

Informações: 85 8807 7880 falar com Sara

Publicado em 27/05/2011 por

Entrevista com o Pároco da Paróquia Nossa Senhora de Fátima Padre Francisco Ivan (III)

Nossa Senhora de Fátima, Nossa de Guadalupe, Nossa Senhora da Assunção, Nossa Senhora da Conceição, e tantas outras. São nomes dados a Mãe de Jesus ou todas são diferentes?
Padre Ivan – Sobre a pergunta, primeiro são vários nomes de Maria, várias invocações para uma mesma Maria. Então, Nossa Senhora do Amparo é a mesma Mãe de Deus. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Nossa Senhora do Bom Parto é a mesma Mãe de Deus e a Nossa Senhora de Fátima é a mesma Mãe de Deus. Só quê Ela se manifesta diferente devido às situações. Vou explicar melhor: aqui na Arquidiocese de Fortaleza nós temos no Tancredo Neves a Nossa Senhora dos Pobres. Que diz muito da realidade da comunidade, que no passado era uma comunidade muito carente, muito difícil. Outro exemplo, Nossa Senhora da Assunção porque nós começamos lá na ponte do Rio Ceará, com a capelinha de Nossa Senhora do Amparo. Depois, veio o Forte de Nossa Senhora da Assunção e hoje, temos a Nossa Senhora da Assunção. Nossa Senhora Aparecida do Brasil tem toda uma história em que Ela se manifestou. Então são muitos nomes para uma mesma Maria. São muitos nomes, mas uma única fé. Para as comunidades é muito importante saber que existem várias maneiras de se chamar Maria. Ela será a mesma ontem, hoje e sempre.

E aí pergunto: por que Nossa Senhora de Fátima é tão querida? Por que as comunidades, mesmo tendo outro padroeiro, reúnem-se todos os dias 13 para celebrar?
Padre Ivan – Depois de Portugal, o lugar que mais concentra devotos da Virgem de Fátima é Fortaleza. Em 1916, em Portugal, o anjo da paz aparece aos três pastorinhos Francisco, Jacinta e Lúcia. Ele aparece no momento da primavera, do verão e outono. E nos três momentos, ele aparece para dizer que é o anjo da paz, que não precisa ter medo. Preparando o cenário para as aparições de Nossa Senhora. E nesse período estava acontecendo a I Guerra Mundial, o comunismo era muito forte. E o anjo trás consigo o sentido de paz. Qual a mensagem do Anjo?  Que a gente adore à Deus Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo). E essa é a primeira experiência de cada pessoa, porque a Trindade é comunhão, é comunidade, é diálogo, é paz entre nós. E 1917 acontecem três aparições, e a primeira é no dia primeiro de maio. Em todas as aparições Nossa Senhora pedia conversão, penitência e oração. É o que a vida cristã pede para nós.

E como é possível vivenciar esses três pilares: conversão, penitência e oração?
Padre Ivan – Se a justiça, o bem comum não passar pelo nosso coração, a gente não se converte. É preciso a gente fazer penitência no sentido de sermos melhores, de aprendermos mais com o Evangelho, com a Bíblia, com os exemplos, com os sinais do tempo. É muito importante para eu, você, qualquer outra igreja, outra comunidade rezar, orar. Porque quem tem uma vida de oração tem uma vida centrada, focada nos seus projetos. Tem uma vida mais equilibrada, porque ela tem uma espiritualidade. E quando você tem uma espiritualidade é notável e quando você não tem também a gente nota.

Então, porque o dia 13 é tão forte em Fortaleza?
Padre Ivan – Primeiro porque há um trabalho desde 1955. Quando a imagem peregrina visitou Fortaleza, por volta de 1951, já se tinha a idéia de santuário, e foi-se criando a mentalidade do dia 13.  E porque não celebrar no dia 13? Antes as celebrações eram só pela manhã, depois foi se criando esse movimento para o meio dia. E hoje, em todo o Ceará no dia 13 acontecem celebrações, principalmente ao meio dia. Aqui no Santuário de Fátima são 11 celebrações, de 5h às 20h. E em todas as celebrações se tirarmos o pé do chão, não tem como colocá-lo de novo. Todas às celebrações são lotadas. Nos dias 13 comuns são de 30 mil a 40 mil pessoas. E no dia 13 de maio são 100 mil, 120 mil pessoas. Em 2010 foram 120 mil. Esse ano a gente pensa que vai ultrapassar os 120 mil. E no mês de outubro são cerca de 60 mil a 80 mil pessoas.

Esses números indicam um aumento na devoção à Maria?
Padre Ivan – Eu penso que sim, porque realizamos um trabalho nos último três anos aqui no Santuário. Primeiro relacionado ao horário, antes o Santuário era aberto de 15h até as20h. Hoje, está aberto das 6h as 20h. Segundo, fizemos uma ampla divulgação, isso nos levou a ser o único que temos uma missa transmitida pela TV (TV Diário, canal 22). Com esse trabalho da TV, associado ao rádio (FM Dom Bosco) e as panfletagens a gente cresceu muito em número. E essa divulgação, através das mídias, ajudou a ampliar a participação dos fiéis no Santuário. Por isso, nós somos convidados a vivenciar cada vez mais essa experiência do santuário, que é um chamado. Há um chamamento. Quantas pessoas assistiram a missa, às 5h, pela TV, pelo rádio, pelo site e pelo blog da Paróquia. Um dia eu fiquei surpreso, porque eu dei um comunicado na missa, e quando eu cheguei numa reunião, a tarde, todo mundo já sabia da notícia, porque estavam acompanhando pelo blog. E pessoas de São Paulo, de vários lugares tinham recebido essa notícia. Isso nos faz perceber como a comunicação é veloz, é rápida e nós como Igreja não estamos preparados para lidar com essas mídias. Precisamos avançar, principalmente com a juventude onde tudo é digital. Enquanto engatinhamos, eles (jovem) estão com o twitter, facebook, Orkut. Mas, a participação no dia 13 acontece, porque hoje há uma divulgação maior do Santuário.

E o quê ainda é preciso ser feito?
Padre Ivan – É importante, primeiro, o zelo missionário, o trabalho de todos. Nós já investimos em segurança, instalamos câmeras, banheiros. Disponibilizamos água potável para o povo. Realizamos campanhas de coleta de sangue para o Hemoce, o cadastro de medula óssea. Essas iniciativas mostram que além de rezar tem uma atividade, tem uma ação. É a contemplação que gera ação. E o que estamos fazendo agora é a coleta seletiva do lixo. Nós estamos investindo muito nessa campanha, porque com as chuvas os bueiros (do Bairro de Fátima) ficaram todos entupidos. Outra preocupação é com o lixo na Praça Pio IX (em frente da Igreja). Quando nós chegamos aqui eram retirados de 10 a 12 toneladas de lixo, após a festa. Hoje é 1 tonelada e meia. Isso é resultado de um trabalho de conscientização feito com os barraqueiros, com os fiéis, com as escolas, com a Prefeitura, com a SEMAM, com a EcoFor. Então a gente tomou como atividade durante esses três anos (2009, 2010, 2011), a coleta seletiva do lixo, a coleta de sangue e o cadastro da medula óssea. Agora existem muitas carências. Precisamos de espaço para estacionamento, de uma sala para os milagres, de um fraldário, de um espaço para acolhimento dos romeiros. Esses espaços são muito importantes para podermos acolher bem.

E o vestir branco? Por que as pessoas festem o branco no mês de maio, no dia 13?
Padre Ivan – Primeiro porque nas aparições de Nossa Senhora é colocado como uma senhora branca. Que uma senhora de veste branca aparece no céu. E o branco, também, é como sinal de paz, de serenidade. A harmonia de todas as cores para expressar um sinal de fé. Então, quando alguém faz o voto de vestir-se de branco, ela faz esse esforço em sinal de respeito, de atenção, de uma continuidade da história da aparição da Senhora de branco. Isso simboliza que ela (Nossa Senhora) continua não mais no altar, mas em mim. Agora não é só ela, sou eu também. Agora eu também represento essa mulher, essa senhora. Mas, nem todos têm essa consciência, embora a grande maioria esteja se conscientizando de que não é, mas Maria sou eu. Eu vou fazer o papel dela na sociedade amando, respeitando, sendo justo e honesto. Também com minhas rezas, com minhas orações.

E a reza do terço?
Padre Ivan – Para nossa surpresa, aqui no santuário o novenário não tinha a oração do terço. A gente fazia antes de começar a novena. Desde 2010 nós colocamos, no mês de maio e outubro, o terço durante a novena. É belíssima a concentração e a participação.  Todo o povo na Igreja rezando o terço, mesmo os que não sabem rezar. É uma experiência para nós de muita dedicação deles e de muito prazer. Então, a oração do terço marca, também, essa contemplação deles, marca a espiritualidade. Por outro lado, a gente tem a idéia de que eles queriam rezar mais, de passar mais tempo em oração. E o terço é um bom momento para você permanecer em oração. Agora é preciso colocar o terço em sintonia com a realidade social, com a realidade da vida. Para que se entenda que a oração exige uma postura transformadora, exige uma ação. E a reza do terço é muito especial, porque para muitos ele é penitência, é conversão e oração ao mesmo tempo.

E por que é comum ao rezamos, o terço, deitados dormirmos com facilidade?
Padre Ivan – Isso acontece porque o terço é terapêutico. Se você tem um doente, um paciente e reza com ele o terço, é uma maravilha. Porque ele vai se acalmando, ela vai se tranqüilizando. E alguns terapeutas já afirmam que a oração é indispensável na vida de qualquer enfermo, sobretudo quando precisa de uma terapia.

Padre Ivan, para uma pessoa que pretende viver melhor o mês de maio, o que ela pode está fazendo?
Padre Ivan – Ela precisa se sentir, primeiro, participante de uma comunidade. Precisa saber que não está sozinha. Precisa saber que faz parte dessa comunidade. Segundo passo, dentro de toda a correria diária, qual é a hora que você tem para se encontrar com essa comunidade? E a partir da vida de Maria, da vida de Jesus e da vida desse povo, se encontrar. Se encontrar não para rezar logo, de imediato. Mas, se encontrar para conversar, para partilhar a vida. Tendo a figura de Maria que chama (convida). E só chama quem tem chama. E quem não tem chama, não chama ninguém. Maria tem muito disto, essa chama que acolhe. Depois é necessário compreender que, o mês de maio tem uma mensagem para nós de conversão, de oração e penitência.

Para finalizarmos essa entrevista, quem é Maria para o Padre Ivan?
Padre Ivan – Eu tenho uma amizade todo especial com Maria. Eu tenho um cuidado, todo um zelo. Eu acho que uma paixão, no sentido de tentar penetrar na alma de Maria. Eu tenho uma vontade de dizer sim, como Ela disse “sim”. De ficar disponível como Ela foi. De ter essa coragem, de ir a cruz como Ela foi. E de viver, realmente, essa realidade, esse chama. O que mais me admira em Maria é esse chama que Ela tem. E essa é uma das qualidades que eu queria ter. E essa qualidade de chamar, de convocar e de dizer “olha esse povo aqui é um povo de Deus, é um povo que vai fazer alguma coisa pela humanidade, a partir de uma experiência pequena de oração”. Maria para mim é essa co-redentora que vem também para educar a Igreja. Para dizer que nossa vocação precisa melhorar. Para dizer que a nossa missão tem que dar um salto qualitativo. Para dizer que a gente deve ficar mais disponível. Mais aberto não só para o trabalho com as mulheres, com os homens, mas, sobretudo para a realidade. Então, Maria para mim é esse sinal de abertura, é um novo horizonte que vai me fazendo cada vez mais feliz. Eu zelo a Mãe com todo cuidado, como eu tenho que zelar por você, como eu tenho que zelar por qualquer pessoa. Pois Maria nos ensina que o cuidado com o outro não tem limite.

Leia também

Primeira parte

Segunda parte

Publicado em 26/05/2011 por

Carta Circular 007/2011

Lembrança da Ordenação Sacerdotal e da Primeira Missa de Bento XVI

Em carta circular dirigida aos Sacerdotes, em 16 de maio de 2011, o arcebispo da Arquidiocese de Fortaleza, Dom José Antonio informa e orienta os padres sobre os 60 Anos de Ordenação Sacerdotal do Papa Bento XVI, Dia Mundial de Oração pela Santificação dos Sacerdotes e Retiro Espiritual do Clero.

Leia a carta na integra Circular 007/2011 e veja vídeo da Ordenação Sacerdotal do Papa Bento XVI

 


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